A Carta

carta de Esperança Garcia . Arquivo Profº SolimarA carta de Esperança Garcia não foi localizada no Arquivo Público do Piauí no período de realização do projeto de pesquisa (junho de 2014 a julho de 2015), encontrando-se na situação “não encontrada“. Para informações sobre o desenvolvimento do projeto, acesse: http://culturadigital.br/cartaesperancagarcia/o-projeto/

Conforme matéria veiculada no site de notícias G1 em 2015, “a carta sumiu a alguns anos. O meio acadêmico ficou até mesmo sem uma cópia dela. Mas a nossa equipe descobriu um historiador que guardou uma foto da da carta”. A fotografia foi feita pelo historiador e jornalista Paulo Gutemberg. Link: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2015/10/piaui-das-letras-193-anos-de-adesao-do-estado-independencia-do-brasil.html

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Conteúdo da carta de Esperança Garcia (original)

“Eu sou hua escrava de V. Sa. administração de Capam. Antº Vieira de Couto, cazada. Desde que o Capam. lá foi adeministrar, q. me tirou da fazenda dos algodois, aonde vevia com meu marido, para ser cozinheira de sua caza, onde nella passo mto mal. A primeira hé q. ha grandes trovoadas de pancadas em hum filho nem sendo uhã criança q. lhe fez estrair sangue pella boca, em mim não poço esplicar q. sou hu colcham de pancadas, tanto q. cahy huã vez do sobrado abaccho peiada, por mezericordia de Ds. esCapei. A segunda estou eu e mais minhas parceiras por confeçar a tres annos. E huã criança minha e duas mais por batizar. Pello q. Peço a V.S. pello amor de Ds. e do seu Valimto. ponha aos olhos em mim ordinando digo mandar a Procurador que mande p. a fazda. aonde elle me tirou pa eu viver com meu marido e batizar minha filha q. De V.Sa. sua escrava Esperança Garcia”

Conteúdo da carta de Esperança Garcia (versão atual)

“Eu sou uma escrava de V.S.a administração de Capitão Antonio Vieira de Couto, casada. Desde que o Capitão lá foi administrar, que me tirou da Fazenda dos Algodões, aonde vivia com meu marido, para ser cozinheira de sua casa, onde nela passo tão mal. A primeira é que há grandes trovoadas de pancadas em um filho nem, sendo uma criança que lhe fez extrair sangue pela boca; em mim não poço explicar que sou um colchão de pancadas, tanto que caí uma vez do sobrado abaixo, peada, por misericórdia de Deus escapei. A segunda estou eu e mais minhas parceiras por confessar a três anos. E uma criança minha e duas mais por batizar. Pelo que peço a V.S. pelo amor de Deus e do seu valimento, ponha aos olhos em mim, ordenando ao Procurador que mande para a fazenda aonde ele me tirou para eu viver com meu marido e batizar minha filha.  De V.Sa. sua escrava, Esperança Garcia”

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