Classificação 12 anos

Img_Alerta_12anosSão admitidos para esta faixa etária conteúdos que apresentem os critérios abaixo. Nem sempre a ocorrência de cenas que remetem à violência, sexo e drogas são prejudiciais ao desenvolvimento psicológico da criança, portanto estes são sempre analisados e ponderados com os critérios de atenuantes e agravantes.

VIOLÊNCIA

A.3.1. ATO VIOLENTO
Ameaça ou ação intencional de violência contra a integridade corporal, liberdade ou a saúde, própria ou de outrem. Incluem-se nesta tendência os casos de tráfico de pessoas.Exemplo: Personagens brigam com socos e chutes; personagem, com uma pedrada, quebra o nariz de outro; personagem coloca comprimidos tranquilizantes no chá de outro para fazê-lo desmaiar; lançamento de gás de pimenta em um evento público; personagem ameaça matar o filho de outro; personagem se autoflagela.

 

A.3.2. LESÃO CORPORAL
Exibição de lesões corporais, fraturas, sangue e/ou órgãos internos, inclusive quando resultantes de procedimentos médicos e acidentes.Exemplo: Cardiologistas abrem paciente com bisturi. Personagem apresenta fratura exposta.

 

A.3.3. DESCRIÇÃO DE VIOLÊNCIA
Narrações, cartelas gráficas ou diálogos que narrem atos violentos. Exemplo: Personagem confessa assassinato, revelando que matou a facadas.

 

A.3.4. PRESENÇA DE SANGUE
Exibição de sangue oriundo de alguma lesão corporal, seja ela exibida ou não: sangue originado de agressões físicas (como socos e tiros), acidentes (como os automobilísticos e domésticos), procedimentos médicos e lesões internas (como cirurgias, vômitos com sangue) e cenários ou objetos ensanguentados. Pequenos cortes, testes hemopáticos, menstruação e sangramentos nasais não são considerados (salvo quando o enquadramento e as composições de cena valorizem a presença de sangue). Exemplo: Paredes ensanguentadas da cena de um suposto crime.

 

A.3.5. SOFRIMENTO DA VÍTIMA
Exibição de sofrimento em razão de fato violento, acidente, enfermidade ou procedimento médico/cirúrgico. Exemplo: Personagem chora de dor após sofrer um acidente de carro; personagens de um jogo gritam de dor quando são atingidos por golpes.

 

A.3.6. MORTE NATURAL OU ACIDENTAL COM VIOLÊNCIA
Mortes naturais ou acidentais (seja o momento da morte ou a exposição de cadáver) com o envolvimento de dores ou lesões. Exemplo: Homem sente as dores de um ataque cardíaco e cai morto na rua.

 

A.3.7. ATO VIOLENTO CONTRA ANIMAIS
Exibição de ato de maus-tratos e ferimentos contra animais. Também se aplica a tendência quando personagem, intencionalmente, tira a vida de animal, com exceção dos casos de sobrevivência ou consumo. Exemplo: Irritado, homem chuta seu cachorro e o animal chora de dor; garotos se divertem chutando gatos na rua.

 

A.3.8. EXPOSIÇÃO AO PERIGO
Exibição de ato ou omissão que coloque em risco a vida ou a saúde. Exemplo: Atear fogo a uma casa ou floresta, explodir carro, manter relações sexuais sem proteção sabendo que possui DST.

 

A.3.9. EXPOSIÇÃO DE PESSOAS EM SITUAÇÕES CONSTRANGEDORAS OU DEGRADANTES
Assédio moral, constrangimento, degradação ou humilhação que pode ser expressa de várias formas, seja verbalmente ou através de imagens e contextos. A predisposição da(s) pessoa(s) a se envolver(em) em uma situação não é atenuante para o conteúdo humilhante, principalmente se ela o faz por inocência ou em troca de outra coisa (dinheiro, por Exemplo). Exemplo: Pessoa aceita colocar chapéu de burro em troca de dinheiro; pessoa aceita ser suja com ovos para conseguir participar de um programa de TV; patrão ofende o funcionário no ar; professor humilha aluno que chegou atrasado na sala de aula.

 

A.3.10. AGRESSÃO VERBAL
Apresentação de cenas em que haja xingamentos entre personagens. Exemplo: Personagem xinga a outra de vadia preguiçosa.

 

A.3.11. OBSCENIDADE
Ato, palavra, escrito ou gesto, em especial os obscenos, com o intuito de ofender ou constranger alguém. Exemplo: No trânsito, homem aponta o dedo médio para outro.

 

A.3.12. BULLYING
Bullying é o ato de violência psicológica intencional e repetitiva que consiste em um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos que intimidam outro indivíduo ou grupo incapaz de se defender, a fim de isolá-lo socialmente, através de atos como espalhar comentários, recusar-se em se socializar com a vítima e intimidar outras pessoas que desejam se socializar com ela. Exemplos: Grupo de meninos não permite que outro jogue futebol com eles e sentenciam: “Não falem com ele”.

 

A.3.13. EXPOSIÇÃO DE CADÁVER
Exibição descontextualizada de corpos sem vida. Exemplos: Equipe de polícia encontra corpo no meio da rua; corpos caídos no cenário de um jogo de ação.

 

A.3.14. ASSÉDIO SEXUAL
Personagem constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favor sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo, função ou outra forma de poder. Exemplo: Patrão seduz funcionária, insinuando que devem manter relação sexual para que ela seja promovida.

 

A.3.15. SUPERVALORIZAÇÃO DA BELEZA FÍSICA
Valorização excessiva da beleza física como condição imprescindível para uma vida mais feliz ou para a aceitação social. Isto sem que, ao mesmo tempo, sejam apresentados riscos inerentes a este comportamento (como a anorexia, bulimia, falhas nos procedimentos cirúrgicos, dentre outros). Exemplo: Situações em que cirurgias plásticas ou dietas extremadas são valorizadas como os únicos ou mais importantes caminhos para uma vida melhor e mais feliz. Definição de padrões de beleza e estética corporal muito restritos.

 

A.3.16. SUPERVALORIZAÇÃO DO CONSUMO
Cenas e diálogos que apresentem o consumo como condição imprescindível para uma vida mais feliz ou para a aceitação social. Exemplo: Personagem humilha o outro porque ele não possui um tênis da moda.

 

SEXO E NUDEZ

B.3.1. NUDEZ VELADA
Nudez sem a apresentação de nus frontais (pênis, vagina), seios e nádegas, ou seja, uma nudez “opaca” ou velada. Exemplo: Em cena com nudez, insere-se tarja ou efeito gráfico sobre seios, nádegas e
órgãos genitais; seios de uma personagem são estrategicamente cobertos por um objeto em cena.

 

B.3.2. INSINUAÇÃO SEXUAL
A tendência é aplicada quando é possível deduzir por diálogos, imagens e contextos que a relação ocorreu, ocorrerá ou está acontecendo, sem que, contudo, seja possível visualizar ato sexual. : Casal se beija, começa a tirar a roupa e deita na cama; casal se beija suado sob lençóis.

 

B.3.3. CARÍCIAS SEXUAIS
Cenas em que personagens se acariciam, a sexualização está presente, mas a ação não resulta em relação sexual. Exemplo: No cinema, namorado passa a mão pelo seio da namorada.

 

B.3.4. MASTURBAÇÃO
Cena não explícita de masturbação. Exemplo: Apresenta-se plano médio de homem no banheiro e, pela sua gesticulação
(movimento de mão na região pélvica), induz-se que ele se masturba.

 

B.3.5. LINGUAGEM CHULA
Diálogos, narrações ou cartelas gráficas que apresentem palavras chulas ou palavrões. São expressões ofensivas e vulgares relacionadas a sexo (incluindo órgãos sexuais) e excrementos. Exemplo: M*rda, c*, b*ceta, p*rra, escr*to, p*ta, etc.

 

B.3.6. LINGUAGEM DE CONTEÚDO SEXUAL
Diálogos, narrações ou cartelas gráficas sobre sexo, em qualquer contexto, sem que haja apresentação de vulgaridades, detalhamentos ou sem que o diálogo seja erótico ou estimulante. Exemplo: Personagens conversam: “Vocês dois transaram mesmo? Quando foi isso?”

 

B.3.7. SIMULAÇÕES DE SEXO
Imagens ou sons de uma cena que tenham uma relação sexual farsesca, sem que haja o ato sexual em si. Exemplo: Personagens fingem que transam para constranger um amigo.

 

B.3.8. APELO SEXUAL
Cenas que apresentem diálogos estimulantes, manifestações de desejo ou provocações de caráter sexual. Exemplo: Personagens olham para as nádegas de mulher que passa por eles, demonstrando interesse sexual.

 

DROGAS

C.3.1. CONSUMO DE DROGAS LÍCITAS
Cenas em que sejam exibidos consumos de cigarros de nicotina e bebidas alcoólicas. Exemplo: Personagem chega em casa, acende um cigarro e o consome sentado no sofá.

 

C.3.2. INDUÇÃO AO USO DE DROGAS LÍCITAS
Cenas em que personagem oferece a outro ou o estimula a consumir cigarro de nicotina, bebida alcoólica ou medicamentos de forma irregular. Exemplo: Homem dá a outro remédio para controlar um mal, mulher oferece um cigarro.

 

C.3.3. CONSUMO IRREGULAR DE MEDICAMENTOS
Cenas em que sejam exibidos consumos de medicamentos sem prescrição médica ou com a receita, mas consumido de forma irregular (em dose excessiva, por Exemplo). Exemplo: Personagem consome remédios de uso controlado sem ter consultado médico;
personagem dobra, por conta própria, a dose do calmante receitado pelo médico.

 

C.3.4. MENÇÃO A DROGAS ILÍCITAS
Menção, descrição ou apresentação de drogas ilícitas, sem que se possa inferir consumo ou tráfico. Exemplo: Saco de cocaína e tijolo de maconha sobre a mesa.

 

Atualizado em 20 de fevereiro de 2015