Espaço Mais Cultura de Florianópolis

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, participou na manhã desta quinta-feira (20), em Florianópolis (SC), da inauguração do Espaço Mais Cultura – Animando a Cultura na Ilha , a primeira das 14 estruturas de tecnologia voltadas para a produção cultural em suporte digital. O espaço inaugurado é resultado de parceria entre o Minc, Ministério das Cidades e a prefeitura de Florianópolis e faz parte do projeto Maciço do Morro da Cruz, que recebe obras de infraestrutura e combate à miséria com recursos do PAC Urbanização de Favelas, do governo federal.

A solenidade de inauguração contou com a presença do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, de autoridades municipais e estaduais, representantes da classe artística e também de lideranças das 16 comunidades que fazem parte do Maciço do Morro da Cruz.
O Espaço Mais Cultura – instalado em prédio da Fundação Vidal Ramos, ligada ao Senac – vai atender a 90 pessoas por dia, com prioridade para moradores das comunidades do Maciço do Morro da Cruz. As vagas excedentes serão oferecidas para artistas, voluntários e pessoas com interesse em tecnologias destinadas à produção cultural. A proposta é difundir todo o material produzido a partir das oficinas que serão ministradas no Espaço em portal próprio do projeto Animando a Cultura na Ilha.

O MinC investiu R$ 754 mil no projeto de Florianópolis, que conta com estúdio para gravação em áudio e sala adaptada para a criação e desenvolvimento de projetos com 40 computadores de última geração já instalados.

Resultado de parcerias

“Faço questão de destacar que esta não é uma iniciativa apenas do Ministério da Cultura. Nós não trabalhamos sozinhos e toda nossa ação é resultado de parcerias que dizem respeito à personalidade, aos valores e à alma do ser humano”, afirmou a ministra Ana de Hollanda, ao destacar que fez questão de ir a Florianópolis para prestigiar a inauguração do primeiro Mais Cultura do país – com espaço de tecnologia voltado para a área cultural – parabenizando o prefeito pela agilidade com que o município conduziu o projeto.

A ministra também acentuou que a atuação do MinC não se caracteriza por ações “gigantescas e de grande impacto estratégico”, mas que o trabalho da pasta é muito mais transversal, envolvendo uma série de pequenas ações que contemplam a diversidade cultural do país.

“Cada local do nosso país tem características e possibilidades diferentes e que levam em conta, por exemplo, aspectos do regionalismo ou mesmo da formação de cada região. Os Espaços Mais Cultura são um exemplo das pequenas ações que realizamos e que levam em conta toda nossa riqueza”, disse Ana de Hollanda.

O Maciço do Morro da Cruz, também conhecido como Morro do Mocotó, está localizado no centro da capital catarinense, e é uma região de baixa renda, constituída por 16 comunidades, com uma população em torno de 22 mil habitantes.

Maior exibição de conteúdo nacional

Segundo Ana de Hollanda, foi muito feliz a opção para que o Espaço Mais Cultura de Florianópolis seja voltado à área da produção digital, uma vez que, além da caraterística de promover a inclusão social pela via das novas tecnologias, a iniciativa está em linha com medida aprovada há pouco mais de um mês no Congresso Nacional e que aumenta o espaço para a exibição de conteúdo nacional nos canais da TV paga.

“Essa demanda maior pela produção cultural brasileira vem ao encontro de iniciativas como a que inauguramos aqui, a qual abre espaço para que os jovens criadores recebam formação para trabalhar com animação e audiovisual, produção de games e, quem sabe, atender à nova demanda que surge. Então, considero que foi acertada a escolha do perfil para o Espaço Mais Cultura aqui de Santa Catarina, estado que vem incentivando essas novas linguagens tecnológicas”, ressaltou a ministra.

Em seu discurso, o prefeito Dário Berger falou da importância do Espaço Mais Cultura para o conjunto de ações que estão sendo desenvolvidas no Maciço do Morro da Cruz, considerado um dos maiores projetos sociais do estado de Santa Catarina, que beneficiará uma população em torno de 30 mil pessoas. Ele agradeceu o trabalho de sua equipe, a colaboração por parte do governo federal e a parceria das lideranças comunitárias.

Tradições culturais

Um dos objetivos do espaço é aproximar a população de Florianópolis, com suas raízes culturais, por meio do cinema de animação. Por um lado, haverá os participantes das oficinas oferecidas pelo Espaço e os produtos culturais resultantes do trabalho. Por outro lado, toda a população da cidade estará como espectadora da arte desenvolvida por esses alunos.

O projeto é direcionado à formação técnica de jovens (e também de adultos) e à produção e distribuição de conteúdos cinematográficos em suporte digital. Porém, jovens entre 14 e 25 anos, que moram nas comunidades do Maciço Morro da Cruz, formam o público preferencial.

Serão oferecidas oficinas permanentes de animação e produção audiovisual, com conteúdo educativo e cultural, com base em estórias da cultura popular da capital catarinense e de todo o estado, de modo a resgatar as tradições culturais e preservar o patrimônio histórico da Ilha de Florianópolis.

O projeto também conta com a parceria da Fundação Vidal Ramos, do Senac e da Fundação Franklin Cascaes para a promoção dos cursos.

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