REFERÊNCIAS

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Levantamento iconográfico a partir da obra de Pierre Verger. Foto: Roberto Luis

PESQUISA ICONOGRÁFICA A PARTIR DA OBRA DE PIERRE VERGER
LEVANTAMENTO ICONOGRÁFICO POR LIVRO

Objetivo: demonstrar a existência, na primeira metade do séc. XX, de instrumentos de percussão com estrutura, usos e funções extintos, visando sua reconstituição, a partir da análise de fotografias do etnólogo Pierre Verger.

Verger, Pierre. O Olhar Viajante de Pierre Fatumbi Verger.
Salvador: Fundação Pierre Verger, 2002.

Verger, Pierre. 1902-1996. Retratos da Bahia: 1946-1952.
Salvador: Corrupio, 2005.

Verger, Pierre. Pierre Verger: O Mensageiro: fotografias 1932-1962.
Salvador: Fundação Pierre Verger, 2002.

Carybé & Verger: Gente da Bahia.
Salvador: Fundação Pierre Verger: Solisluna Design Editora, 2008.

Verger, Pierre. 1902-1995. O Brasil de Pierre Verger.
Rio de Janeiro: Fundação Pierre Verger, 2006.

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Link de Vídeo:

orlando_tapajós_maleiro

Transcrição literal de trecho do depoimento em vídeo de Orlando Campos, criador do Trio Elétrico Tapajós, referindo-se a Nelson Maleiro e à tradição de encourar instrumentos de percussão com peles de gato, cobra, carneiro.
[Jornal A Tarde – 16 janeiro de 2010]

[…]
pronto, alí já tava, é… vamos dizer 60% do trio elétrico já pronto. Aí eu fui ao Nelson Maleiro. Nelson Maleiro era um carnavalesco que tinha uma oficina de instrumentos de couro alí na Barroquinha e eu conhecia, né? Aí eu fui lá: – “Nelson, eu quero surdo, bombo, essa coisa toda”. Ele era… era o gigante… era o carnavalesco… foi o precursor daquele Mercadores de Bagdá. Ele saia como gigante, né? E tinha a oficina e fazia os instrumentos. Ele diz: – “você tem os couros?” Né? Naquele tempo a gente matava gato, carneiro e couro de jibóia, prá fazer pandeiro, cuíca, surdo, essa coisa toda… eu digo: – “eu tenho… lá no subúrbio tem uns couros de carneiro”…  – “traga, pra ficar mais barato pra você”. Aí eu levei… fiz todos os instrumentos de percussão lá com Nelson, aí comecei a formar a banda.

Fonte:

http://tempomusica.blogspot.com/2009/05/nelson-maleiro-um-gigante-da-bahia.html

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“Discutimos sobre a pseudo-tradição do uso da pele de gato nos tamborins, muito em voga entre os sambistas no Rio de Janeiro, mas revestida de contradição, ao ser contestada pelos experts”:

“Segundo Mestre Marçal, por exemplo, o tamborim tinha couro de boi, não couro de gato, como afirmado por muitos sambistas. Para Marçal, no entanto, isto seria um mito. No seu depoimento ao pesquisador Carlos
Didier disse a respeito:
Couro de gato não tem resistência, é igual a papo de galinha. É um mito que existe no samba e que não é verdade. […] Sempre foi couro de boi, que naquela época se chamava de raspa.
[…] Para encourar, você molhava a pele, encostava no aro e dava duas tachas no mesmo lado, numa ponta e na outra. Puxava o couro e botava tacha em todo o lado oposto, bem preso. Para os outros dois lados, a mesma coisa. Quando o cara não queria deixar a tacha aparecendo, fazia, com o próprio couro molhada, um viés para cobrir. Botava em cima e dava uma tacha em cada ponto (apud Cabral, 1996: 102).
O couro na época influenciou também a sonoridade, pois ressoa ao contrário do nylon, usado hoje. Mudou também a baqueta que era menor que um palmo e fino, na grossura de um cigarro, que produziu um som grave. Hoje, a baqueta é comprida, mede 30 a 50 cm de comprimento, dependendo do fabricante, e o nylon que substituiu o bambu é flexível que resulta num som de estalo. Com a flexibilidade transformou-se também a maneira de tocar. Antigamente, tocava-se o tamborim de lado, a batida se encaixando no conjunto do restante da bateria. Havia improvisação, enquanto hoje o arranjo é padronizado.”

[“O criador na tradição oral: a linguagem do tamborim na escola de samba – Dra. Marianne Zeh
XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM) Brasília – 2006]

Link de Texto:

http://www.anppom.com.br/anais/anaiscongresso_anppom_2006/CDROM/COM/02_Com_Etno/sessao01/02COM_Etno_0105-023.pdf

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Link de Texto:

O tamborim e seus devires na linguagem dos sambas de enredo – Andrea Stewart Dantas

http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista6/artigo_2.pdf

Blog d0 Espaço Cultural Pierre Verger:

http://espacoculturalpierreverger.blogspot.com/p/esporte-e-construcao-de-instrumentos.html

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