LIBERDADE DE EXISTÊNCIA ou qüiproquó*

TRÊS é o número que nos une, três filhos, irmãos e amigos de Fernanda. Fernanda é uma mãe guerreira e sofrida por ter sozinha que enfrentar o mundo (sociedade) pelos três filhos que tem.

André, o mais velho, no caso eu, filho de um relacionamento ‘perfeito’ perante a sociedade com Fred, estudante se formando em engenharia mecânica, jogador de futebol tendo passado pelo Sport, Santa Cruz e Flamengo, e pei… acidente de carro. Perda de tudo do ser interno mas presença de pedaços do externo (frustrações, dores, tristezas, abandonos). Ninguém morreu mas ninguém viveu mais do mesmo jeito. André, filho solitário cheio de mimos, pai cedo de Francisco, tatuado, brinco, pai de Juca, desfazedor de casamento…

Marine, segunda filha, de Nilo, filho de engenho, da roça, do mato, do fazer com as próprias mãos. Marine, menina desejada, sonhada e mimada. Ex-namorada de outras mulheres, mãe muito cedo de Sofia, mãe solteira, mãe novamente, mulher que dedica parte grande da vida a família…

Caroline, também filha de Nilo, nascida em outro contexto, bem ‘estabilizado’, moradores de lugares desejados (condomínios, Gravatá, Aldeia, Madalena). Caroline, filha mais nova, extremo do cuidado e do mimo. Filha ‘revoltada’, usadora de roupas pretas e de cabelos coloridos, namorada de uma menina…

Em comum, filhos de Fernanda.
Em comum, encarar o mundo com olhos incomuns.
Não somos melhores e nem piores. Somos nós três, somos cada um com sua essência e seus conflitos.

É normal? Acho que somos.
Mas por que diferentes/anormais?  Por que nossa mãe um dia nos olhou e se perguntou: – o que eu fiz para vocês serem assim? Essa mesma mãe linda e guerreira que carrega alguns pesos pesados embutidos por viver no hoje.

Em comum, porque somos comuns. 

Fumo maconha há um bom tempo por ver nela uma tranquilidade para meu ser e para enfrentar as durezas hipócritas do mundo que se força a ser imagem e não vida de amor. Eita, Marine também já fumou. Caroline ainda não sei.

Em comum, nós três podemos beijar e nos apaixonar por seres humanos pois o que importa não é o gênero, mas o amor.

Somos filhos do enfrentamento diário do mundo. Somos guerreiros e somos luz. Somos fortes mesmo com tantas fraquezas pois somos amor. Somos água, capazes de percorrer todos os mundos por acreditar no amor, na verdade, na transformação. Somos vidas e cansamos de guardar conflitos a um bom tempo. Encaramos eles com energia e união. Mesmo às vezes com distância e erros. E somos fortes cada dia mais pois encontramos nos que mais amamos, os amores mais próximos, o conflito.

E se podemos, no mínimo, contar com nós três e nossa mãe, temos garantido a força do viver, sorrir e enfrentar nossos próprios medos, preconceitos, conflitos.

Mãe, nos perdoe por não sermos filhos ‘perfeitos’ (enquadrados na perfeição social), igual aquele outro filho do vizinho, da irmã, do amigo. Somos fracos mas muito fortes para, com todo amor, sermos nós e sendo assim sorrirmos e chorarmos juntos.

Mãe, orgulho e gratidão sentimos por ser a senhora a força que nos move. Perdão pela extrema exposição mas o que é esse facebook que não um espaço para fazer de conta, para mostrar as ‘melhores’ coisas que queremos ser. Somos os melhores que podemos e somos gratos a senhora. Hippie, maconheiro, gay, ninfomaniaco, louco, doente…

Isso tudo podemos ser por opção mas o que não é opção, é acreditar que o amor é o sentimento que nos guia.

Queremos amor e muitas vezes trazemos ódio. Mas somos humanos e erramos também.
Vamos amar do mesmo jeito pois não é algo adquirido ou genético. É algo astral que nos torna comuns.

Gratidão ao mundo e aos amigos e familiares.

NÃO PEDIREMOS MAIS LICENÇA PARA EXISTIR.

Somos fortes e somos irmãos de sangue e de coração.


*qüiproquó (um no lugar do outro)

INTUIÇÃO: caminhos não lineares

Este ensaio é dedicado ao homem ordinário. Herói comum. Personagem disseminada. Andarilho inumerável.” (Michel de Certeau)

Dois anos que ao meu ver se encerram hoje.

Em 2008 finalizei a graduação e por mais que a vida tenha me levado a praticar o fazer, me vi voltando a academia para enfrentar um mestrado.  Um sonho de continuar estudando e realizando com foco em desenvolver ações que realmente acreditasse, que estivesse mergulhada de minha verdade e do que me move (crenças, sonhos, descobertas, valores…).

Sonhei e realizei tudo que sonhei para esse ciclo. Esse todo inclui tantas coisas pensadas previamente, tantas coisas descobertas com o enfrentar e tantas coisas nunca pensadas.

Várias atividades desenvolvidas na busca do conhecimento, da troca do mesmo e dos diferentes. Decisões de caminhos a seguir tomadas e outras negadas. Uma vida acadêmica misturada a vida pessoal. Um saber construído evolutivamente com cada ato, cada processo, cada avaliação, cada novo ato…

Se o trabalho acadêmico pudesse ser contido pelo descoberta dos saberes poderia afirmar que esse dia de hoje seria o último dia. Dia que representa em essência o que foi sendo construido dia a dia, gota de suor a gota de suor.

Essa foto resumiria e serviria de marco para delimitar a pesquisa. Anos desenvolvendo atividades para se compreender; anos buscando caminhos e com isso negando ou eliminando outros;  anos de busca por entendimento; anos de ação vinculada a intuição;  anos de descobertas; anos de mudança de planos;  anos de choro, suor, lágrima; anos de alegria, coragem e fé.

Fé na transformação, no ser humano, no amor e cuidado, no poder de juntos sermos fortes e construirmos nossos mundos mais humanos e felizes.

Essa foto é uma surpresa para mim.  E das melhores. Após dias de muitas mudanças pessoais, amorosas e profissionais, volto de um almoço com minha irmã, onde se foi falado sobre a vida, e vejo essa cena: alguns moradores, sem eu nem ter interferido em nada se juntam e estão juntos limpando o mato e refazendo a calçada. A capacidade organizacional cidadã colocada na minha frente. O  espírito de comunidade. O cuidado com a Rua da Alegria. A faisca da transformação acesa novamente. O vizinho ‘ogro’ ao lado do vizinho ‘fofoqueiro’ e do vizinho ‘doidão’ mexendo em ferramentas, em cimento e nos conhecimentos adquiridos com a vida.

Felicidade, gratidão e um sentimento de preenchimento e ter valido cada momento.

Mas como para a academia isso não basta recolho minhas últimas energias para passar pro papel todo esse sentimento para assim entregar ao mundo meu olhar.

Prisão de Ventre?

ven.tre
sm (lat ventre) 1 A cavidade do corpo humano ou animal, dentro da qual estão os principais órgãos do aparelho digestivo e geniturinário; abdome. 2 Região exterior e anterior do corpo correspondente a essa cavidade; barriga. 3 O útero.4 Bojo de um vaso. 5 Constr Grossura que a coluna apresenta no fim do primeiro terço a contar da base. 6 Concavidade. 7 Parte interior; âmago. 8 FísParte mais dilatada das ondulações correspondente ao movimento vibratório. 9Anat Porção mais espessa e carnuda de certos músculos. 10 A parte de um buril que se afia para lhe dar gume. 11 Superfície inferior externa da fuselagem do avião. V. livre: desembaraço e facilidade nas digestões e defecações. Desde o ventre materno: antes de nascer. Trazer o diabo no ventre: estar colérico, fazer andar tudo em polvorosa.

pri.são
sf (lat prehensione) 1 Ato ou efeito de prender. 2 Apreensão, captura de uma pessoa. 3 Estado de preso; cativeiro. 4 Pena de detenção que se deve cumprir na cadeia. 5 Laço, vínculo (físico ou moral). 6 Corda ou corrente com que se prende. 7 Tudo o que tira ou restringe a liberdade individual. 8 Compromisso. 9Embaraço, obstáculo. 10 Casa onde se cumpre a pena de prisão; cadeia, cárcere. 11 Coisa que atrai e cativa o espírito, que o prende e desvia de qualquer outra influência. 12 Ave que prende o açor, o falcão ou o gavião. P. administrativa: a que é decretada por autoridade administrativa, nos casos previstos em lei. P. celular: pena de prisão durante a qual o condenado é encerrado isoladamente em célula. P. correcional: pena de reclusão de um a dois anos. P. de Deus, ant: qualquer doença. P. de ventre: dificuldade em desonerar o ventre; constipação intestinal; obstipação. P. domiciliar, Dir:forma de detenção na qual o condenado cumpre a pena em seu domicílio. P. em flagrante: prisão contra quem quer que seja encontrado em flagrante delito. P. preventiva: prisão contra pessoa acusada de um delito, quando há indícios suficientes da autoria.

Você é pai?

Não? É mãe?

Não sei se já passou pela sua cabeça.

Quantos dias e noites se passaram nesse enquadramento.

Já me parei pensando o quanto “abri” mão da “minha” vida, de algumas vontades pessoais para estar cuidando dos filhos. No mesmo momento me questiono quão ruim pai eu sou. Já me questionei bastante sobre isso.

Esse pensamento poderia caminhar para algum sentimento triste. Mas facilmente ele é conduzido, naturalmente, para um campo aberto, com muitas plantas, cheiro de terra e sorrisos saltitantes.

É só voltar a imaginação para as manhãs sendo acordado com um dedinho abrindo seus olhos e ao abrir um sorriso de vida convidando para ir junto para o mundo real do ser feliz.

É só fechar os olhos e ver, claramente, cada dia após dia que passamos tentando aprender que a vida é simples e colorida. Basta trocarmos as lentes acinzentadas pela poluição da correria e colocarmos novamente a lente colorida capaz de ampliar os sentidos e com isso viver verdadeiramente as coisas boas presentes no estar vivo.

Voltando ao tema, prisão é um sentimento reincidente quando não cuidamos de nossas lentes. Estar acocorado ao pé da bacia sanitária abraçando seu filho e dando carinho e atenção necessária para passar me remete a muito amor. Não amor por esses filhos apenas, mas também por mãe, que muitas noites e dias estava comigo, presa por um amor incondicional.

As prisões, muitas vezes, libertam!!!

A Cidade Precisa de Praias: Tecnologia Social para Ocupação de Espaços Públicos

Por André Moraes

zine

Zine

A CIDADE PRECISA DE PRAIAS é um projeto viabilizado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª Edição do Ministério da Cultura, e tem como foco o intercâmbio entre os coletivos Praias do Capibaribe (PE) e A Cidade Precisa de Você (SP), nas cidades de Recife e São Paulo, visando extrapolar a residência artística para discutir tecnologias sociais de apropriação de espaços públicos.

Mais do que compreender a arte enquanto produto, fruto do encontro/fusão dos dois coletivos, o intuito maior foi, através da vivência cotidiana, reconhecer as diferenças e semelhanças do processo colaborativo desenvolvido no Largo do Batata e outras regiões de São Paulo e nas margens do Rio Capibaribe em Recife, e ao mesmo tempo deixar fluir os matchs¹ para construção de um jeito capibatatas²  de ocupar os espaços públicos do país.

Como estímulo às trocas, o intercâmbio começou com uma programação diária³ predefinida (PROCESSO PROGRAMADO) e aos poucos foi assumindo um novo formato, de maior permissão ao acaso, ao desvio, ao improviso (PROCESSO SENSITIVO).

UM CAMINHO TRILHADO

O sentir, o analisar, o idear, o agir e o avaliar constantemente os processos de apropriação e empoderamento cidadão visando a melhoria do bem estar social, a construção do bem comum, das relações saudáveis e de cuidado entre os seres e o ambiente.

DUAS OCUPAÇÕES VIVIDAS

Uma vivência intensa com diversos grupos paulistas­ que atuam na luta pelo direito à cidade, culminando numa roda de conversa e uma ocupação simbólica do Largo do Batata (SP).

Expedição Cicloviária Rios e Ruas, com Luiz Campos, por sobre os rios subterrâneos da cidade, visita a nascente do Iquiririm no Butantã, ciclovia na margem do Rio Pinheiros; Coletivo imagina.vc; Canteiro de Obra Aberto da Vila Itororó, com Fábio Zuker; “Rolê Guiado”, com áudio-guias fornecidos pela Jonaya do Lab.E pela praça Elis Regina, no Butantã; Expedição a Ilha do Bororé, nas margens da Represa Billings, onde trocamos experiências com o coletivo Imargem e a galera da EcoAtiva; Participação na abertura do Laboratório da Cidade, onde dialogamos com o pessoal do BijaRi, do Choque Cultural e da Virada Sustentável; até uma ocupação noturna no Hippienick.

E uma imersão de uma semana na comunidade de Santa Luzia, em Recife (PE), misturando o saber popular, o conhecimento técnico-científico e a organização social, a partir de laços de amizade conquistados, para construção coletiva de artefatos lúdicos e carregados de simbologias dessa união: autogestão, protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica.

Praia de Brasília Teimosa; percurso de barco pelo rio Capibaribe, guiado por Seu Davi; apresentação do projeto na Universidade Católica de Pernambuco; trabalho pesado: capinar, coletar o lixo da área, cavar vala para desviar esgoto, conversar com os moradores, fazer o projeto de execução do trabalho (o que e onde construir, onde cada iniciativa podia atuar, mapear a distribuição do espaço), comprar material, experimentar, construir. Começamos pelo mais importante: as crianças!

E UMA CERTEZA

A de que precisamos juntos estar abertos a reconhecer as diferenças, encará-las como um grande aprendizado e atuarmos na construção colaborativa de espaços de bem estar para nossas cidades. Pois contaminar os problemas, na grande maioria humanos, com muito amor e um coração aberto pode garantir processos mais saudáveis e menos traumáticos de transformação.


Notas:

¹ combinações surgidas naturalmente pela identificação entre pessoas e processos.

² modo carinhoso como passamos a nos chamar durante e após a residência artística; fazendo alusão as resistentes capivaras presentes tanto no rio Pinheiros como no rio Capibaribe.

³ programação diária presente na publicação do zine do projeto A Cidade Precisa de Praias.

4 idear: criar na mente, imaginar; projetar, conceber.


Tudo junto e misturado em Santa Luzia, Recife-PE

 CIDADE PRECISA DE PRAIAS | Videodoc de 5min

Vídeo 1 min. Residência A Cidade Precisa de Praias / SP

Vídeo 1 min. Residência A Cidade Precisa de Praias / Recife

Vídeo Roda de Conversa em SP – Valorização do patrimònio imaterial,  história da região e processo de gentrificação (1h16)

Video Roda de Conversa em Recife – Tecnologias sociais de ocupação do espaço público (1h)

contatos: acidadeprecisadepraias.com.br

Urban Labs: das afetividades construídas as práticas do fazer cidade

Por André Moraes, apaixonado pela energia dos encontros produtivos verdadeiros

Urban Lab Paisagem Urgente
Urban Lab Paisagem Urgente

Como aquecimento antes de entrar em campo, os Urban Labs foram ativados dois meses antes do Urban Thinkers Campus (UTC) Recife, mais precisamente no dia 13 de outubro, com uma proposta continuada e evolutiva dividida em três momentos: o Workshop Internacional Urban Labs, o Workshop Paisagem Urgente e o Urban Lab do UTC. Discutir através das práticas colaborativas qual A CIDADE QUE QUEREMOS foi tempero para estimular os mais de 100 participantes que tinham como pontos focais a cultura, a tecnologia e o espaço urbano.

Acreditando em um processo emergente de construção do saber, a ocupação da Rua Domingos José Martins, rua do coração ou do UTC, foi sendo sentidas aos poucos com as contribuições individuais e coletivas em um processo horizontal onde eram levantados possibilidades, eram discutidas e da discussão emergia uma combinação de atores que levavam adiante as ideias e as realizavam.

No primeiro tempo a prática de por a mão na massa estimulada pela visita a espaços públicos do Recife: Baobá (Ponte D’Uchoa) e horta de Casa Amarela; se apropriou do objetivo de construir mobiliários para a cidade para discutir micropolíticas e intervenções emergentes do lugar para os problemas locais. No segundo tempo uma mistura de dinâmicas sensoriais, processos compositivos e ação para um lugar definido: a rua; permitiu confrontar alguns questionamentos: o desafio das teorias da academia com as práticas da rua; revelando as relações construídas de afeto como combustível para o desenvolvimento de uma plataforma de discussão (viveiro de ideias) para chegar a um consenso e incorporar nas soluções o improviso e o saber vernacular.

Passados os 90 minutos do treino começou o terceiro Urban Labs que, tendo como desculpa a montagem da infraestrutura do UTC, conseguiu seguir um processo de ocupação emergente tendo como destaque a participação de diversos atores da sociedade contribuindo para construção evolutiva de um espaço democrático de prática e discussão sobre o futuro das cidades e do campo, onde foi possível confrontar visões, problemas e soluções. Reflexões sobre o papel das ocupações urbanas para as políticas públicas; a relação do corpo como dispositivo tecnopolítico e os olhares e caminhos para hackear a educação tradicional, que carrega consigo a retroalimentação do sistema de classes.

Quem imaginava que a energia potencial construída acabaria na plenária final na rua cheia de pessoas confraternizando os encontros e os sonhos compartilhados se enganaram: o Urban Thinkers Campus foi apenas mais um início da cidade como laboratório de experimentação sensitiva. Que venham outras ocupações!!!

Recife – 7 Lagoas

Bom dia Recife,

Começo uma nova aventura: rumo a Sete Lagoas-MG com o coração ansioso e aberto para uma nova experiência. Em pouco tempo conhecer pessoas que venho conversando a um tempo, outras que nunca vi e outras que espontaneamente surgirão e que marcarão de alguma forma uma passagem, uma transformação. Ocupação temporária que almeja deixar algumas marcas imateriais. Um olhar, uma oportunidade, uma troca e compartilhamento de sensibilidades e saberes. Vamos nessa. Coração aberto e pé na estrada, nas nuvens.

MEMO | quando a memória é futura

Certo dia uma história começou a acontecer em Belo Jardim (PE) e ela não imaginava, em nenhum momento, que poderia me proporcionar uma imersão para entrar nela e assim deixar minha contribuição para quem sabe transformar algo, alguém ou alguma coisa.

Ontem começamos um trabalho. Digo nós porque se trata de um projeto coletivo que envolve o vaastu e odoia cultura. A princípio de arquitetura mas que se transformou em um mergulho para compreender as relações locais entre personagem objeto do projeto de memória (Edson Moura), a família e as relações estabelecidas ou não estabelecidas na/da cidade de Belo Jardim.

Como fazer um memorial sem pessoas? E assim, na busca de personagens reais que começamos o trabalho. Um garimpo de lembranças, objetos e relações muitas vezes estabelecidas inicialmente por motivos comerciais mas que assumiram, em alguns muitos casos, relações afetivas.

Com o intuito de desconstruir essa história de uma vida, uma família e uma cidade as atividades partiram do reconhecimento dos contextos e relações estabelecidas.

A construção da cartografia afetiva é a ferramenta.

As pessoas e histórias o conteúdo.

E eu (quando falo eu me relaciono ao vaastu) um mero ser que busca expandir ao extremo a sensibilidade para permitir deixar o outro a vontade para contribuir com a construção da narrativa de várias histórias.

Em breve mais relatos desse processo.

| LABCEUS – LABORATÓRIO DE CIDADES SENSITIVAS | Plataforma Colaborativa de Práticas de Urbanismo Tático, Apropriação de Espaço Público, Processos Emergentes, Tecnologia Social, Prototipagem, Cartografia Afetiva e Relatos Sensoriais de Viagens

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