Canadense debate Cena Musical em Maceió
maio 7th, 2012 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosRenomado pesquisador da cultura pop e dos estudos culturais chega em Maceió, no dia 17 de maio, o canadense Will Straw. Ele faz uma conferência s na sala multimeios, do Bloco 13 do Campus Maceió, onde estudantes do Cruso de Comunicação Social terão a oportunidade de dialogar com o cientista sobre especificidades e aplicações pontuais da noção de cena.
No mesmo dia, a partir das 18h30, o professor ministra o workshop “As cenas musicais, dos anos noventa aos dias atuais”, no Auditório do Museu Théo Brandão, onde ele debate a ideia de cena musical, termo que ganhou projeção para os estudos de música e comunicação a partir da obra de Straw e de suas aulas no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da McGill University em Montreal.
Em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, o Grupo de Pesquisa Comunicação, Cultura e Música Popular Massiva, do Curso de Comunicação Social da UFAL, é o promotor da vinda do professor canadense Will Straw a Alagoas.
PARTICIPAÇÃO
A atividade é voltada para estudantes de pós-graduação de comunicação e áreas afins que tenham conhecimento prévio de textos em que a ideia de cena musical é discutida.
As inscrições para os dois eventos são realizadas por meio do email comusica@comusica.com.br. O interessados devem informar nome completo, instituição de vínculo e descrever brevemente projeto de pesquisa/discussões a que pertence.
PERFIL
Will Straw é professor do Departamento de Estudos de História da Arte e Comunicação da McGill University. Atualmente exerce também a função de diretor do Instituo McGill para estudos do Canadá. É autor de Cyanide and Sin: Essays on Urban Culture (2010) e vários outros livros.
O professor Straw e´coordenador do projeto de pequisa “A multi-year inter-university research project on Media and Urban Life in Montreal.” Ele é autor de mais de 100 artigos sobre cinema, cultura urbana, música popular e publicações populares.
Texto fundido de http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/05/curso-de-comunicacao-social-recebe-pesquisador-canadense
Foto cedida por Jeder Janotti
De Produtor Rural a Ecologista, Um sonho que valeu a pena. Ex-produtor de cana de açúcar realiza sonho de preservar o meio ambiente
abril 27th, 2012 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosUm sonho de infância fez com que o produtor de cana de açúcar, Osvaldo Timóteo da Silva, desistisse dos negócios com a exploração agrícola para cultivar um espaço onde pudesse viver em sintonia com a natureza. Foi com persistência e amor pela natureza que ele implantou em São José da Lage, uma fazenda para poder criar animais e cultivar diferenciados tipos de plantas.
Um agricultor que desde menino vivia em contato com bichos e plantas, passava tempos brincando com pássaros, répteis e animais de pequeno porte na propriedade dos pais e avós que também trabalhavam o cultivo da cana. Aos oito anos de idade idealizou o desejo de ter um espaço onde pudesse viver em contato com a natureza. Segundo ele, “foi um sonho de criança, morava em um lugar que tinha muitas árvores e animais silvestres, gostava de ver aves voando, pássaros cantando e animais correndo na fazenda dos pais”. Em 1975 ele comprou a propriedade, uma área localizada na Fazenda Santa Maria, próxima à cidade de São José da Laje, em Alagoas.
A SAGA DE UM SONHO
Um empresário e produtor rural que vivia da exploração natural para sua sobrevivência, vê hoje o sonho realizado. Sua propriedade é considerada como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), confirmado pelo poder público em 22 de novembro de 2007, ou seja, é uma área integrante das Reservas Particulares do Patrimônio Natural do Brasil. Isso quer dizer que são áreas de conservação da natureza em terras privadas. Este tipo de reserva tem como objetivo promover a educação ambiental, atividades científicas, culturais, recreativas e de lazer. Lá também se desenvolvem atividades econômicas que não comprometem o equilíbrio ecológico como o ecoturismo.
O local era coberto por cana de açúcar, de onde provinha a renda familiar e na qual ele explorou por uma década. Em 1986, a vinte e seis anos atrás, Osvaldo Timóteo colheu sua última safra, deixou de lado o cultivo e passou a projetar seu sonho de preservação. Foi então que começou a trocar a lavoura pelo reflorestamento, um processo árduo que foi sendo implantado ao poucos com ajuda e dedicação integral de toda a família compostas por ele, a esposa, dez filhos e 12 netos.
O sonho do produtor era de ver animais, plantas e recursos hídricos vivos e preservados para o bem estar das pessoas. Foi com essa perspectiva de vida e pelo amor a natureza que ele comprou a fazenda, parou as atividades agrícolas e pôs em prática o processo de preservação do meio ambiente. O canavial foi substituído pela mata, que foi rebrotando com o tempo e pelo reflorestamento através de um projeto próprio de plantar 50 mil árvores. Atualmente, já foram plantadas 25,5 mil mudas que crescem pelo parque e outras 24,5 mil serão plantadas aos poucos.
NATUREZA PRÓXIMA
Na reserva, as pessoas estão em contato permanente com a fauna e a flora, são animais que andam em liberdade sem medo da ação predatória do homem, plantas que crescem e se reproduzem sem o temor das queimadas e da retirada ilegal de madeira. As nascentes de rios são protegidas e as margens cultivadas para não ocorrer degradação, assim os peixes e os anfíbios conseguem sobreviver em um ambiente hospitaleiro e nocivo ao seu ciclo de vida. Até agora foram catalogadas mais de sessenta espécies de aves, centenas de tipos diferentes de espécies de plantas e uma grande variedade de animais e répteis, como: tatu, teju, raposas, preguiças, camaleões, cobras de várias espécies, entre outros animais vivendo livremente pela reserva.
Um ecologista de carteirinha, Osvaldo Timóteo diz que o sonho está realizado, mas não vai parar por ai. Por isso, pretende investir no turismo ecológico, para que outras pessoas também possam aproveitar o que a natureza tem de melhor. Ele pretende com esse seguimento mostrar para os visitantes a importância de manter viva a floresta, de ver os bichos correrem pelas matas e de ter os recursos hídricos intactos e longe de poluição. O ecologista tem outro sonho de ver mais empresários tendo a mesma iniciativa e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida em todo o planeta.
A reserva possui atualmente todo suporte técnico e cientifico para garantir o manejo correto do solo, o uso controlado da água e da energia, além de servir para pesquisadores que se interessam em realizar trabalhos e pesquisas de cunho ambiental. Conta ainda com apoio logístico e de infraestrutura para receber visitantes e amantes da ecologia que queiram conhecer e aproveitar com responsabilidade os recursos naturais.
Vários prêmios já foram ganhos pelo senhor Osvaldo Timóteo pela iniciativa de preservar o meio ambiente, entre eles: Prêmio “Destaque Ambiental 2007″; Troféu municipal “Guerreiro Lajense”; Prêmios nacionais e consecutivos “Produtor Modelo” e Prêmio municipal “Produtor Rural do Ano”. Os prêmios são apenas o reconhecimento pela boa ação, o que só vem reforçar que independe de poder público para fazer algo salutar às pessoas à natureza, depende sim, conforme diz o ecologista, “de pessoas que tenham amor pelo que gosta e dedicação pelo que faz”.
Texto e fotos : José Ailton Batista Dos Santos(aluno de Jornalismo/UFAL)
INPI bate recorde de pedidos de marcas e patentes em 2011
janeiro 13th, 2012 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosApesar da crise internacional, os indicadores de propriedade intelectual estão fechando 2011 em alta. Tanto marcas quanto patentes já garantiram, até a primeira quinzena de dezembro, recordes históricos. Durante esses 11 meses e quinze dias, foram feitos 30.088 pedidos de patentes, contra 28.052 solicitados em 2010.
Para as marcas, o Instituto registrou, 140.815 solicitações até 15 de dezembro, contra 129.620 pedidos de marcas nos 12 meses do ano passado. Até a virada do ano, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) estima que o total de pedidos de patentes pode chegar a 35 mil. O de marcas deve encostar em 150 mil.
- Os índices revelam o bom momento do País, mas também a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância da propriedade intelectual – comentou o presidente do INPI, Jorge Ávila.
A missão do INPI é utilizar o sistema de propriedade intelectual como
instrumento de capacitação e competitividade, estimulando a inovação a fim de alavancar o desenvolvimento brasileiro. Para facilitar ainda mais o acesso dos brasileiros ao sistema de patentes, o Instituto lançará, em 2012, o sistema ePatentes, que permitirá o pedido via Internet.
Texto: Hiago Rocha
Fonte: http://www.inpi.gov.br/
Pesquisa esclarece os cuidados sobre o preparo térmico dos alimentos
janeiro 13th, 2012 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosO projeto de pesquisa intitulado “Produtos de Glicação Avançada (AGEs) Dietéticos e Integridade dos Tecidos Renal e Intestinal em Ratos Adultos” que integra as professoras Luci Tojal e Terezinha da Rocha, sob coordenação da professora Susana Lima de Oliveira, da Faculdade de Nutrição (FANUT/UFAL), vem construindo significativa presença no tratamento e manejo térmicos de alimentos. Vejamos, a seguir, alguns tópicos para reflexão que essa pesquisa propõe:
Historicidade e Descobertas
Em 1912, Loius Camille Maillard, médico e químico francês, adicionou glicina à glicose e aqueceu a mistura: percebeu que os componentes escureceram e que liberavam moléculas organolépticas (cor, brilho, sabor, odor, etc). Essa reação ficou conhecida como Reação de Maillard – uma reação química entre um aminoácido ou proteína e os açúcares (carboidratos): quando o alimento é aquecido (cozido) o grupo carbonila (=O) do carboidrato interage com o grupo amina (-NH2) do aminoácido ou proteína, e após várias etapas produz as melanoidinas, que dão a cor e o aspecto característicos dos alimentos cozidos ou assados.
Dependendo dos tipos de proteínas e açúcares que compõem o alimento, o processo produz resultados diferentes quanto ao aspecto, cor e sabor. Estas características são diferentes entre um bolo assado e um frango assado, por exemplo. O aspecto dourado dos alimentos após assado é o resultado desta reação de Maillard. Descobria-se os AGEs (ainda sem esse nome).
“Inicialmente, a comunidade científica mundial acreditava que os AGESs estavam apenas relacionados à perda de energia dos aminoácidos”, esclarece Luci Tojal. No entanto, a partir da década de 1970, nos Estados Unidos, descobria-se que estes agentes atuavam em todas as células. E partir de então, surgiram indícios da atuação e dos caracteres prejudiciais.
Doenças Associadas
A presença dos produtos de glicação na alimentação e no organismo humano tem sido relacionada a doenças crônicas, tais como diabetes, mal de Alzheimer, osteoporose, artrite reumatóide, aterogênese, que é o surgimento da placa nas parede internas de um vaso sanguíneo, geralmente decorrente de uma má alimentação que provoca o aumento do LDL- colesterol ruim. E também doenças gastrointestinais, como esteatose, que é o acúmulo de gordura no miocárdio e/ou no fígado, cirrose hepática e, inclusive, diversos tipos de câncer.
Os efeitos patológicos dos AGEs estão intimamente ligados à capacidade destes compostos de modificar as propriedades químicas e funcionais das mais diversas estruturas biológicas, através da geração de radicais livres, da formação de ligações cruzadas com proteínas ou de interações com receptores celulares. Segundo a professora Terezinha, os AGEs são uma “reação entre grupos carbonílicos livres de açúcares, por exemplo, ou de compostos dicarbonílicos que são produzidas no metabolismo da glicose ou no processamento de alimentos que produz compostos bastante reativos com grupamentos amina de proteínas”. Daí para frente acontecem reações não enzimáticas que culminam na produção do Ages que acabam por comprometer a estrutura proteica, seja ela atividade proteica, como doença de Parkinson, Alzheimer, Diabetes. A equipe tenta compreender os danos causados pela produção e consumo destes agentes.
A observação em ratos
O acompanhamento da dieta dos ratos baseia-se em três grupos de controle que são submetidos a diferentes tratamentos térmicos. Por exemplo, aquela crosta que se forma nos alimentos, ali há uma gama de elementos. O calor seco é um grande estimulador, um catalisador de AGEs. O calor tem grande expoência. O primeiro grupo recebe a ração comercial sem nenhuma alteração nutricional ou térmica. Já o segundo grupo é alimentado com uma ração comercial que sofre outro tratamento térmico (promover mais produtos de glicação avançada); o terceiro grupo se alimenta a partir de da adição de uma vitamina protetora, vitamina B1 ou tiamina – que no metabolismo cria ou recupera substâncias que ajudam na desintoxicação do organismo. Logo a deficiência de tiamina pode acelerar o processo.
Por isso a questão: como a reposição da tiamina regula o surgimento e/ou redução de AGEs? Entra em questão o quarto grupo. “Ele ganha uma ração com quantidade superior à necessária de tiamina, na proposta de suplantar os AGEs”, explica Terezinha Ataíde. Depois, o grupo analisou as deteriorações no que se refere à integridade dos tecidos renal e digestivo. Essa observação contribui para sistematizar e traços paralelos entre os seres humanos, se submetidos às mesmas dietas, em quais deficiências agravariam o comprometimento com os AGEs e mais, com que capacidade poder-se-ia contralá-los.
Diferenças e cuidados com a saúde
Vale acrescentar: a reação que ocorre no processo de Maillard é diferente do processo de tostamento e caramelização. No tostamento ocorre uma reação de pirólise do carboidrato (desidratação térmica) e na caramelização ocorre uma desidratação, condensação e polimerização do carboidrato. Em nenhum dos dois casos ocorre o envolvimento das proteínas. Acredita-se que a reação de Maillard é um dos fatores responsáveis pelo envelhecimento do nosso organismo.
“É uma relação muita estreita, tanto de causa como de efeito, em relação ao estresse oxidativo que danifica as estruturas celulares e macromoléculas, comprometendo assim a sobrevida e induzindo a morte celular”, salienta a professora Luci Tojal que estuda os AGEs há mais de vinte anos e mantém um blog – www.lucitojal.blogspot.com – onde esclarece e discute sobre este tema. Medicamentos vêm sendo desenvolvidos para tentar retardar o processo.
“Temos como controlar a produção destas substâncias – cuidando do processamento de alimentos”, explica. Ainda para a professora, o alimento não processado (cru) também apresenta essas AGEs. Por isso deve-se manusear e ter cuidado com os modos de preparo dos alimentos. As pesquisadoras recomendam o uso do calor úmido (onde se a água para cozinhar os alimentos) que, segundo os testes, não acentuam o surgimento dos produtos de glicação.
Texto de Hiago Rocha
Foto do Blog Lucitoajal.blogspot.com
Para saber mais: www.lucitojal.blogspot.com
Curso de Design de Interiores do IFAL celebra 10 anos
novembro 3rd, 2011 by Magnolia Rejane Andrade dos Santos
Ainda há quem se surpreenda ao saber que em Alagoas existe um Curso Superior Tecnológico de Design de Interiores. Mas ele existe e completará 10 anos no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), trazendo o I Circuito Design, nos dias 7 e 8 de novembro. O evento tem o objetivo de divulgar o Curso e a profissão, além de agregar estudantes e profissionais alagoanos que atuam dentro do design, de diferentes instituições de ensino e áreas variadas, como produto, moda e gráfico.
O Circuito, que é organizado pelo Centro Acadêmico de Design de Interiores (CADI)z o tema “10 anos de Interiores em Alagoas”, apresentando os desafios dessa primeira década e celebrando o presente momento do Curso, que atualmente busca renovar sua identidade no Estado. Para o evento estão confirmadas as presenças de Fábio Malves, que é Designer de Interiores e Rodrigo Fagá, que é Arquiteto.
Mas não só interiores será debatido durante o Circuito. Moda, gráfico e produto também serão contemplados por meio de cases e mesas-redondas e apresentará nomes como o Estúdio ZeroPixel que trabalham com Gráfico e Larissa Nunes, que é Designer de Moda. Para o estudante e presidente do CADI, Jefferson Nunes, o evento será uma boa chance de fazer com que profissionais e graduandos alagoanos interajam mais. “Embora o foco seja o design de interiores, o Circuito Design tem caráter interdisciplinar e buscamos nos unir com outras instituições de design em Maceió e promover o intercâmbio entre as áreas”, explica.
Para Luís Antônio Costa, coordenador e um dos fundadores do Curso, é importante fomentar o design em Alagoas, especialmente na área de interiores, pois o mercado se encontra em aberto, porém precisa ser melhor explorado. “O Curso existe há 10 anos e vem crescendo no Instituto, mas o mercado local precisa acreditar mais nos profissionais alagoanos”, comenta.
texto:Ben-hur Bernard Pereira Costa
Maceió discute Tecnologia da Informação no III COALTI
outubro 27th, 2011 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosA partir de amanhã, 28, e nos dias 29 e 30 de outubro acontece na Faculdade Integrada Tiradentes (FITS), a terceira edição do Congresso de Tecnologia e Informação (COALTI), que visa colocar Alagoas no circuito de discussões de TI, trazendo o que há de melhor para o nosso estado.
O III COALTI traz para a nossa cidade os melhores profissionais em suas áreas de conhecimento com o intuito de atualizar, discutir e capacitar àquelas pessoas que buscam treinamento e qualificação na área de Tecnologia da Informação. Serão discutidos os mais variados temas, como: crimes digitais, robótica, inclusão digital, segurança na rede, educação, perícia digital, monitoramento de redes sociais, entre outros.
O Congresso contará com palestras técnicas, painéis, minicursos e discussões nas áreas empresarial, acadêmica e pública do uso de Tecnologias da Informação. Potencializando também o encontro entre empresas e profissionais de TI, com um dos dias do COALTI voltado para o setor de Negócios.
Neste ano, o COALTI contará com a presença, além de palestrantes alagoanos e nacionais, da americana Leslie Howtorn, consultora de projetos Open Source e ex-gerente de Programas do Google, que possui mais de dez anos de experiência em projetos de Marketing de Alta Tecnologia gestão e relações públicas.
O Congresso de Tecnologia e Informação pretende atingir o reconhecimento pela comunidade Alagoana como o mais completo evento de Tecnologia da Informação de Alagoas, sendo gerador de conhecimento e informação para os diversos profissionais da área.
Ediçao do Texto: Ana Cecília(estagiária)
WikiAlagoas disponibiliza cultura local em ambiente virtual
outubro 26th, 2011 by Magnolia Rejane Andrade dos Santos
O projeto WikiAlagoas ( http://www.wikialgoas.al.org.br ), parceria da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Seplande), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Instituto de Ciências Sociais (ICS), ganhou mais visibilidade durante o VIII Congresso Acadêmico, que aconteceu de 17 a 22 de outubro de 2011, na Ufal. A razão disso foi que, no dia 17, três alunos do projeto tiveram a oportunidade de apresentar a plataforma no Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDEMA); já no dia 19, foi à vez do coordenador do projeto pronunciar-se, Evaldo Mendes participou de uma mesa redonda no Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), que tinha como temática “Informação, Tecnologia e Ambientes Colaborativos: Incursões de uma Cultura Digital”.
A iniciativa para a criação e desenvolvimento do projeto aconteceu através da articulação desses órgãos, já citados anteriormente, que visavam inserir de maneira mais organizada e coesa o maior número de informações possíveis referentes ao estado de Alagoas no ciberespaço. A pesquisa é desenvolvida por nove alunos dos mais diferentes cursos de graduação da Ufal (ciências sociais, comunicação social, geografia e história), e conta também com a ajuda de uma aluna de análise do sistema, da Uncisal, responsável pela parte técnica da plataforma. O trabalho, dividido em várias etapas, teve início em novembro de 2010, e terá termino no próximo mês, quando completará um ano de pesquisa.
HISTÓRICO
Em um primeiro momento, o foco dos bolsistas limitava-se a pesquisas feitas na internet. Após uma seleção, havia o momento de organizá-las em um único local: a plataforma WikiAlagoas. Posteriormente, as pesquisas foram realizadas em museus, centros históricos, bibliotecas, entre outros locais. Os alunos também realizaram algumas viagens, com o intuito de mapear fotograficamente alguns dos 102 municípios do estado, além de buscar relatos orais que pudessem contar um pouco mais da história de cada lugar visitado.
O WikiAlagoas já encontra-se disponível na internet, em um modelo semelhante ao que o serviu como base, o Wikipédia. Lá, qualquer usuário, em qualquer lugar do planeta, pode inserir informação acerca de qualquer assunto. O intuito de alojar os conteúdos em um site como este é de que as pessoas possam colaborar com a inserção de informações, sem necessariamente fazer parte do projeto. O que se pretende é que exista um número cada vez maior de conteúdos referentes a Alagoas criados e divulgados por pessoas comuns que se sintam convidadas a produzir e inserir dados na plataforma.
Atualmente, o número de verbetes (pequenos textos), na plataforma, é de, aproximadamente, 600 verbetes. Eles abordam as mais variadas temáticas: cultura, economia, demografia, religião, gastronomia, etimologia. Atualmente, às vésperas de conclusão do projeto, a equipe “wiki” concentra-se na revisão dos conteúdos, a fim de entregar uma plataforma à altura do nosso estado.
Texto: Bárbara Barros e Madysson Weslley( estagiários do Projeto WikiAlagoas)
Alagoano defende ensino básico da matemática brasileira
outubro 20th, 2011 by Magnolia Rejane Andrade dos SantosRe-eleito recentemente presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o professor Hilário Alencar (IM/UFAL), que também é membro da Acadêmia Brasileira de Ciências (ABC), acumula conquista acadêmicas memoráveis. Em uma sala da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, a entrevista é acompanhada de boas doses de café, e memórias – “Tive uma educação privilegiada. Sempre com bons professores, não só de matemática, de português também”, relembrando nomes de alguns mestres do tempo de colégio.
Como principais metas para essa gestão na SBM, o professor Hilário pretende ampliar o PROFMAT – programa de pós-graduação stricto sensu em rede, o Integrando a Amazônia e a coleção de textos matemáticos de alta qualidade, com linguagem e preço acessíveis. Há uma mundialização da matemática brasileira, ele não nega: “Sim, mas temos que voltar os olhares para o Brasil, interiozá-la”. Acompanhe a seguir a breve conversa e o entusiasmo do docente, alagoano de coração:
Ciênci@lagoas – Professor, o Estado alagoano é conhecido como celeiro de Matemáticos – temos o Fernando Codá, Manfredo Perdigão, Elon Lages, o Kerley Irraciel (do Instituto de Matemática – IM/UFAL), para ficarmos em poucos exemplos. Como a SBM enxerga Alagoas, sabendo que ele detém um dos piores índices de analfabetismo do País?
Hilário Alencar – A SBM tem um olhar nacional, no entanto, vem dando prioridade as regiões Norte e Nordeste. Sãos regiões carentes de matemáticos, nesse contexto o PROFMAT – com bolsa da Capes, para aprimoramento da formação profissional de professores da rede pública na educação básica. É uma política bem agressiva quanto a isso [risos]. Temos uma Matemática em dois extremos – uma de ponta, com inserção internacional e no outro lado uma matemática (ensino) interna ruim. Esse ruim não é só em Alagoas. Dados nacionais da CGE/OBMEP mostram que alunos, não somente aqui, mas em todo o território, tem dificuldade quanto lidam com geometria.
Ciênci@lagoas – Há uma mundialização da matemática brasileira. É paradoxal…
Hilário Alencar – Sim, mas temos que voltar os olhares para cá, temos que interiorizá-la também.
Ciênci@lagoas – O PROFMAT vem sendo bem recebido?
Hilário Alencar – Sim, ele completou dois anos. Voltado para a educação básica em matemática é um estímulo para que as Universidades do Norte e Nordeste integrem a rede proposta pela SBM.
Ciênci@lagoas – A demanda é enorme… como é a procura?
Hilário Alencar – Disputada. Foram 1.192 vagas para 20.000 inscritos. Para se ter ideia, em Alagoas, a média mínima para o candidato “entrar” no mestrado é praticamente a mesma do que uma instituição em São Paulo. Como a disputa foi alta, você começa a ter bons concorrentes – todas as vagas destinadas para cá, foram reservadas para professores de educação básica, de escola pública, atuantes. A previsão é que até 2012, alcancemos 2.000 vagas, com as novas parcerias.
Ciênci@lagoas – Esse despertar para o mestrado profissional é uma política recente?
Hilário Alencar – Sim, é recente, dois anos. A Capes sempre acompanhou o surgimento de mestrados profissionais, agora este, o Profmat, é o primeiro dentro da UAB [Universidade Aberta do Brasil]. Não é um problema isolado. O caso das licenciaturas, por exemplo – a maioria dos professores não sai de universidades públicas, há uma diferença enorme entre público e privado. É um quadro nacional.
Ciênci@lagoas – E quanto a ações conjuntas com o IMPA?
Hilário Alencar – Entre as atividades que a SBM realiza, como as Olimpíadas de Matemática, destaca-se o projeto Klein em Língua Portuguesa, que tem como objetivo dar uma visão ampla da Matemática aos professores e educadores do ensino médio e da graduação universitária além de oferecer publicações, DVD e site específico para consultas. Também entre as iniciativas da SBM estão o programa Integrando a Amazônia que apoia atividades de pesquisa e pós-graduação nesta região do País. Há também o Projeto Klein que integrou a Sociedade Brasileira de Educação Matemática, a Sociedade Brasileira de História de Matemática.
Entrevista concedida a Hiago Rocha
Foto: disponibilizada no site www.abc.org.br 18/10/2011
Arquitetura da UFAL recebe prêmio do CNPq
outubro 19th, 2011 by Magnolia Rejane Andrade dos Santospesquisa na Universidade Federal de Alagoas tem se destacado no Nordeste e em todo território nacional. Recentemente, a instituição foi contemplada com o terceiro lugar no 9º Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica do CNPq (http://destaqueic.cnpq.br). O trabalho premiado é intitulado “O Convento e a História da Cidade: O franciscanismo delineando paisagens em Alagoas”, de autoria da bolsista Taciana Santiago de Melo, com orientação da professora Maria Angélica da Silva, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).
Desde 2003, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) premia alguns trabalhos dos bolsistas de Iniciação Científica (PIBIC), considerando a relevância e qualidade dos relatórios finais da pesquisa. Para se ter uma ideia, foram indicados 1057 bolsistas no intervalo 2003-2010, uma média de 132 inscritos por ano nas três grandes áreas – Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, Ciências Exatas, da Terra e Engenharias e Ciências da Vida. Nesse período foram 42 ganhadores, sendo apenas quatro do Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Portanto, a UFA passa a ser a quinta universidade do Nordeste contemplada com esta premiação.
“Foi uma surpresa para nós também, não esperávamos ganhar, já que a príncipio, uma pesquisa que se reporta a frades e conventos parece bastante distante dos temas de maior apelo na atualidade”, comenta a professora Maria Angélica. A pesquisa sob sua coordenação busca entender a influência das casas conventuais franciscanas na construção dos lugares urbanos, em especial em Alagoas.
Quanto ao desempenho da bolsista ganhadora do prêmio, a professora comenta que “ela é muito dedicada e responsável, capaz de sacrificar férias ou algum compromisso pessoal para cumprir suas obrigações. Mas o que eu acho ser a sua principal qualidade enquanto pesquisadora é a generosidade e a discrição. Sempre se mostrou solidária com os outros membros do Grupo de Pesquisa no sentido de auxiliar os colegas, compartilhar o conhecimento mas também de acolher o que outro produziu e dar continuidade, sem a ansiedade em definir a quem pertenceria o saber. A idéia do compartilhar e a curiosidade em conhecer novas frentes de investigação são outras qualidades de Taciana.
Pesquisa urbana
A Profª Maria Angélica, que coordena o Grupo de Estudos da Paisagem (http://www.fau.ufal.br/grupopesquisa/estudosdapaisagem/), explica que sempre viu no PIBIC um programa de grande importância e participou dos processos de seleção deste de sua implantação na UFAL. Em trabalhos anteriores as pesquisas do Grupo buscavam entender como as cidades se implantaram no Brasil, abordando vinte localidades entre as mais antigas do Nordeste, na faixa territorial que vai da Paraíba ao sul da Bahia. Foi neste contexto que se descobriu o papel dos conventos na vida urbana, em especial os franciscanos. No decorrer da pesquisa, Taciana se propôs a analisar a construção da paisagem em Alagoas a partir das casas de Nossa Senhora dos Anjos e Santa Maria Madalena, situadas nas cidades de Penedo e Marechal Deodoro, respectivamente.
Embora se saiba da existência de alguns trabalhos produzidos abordando dados históricos e arquitetônicos relativos aos conventos. o diferencial da pesquisa é investigá-los como elementos urbanos. As casas conventuais desempenhavam várias funções. Como uma mini-cidade, ofereciam vários tipos de suporte. Acolhia os pobres e os doentes, serviam de asilo e como hospedaria, funcionavam como escola, botica e cemitério, atuavam na justiça e influenciavam nas demandas públicas. Além disto, segundo Gilberto Freyre, a cultura brasileira guardaria as marcas do franciscanismo: cordial, plástica, intuitiva.
A professora relembra que Germain Bazin, um importante curador do Louvre, veio nos anos 1950, observou estes conventos e criou a expressão “Escola Franciscana do Nordeste” – devido à importância e originalidade da sua arquitetura. “Resolvemos nos deter neles”, pontua Maria Angélica. Mas as fontes documentais, procuradas tanto no Brasil quanto em Portugal eram poucas.. “Pensamos: os próprios conventos é que terão que falar”, conclui. E a pesquisa foi buscar dados na própria arquitetura dos 14 conventos da denominada “Escola Franciscana do Nordeste”. Portanto, o Grupo pôs-se novamente em viagem, como no início das pesquisas, agora revisitando as cidades em busca dos seus conventos. O projeto tem o apoio da Petrobrás Cultural.
Conventos franciscanos
Constatou-se que as situações dos conventos eram bastante diversas. O convento de Penedo conseguiu preservar suas funções religiosas. Em Paraguaçu na Bahia, o convento perdeu seus traços religiosos – está em ruínas. Em Marechal Deodoro (“parado” há cem anos, funcionou como orfanato e quartel), o convento também está não é mais casa de frades e aguarda reabertura mas enquanto Museu. Ainda assim, o convento de Santa Maria Madalena é o monumento mais significativo de Marechal, servindo inclusive de marco visual da prefeitura da cidade.
Quanto ao convento de Santa Maria dos Anjos em Penedo, continua muito ativo, exercendo suas funções religiosas e apoiando a comunidade penedense. Os dois conventos alagoanos foram fundados no mesmo ano, em 1660 e são tombados como monumentos nacionais.. O Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem celebrou os 350 das duas casas com um seminário que envolveu as comunidades das duas cidades, visando divulgar a história dos mesmos, com visitas guiadas e fechando as comemorações nos adros dos dois conventos.
Quanto ao Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem, sempre teve feição multidisciplinar. Temos geógrafos, historiadores, antropólogos e restauradores”, diz Taciana, inclusive como bolsistas PIBIC..Outro ponto importante é a metodologia, que combina por um lado, a busca pelo saber através dos canais sensoriais mas por outro, quase ao inverso, emprega recursos dos softwares de manipulação de imagens.
Quatro Instantes e Um olhar no passado
Taciana divide a metodologia empregada pelo Grupo de Pesquisa em cinco momentos: Exercícios Sensoriais, Revisão de Literatura, Estudos de Iconografia, Contato com a População e Produção e Socialização dos resultados. Os Exercícios Sensoriais constituem-se no estabelecimento de uma relação direta de cada estudante com o lugar que vai ser investigado. Trata-se de um exercício de observação livre, que lembra o “flâneur” de Baudelaire ou a deriva dos Situacionistas. Tem como meta construir uma relação perceptiva, sensorial e afetiva com os espaços que estão sendo investigados. Portanto, antes de ler sobre os lugares, estes são experimentados.
“Usamos a sensorialidade – os sentidos guiando as impressões sobre o lugar. E depois fazemos os diários de bordo – que criamos com as impressões do local, registradas em textos ou objetos de produção manual e criativa ”, esclarece. Eles são bem diferentes: uns são colagens, recortes e costura, outros são mais arrojados, podem ser garrafas com mensagens para serem lançadas ao mar ou jogos e enigmas gráficos. Taciana mostra um dos seus diários, que tomou a forma de uma caixa. Nela, optou por registrar suas impressões dos conventos em cada face, com papel marchê e tintas. Dentro, pequenos detalhes. Há fichas coloridas envolvidas em papel de presente. Cada ficha representa um convento visitado e cada embalagem correspondente, uma experiência sensória.
“Que cor esse convento me lembra? Na Bahia, o Convento de Santo Antônio do Paraguaçu era o dourado e, as fichas são com desenhos de lá”. O de Cairu, por seus detalhes, mostrou-se um espaço feminino, resultando nestes outros desenhos e em outra cor”, explica. Depois o estudo prossegue através das fontes bibliográficas. Antologias são construídas coletivamente e assim as fontes primárias ficam disponibilizadas para todos do Grupo.
O terceiro passo é a comparação cartográfica. Na condição de arquitetos e estudantes de arquitetura, as imagens e desenhos gráficos e de observação são destacados. Buscam-se os registros urbanos na forma de mapas, desenhos antigos, que são trabalhados no computador e contrastados com imagens atuais, produzidas pelos membros do Grupo além do uso de fotos aéreas e outros recursos imagéticos A equipe vai a campo buscando comparar desenhos (pinturas) antigos, inclusive os deixados pelos holandeses, no tempo das invasões no século XVII. Como estas imagens são reconhecidas pela sua intenção de fidelidade, busca-se fotografar as paisagens no mesmo ângulo, enquadramento, perspectiva e posição do observador. Novos mapas e infográficos são criados, deixando claras as conclusões da pesquisa. Assim foi possível mostrar como as áreas dos conventos eram imensas, se comparadas às das localidades onde eram implantados,evidenciando espacialmente a sua importância. Taciana e seus colegas estudaram o caso de Marechal e Penedo, mostrando os vários movimentos temporais que as cidades passaram no decorrer dos séculos, tendo como centro os conventos.
O penúltimo movimento é o contato com a população. Buscar os relatos com a intenção de troca de informações ou de acessar o conteúdo do imaginário em relação aos fatos da históri é o objetivo desta atividade. Finalmente, a última etapa do trabalho é transformar os resultados da pesquisa em informações acessíveis ao público. O Grupo desenvolve produtos voltados para a socialização e para a educação patrimonial. Um exemplo é o “Enigma da Cidade”. Um livrinho com textura, com projeções sobrepostas – o antigo e novo – nas imagens, uma entrando na outra, feito pelos bolsistas da pesquisa.
Taciana vem trabalhando em soluções que divulguem fatos da história dos conventos de Penedo e Marechal, que se confunde com fatos da vida da população e em estudos que permitam a aproximação da mesma com os monumentos.
Apesar de vivermos um tempo onde a religiosidade tem menos força, os edifícios conventuais guardam expressões estéticas e uma ambiência introspectiva que muito pode falar aos homens e mulheres de hoje. Estudá-los significa também pensar a vida coletiva, no papel exercido pelas comunidades. Dizem as fontes historiográficas que o ensino em Alagoas iniciou-se nos conventos franciscanos.Portanto, de alguma forma, também compartilham uma vocação com a universidade.
Voltando à questão da premiação do CNPq , a orientadora comentou: “Fiquei mais feliz do que se tivesse recebido um prêmio individual, pois creio na troca e na solidariedade como a base do trabalho acadêmico”, finalizou a professora. Aguardamos que os estudos realizados auxiliem agora na próxima etapa da pesquisa, qual seja, buscar uma inserção criativa e sustentável destes conventos na vida urbana, através de propostas de reuso.
Texto e fotografia: Hiago Rocha








