O objetivo desse Blog, é divulgar as atividades realizadas em nosso Ponto de Cultura e na Fundação Fé e Alegria Vazantes.

Dia 15/09/11

5:00 da Manhã – Alvorada festiva.

Apresentação do Maracatu, queima de fogos e café comunitário.

18:00 – Procissão saindo da casa do Geraldo Grosso, para a Capela.

18:30 – Hasteamento da bandeira.

19:00 – Celebração.

Celebrante: Diácono: Marcos.

Convidados especiais: Toda a comunidade de Vazantes.

Parte social : Barraca e telão.

Dia 16/09/11

4:00 – Procissão para a Capela de São Francisco (Poços).

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração Eucarística.

Presidente: Pe. Eudásio Paróquia Nossa Senhora de Nazaré) Capistrano.

Convidados especiais – Vila São Francisco, setor 01.

17/09/11

Procissão para a Capela de São José – Currais.

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração Eucarística.

Presidente: Pe. Francisco Maurício (Paróquia de Ocara)

Convidados especiais: Currais 01 e 02, Susto e setor 02.

Dia 18/09/11

4:00 – Procissão para a Capela de Nossa Senhora de Fátima – Agrovila.

18:00 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração Eucarística.

Pe. Antonio Tabosa

Convidados Especiais: Agrovila e setor 03.

Dia: 19/09/11

4:00 – Procissão Capela de São Francisco (Vajota)

18:00 – Novena de Santa Terezinha

19:00 – Celebração Eucarística.

Presidente: Pe. Abner (Paróquia São João Batista) Acarape.

Dia: 20/09/11

4:00 – Procissão para Rua do Fogo.

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração da Palavra.

Convidados especiais: Rua do Fogo e Vila Juvenal.

Dia: 21/09/11

4:00 – Procissão para Ideal.

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração da Eucarística.

Presidente: Pe.Rodrigues (Paróquia de Nossa Senhora das Graças)

Convidados especiais: Ideal e Capivara.

Dia: 22/09/11

4:00 – Procissão para Lagoa de São João.

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração da Palavra.

Convidados especiais: Lagoa de São João.

Dia : 23/09/11

5:00 – Procissão para a casa da Dona Ineizinha.

18:30 – Novena de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração da Palavra.

Convidados especiais: Carnaúbas e Maguari – setor 05.

Dia: 24/09/11

18:00 – Procissão com a imagem de Santa Terezinha.

19:00 – Celebração Eucarística.

Presidente: Pe. Evando.

Homenageados: Devotos de Santa Terezinha, Pastorais e Movimentos da Igreja.

Desasteamento da Bandeira. Fogos de artifício, telão, vídeos.

Parte social: Bingo e barracas.

Obs; As novenas terá inicio às 18:30 e a Missa às 19:00.

“Não me arrependo de me haver entregue ao amor”

(Santa Terezinha)

Mãe do Pe. Pedro Rubens Ferreira de Oliveira,(Reitor da UNICAP em Pernambuco), e grande idealizador da Fundação Fé e Alegria em Vazantes.
Dona do Carmo é um exemplo de perseverança em se tratando de movimentar o Catolicismo em Vazantes. Batalha noite e dia junto com uma equipe que a auxilia nos festejos e organização geral da Capela.

Mulher batalhadora, que apesar da idade avançada e saúde precária, não mede esforços no sentido de prestar serviço voluntário em sua comunidade.

Seu esposo Pedro Ferreira, é um “Grande” esposo e apoiador dessa grande mulher.

Com certeza a religiosidade está presente no sangue dessa família.

A vida de Santa Teresinha:

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido “ponto de Alençon”, gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.

A menina de Lisieux

Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de “minha rainha” e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina.

Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a “fusão” de Teresinha com Jesus.

No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.

A vida no Carmelo

Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.

No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.

Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.

No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, a doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.

Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.

Meu Deus eu Te amo

Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:

Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.

Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.

O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:

Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.

No dia 1o de agosto havia profetizado:

Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.

De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando, há cem anos, incontáveis conversões.

Sua mensagem

Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
sigamos o caminho da simplicidade;
entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.

A padroeira das missões

No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou “Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título”.

Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d’Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos “pequenos nadas”.

Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.

Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão.

O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era “fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações…”

Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários.

A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção.
Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus.

Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos. A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espitualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.

Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!

A santa das rosas

Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como “A Santa das Rosas”?

No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérése de uma atroz gastroenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula.

Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas.

Em carta à sua prima Maria Gurérin, escrita no dia 18 de agosto de 1887, Teresinha vai afirmar seu amor pelas rosas: “Amo tanto uma bela rosa branca, quanto uma rosa vermelha”.

Sentia-se feliz quando podia lançar pétalas de rosas para o alto quando passava o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: “Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde… Não percam nenhuma…”
Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus.

Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para explicar um elemento importante de sua “Pequena Via”: “Compreendi que o brilho da rosa… não tira o perfume da pequena violeta… Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril…” Por isso, ela conclui, Deus criou ” os grandes santos que podem ser comparados…. às rosas”. No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho.

Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. Haveria de conseguir muitas graças e bênçãos junto ao Pai. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

Doutora da Igreja

Eu sou pequena demais para subir a rude escada da perfeição, afirma Santa Teresinha. Ainda assim, queria ser uma grande santa, porque para ela, nos caminhos de Jesus Cristo não há meios-termos. Ela admirava os santos que cometerem loucuras em seu amor a Deus e media sensatamente a distância que a separava deles.

A fraqueza se fez força em Teresinha. Essa lúcida mulher que um dia desistiu da rude escada da perfeição foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II, em Roma, no dia 19 de outubro de 1997. Nesse dia, o Papa disse, no momento da homilia:

Entre os ‘Doutores da Igreja’, Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais. E na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, ainda afirma o Papa: Teresa oferece uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã. Ela une a teologia e a vida espiritual, exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo de Deus.
Sua sabedoria e inteligência colocados a serviço do anúncio da Palavra vêm transformando os corações, conduzindo gerações e gerações de pessoas no mundo inteiro à experiência do amor misericordioso de Deus, de forma simples, descomplicada. Meninos e meninas, pobres e desprezados, todos os que têm um coração de criança são homenageados nesse título que tanto demorou para ser conferido. Os pequenos se tornam Doutores.

Passados cem anos, a Doutora Teresinha tem uma Palavra forte e esclarecedora a nos dizer. Palavra profética de mulher missionária que nos faz retornar ao Evangelho. Acabaram os argumentos daqueles que tentavam escapar aos desafios da vida cristã e dos caminhos da santidade.

O Evangelho pode ser vivido por pequenos pássaros como nós. Teresinha, com seu ensinamento, nos mostra como isso pode acontecer. A menina, agora teóloga laureada, prova-nos que o Evangelho está vivo e pode pulsar em nós, em nossa vida. Ele existe também para nós, cristãos frágeis e atônitos ante a realidade que nos aflige.

A Doutora nos faz descobrir que o Evangelho não é um compêndio de frases edificantes escritas para nos comover ou atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o melhor modo de segui-lo.

Cronologia resumida

02/01/1873
às 23:30 hs. nasce Maria Francisca Teresa Martin,
à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.

04/01/1873 Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).

15/03 ou 16/03/1873 Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé,
a fim de ser amamentada.

02/04/1874 Retorna definitivamente para sua casa.

24/12/1876 Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito
de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.

03/04/1877 Aos quatro anos: “Serei religiosa em um claustro”.
18 a 23/06/1877 Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem
uma peregrinação a Lourdes

28/08/1877 Morre da Sra. Martin

29/08/1877 Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina
como sua segunda mãe.

15/11/1877 Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin

16/02/1882 Paulina decide ingressar no Carmelo
verão 1882. Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada
ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga
Outubro 1882 O nome Teresa “do Menino Jesus” lhe é proposto
por Madre Maria de Gonzaga.

13/05/1883 Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.

14/06/1884 Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia.
Madrinha: Leônia, sua irmã.

15/10/1886 Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus)

29/05/1887 Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar
no Carmelo aos quinze anos de idade.

31/10/1887 Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.
20/11/1887 Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.

09/04/1888 Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.

10/01/1889 Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta “da Santa Face” ao seu nome religioso.

29/02/1894 Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h e 15m.

Dezembro 1894 Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.
abril 1895 Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: “Morrerei em breve”.
Início de abril 1897 Gravemente enferma.

08/07/1897 Teresa desce para a enfermaria.

14/09/1897 Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.

30/09/1897 Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h e 20m.

04/10/1897 Sepultamento no Cemitério de Lisieux

30/09/1898 Publicação de 2000 exemplares de “História de uma Alma”.

29/04/1923 Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.

17/05/1925 Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.

14/12/1927 Proclamada Padroeira Universal das Missões.

03/05/1944 Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d’Arc.

19/10/1997 Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.

30/09/1998 Primeiro Centenário da Publicação de “História de uma Alma”.

(Fonte: Obras Completas, Ed. Loyola, 1997, p. 1285-1304).

Tema do Desfile: Escola, Espaço de Aprendizagem

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O dia 03 de setembro de 2011, ficará marcado para sempre como um dia inesquecível para quem esteve presente no tradicional desfile da Independência no distrito de Vazantes/Aracoiaba.

A estreia da Dança do Maracatu Batuque Odara, foi emocionante! As pessoas fecharam todo o local da apresentação do desfile, para assistirem ao grande espetáculo, encenado pelos jovens que fazem parte desse grupo.

O figurino, produzido também em nossa comunidade pelas artistas Adélia Sileira e Marilac, foram motivos de elogios das pessoas que assistiam atudo extasiadas.

Vazantes mais uma vez consolida sua marca como berço cultural.
A Fundação Fé e Alegria, também reafirma seu papel como parceira das escolas municipais e estaduais.

No dia 07 de setembro, o Maracatu marcará presença no Desfile na Sede de nosso município.

Prezados Amigos dos Pontos de Cultura do Ceará!

Estão abertas as inscrições para o curso de Formação em Gestão Cultural para os Pontos de Cultura do Estado do Ceará.

Segue também a programação completa do curso!

O curso promovido pelo Pontão de Cultura da Comunidade Santo Antônio – COMUNA S. A; com o apoio da Secretaria de Cultura do Ceará, por meio do Pontão de Cultura do Ceará, contempla ações formativas presenciais e processos complementares de educação à distância (utilizando internet), possibilitando a formação colaborativa entre Pontos de Cultura, professores, monitores e parceiros. Segue em anexo a programação completa do curso.

Dias: 28, 29 E 30 de setembro de 2011

Local: Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Rua Dragão do Mar 81, Praia de Iracema

Fortaleza/CE
Horário: de 09:00h às 18:00h
PÚBLICO ALVO

Dirigentes e representantes dos Pontos de Cultura do Ceará.

COMO SE INSCREVER
Para participar é preciso preencher a Ficha de Inscrição (em anexo) e enviá-la para o e-mail pontossecult@gmail.com até às 18h00 do dia 16/09/2011. As inscrições são gratuitas. Como as vagas são limitadas será obedecido o critério da ordem de chegada até completarem as 60 vagas.

CURSO PRESENCIAL – 60 VAGAS

; As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, limitando-se a 01 participante por Ponto de Cultura. 
Se até o dia 16/09/2011 as 60 vagas não forem preenchidas, abriremos para outros integrantes dos Pontos de Cultura já inscritos. Todos os selecionados receberão a confirmação de sua inscrição.

CURSO À DISTÂNCIA – 242 VAGAS

Os alunos do curso presencial já têm a vaga garantida no curso à distância. Para o curso à distância serão disponibilizadas 01 vaga para cada Ponto de Cultura do Estado (242 no total). As inscrições ocorrerão no mesmo período (até às 18h00 do dia 16/09/2011) e a ficha de inscrição será enviada posteriormente.

CARGA HORÁRIA

Presencial: 24 horas/aula
À distancia: 02 meses

CERTIFICAÇÃO

Será outorgada uma certificação de curso livre para os alunos com participação mínima de 75% nas aulas presenciais e na plataforma de ensino à distância: leitura dos textos e postagens nos fóruns de discussão.
As despesas com transporte, hospedagem e alimentação são de responsabilidade dos Pontos de Cultura.

MAIS INFORMAÇÕES:
TEL.:(85)3101.6742/3101.6792 de 8:00 às 17:00
Norma Paula/ Isabel e/ou Celly
pontossecult@gmail.com

TEL: (31) 2552-8882 – de 2ª A 6ª feira, Horário: 14:00 às 18:00
SITE: www.comuna.org.br
E-MAIL: comunasa@gmail.com

Os ensaios estão acontecendo dois dias da semana, tanto no Centro Educativo de Vazantes, como nas ruas e praças de Vazantes.

Origem do Maracatu

Mas o que realmente conhecemos sobre essa manifestação secular brasileira?
O texto a seguir está em constante atualização, contribua também!

Breve História do Maracatu-Nação:

O Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação é uma manifestação da cultura popular brasileira, afrodescendente e de cunho religioso. Surgiu durante o período escravocrata, provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, onde hoje é o Estado de Pernambuco, principalmente nas cidades de Recife, Olinda e Igarassu (que, antigamente, abrangia também o que hoje são os municípios de Itapissuma, Abreu e Lima e Itamaracá). Como a maioria das manifestações populares do país, é uma mistura de culturas ameríndias, africanas e europeias.

Apesar de existirem muitas visões, histórias e hipóteses diferentes, a explicação mais difundida entre os estudiosos acerca da origem do Maracatu Nação é a de que ele teria surgido a partir das coroações e autos do Rei do Congo, prática implantada no Brasil supostamente pelos colonizadores portugueses e por consequência permitida pelos senhores de escravos.

Os eleitos como Rainhas e Reis do Congo eram lideranças políticas entre os cativos: intermediários entre o poder do Estado Colonial e as mulheres e homens de origem africana. Destas organizações teriam surgido muitas manifestações culturais populares que passaram a realizar encontros e rituais em torno dessas representações sociais, dando origem ao Maracatu de Baque Virado.

Com a abolição da escravatura no Brasil, no fim do século XVIII, o Maracatu passou gradualmente a ser caracterizado como um fenômeno típico dos carnavais recifenses, como ocorreu com o Frevo e outras práticas populares tipicamente brasileiras, tendo em diversos “agrupamentos” uma forte ligação com a religiosidade do Candomblé ou Xangô Pernanbucano.

Após um intenso processo de decadência dos maracatus de Recife durante quase todo o século XX, ocorreu nos anos 1990 o que podemos chamar de “Boom do Maracatu”.
A prática ancestral adquiriu uma notoriedade que nunca havia conquistado antes, resultado, entre outras coisas, da ação do Movimento Negro Unificado (MNU) junto a Nação Leão Coroado, (uma das nações mais tradicionais de Recife), do movimento Mangue Beat (que tem como principais expoentes Chico Science e o grupo Nação Zumbi, a Banda Mestre Ambrósio, entre outros), e do grupo Nação Pernambuco (uma de suas principais marcas foi ter separado a dimensão da música e da dança do Maracatu de sua dimensão religiosa).

Nesse contexto o Maracatu de Baque Virado saiu de seu palco principal que é a cidade de Recife e chegou a diversos lugares do país e do mundo. Atualmente existem grupos percussivos que trabalham com elementos da Cultura do Maracatu Nação em quase todos os estados brasileiros e em diversos países como Canadá, Inglaterra, França, Estados Unidos da América, Japão, Escócia, Alemanha, Espanha, entre outros.

Xilogravura com o tema do Maracatu

Um Outro Olhar:
“Eram típicos no carnaval de antigamente. Típicos, numerosos, importantes, suntuosos. No meio do vozerio da mascarada, dominando as marchas dos cordões, ouvia-se ainda longe o rumor constante, uniforme, monótono dos atabaques:

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

Era um maracatu. Havia os que gostavam dele e esperavam-no com curiosidade. Havia os que protestavam contra a revivescência africana e resmungavam.

Bum…bum…bum…bum…

No fim da rua, por cima do povo, surdia o grande chapéu de sol vermelho, rodando, oscilando, curvando-se. E o batuque cada vez mais perto, mais perto. Dali a pouco desfilava o cortejo real dos negros. Vinha o rico estandarte com cores vivas e bordados a ouro. Seguiam-se as alas de mulheres ostentando turbantes, saias bem rodadas, corpetes enfeitados de vidrilhos. Traziam fetiches religiosos nas mãos. Depois o Rei e a Rainha, em trajes majestosos, debaixo da ampla umbela de seda encarnada com franjas douradas. Empunhavam os cetros, vestiam longos mantos, e tinham cabeças coroadas. Na retaguarda do préstito, os atabaques, as marimbas, os congás, os pandeiros, as buzinas… As canções que todos entoavam eram ordinariamente nostálgicas, como uma ancestral saudade da terra de berço, ficada tão distante. Costumavam também cantar assim:

Bravos, Ioio! Maracatu Já chegou.
Bravos, Iaia! Maracatu vai passar.

Uma das mulheres empunhava uma grande boneca de pano toda engalanada de fitas, e repetia numa toada dolente:

A boneca é de seda…
A boneca é de seda…

Os maracatus paravam em frente às casas dos protetores e ali dançavam durante alguns minutos. Antigamente licenciavam-se dezenas deles e apresentavam-se com verdadeiro luxo. Nas sedes havia demoradas festas, com danças e batuques, a que assistiam os soberanos sob um docel de veludo. Todos os negros da costa, tão comuns no Recife de ontem, aqueles mesmos que se reuniam , também, religiosamente, na Igreja do Rosário, lá se achavam para tomar parte no toques. O maracatu hoje escasseia e já não tem mais o esplendor de antes. Em menino eu tinha medo dos maracatus. Medo e como uma espécie de piedade intraduzível. Aqueles passos de dança, aqueles trajes esquisitos, aqueles cantos dolentes, me davam uma agonia…Eu me encolhia todo, juntando-me à saia de chita de minha mãe preta, com receio talvez de que os negros do maracatu a levassem também. E eu não sabia ainda ser o maracatu uma saudade…Hoje é que a compreendo, que a sinto, recordando os maracatus de minha infância e de minha terra, vendo os carnavais de outras cidades e de outra época… Parece-me perceber ainda o batuque longínquo, cada vez mais remoto, cada vez mais indeciso, quando, na alta noite da terça-feira, no silêncio e na tristeza do Carnaval acabado, o derradeiro maracatu se recolhia à sede…

Bum…bum…bum…bum…
Bum…bum…bum…bum…

E lá se ia, como se foi, o meu maracatu de menino…”

* trecho de “Maxombas e Maracatus” – Mário Sette, 1958

Fonte: http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/

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