Myfuncity – Rede social de satisfação municipal

Saiu no Globo que o Brasil será o primeiro a testar uma rede social criada para receber reclamações e avaliar o nível de satisfação dos cidadãos sobre a cidade em que vivem. A ideia é fazer chegar a opinião dos moradores das cidades aos órgãos públicos de maneira fácil.

A proposta é importante: um grande gap hoje é como conectar governos e governados. Porém, fazer isso através de uma nova plataforma fechada é arriscado. Digo fechada pois novamente será necessário que governos e cidadãos se cadastrem na rede para que o diálogo possa, enfim, começar. O aplicativo funciona através do Facebook, roda também em dispositivos móveis, e claro, toda idéia é idéia. Diz a reportagem:

“Nesta nova rede, o usuário se cadastra e ao fazer o login na rede social, o “Myfuncity – Cidades Sustentáveis” identificará num mapa o local onde o usuário está e sobre a qual responderá. No caso do Facebook, o internauta escreverá o endereço em que está. Depois, ele poderá dar a sua opinião – anonimamente ou não – respondendo perguntas de 11 temas relevantes de sua cidade: segurança, meio ambiente, limpeza urbana, transporte, nível de barulho, lazer, poluição visual, conservação de vias públicas, saúde, sinalização, arte e cultura. Para dar a opinião, bastará arrastar um botão sobre uma escala que mede o nível de satisfação em relação ao serviço público, numa escala de feições de agrado e desagrado tipicamente usada por internautas. Assim, por exemplo, o usuário encontrará perguntas como “Você está satisfeito com os parques públicos de sua cidade?” e responderá que sim arrastando um botão para um rosto sorridente. A cada hora, serão feitas perguntas diferentes sobre os temas. O cidadão poderá escrever seu próprio comentário sobre os assuntos questionados, mandar fotos – como de um buraco de rua, por exemplo -, compartilhar suas opiniões com outros usuários e amigos no Facebook e no Twitter.” Além disso, o usuário sempre responderá sobre como está o seu humor naquele momento, pois os criadores da rede social acreditam que o humor de quem opinião influencia na avaliação feita. Os órgãos públicos que se cadastrarem terão acesso às estatísticas, fotos e comentários dos usuários em tempo real. - Mas se as prefeituras não se cadastrarem, nós vamos mandar relatórios todos os dias, às 18h, para rádios, jornais, televisões e a mídia brasileira, que vão receber estatísticas de como foi o dia na cidade – explica o presidente e um dos idealizadores do Myfuncity, o publicitário Mauro Motoryn.

Aqui é um problema: primeiro, que existe no sistema a idéia geral de avaliação de opinião pública. O foco do aplicativo é saber o grau de felicidade das pessoas. Acho contudo que o foco deveria estar na criação de debate em torno do que as pessoas pensam. E o segundo problema é a visão do estado como inimigo da felicidade. Os estados entram como devedores de felicidade: eles estão fazendo seu trabalho. Mas e se houverem motivos pelos quais há problemas? E se houverem boas idéias? Por tudo isso, acho que a plataforma é interessante, mas deveria repensar o ponto cental sobre o qual está montada.

Como dizem os criadores: - O cidadão passa a ser protagonista da história. Ele vai dizer o que é bom para sua rua, para a cidade. Ele não vai depender do voto só a quatro anos, ele vota todo dia no que é melhor para a vida das cidades – afirmou Motoryn, que disse que não há nenhum serviço similar com o mesmo nível de sofisticação tecnológica que o Myfuncity.

Como disse, acho interessante, mas ainda não vejo o cidadão como protagonista da historia. Protagonista tem papel na novela, e tem diálogo de verdade.

A organização não-governamental paulista Rede Nossa São Paulo vai ajudar a formular as perguntas feitas aos usuários da rede social.

Na opinião do coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, com esta rede social será mais fácil fazer pressão nos governos por melhorias nos serviços públicos.

- Governos normalmente sofrem pressão. O problema é que a pressão às vezes é elitista, de quem tem poder para fazer pressão. O grande público às vezes tem dificuldade de fazer a pressão. Essa é uma maneira mais democrática de pressionar – disse.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/10/05/rede-social-que-analisara-satisfacao-de-moradores-sobre-cidades-lancada-925518476.asp#ixzz1Zztn3Zlw
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Blog comunicação e política :: Eventos de interesse

O blog Comunicação e Política vem publicando uma séria muito interessante sobre referências de literatura na área de Internet e Política. A lista abaixo, formulada pelo Rafael Sampaio, resume muito bem o que o Brasil tem de fóruns acadêmicos sobre o tema. Note que há mais coisa que poderia ser acrescentada, mas nem tudo está digitalizado. Mas do que já está disponível na web, a lista é brilhante.

A lista toda pode ser vista aqui: http://www.comunicacaoepolitica.com.br/blog/2011/09/lista-de-anais-de-eventos-sobre-internet-e-politica/

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Governança na Internet sem Direitos na Internet?

A APC (Association For Progressive Communications) publicou um manifesto interessante (aqui) sobre a impossibilidade de ter governança na internet sem direitos na internet definidos. O manifesto antecede a 6a Conferência de Governança na Internet, e foca em dois temas: ganhando acesso, e mantendo acesso. Vale a pena a lida.

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Open Government Partnership

A Open Government partnership criou um vídeo interessante sobre opengovernment. O projeto tem uma delcaração de princípios muito interessante, a qual o Brasil assina. (http://www.opengovpartnership.org/open-government-declaration). Os princípios são:

1. Aumentar a disponibilidade de ingormação sobre atividades governamentais

2. Apoiar participação pública

3. Implementar o máximo de padrão de integridade de atividade profissional entre os adminsitradores

4. Aumentar o acesso de tecnologia que promovam a abertura e acontabilidade.

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vimeo Direkt

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Dica Lista Internet_Politica: Call for papers

Recentemente o pessoal da UFBA do Centro de Estudos Avançados em Democracia Digital e Governo Eletrônico (CEADD), coordenado pelos professores Wilson Gomes e Othon Jambeiro, criou o grupo de discussão Internet e Política. Link:http://groups.google.com/group/internet_e_politica/about

A discussão está indo bem, e aproveito o que vi lá para dar publicidade aqui também. Segue abaixo.

*JeDEM – Journal of eDemocracy and Open Government

    Call for papers – Special Issue Vol. 3 (2): Open Government and Open
    Information*

    *Submission deadline: 12.09.2011
    http://www.jedem.org/index.php/jedem/announcement/view/4

    *Guest Editors
    Olivier Glassey, IDHEAP, Lausanne (olivier.glassey@idheap.unil.ch)
    Theresa Pardo, Center for Technology in Government, University at Albany,
    State University of New York (tpardo@ctg.albany.edu)
    Efthimios Tambouris, University of Macedonia (tambouris@uom.gr)

    Concepts and policies that emphasise the idea of openness (Open Government,
    Open Data, Open Access) are currently discussed with view to their potential
    to strengthen transparency and accountability. They are seen as promising
    ideas for the vitalisation of citizens’ interest in politics, but also for
    economic and scientific innovation. These developments are expected to lead
    to more engagement and collaboration within public institutions and the
    development of respective tools and services.

    Topics include, but are not limited to:

    The transformation of governments and politics through Open Government
    Public policies for open information and adaption
    New forms of content production and collaboration
    The changing relation between the citizen, the state and ICT
    The challenges, hurdles and risks of Open Data and open information
    Strategies of publishing information and their evaluation
    Re-examination of the concept of the Digital Divide with view to open
    information policies
    Governmentality and surveillance, data privacy and protection
    Issues and cases of Open Government Data for the provision of added value
    services
    Technological and organizational issues of existing Open Government Data
    initiatives such as data.gov and data.gov.uk
    In particular, the call wishes to address the following questions on the
    intersection of social sciences and technology:

    Has the emphasis on openness brought new imperatives and state philosophies
    on the table? To what extent will it influence existing cultures and
    politics?
    How are these concepts perceived and evaluated by politicians and
    stakeholders?
    What is the future of Open Data and open information in an era of budgetary
    constraints?
    Which new technical developments based on open information are promising and
    why?
    What is the effect on the increasing use of Data on the Digital Divide (Open
    Data Divide) or content production (Data journalism)?
    How can Open Government Data applications transform our everyday life?
    Which strategies of implementation and policy making are known and should be
    applied?
    Relevant articles from international and interdisciplinary perspectives are
    welcomed from across the social and technical sciences. We also encourage
    authors to hand in policy papers and case studies as well as a critical
    reflection of existing methods and approaches.

    Submission Guidelines
    Articles submitted for consideration must be written in English.
    Length of paper: 8,000-12,000 words, including footnotes.
    Template and guidelines:
    http://www.jedem.org/about/submissions#authorGuidelines

    Important Dates
    *Submission deadline: 12.09.2011*
    Notification of acceptance: 10.10.2011
    Camera ready paper: 07.11.2011
    Publication: 20.12.2011

    JeDEM is a peer-reviewed, Open Access journal. All journal content, except
    where otherwise noted, is licensed under the Creative Commons License.

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Storify

Quando juntamos várias pessoas na sala fica simples para (aqueles presentes) entenderem o que acontece no debate deliberativo. Quando um debate é “vivido”por aqueles que ali estão, a discussão faz “sentido”. Mesmo que, em alguns casos, os resultados da discussão sejam desgostados pelos mesmos, fato é que a deliberação foi “visualizada”.

Um dos problemas da deliberação online é como visualizar debates que acontece através de tantas ferramentas e tantos canais de comunicação. Pior, debates que acontecem através de vários círculos (usando aqui o termo do Google+) de influências.

Achei interessante trazer aqui como exemplo de “software” para organizar estes debates o STORIFY. Vejam aqui por exemplo o que ele fez com o recente atentado em Oslo (http://storify.com/thedailybeast/explosions-rock-oslo-norway).

O Storify não é muito deliberativo pois o que ele permite é um re-arquivamento da memória de um debate que aconteceu “por ai”. Enfim, ele não mostra exatamente o que pessoas que estejam no mesmo local, falando sobre o mesmo problema, tratam. Contudo, ele consegue dar uma interesse resposta para a organização de idéias, comentários e fatos na Internet.

A ferramenta ainda exige bastante interação do usuário, e é limitada em termos de edição. Fiz um pequeno teste com o Marco Civil, só do que foi publicado entre 20-21 de Julho. Segue: http://storify.com/ofabro/marco-civil-regulatorio

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Republicando: FGV e os crimes na Internet

Link: http://direitorio.fgv.br/node/1722

Os professores Carlos Affonso Pereira de Souza e Luiz Moncau participaram da audiência pública, realizada no dia 13 de julho na Câmara dos Deputados, para discutir o projeto de lei (PL 84/99), que tipifica os crimes na internet. Na ocasião, os pesquisadores do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) defenderam a aprovação do marco civil da Internet, estabelecendo direitos e deveres de usuários e provadores, antes da criminalização de condutas.

O projeto Marco Civil da Internet no Brasil é resultado de parceria entre a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ) e a FGV DIREITO RIO. A necessidade de um marco regulatório civil contrapõe-se à tendência de se estabelecerem restrições, condenações ou proibições relativas ao uso da internet. O marco proposto tem o propósito de determinar de forma clara direitos e responsabilidades relativas à utilização dos meios digitais. O foco, portanto, é o estabelecimento de uma legislação que garanta direitos, e não uma norma que restrinja liberdades.

PS: No site você consegue ouvir a entrevistada CBN com os professores Carlos Affonso e Luiz Moncau falando sobre o projeto que especifica os crimes na internet.

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O destino (próximo) do Marco Civil

Estadão, hoje

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira, se reúne na noite desta terça-feira, 5, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ao Link, ele disse que um dos pontos a serem discutidos é o Marco Civil da Internet, legislação que definirá parâmetros de atuação para o usuário, empresas e governos na internet.

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Teixeira encabeça um projeto de lei apresentado pela base do governo que pretende substituir o PL 84/99, a Lei Azeredo, que tipifica os crimes de internet. Ao contrário do PL que tramita há mais de uma década, a nova proposta é enxuta: prevê apenas o crime de “acesso indevido a sistemas informatizados”, com “inserção ou difusão de código malicioso” seguida ou não de ano.

projeto está em consulta pública.

“O centro da lei do Azeredo é controlar o usuário de internet. Nós somos contra”, disse ao Link Teixeira, que assina a minuta junto com os deputados Brizola Neto (PDT-RJ), Luiza Erundina (PSB/SP), Manuela Dávila e João Arruda (PMDB-PR).

O PL 84/99 tipifica 12 crimes e estabelece responsabilidades para que os provedores possam guardar dados de navegação e denunciar usuários que tiverem condutas criminosas na web. Foi por isso que o PL de Azeredo ganhou o apelido de “AI-5 Digital”.

“Acho que essa onda de ataques só reforça a necessidade do Brasil finalmente ter uma lei que tipifique esses crimes”, disse Eduardo Azeredo ao Link na semana passada. O texto tramita com algumas mudanças, mas ainda é criticado por ser excessivamente restritivo. O texto chegou a propor que os provedores de acesso comunicassem à polícia atitudes suspeitas, por exemplo.

A base do governo luta pela derrubada do PL 84/99, que voltou à tona após a onda de ataques a sites do governo. Na fase de tramitação em que o projeto está (passou pela Câmara, depois pelo Senado, e voltou à Câmara), porém, não é mais possível alterar o texto – apenas suprimir trechos.

O projeto do governo foi colocado para consulta pública na plataforma e-Democracia da Câmara. A ideia, porém, é esperar para o apresentar. Paulo Teixeira diz que a prioridade é aprovar antes o Marco Civil da Internet, que um ano após o fim da consulta pública ainda não foi encaminhado à Câmara. “A ordem do processo é cobrar pelo Marco Civil. Depois, colocar a minuta em consulta. A nossa preocupação é afastar o projeto do Azeredo”, diz Teixeira.

A Câmara deve votar o PL 84/99 em agosto.

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Governo 102

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YouTube Direkt

O Youtube lançou recentemente o canal Goverment 101, o qual combina num só local vídeos criados por partidos políticos (até o momento, US only) para falar com eleitores. O destaque do canal no momento é o debate sobre o orçamento (budget), no qual Republicanos e Democratas disputam sobre os cortes no orçamento. É incrível como 3 minutos de vídeo com um bom orçamento de produção idéias podem ser visualizadas com clareza. É como se a deliberação online pudesse, com a ajuda das novas tecnologias (de produção e circulação de mensagem) compactar idéias de forma a torná-las (possivelmente) virais.

Não é a primeira vez que o Google cria páginas para agrupar informações sobre política. O Youtube tem por exemplo um Hub para páginas de Senadores (SenateHub) como também um Hub para páginas dos Membros do Congresso (HouseHub). Ok, existem como a página do Google informa 200 milhões de Americanos online, enquanto a média de visualizações dos vídeos que encontro nestes hubs gire em torno de 25 mil. Mas a idéia é interessante o potencial da proposta.

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Compos 2011

Não pude este ano ir a Compós por ter chego ao Brasil quando o prazo de envio de artigos estava esgotado. Revisando os artigos apresentados, nenhum deles se dedica exclusivamente ao tema deste blog. Contudo, segue abaixo uma lista de artigos que de uma forma ou de outra ajudam a pensar o tema:

Afonso de ALBUQUERQUE - Em Nome do Público: Jornalismo e Política nas Entrevistas dos Presidenciáveis ao Jornal Nacional [importante para pensar como se define o poder de moderação nos fórums de consulta online]

Camilo AGGIO - Campanhas Online e participação: Um esforço preliminar de análise da atuação dos eleitores e dos agentes de campanha no projeto Proposta Serra [Interessante dado: apenas 1/3 das propostas levantadas em fóruns participativos pelos próprios candidatos foi incluída na proposta final do plano de governo]

Cláudio Cardoso Paiva – UFPB - “‘Vale Tudo’ nas Redes Sociais? Ética, Mediação e Cidadania no Ciberespaço” [importante para pensar como o uso de mídias, sejam estas baseadas em redes sociais ou não, gera rede de conhecimentos não necessariamente dependentes da mídia original]

Fernando LATTMAN-WELTMAN - A mídia nas eleições presidenciais brasileiras: uma variável em mutação? [o artigo não se refere a redes sociais, mas apresenta um modelo no qual a mídia (tradicional) está presente. Interessante fonte de inspiração para imaginar o lugar das redes sociais nos modelos eleitorais]

Francisco Paulo Jamil Almeida MARQUES; Rafael Cardoso SAMPAIO - Election after election: Rupturas e continuidades nos padrões mediáticos das campanhas políticas online [rápido debate que continua a disucssão de quanto os presidenciáveis abrem para debate suas propostas]

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