Códigos Abertos

.c.o.n.t.r.a.p.o.e.m.a.d.i.g.i.t.a.l.

(m. & c.)

pixels provocam síndromes de afetos e idéias fragmentadas

tecnologia são pessoas & plantas & partículas do uni.verso

expansão existencial e produtiva

autonomia de pensamento e expressão

encontros de naturezas variadas

redes socio-digitalizadas

comunicação descentralizada

articul.ação política rizomática

som.ática

sinto.m.ática

apropri.ação dos meios de produção & di.fusão de conhecimento livre

inter.atividade

des.construções de espaço-temporalidades

id.entidades multiplicadas

dígitos tecno.polifônicos

saberes compartilhados

sistemas abertos & fechados – faça a sua escolha.

produção de realidade virtual & concreta

ruptura com as fronteiras geo.gráficas

disparidades socio-digitais reconfiguradas

zonas de micro.poder inter.caladas

fluxos des.contínuos

imaginário coletivo experimental

teias de alteridade

nomadismo intelectual

variações linguísticas

tecno-dialetos

caoSocializado

desejos imbricados nas múltiplas manhãs
silêncios gotejados de expansão

corpo-mente-poro
para tudo que sucede sob o céu de vidas vãs

fibra-ótica
corpos de verbena transcrita em linhas desarmadas
dança dionisíaca em ritmo de bytes

egos pseudo-solitários

laços desterritorializados

orgia cerebral

alma = corpo em trânsito

e vice-versa

verso

imerso

aberto
desperto
no ombro de cada paixão

triste ou alegre – faça a sua escolha.

vi.vendo
co.rr.endo
am.ando
jo.rr.ando
part.indo cada espelho
no rastro de palavra intumescida

átomos em sutis explosões binárias

códigos fonte como pontes de linguagem

bobagem

que agem
veia inflacionada de tântricas razões

na urgência de uma filosofia prática e ordinária

força conceitual inerente ao fenômeno

anônimo

pseudônimo

heterônimo

homônimo

que se percebe movimento
des.toando a toda fixidez

im.pulsos de 0 e de 1

saravá

namastê

e amém.

Horizonte dos tempos

Leonardo Alonso

No horizonte infinito
A vista, quase se perde aflita
Por mais uma vez te encontrar

Fronteira dos sentimentos
Disfarçada com os “tempos”
Insiste em se prolongar

Tempo passado presente
Velha armadilha Catende
Sant’Ana a te procurar

No contrabando da memória

O sentimento que aflora

Precisa de novo te achar

Lamento quieto, baixinho
Coração em desatino
O que faço aqui sozinho?

Vou correndo te buscar!