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  • UFAL APOIA TERAPIA POPULAR COM FLORAIS DE LIS

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Reportagem no dia 13/06/2015

    Antrop[ologa ensina comunidade a fazer florais com plantas regionais

     Florais de Lis foram idealizados por Silvia Martins

    Florais de Lis foram idealizados por Silvia Martins

    A contemporaneidade trouxe consigo diversos problemas para a sociedade. O estresse, a insegurança, problemas físicos, mentais e emocionais são reflexo da rotina acelerada na qual vivem as pessoas atualmente. Buscar alternativas para viver melhor pode ser fundamental para mantermos o equilíbrio.  Uma dessas alternativas são os Florais de Lis.  Inspirado nos Florais de Bach, uma medicina energética descoberta pelo inglês Dr. Edward Bach, homeopata e patologista, os Florais de Lis ajudam a restabelecer o equilíbrio emocional utilizando essência de flores.

    Idealizada pela antropóloga e professora da Universidade Federal de Alagoas(UFAL), Silvia Martins, os florais funcionam como uma terapia energética que atua no corpo físico e no campo energético como o astral, emocional, mental e espiritual.

    O objetivo do processo terapêutico é considerar problemas do mundo contemporâneo refletido no stress urbano, problemas de identidade, problemas de expressão, de equilíbrio emocional, etc. bem como visa atuar no equilíbrio dos chacras, (centros de energia, situados na linha do meio do corpo. Há sete deles, e eles governam nossas propriedades psicológicas) viabilizando uma ascensão superior através da integração com a energia cósmica/espiritual,

    Inspiração materna

    Silvia Martins resolveu fazer os Florais de Lis, nome inspirado na sua filha, depois de fazer um curso de florais em Recife e perceber que seu jardim possuía uma grande variedade de flores. “Eu cheguei em casa, olhei para o meu jardim cheio de flores, ai me perguntei: porque não faço floral das minhas plantas?”, conta.

    Para a produção dos florais, Silvia identifica as propriedades medicinais das plantas e a partir disso associa aos chacras nos quais elas atuam para então extrair a essência das flores. No Brasil, é onde mais se encontra sistemas de florais diferentes. Devemos entender sistema como o conjunto de flores que formam determinado floral.

    A cura vem da natureza

    A cura vem da natureza

    Cada planta tem uma finalidade. Através de um diagnóstico prévio feito com a pessoa através de um formulário, é possível identificar quais chacras estão em desequilíbrio e então buscar o melhor floral que se adeque ao momento. Silvia recomenda as pessoas a tomarem onze gotas do floral por dia. O máximo que uma pessoa pode tomar por vez são nove florais. “Eles são altamente benéficos para os animais e crianças porque esses são mais sensíveis a alguns elementos da natureza”, ressalta.

    E aconselhável as pessoas terem contato com a planta da qual está tomando a flor daquele floral, adquirindo a planta ou comprando sementes para plantar em casa. Um floral de manjericão é altamente energético, então o ideal e a pessoa ter uma muda de manjericão num vaso dentro de casa, podendo também tomar chá, tomar banho com manjericão ou ate mesmo comer a planta.

    Medicina sustentável

    Desde de 2013, Silvia faz atendimentos alternativos na Sala de Cuidados Antônio Piranema, do curso de medicina da Ufal. As consultas são  gratuitas e ocorrem nas terças feiras, das 14 ás 17 horas, com a proposta de fazer com que as pessoas aprendam a fazer Florais de Lis e passem a utilizardentro do contexto familiar. As pessoas que geralmente frequentam a terapia na Sala Antônio Pirapanema são estudantes ou pessoas que fazem parte da comunidade universitária como servidores e professores, mas a terapia é  aberta a todos.

    Segundo os pacientes, os benefícios da terapia são notáveis. Micheli Silva, 36, faz a terapia floral há quinze anos.“Sempre gostei da terapia. O floral de Lis é mais um complemento no equilíbrio energético que eu busco o qual envolve meditação e alimentação, e o floral é a parte mais importante, eu uso e divido com a minha cachorrinha também”, conta.

    Os Florais de Lis ajudam as pessoas a se centrar melhor no seu eu superior, que seria o oitavo chacra e na sua missão aqui na terra. Mais do que uma terapia, é um convite as pessoas a parar e refletir melhor sobre o seu papel nesse mundo moderno e atribulado que vivemos atualmente.

    Oficinas ensinam pacientes a preparar   os Florias com flores do jardim

    Oficinas ensinam pacientes a preparar os Florias com flores do jardim

    Reportagem: Enrique Interaminense ( aluno do Curso de Jornalismo/UFAL e Bolsista do Painter/UFAL)

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  • Semioticista Lúcia Santaella fala sobre educação digital em Seminário na UFAL

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 11/05/2015

    A semiótica de Santaella tem reconhecimento internacional

       A semiótica de Santaella tem reconhecimento internacional

    O grupo de pesquisa Educação a Distância e Práticas Educativas Comunicacionais e Interculturais (EDaPECI) realiza, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) o 6° seminário com o tema “Educaçao Digital na Contemporaneidade”. Vinculado à Universidade Federal de Sergipe (UFS), o grupo tem atividades programadas para os dias 11 e 13 de maio e estas serão realizadas no Campus A.C. Simões, em Maceió.

    A conferência de encerramento será proferida pela Profa. Dra.  Lúcia Santaella,, uma das principais divulgadoras da Semiótica e do pensamento de Charles Peirce no Brasil e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Lúcia Santaella vai discutir a “Educação Digital na Contemporaneidade” ás 14 horas no auditório Nabuco Lopes, na Reitoria da UFAL.

    TECNOLOGIAS EM  FOCO

         O objetivo geral desse evento é fomentar o debate, a troca de experiências e pesquisas e a integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Básica, bem como na formação docente nas modalidades presencial e a distância. Além disso, amplia o intercâmbio entre os diferentes segmentos da educação que têm interesse nas TIC (Tecnologia da informação e Comunicação)e formação docente, propondo a reflexão sobre Ensino, Pesquisa e Extensão em nível nacional e internacional.

         Para ficar sabendo sobre toda a programação, o sistema de inscrições e outras informações você pode acessar site do Seminário  http://soac.ufs.br/index.php/edapeci/6edapeci/

    Foto: Fonte Plataforma Lattes

    Texto: Henrique Interaminense(Bolsista Painter/UFAL)

  • Guerreiros da Educação: Profissionais docentes

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Reportagem no dia 31/03/2015

    Má condição de trabalho e violência afeta saúde dos professores em Alagoas

    “Estudar pra quê? Pra ser professor?” Essa é a fala que muitos alunos proferem aos seus professores, quando são conscientizados da importância do estudo. Frases como essa são comuns nas salas de aula das escolas públicas em Alagoas. Elas ratificam a rejeição social à profissão docente, devido às condições precárias que este profissional exerce a sua função. Eles trabalham o dia inteiro, ficam expostos a pó de giz, pois ainda há escola que usa esse material, cumprem uma jornada exaustiva de trabalho, sofrem ameaças, lidam com desrespeito de alunos, e ainda assim, não são valorizados pela sociedade.

    Além da hostilidade em sala de aula, há também o desrespeito por parte da gestão pública, quando esta não oferece condições favoráveis para que o professor possa trabalhar dignamente. As salas de aula são lotadas (em média, 40 a 50 alunos ou mais), sem ventilação, não há recurso tecnológico, e muitas vezes, falta até material de expediente, nem mesmo um microfone, o professor não tem acesso. Para acabar de completar, o salário não faz jus à importância dessa profissão.

    Segundo os dados do Portal Transparência do Estado de Alagoas, o salário base do mês de fevereiro de 2015, de um professor com graduação, é R$ 1.325,91, ou seja, não chega nem a dois salários mínimos. E para o professor que não é do quadro dos servidores efetivos, o valor é mais absurdo ainda, R$ 11,16 por hora/ aula trabalhada.

    Uma professora “monitora” – assim é chamados, pelo Estado, os docentes contratadas na rede estadual, embora desenvolva as mesmas funções que os do quadro -, conta que chega a trabalhar os três horários para multiplicar esse onze reais e sempre acaba sentindo no corpo o trabalho exaustivo e a rotina puxada que se submete durante a semana.

    “Eu trabalho todos os dias, de segunda a quarta ministro aula nos três turnos. Vivo rouca, com dores de cabeça e no corpo. É um absurdo esse valor pago pelo governo, isso é a principal causa das doenças dos professores, porque nós precisamos trabalhar excessivamente para multiplicar esse valor infame que nos pagam. Chega um momento que o corpo não aguenta e acaba adoecendo. Somos mão de obra barata, somo escravos com nível superior” denuncia a professora, que preferiu não ser identificada.

    LuziaSales.Foto 1

     

    Doenças adquiridas na docência

    O ambiente hostil das salas de aula provoca vários problemas de saúde nos professores. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE), do inicio do ano até março 132 professores se afastaram por motivo de saúde, após passarem pela Junta Médica do Estado. A secretaria não divulgou quais são as doenças que mais causaram afastamentos.

    Em entrevistar aos professores das escolas do estado, eles relataram diversas doenças físicas e psicológicas. Conforme os professores, as doenças são diversas tipos de distúrbios vocais, estresse, depressão, e vários tipos de doenças psiquiátricas. “Tem professores que desenvolve doenças mentais severas, ficam loucos, ou tem depressão”, relata o professor Ailton Rocha.

    A professora Deide Bezerra é servidora da rede estadual há 14 anos, dos quais 10 sempre exerceu a função docente, dando aula no Ensino Fundamental, do 6º ao 9º anos. Atualmente ela está afastada das salas de aula há quatro anos, quando saiu de licença médica por sentir rouquidão constante, fica afônica e sentir muita dor ao utilizar a voz. Diagnosticada com cistos nas pregas vocais, Deide conta que o problema foi tão grave que necessitou de cirurgia e desde então, continua fazendo sessões de fonoaudiologia.

    “Quando eu falava, mesmo baixo, doía muito. Eu não podia usar minha voz. Depois de 10 anos de sala de aula, minha corpo não aguentou. O problema foi tão grave, que a única solução foi a cirurgia”, afirma.

    Segundo Deide, as condições precárias de trabalho contribuem para isso. “O pó de giz do quadro negro, o excesso de alunos e de turmas faz com que o professor force mais a voz e não recurso para microfone”, completa.

    Esse realidade é comum na vida dos professores, Deide é apenas mais uma de muitos casos que já aconteceram e que virão. Ela perdeu a característica natural de seu principal instrumento de trabalho, a voz.

    “Depois dos cistos, minha voz nunca mais foi a mesma e ficou rouca. Após a cirurgia, as dores diminuíram, mas se eu forçar a voz, sinto dor, por isso não posso voltar para as salas de aula. Desde o afastamento, a secretaria me desviou de função. Já trabalhei na coordenação da escola e hoje estou na biblioteca.

    Os professores doentes são encaminhados para o Núcleo de Qualidade de Vida da SEE, que desenvolve um programa chamado Voz que Ensina, destinados a todos os professores das 322 escolas da Rede Estadual de Ensino.

    Violência nas escolas

    LuziaSales.2. Além de conviver com péssimas condições física de trabalho, que deixam a desejar, os professores lidam com um outro agravante nas escolas públicas, a violência. Gritos, xingamentos, ameaças, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, roubos, furtos e brigas entre alunos fazem parte do ambiente.

    Esses problemas se agravam muito mais nos bairros perigosos. Na Escola Estadual Anaías Andrade de Lima, no Conjunto Virgens dos Pobres, no bairro do Vergel, em Maceió, a violência é constante. O ambiente sofre com ataques de vândalos, usuários de drogas e traficantes, inclusive, já ouve casos deles ligarem para a escola e determinar o horário de fechamento.

    “O ambiente aqui é muito violento, tem todo tipo de violência aqui. Furto, arrombamento, tráficos de drogas, brigas entre os alunos. Há alunos que trazem armas brancas e até revolver. Já teve momentos que um traficante ligou pra cá e mandou fechar a escola. Afirmou um funcionário, que não se identificou com medo de represália.

    Segunda a ex-diretora Janaína Fernandes, um dos casos mais grave que ela presenciou na sua gestão, em 2008, foi de de uma aluna que foi agredida com pedra. “Uma aluna nossa recebeu uma pedrada e por pouco não perdeu o olho esquerdo. Assustados, os pais dessa aluna a retiraram da escola” lembra a diretora.

    Daquele ano até agora, nada mudou. A violência continua tomando conta da escola e trazendo pânico para quem está sempre ali. Isso contribui para o desenvolvimento de transtornos psíquicos. Até o fechamento desta matéria, a SEE não se manifestou.

    O poder público abandou as escolas e os professores. A escola de hoje não é mais aquele espaço onde educação, ética e valores morais triunfavam, mais sim um ambiente de muito conflito e com muito violência interna e externa.

    O ambiente escolar se transformou em deposito de crianças e adolescentes, carentes de educação domesticas, e que vão para a escola com um único objeto. Não estudar e bagunçar. Agregado a esse absurdo, tem a falta de políticas públicas que favoreçam os docente, tais como: determinar um número reduzido de alunos por turmas, oferecer mais segurança, um ambiente laboral mais adequado, acompanhamento psicológico e psiquiátricos para os alunos que precisam, e acima de tudo um salário digno.

    Enquanto este dia não chegar, os guerreiros da educação continuam trabalhando e procuram vencer cada batalha desta guerra chamada escola, lutando por respeito, por educação e, acima de tudo, por dignidade.

    Texto: Luzia Sales (Estudante de Jornalismo da Universiade Federal de Alagoas)

  • VII BIENAL DE MATEMÁTICA HOMENAGEIA CIENTISTA ALAGOANO

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 07/11/2014

    Professor da UFAL é destaque na VII Bienal de Matemática

    Professor da UFAL é destaque na VII Bienal de Matemática

         Um dos pontos altos da 7ª Bienal de Matemática realizada em Maceió, foi a homenagem feita pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) , ao professor do Instituto de Matemática(IM) da Universidade Federal de Alagoas Hilário Alencar. A bienal é considerada o maior evento científico de matemática do país, disponibilizando mais de 150 atividades aos cerca de 1,5 mil participantes, entre pesquisadores, professores e alunos de instituições de todas as regiões do Brasil.

         Durante a homenagem na noite de terça-feira (4), foram destacadas a competência, obstinação, a objetividade na condução do trabalho, como também o estímulo dado pelo matemático alagoano para o crescimento e evolução da ciência Matemática. “Hilário Alencar é das poucas pessoas da comunidade científica que pensa grande. Sua objetividade e determinação impulsionaram as ações do Programa de Mestrado Profissional em Matemática,(Profmat),”, frisou o presidente da SBM Marcelo Viana.

    Liderança Acadêmica

         Atualmente, o professor Hilário está na coordenação nacional do Profmat, também tema de discussão na 7ª Bienal, tido como o maior programa de pós-graduação do Brasil. O mestrado é desenvolvido em rede nacional com a participação de cinquenta e nove universidades e noventa campi, agregando mais de 5 mil alunos.

         A professora Walcir Santos reforçou a importância do pesquisador alagoano para o crescimento da pesquisa e pós-graduação para a formação de recursos humanos qualificados na área. “ Sua atuação generosa para o crescimento da ciência Matemática também tem proporcionado o crescimento de outras pessoas, principalmente estimulado jovens que abraçam carreira nessa área. E é inegável o trabalho que desempenha para a consolidação das ações na pesquisa e pós-graduação”, afirmou Walcir, que é diretora do Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Colegas do Instituto de Matemática e Hilário Alencar(direita)

    Colegas do Instituto de Matemática e Hilário Alencar(direita)

         Os professores José Carlos de Almeida e Krerley Oliveira, diretor e vice-diretor do Instituto de Matemática da Ufal e integrantes dos comitês científico e organizador da bienal, representaram na solenidade a comunidade acadêmica da unidade.

         “Ao longo se sua trajetória como professor e pesquisador, Hilário tem um trabalho dinâmico e fortaleceu o programa de iniciação científica da Ufal não só quantitativamente, mas principalmente qualitativamente. O Instituto de Matemática agradece sua dedicação pela contínua e competente contribuição e consequente projeção da Universidade Federal de Alagoas”, afirmaram os diretores. O reitor Eurico Lôbo foi representado pelo pró-reitor Amauri Barros, também docente do IM .

         O professor Hilário Alencar é uma referência nacional e internacional da ciência Matemática. O seu relevante e dinâmico trabalho científico para a evolução dessa área rende ao matemático alagoano premiações e destaque: é membro da Academia de Ciências e da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento ; recebeu da presidência da República a Ordem do Mérito de Comendador e também a Ordem do Mérito Grã-Cruz, que significa a maior honraria da ciência e tecnologia.

         Ao agradecer a homenagem em sua terra natal, o professor Hilário Alencar destacou que em sua trajetória profissional teve muita sorte. “Para a minha formação profissional tive muita sorte na vida porque tive o privilégio de encontrar em meu caminho as pessoas certas para o meu crescimento. No âmbito da Ufal, ao ocupar a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós – Graduação (Propep), contei com total apoio do então reitor Rogério Pinheiro para o desempenho do trabalho. O mesmo apoio recebi como vice- presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Por isso digo que sorte é você encontrar em seu caminhar com as pessoas certas”, reforçou.

    Texto: Jornalista Diana Monteiro

    Foto: ASCOM/UFAL

    Fonte:  http://www.ufal.edu.br/noticias/2014/11/professor-hilario-alencar-e-homenageado-pela-sociedade-brasileira-de-matematica

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  • Aluna de Coité do Nóia é ouro em Olimpíada Alagoana de Matemática

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 27/11/2013

     

    Marta Oliveira, 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Álvaro Paes aguarda pelo resultado da Olimpíada Brasilieira, nesta sexta (29)

    A jovem Marta prova que é craque na matemática

    A jovem Marta prova que é craque na matemática

    Aluna da Escola Estadual Álvaro Paes, em Coité do Nóia, Marta de Fátima Oliveira, do 3º ano do ensino médio, conquista medalha de ouro na Olimpíada Alagoana de Matemática de 2013. Medalha de prata em 2012, 2011 e 2010, ela aguarda com grande ansiedade e expectativa o resultado final da Olimpíada Brasileira de Matemática 2013, que será divulgado nesta sexta-feira, dia 29, em Brasília.

    Marta de Fátima tem tanta afinidade com a disciplina e já coleciona em seu currículo três medalhas de prata na Olimpíada Alagoana de Matemática (2010, 2011 e 2012), um ouro (2013), além de dois bronzes e quatro menções honrosas durante sua participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obemep).

    Expondo inúmeras medalhas e vários certificados, Marta de Fátima reconhece que sua desenvoltura com a matemática – o bicho de sete cabeças para a maioria dos alunos – deve-se à sua concentração e dedicação, mas principalmente, pelo incentivo do seu professor e o apoio da família. “A matemática exige muita dedicação e tenho dispensado algum tempo para desenvolver questões e me familiarizar com os conteúdos”, afirma.

    A agricultora Severina Oliveira, mãe da aluna Marta, reconhece o esforço e a sabedoria de sua filha e tem dado todo apoio necessário para que ela conquiste mais uma medalha e uma vaga no ensino superior. “Estou dando à Marta a oportunidade de estudar que não tive na vida”, desabafa.

    Josué de Alcantra, que ensina Marta desde à 5ª série, destaca que sua aluna tem uma afinidade impressionante com a disciplina e sua aptidão pelo conteúdo. Ele explica que o interesse dela pelos cálculos é um achado entre os alunos tanto da rede pública, como da rede privada. “Ela tem um raciocínio rápido e a motivação da família também tem ajudado bastante”, reconhece.

    A sua conquista com a medalha de ouro, afirma Josué, tem um grande significado para os professores e como aluna da rede pública, já que a competição reuniu 5 mil alunos de Alagoas. “Com sua saída da escola já começamos identificar alguns alunos com aptidão em matemática para substituí-la nas próximas competições.

    Maria da Neves, diretora adjunta da Escola Álvaro Paes, informa que a aluna Marta se destaca tanto em matemática, como nas outras disciplinas. “Apesar da sua timidez, Marta é participativa, dedicada e um exemplo para todos”.

    A 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) teve o número recorde de alunos inscritos: 173.671 estudantes de 262 unidades de ensino da capital e do interior de Alagoas. No país foram inscritos cerca de 20 milhões de alunos.

    Texto: Ronaldo Lima.  da Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Educação
    Foto:  Valdir Rocha

  • Ufal estuda parceria com Museu Darwin de Moscou

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 27/11/2013

    O museu é um dos mais importantes da Rússia e sua parceria pode ajudar a reestruturação do Museu de História Natural da Ufal

     

    Anna Klyukina em visita ao auditório da Usina Ciência

    Anna Klyukina em visita ao auditório da Usina Ciência

    A diretora do Museu Darwin de Moscou, Anna Klyukina, em visita a Alagoas, neste mês de novembro, reuniu-se com docentes, pesquisadores, técnicos e os reitores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Eurico Lôbo e Rachel Rocha. Os gestores trocaram informações sobre as instituições e discutiram a possibilidade de um convênio entre elas. A proposta é que a parceria contemple intercâmbio de alunos e professores, troca de material científico e a produção conjunta de artigos e periódicos acadêmicos.

    Klyukina conheceu os laboratórios e as coleções de répteis, anfíbios, moluscos, paleontologia e geologia do Museu de História Natural. A diretora também visitou a réplica da caverna e o salão de exposição do museu, atualmente fechados.

    Para o biólogo Filipe Augusto Nascimento, a importação e exportação de espécimes científicos será muito importante para ambas as instituições, devido a acentuada diferença entre os biomas brasileiros e russos. “São continentes que possuem diversidades biológicas diferentes. A importância primária para os museus é aumentar a representatividade dos acervos. Podemos ter peças que de outra maneira seria impossível adquirir. Ambas as instituições serão beneficiadas por essa troca”, afirma Nascimento.

    O reitor reafirmou a proposta de transferir o Museu de História Natural para o prédio do antigo Centro de Ciências Biológicas (CCBI). “Firmamos um acordo com o Governo do Estado, devido a situação crítica do momento, mas isso é temporário”, explicou Lôbo, referindo-se à instalação de salas para o Instituto Médico Legal (IML) no local. Reiterou, no entanto, que a obra, que também inclui a criação do Memorial da Ufal, não deve ser concluída a curto prazo, devido a sua complexidade e peculiaridades.

    Klyukina foi presenteada com o livro dos 50 anos da Ufal

    Klyukina foi presenteada com o livro dos 50 anos da Ufal

    “A manutenção do museu é algo muito complexo e requer pessoas qualificadas em várias áreas de conhecimento para dar suporte, talvez seja um dos núcleos mais complexos em termos de construção, gerenciamento e divulgação”, afirmou o reitor. Este ano, o museu recebeu três novos funcionários.

    Anna Klyukina chamou a atenção para a necessidade de divulgação científica para a população em geral, para que o conhecimento não circule somente entre os cientistas. “É necessário criar uma geração cientificamente educada”, declarou. Segundo a bióloga, os museus são um importante meio para essa finalidade: hoje, muitos pesquisadores agradecem ao Museu Darwin por divulgar suas descobertas.

    O museu russo também poderá auxiliar museus alagoanos através de orientações, informações e métodos relativos a conservação, manutenção e exposição de acervos.

               Museu Darwin

    O Museu Darwin de Moscou é o mais importante museu de história natural da Rússia, chegando a receber mais de 500 mil visitas por ano. O museu foi fundado em 1907 pelo naturalista Alexander Kohts. Atualmente trabalha com coleções e pesquisas em diversas áreas, de humanas a naturais. O interesse é aproximar a ciência do público, levando conhecimento em linguagem popular.

    Anna Klukina foi auxiliada pelos intérpretes Vladmir Levit e Natalia Fedorova, professores russos do curso de meteorologia da Ufal. O Ciclo de Debates sobre o Binômio Natureza/Cultura e as negociações com o Museu Darwin fazem parte do projeto “Uma cultura anfíbia na transversalidade de saberes: Alagoas e Rússia”, coordenada pelo Programa de Pós-Graduação em História da Ufal, em conjunto com o Museu de História Natural, o Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), o Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat), do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), as pró-reitorias de Extensão (Proex) e de Pesquisa e Pós-Graduação (Propep).

    Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva mostra fóssil da mandíbula de um mastodonte, encontrado no sertão alagoano. Da esquerda para direita, Vladmir Levit, Natalia Fedorova e Anna Klyukina

    Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva mostra fóssil da mandíbula de um mastodonte, encontrado no sertão alagoano. Da esquerda para direita, Vladmir Levit, Natalia Fedorova e Anna Klyukina

    Autor de texto e fotos:  Pedro Barros – estudante de jornalismo

    Fonte: Publicado em 11 de novembro de 2013, no blog mhnufal.blogspot.com

  • Seguro Estagiário: direito garantido por lei

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Reportagem no dia 27/10/2013

            Ufal oferece seguro de vida a 2.500 alunos e possui convênio com cerca de 759 empresas no estado

     Thiago Prudente, responsável pelo setor de estágio da Ufal, afirma que o seguro  resguarda o aluno.

    Thiago Prudente, responsável pelo setor de estágio da Ufal, afirma que o seguro resguarda o aluno.

    Adquirir experiência antes de ingressar definitivamente no mercado de trabalho é um dos desejos de muitos universitários e estudantes de cursos técnicos. Além de integrar o aprendiz na área profissional específica, o período de estágio propicia o desenvolvimento de competências, sendo o ensaio para a atuação na profissão após a formação integral. Os estudantes buscam desempenhar responsabilidades, mostrar comprometimento e se destacar nessa primeira fase tão importante para qualquer carreira profissional.

    Muitos estagiários, no entanto, desconhecem os direitos estabelecidos na Lei Federal Nº 11.788/2008, a lei do Seguro Estagiário, que garantem, mediante contrato com seguradoras, o seguro de cobertura básica ao estudante, que, se porventura, durante o estágio, sofrer acidentes pessoais, ou tiver invalidez permanente ou parcial, ou ainda morte por acidente, o valor será pago de maneira particular, a partir de uma investigação dos fatos, pela seguradora.

    Por força dessa lei, a universidade pública deve ter uma seguradora, para que sejam garantidos os direitos de seguro aos estudantes em fase de estágio. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por exemplo, firmou contrato, desde 2010, com a Seguradora Federal Vida e Previdência S.A, pagando 22 centavos ao mês por pessoa assegurada. Esse seguro é garantido ao número limite de 2.500 alunos em função de estágio, o que totaliza, mensalmente, o valor mínimo de R$ 550,00 e, anualmente, R$ 6.700,00 à universidade.

    Tipos de seguro 

    O seguro pode ser feito via coletivo ou individual. Tanto no seguro coletivo como no individual, as responsabilidades se alternam entre as instituições de ensino e as empresas concedentes de estágios. No entanto, em alguns casos o aluno é quem se responsabiliza pelo pagamento do seguro. Muitos estudantes reclamam quando a instituição privada não tem convênio com uma seguradora, pois precisam estar assegurados para iniciar o estágio.

    Ao ser questionado sobre algum acidente com estudantes da Universidade Federal de Alagoas, Thiago Pessoa Prudente, gerente de estágios da Gerência de Estágios Curriculares (GEST) da Ufal,garantiu que, desde 2010, não há registro de nenhum acidente com estagiários.

    “As empresas que contratam estagiários e não se adequam à Lei 11.788/2008, correm o risco de, no caso de acidentes com o contratado, responder a processo público federal ou na justiça”, ressaltou Thiago.

    Antes de firmar contrato de estágio, o estudante pode se precaver, conhecendo as empresas que estão dentro da Lei , consultando, no site da Ufal, uma lista com 759 empresas conveniadas, com detalhes dos nomes das mesmas, além de início e término de contrato que elas têm com Universidade. Só em 2013, a Ufal firmou convênio com 145 empresas. O vínculo com cada uma delas tem validade de cinco anos, podendo ser renovado.

    Corretor de seguros de vida, Dijaildo Almeida fala que os estudantes devem pensar no seguro como um investimento, não como custo.

    Corretor de seguros de vida, Dijaildo Almeida fala que os estudantes devem pensar no seguro como um investimento, não como custo.

    Em Maceió, Dijaildo Almeida, corretor da empresa Jaraguá Porto Seguro, realiza este tipo de contrato. Ele afirma que muitas vezes a instituição particular não quer assumir essa responsabilidade e prefere que o aluno pague o seguro para iniciar o estágio.

    “Nas instituições públicas existe uma verba federal destinada ao seguro de estudantes em estágio. O que falta, hoje, de uma forma geral, é uma consciência securitária, porque muitos têm a mania de pensar que os acidentes só acontecem com os outros”, ressaltou Dijaildo. Segundo o corretor, o estudante é quem deve ter mais consciência de fazer o seguro, porque se acontecer qualquer fatalidade, principalmente a invalidez, ele terá essa cobertura futuramente.

    Ainda, segundo o corretor, alunos são pegos de surpresa quanto à obrigatoriedade estabelecida no Seguro Estágio, porque algumas empresas particulares não explicam, durante o período de matrícula dos estudantes, sobre a necessidade do seguro, para o período de estágio.

    Para Dijaildo, procurar um corretor, uma pessoa de confiança, é a melhor alternativa para que seja realizada uma análise do melhor contrato a ser estabelecido. “Os estudantes não devem pensar no seguro como um custo, mas como um investimento, onde se protege o patrimônio maior da vida, que é o próprio estagiário”, pontuou.

    O valor mínimo a ser pago naquela empresa é de R$ 34,49 ao ano, com a garantia assegurada no valor de R$ 15 mil. Os estudantes também podem optar por outros valores, como R$ 50,00, ao ano, para ser garantido, em caso de sinistro, o valor de R$ 25 mil, ou R$ 80,00 anuais para o valor de R$ 35 mil.

    Além do estágio 

    No caso de viagens com veículo oficial, o seguro também é obrigatório para alunos e servidores que participam de congressos e aulas de campo, por exemplo. É necessário que seja enviado, pelo coordenador do curso, um comunicado informando o local, o início e término do evento, até o dia 20 do mês anterior à viagem, devendo ser apresentados dados em uma tabela que pode ser encontrada no site da Ufal, na seção de estágios/documentos e enviada para gest@prograd.ufal.br, ou fisicamente pelo malote.

    Recentemente, estudantes do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas precisaram realizar todo o processo de seguridade, para viajar em ônibus oficial da instituição. Eles foram para o Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas (ERERP), realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

     Estudantes do curso de Relações Públicas da Ufal se preparam para viagem em ônibus da instituição.

    Estudantes do curso de Relações Públicas da Ufal se preparam para viagem em ônibus da instituição.

    Kaio Joan, estudante do curso de Relações Públicas, foi delegado de turma dessa viagem. Ele e mais 17 alunos, além do motorista, estavam assegurados pela Universidade, porém muitos não sabiam que tinham seguro de vida naquele período.

    “Vejo isso como uma obrigação da universidade, pois protege o discente que representa a instituição e o mais importante, protege a vida dos estudantes […] Alguns pais ficam preocupados com esse tipo de viagem e, sabendo do seguro, posso passar essas informações para eles para que fiquem mais tranquilos”, reiterou Kaio.

    De acordo com Thiago Prudente, servidores e alunos só podem entrar no veículo para viagem, como acontece para os grandes congressos realizados em todo o país, se estiverem assegurados.

    Obrigatoriedade e propostas da Universidade 

     O seguro de estágio é obrigatório, tanto para empresas privadas quanto para as instituições públicas para a realização do estágio. Todas as empresas que mantém vínculo com a universidade devem assegurar ao aluno os direitos estabelecidos na Lei. “Tudo que vem para resguardar o aluno, resguarda também a universidade e a empresa”, ressaltou Thiago Prudente.

    A Universidade Federal de Alagoas tem aproximadamente 33 mil alunos e pretende, em curto prazo, cobrir um terço desse total com o seguro, e ainda aponta ajustar o contrato para despesas médicas hospitalares, como já fazem outras universidades com o porte semelhante ao da Ufal.

    Ônibus oficial da Universidade Federal de Alagoas

    Ônibus oficial da Universidade Federal de Alagoas

    Redatores: Ananiel Antonio e Itawi Albuquerque (estudantes de Jornalismo da Universidade Federal de Alagoas)

    Fotos: Itawi Albuquerque, Leopoldo Júnior e Brasilbuss

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  • Pesquisa revela aumento da violência contra alagoanas

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Reportagem no dia 27/05/2013

    TCC de Alcilene Vieira revela índices crescentes de violência em Alagoas

    TCC de Alcilene Vieira revela índices crescentes de violência em Alagoas

      Ao folhear um jornal ou assistir a algum programa de TV, você, com certeza, já chegou a ver alguma matéria sobre a violência que se instalou em Alagoas. O número de assaltos, homicídios ou envolvimento com o tráfico de drogas, por exemplo, aumentou gradativamente e casos assim, fazem com que o Estado ocupe o primeiro lugar na lista dos mais violentos do país, resultado do qual nenhum alagoano pode se orgulhar.

       Mas o ranking negativo do Estado não para por aí. De acordo com dados do Mapa da Violência de 2012, Alagoas se posiciona no segundo lugar com um número de homicídios equivalente a 8,3 para cada 100 mil mulheres alagoanas. Vítimas de seus atuais ou ex-companheiros, a maioria é encontrada morta em sua própria residência. O assunto chamou a atenção de Alcilene Vieira Ferreira, que elaborou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo na Universidade Federal de Alagoas, com base nesse tema.

       Durante 15 dias, Alcilene foi a campo para ver na prática como se encontra a real situação da violência contra a mulher alagoana. Intitulado “Jornalismo e Direitos Humanos: Um olhar sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha em Alagoas”, o trabalho contou com a orientação do professor Antonio Freitas e teve a intenção de mostrar a atual situação da Lei e seu uso em Alagoas, dos problemas existentes no Estado para agilizar a resolução das denúncias, além de conhecer histórias de mulheres que resolveram denunciar seus agressores e colocar um ponto final no sofrimento.

     “De acordo com os dados que foram repassados pelas três delegacias especializadas da Mulher no Estado de Alagoas, obtive o registro de 810 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Desse total, 491 foram registrados na 1ª Delegacia Especial de Defesa dos Direitos da Mulher em Maceió, a DEDDM, que atende aos bairros da parte baixa. Esse número é maior que o registrado no mesmo período de 2012, que foi de 448”, declarou Alcilene Vieira.

       Segundo a pesquisadora, o número de denúncias cresce a cada dia. “Quando conversei com a chefe de serviço da 1ª DEDDM, Glycia Vilela, ela comentou que eles chegam a realizar 20 audiências por dia, no caso que já tinham sido agendadas há 15 ou 20 dias, além dos flagrantes que chegam diariamente. A situação é assim: quando a denúncia não é em flagrante, após fazer o Boletim de Ocorrência, eles fazem o agendamento de uma audiência de esclarecimento entre agressor e vítima, que demora cerca de 15 a 20 dias. Era para esse prazo ser mais curto e o atendimento, imediato, mas a quantidade de policiais não é suficiente para atender à demanda”, complementou.

    Rede de atendimento ainda é carente

       Segundo a pesquisa de Alcilene, Alagoas conta com uma Rede de Atendimento à Violência contra a Mulher. No entanto, ao levar em conta os altos índices de agressão praticada contra o sexo feminino, a rede ainda é insuficiente, principalmente quando se fala em estrutura física, material e pessoal, conforme dados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que visitou o Estado em junho de 2012. Mas a tendência é mudar esse quadro.

      “Atualmente, a rede está vivendo uma fase de fortalecimento. Isso envolve seus serviços e equipamentos, visto que estão implantando e executando os projetos conveniados dentro do Pacto Nacional, onde se pretende oferecer um serviço humanizado e de qualidade, por meio de capacitações continuadas. A previsão da Superintendência da Mulher é de que ainda este ano sejam implantados três núcleos de atendimento à mulher em delegacias não especializadas, além de duas casas abrigo e seis Centros de Atendimento e Referência às Mulheres”, revelou a pesquisa.

       O estudo revelou, ainda, que o Centro de Atendimento e Referência às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica Drª Terezinha Ramires, único em Maceió que atende casos do tipo, registrou quase 2.200 atendimentos no ano de 2012, número que representou um aumento de 10% em relação a 2011. O espaço, localizado no PAM Salgadinho, no bairro do Poço, atende da seguinte forma: por três meses, a vítima recebe orientações e acompanhamentos psicoterapêuticos, durante 30 minutos por semana. O prazo de três meses, por sua vez, pode ser prorrogado por mais três, dependendo da situação.

      “De acordo com a coordenadora do Centro, Joana D’Arc, muitas mulheres chegam até o Centro por meio de palestras sobre a Lei Maria da Penha. Outras, são encaminhadas por órgãos que fazem parte da Rede de Atendimento às Mulheres e sabem da importância do Centro. E tem ainda aquelas que estão passando pelo corredor do PAM e, por curiosidade, vão se informar sobre como funciona o Centro e acabam ficando”, complementou Alcilene.

    Juizado não atende à demanda

       A pesquisa revelou o caso de uma assistente administrativa que depois de ir ao Juizado da Violência Doméstica Contra a Mulher, localizado na Praça Sinimbú, em Maceió, ficou impressionada ao saber que, um ano depois da denúncia, o agressor ainda não tinha sido intimado pela Justiça. “A vítima disse que achava estar protegida, mas, diante do que soube, além de sentir medo e ter a sensação de injustiça ao se dar conta que a Lei não tinha sido aplicada como deveria. Disse ainda que, além da violência sofrida pelo ex-marido, ela se sentiu violentada pelo Estado”, acrescentou Alcilene.

       O caso acima é um dentre outros quase seis mil processos que estão em andamento no Juizado, o triplo do que é recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Segundo o juiz titular do Juizado, Paulo Zacarias, existem mais de 300 mandados acumulados para serem cumpridos. Muitos deles são Medidas Protetivas de Urgência, que, de acordo com a Lei Maria da Penha, garantem à vítima, em um prazo de 48 horas, o afastamento imediato do agressor e, no caso de ter filhos, a prestação de alimentos provisórios”, disse a pesquisa.

      Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha prevê que os Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher poderão contar com uma equipe multidisciplinar, que deve fornecer subsídios por escrito ao juiz, ao Ministério Público e à Defensoria Pública. Mas, atualmente, existe apenas uma assistente social, cedida pelo município de Junqueiro, e uma estagiária que atua como voluntária. A sala de atendimento psicológico, por sua vez, permanece vazia.

    Denunciar é o primeiro passo

       Ao revelar apenas uma face de como está a implementação da Lei Maria da Penha em Alagoas, a pesquisa mostra um alto índice de violência contra a mulher, mas não em sua totalidade. “E isso se dá pelo fato de que muitas mulheres que são vítimas de agressões e não denunciam. Portanto, é importante que a Lei seja efetivada em sua totalidade, para que essas mulheres possam ter os seus direitos humanos respeitados”, salientou Alcilene.

    Para ela, é necessário mudar o conceito machista presente na sociedade. “Isso precisa acabar. A mulher não deve submeter-se calada às agressões de seus atuais ou ex-companheiros, o que é um risco, sim, pois aquilo que começa com um tapa, pode levar até mesmo ao homicídio, como já vimos em vários casos aqui em Alagoas. A denúncia é o primeiro passo. Mas não é o único e, por isso, o Estado deve assegurar uma rede de atendimento fortalecida e mais eficiente”, concluiu a pesquisadora.

    Fonte: http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ichca/graduacao/comunicacao-social/informes/pesquisa-revela-aumento-nos-dados-sobre-violencia-contra-a-mulher-alagoana

    Texto de Deriky Pereira – estudante de Jornalismo

    Foto: ASCOM/UFAL

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  • Maceió discute ensino da Astronomia

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 03/01/2013

    Prof. Boczko fala sobre a falta de escala nas figuras de muitos livros didáticos

    Planetas encontram-se com a lua, estrelas mudam de lugar ou somem, as sombras do dia fazem movimentos curiosos e o sol…não nasce todos os dias no mesmo lugar. Todas essas coisas acontecendo no céu, mas quem sabe? Muitas vezes, nem os professores que ensinam astronomia nas escolas têm essa informação.

    Com o objetivo de aprofundar o conhecimento no assunto e esclarecer questões mais complexas da ciência, o Observatório Astronômico Genival Leite Lima (OAGLL), vinculado à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte de Alagoas,realizou em Maceió, no último mês de dezembro, o Encontro Regional de Ensino de Astronomia (EREA), em sua 35ª edição.

    “ASTROBOBAGENS”

    “Astrobobagens” foi o título da palestra de aberturado evento, tendo como foco os diversos erros que passam despercebidos nas aulas de astronomia e são comuns até mesmo em livros didáticos. A falta de escala nas figuras que representam os corpos celestes e as distâncias entre si, além da posição real dos pontos cardeais geográficos, foram apenas alguns dos muitos pontosexplorados.

    A discussão tem bastante a ver com a proposta dos Encontros Regionais de Ensino de Astronomia, conforme o autor da apresentação, Roberto Boczko. “O EREA busca levar aos professores os conceitos de astronomia, o que na verdade já deveria ser aprendido nas escolas, mas geralmente não é. Então, como é que o professor pode dar aula de uma coisa que não aprendeu direito? A ideia é poder fornecer conceitos bem firmados para que esses não sejampassadosde forma errada”, demonstra o estudioso.

    Segundo Boczko, o ensino da astronomia está ligado a diversas disciplinas ensinadas na escola e pode tornar suas aulas mais dinâmicas. “Por exemplo, uma aula de física envolvendo astronomia é muito interessante: você pode falar de cinemática, o movimento dos planetas em torno do sol; pode falar em termodinâmica, da temperatura das estrelas, relacionando temperatura e força; pode falar em campo magnético…”, demonstra.“Você consegue, de alguma forma, reformar certos conceitos que basicamente são só de salas de aula em alguma coisa que você vê olhando para o céu!”.

    REALIZAÇÃO

    Participante observa o sol com um telescópio especial

    O evento foi organizado com a parceria da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e envolveu palestras, oficinas, observação do céu noturno e do Sol e ainda uma exposição de meteoritos. Os participantes foram tanto professores do ensino fundamental e médio, de vários estados do Nordeste, quanto estudantes de graduação de diversas áreas.

    As palestras e oficinas foram ministradas pelosprofessores Dra. Maria Elizabeth Zucolotto,do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ), Dr. Roberto Boczko, Dra. Suli Viegase Dr. Ramachrisna Teixeira, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Foram abordados temas como erros didáticos, identificação de meteoritos, história da astronomia e evolução estelar.

    Representando a UFRJ, o Prof. Dr. João Batista Canalle, atual coordenador dos EREAs e presidente da OBA, o Prof. Dr. Eugênio Reis, do Museu da Astronomia e Ciências Afins(MAST-UFRJ),e o estagiário de física Leandro Soares Farias promoveram oficinas sobre estações do ano, montagem de foguetes e desenho de órbitas. Foram distribuídos livros, planisférios (espécie de mapas do céu noturno) e lunetas para as escolas dos professores participantes.

    CONTINUA…

    Os estudantes de jornalismo Pedro Barros e Raphael Abs, que chegaram no evento apenas para fazer uma cobertura tradicional, acabaram se envolvendo no encontro e participando das oficinas e palestra. Nos próximos dias, eles seguirão com uma série de posts sobre o que viram e aprenderam no XXXV EREA, além defalar um pouco sobre o ensino de astronomia em Alagoas.

    Foto oficial do EREA

    SAIBA MAIS:

    O endereço http://www.erea.ufscar.br/ disponibiliza informações mais detalhadas sobre o histórico do evento.

    Fotos: respectivamente, de Raphael Abs, Pedro Barros e da organização do evento

    Texto:  Pedro Barros

  • Alagoano Marques de Melo recebe a Medalha Denis Agra

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    por: Magnolia Rejane Andrade dos Santos, em Notícias no dia 21/11/2012

    Pesquisador pioneiro é homenageado por jornalistas alagoanos

    No dia 24 de novembro, ocorre a solenidade de entrega do Prêmio Braskem de Jornalismo que, este ano, homenageia José Marques de Melo, Presidente de Honra da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom. Melo será agraciado com a maior honraria dos profissionais de imprensa no Estado de Alagoas, a Medalha Denis Agra.
    O evento acontece na casa de eventos Vox Room (Av. Cícero Toledo, 57022-150, Maceió), a partir das 21h, e terá a presença de jornalistas, estudantes de jornalismo, autoridades, entre outros.

    A indicação de Marques de Melo para receber a Medalha Denis Agra foi feita pelo Sindicato dos Jornalistas, com o apoio da Braskem. Os dois parceiros e organizadores do evento levaram em conta a vida profissional, a retidão de caráter e o esforço pessoal dedicados pelo professor ao ensino, à prática e à pesquisa da comunicação, que contribuíram para a formação de várias gerações de jornalistas.

    Natural de Palmeira dos Índios, mas criado em Santana do Ipanema, José Marques de Melo começou a trabalhar como jornalista em 1959, integrando as equipes dos jornais Gazeta de Alagoas e Jornal de Alagoas. Depois passou a atuar em veículos de comunicação de outros estados, como Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Rio Grande do Sul.

    A partir de 1966, iniciou sua carreira acadêmica, na qual começou a ganhar reputação como pesquisador comunicacional. Atuou como professor/pesquisador em várias universidades do mundo, tendo publicado vários livros e estudos. Atualmente, é docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, entre várias outras ocupações e cargos.

    Fonte: http://portalintercom.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3553:destaques-presidente-de-honra-da-intercom-e-homenageado-no-premio-braskem-&catid=247&Itemid=103

    Foto: Karen Horn