Da cultura nacional

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Recentemente eu e Mari viajamos à Brasília para a oficina de capacitação dos facilitadores nacionais da II Conferência Nacional de Cultura, realizada pelo MINC (Ministério da Cultura). Indicados pelo próprio MINC, o Espaço cubo assume o papel de facilitador do Estado de Mato-Grosso e nacional atuando com o Circuito Fora do Eixo. Entre 19 e 21, ficamos hospedadas no Hotel San Marco, local onde também se realizou a oficina. Diante de diversos agentes culturais governamentais e da sociedade civil, a experiência foi muito proveitosa, alinhando ainda mais os métodos e anseios que diversos grupos culturais têm pelo Brasil.

O Circuito Fora do Eixo foi muito bem recebido pelos representantes das regionais do MINC e grupos ali representados por seus facilitadores, além do próprio MINC, através do Fred (secretaria de articulação institucional do ministério) que já havia se entusiasmado muito com a rede. Certamente, teremos um papel fundamental nessa articulação nacional em prol de mais uma atividade histórica da cultura brasileira.

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A primeira Conferência nacional se deu em 2005 e o Cubo já esteve presente assumindo papéis de delegados e relatores nacionais, estimulando proposições condizentes com a relalidade do cenário cultural independente em seus mais variados aspectos da cadeia produtiva como a comunicação, música, audiovisual, economia da cultura, formação e etc. Este ano, assumimos o papel de mobilizar a comunidade cultural em prol de estratégias efetivas para constituir no Plano nacional de cultura do país. Certamente mais uma experiência engrandecedora para o objetivo maior dessa causa.

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Além da II CNC, o envolvimento do Instituto com a produção do II Congresso fora do Eixo é cada vez mais intenso, visto que faltam cerca de 15 dias pra sua realização. Adotando um formato de formação completa, com consultorias para as ações institucionais e para os coletivos da rede, além das plenárias para as discussões e deliberação de propostas a serem executadas em 2010, o Congresso ainda traz um contexto diferenciado, sendo que desde a sua primeira edição, mais de 30 coletivos ingressaram no Movimento e participam diretamente do seu desenvolvimento. Outra contexto bem interessante é o fato de acontecer junto ao Festival Varadouro, em Rio Branco, através do Coletivo Catraia – grande principiador de toda a história do Circuito fora do Eixo. Além disso, o Estado de Rio Branco além de ser a “cara” do que representa estar fora do eixo, vivendo um “isolamento” histórico do “progresso” no país, é um dos Estados mais desenvolvidos no processo de política cultural e de movimentos sociais históricos do país. Marina Silva e Chico mendes são dois grandes nomes que representam tudo isso. No espírito da Floresta Amazônica, Movimentos sociais e princípios coletivos, o II Congresso Fora do Eixo promete ser uma grande experiência para a cultura nacional independente.

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E cá de Hell City pro Brasil, o projeto Música do Mato realiza sua primeira turnê. Mal saiu do forno e já atravessa boa parte das regiões brasileiras contando com uma diversidade de músicos que vão desde o instrumental “erudito” de Ebinho cardoso ao instrumental rock do Macaco Bong, passando pela MPB do Monarco, Rap do linha Dura e eletrônico com o Dj Farinha. Um grupo completo, compacto e viável para qualquer evento independente e alternativo. É nesse estilo COMPACTO.TUR fora do eixo que o Música do Mato segue sua trajetória, passando por Goiás, Minas, Nordeste e outros estados brasileiros representantes dos coletivos da rede. Acompanhem mais pelo Blog.

A Rede Música Brasil é outro processo nacional do qual o Espaço Cubo vem trabalhando fortemente, junto aos mais variados grupos e instituições musicais e culturais do Brasil. Após a realização da I Conferência nacional da música na Feira da Música de fortaleza, a lista da Rede Música brasil tá bombando e certamente essa articulação vai interferir sensivelmente nas próximas construções da política cultural do país. Mas isso é discussão pra mais vários post´s…

Como não poderia deixar de ser, o panorama nacional está cada vez mais satisfatório para os princípios norteados pela cultura independente e alternativa, uma vez que os coletivos “fazedores” dessa cultura ocupam mais espaços e  trocam mais intensamente conhecimentos, tecnologias e paixão por esse imenso laboratório de transformações sociais…

Bons tempos os ventos trazem! Nos vemos lá.

beijos

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