Os conteúdos audiovisuais brasileiros possuem diversas barreiras de entrada para acessar tanto o mercado doméstico quanto o internacional. Seja por conta de indústrias historicamente estabelecidas com uma política comercial externa agressiva, caso dos Estados Unidos, seja por conta de um modelo de negócios que impede os produtos gerados por empresas brasileiras independentes circularem na principal fonte de consumo audiovisual do país: a televisão aberta. De outra parte, a música e o software nacionais conseguem se colocar nos mercados mundiais, mesmo que em baixa escala, mas acabam atendendo nichos específicos de mercado, como world music, e-banking, games para celulares, etc.
Distribuição e exportação precisam ser tratadas de forma integrada e complementar caso se pretenda atuar simultaneamente nos mercados doméstico e global. Diversos países adotaram medidas regulatórias, tarifárias e de promoção à exportação para superar as mesmas barreiras que encontramos por aqui. Ao mesmo tempo, os sistemas de distribuição destes países, mediante política de incentivos, entenderam seu papel estratégico no desenvolvimento do mercado e passaram a contribuir efetivamente para o crescimento destas indústrias. Casos emblemáticos são China, Índia e Coréia do Sul.

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