Querendo ou não discutir cidadania digital é discutir o uso das redes sociais por jornalistas. Comento aqui rapidamente uma pesquisa que recebi através do blog monitorando by Rogério Christofoletti, sobre uma pesquisa da Unesco no Brasil e o Portal Imprensa. Para ler o relatório, veja aqui.
Primeiramente, uma ressalva: a amostragem da pesquisa não pode ser lida por região. A concentração de respondentes em poucs estados federativos é massiva: SP por exemplo representa 1/3 da amostragem (32%), seguidos por Rio Grande do Sul (11%) e Santa Catarina (9%). Outra coisa: a pesquisa inclui basicamente aqueles jornalistas que já, previamente, acessam redes sociais. Em linguagem estatística, isso é como dizer que testes de gravidez acertam o resultado em 99% dos casos (na verdade, o percentual é muito inferior a isso, mas como geralmente mulheres grávidas é que fazem o teste, o percentual sobe). Terceiro: no relatório não tem nenhum índex amostragem de estatística, e portanto, não temos como saber qual a margem de erro dos números
Independentemente do problema de amostragem, a pesquisa tem relevância, e vale ser lida. Acho muito importante destacar por exemplo o dado que para 79% dos respondentes as políticas de comunicação são mais discutidas nas redes sociais do que na própria imprensa. Leio isso como um “concordo” por parte dos jornalistas que o local de debate público de política migrou para “salas virtuais”. E nesse cenário, discutir o Marco Civil Regulatório não apenas no ambiente offline, mas também online, é importante.





