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set 06

Cartografia Social: A Arte de Utilizar Mapas para Empoderar Comunidades

Nos últimos anos, a cartografia tem se tornado estratégia-chave para analisar e comunicar questões de saúde pública, planejamento urbano, justiça ambiental e direitos humanos. Ao realizar o mapeamento de suas próprias comunidades, e refletir sobre as informações organizadas visualmente nos mapas criados, a cidadania se capacita para formular as próprias soluções, e também para argumentar e defender sua visão sobre as questões.

Os recentes desenvolvimentos em GIS (Sistemas de Informação Geográfica), as aplicações de mapeamento baseadas na Internet, e a maior acessibilidade aos conjuntos de dados digitais (dados abertos de governo) tornaram o mapeamento viável para pessoas com poucos recursos e treinamento técnico. Podemos dizer, também, que está em curso um processo de crescente valorização do pensamento geográfico, e do valor de olhar para os problemas sociais e ambientais através de uma lente geográfica. Por estranho que pareça, na contexto da (desterritorializada?) cultura digital, conceitos como espaço e lugar ganham relevância estratégica.

Nem todos os processos de mapeamento, porém, são participativos, e ainda é raro hoje em dia que não-profissionais afetados por questões que estão sendo mapeadas sejam envolvidos nas decisões que orientam a criação, análise e distribuição dos mapas. Nos EUA existe uma tal abundância de dados cartográficos de fácil acesso que, pedir para residentes que realizem seu próprio mapeamento parece redundante. No entanto, acreditamos que o mapeamento colaborativo tem um grande potencial de mudar as relações de poder que são a causa raiz das injustiças sociais e ambientais.

Um processo de mapeamento, que inclui a seleção das legendas e dos símbolos, a escolha da escala e das camadas de informação, sendo guiada pelas pessoas mais afetadas pelas questões que estão sendo mapeadas, tem o potencial de desenvolver a consciência crítica e a ação coletiva, porque:

  • Os participantes desenvolvem sua própria linguagem para descrever a realidade, e a produção de termos e definições que refletem seus valores.
  • Experiências pessoais compartilhadas permitem que os grupos estejam em condições de analisar os padrões e identificar as experiências coletivas
  • O papel das instituições e da extensão de seu poder na formatação das experiências coletivas se torna mais evidente.

Fonte: “Social Cartography: The Art of Using Maps to Build Community Power

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