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	<title>Cultura Digital</title>
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	<description>Papos sobre paixões reais em mundos virtuais</description>
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		<title>Ser vulgar tem suas vantagens</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 20:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje acordei com vontade de ser um qualquer. Daqueles que vivem tranquilos sem querer convencer ninguém. Sem querer ser notícia. No meio de tantos formadores de opinião, reservar-me o direito de deixar a minha para depois. Estou com preguiça de parecer inteligente, culto, atualizado, descolado, alternativo. Cansado de tanta informação de utilidade discutível. Nada contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/08/ALua50tarsila1928.jpg"><img class="size-full wp-image-28 aligncenter" src="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/08/ALua50tarsila1928.jpg" alt="A Lua, Tarsila do Amaral" width="467" height="476" /></a></p>
<p>Hoje acordei com vontade de ser um qualquer. Daqueles que vivem tranquilos sem querer convencer ninguém. Sem querer ser notícia. No meio de tantos formadores de opinião, reservar-me o direito de deixar a minha para depois. Estou com preguiça de parecer inteligente, culto, atualizado, descolado, alternativo. Cansado de tanta informação de utilidade discutível. Nada contra quem parece de tudo saber, e dispara máximas como uma metralhadora aristotélica. Mas é que ser vulgar tem suas vantagens. Se ninguém me segue, posso ir impunemente a qualquer canto. Visitar qualquer ideia.</p>
<p>Ando desconfiado das urgências modernas. Das promessas de futuros fulgurantes. Da novidade fabricada e da obsolescência programada.  O que queremos está sempre à frente. O que sabemos e criamos fica sempre para trás. Por isso o melhor a fazer é descer do carro e contemplar a paisagem, nem que seja por uns momentos. Não há pressa. Ver melhor os detalhes pode acabar até te levando mais longe. Além disso, acredite, tem tanto bonde passando por aí que não é difícil pegar carona no próximo.</p>
<p>O discurso é velho, eu sei. Mas o desespero também. Por isso escolho o lado que mais me convém. Uso o tempo que preciso. Dou um sorriso maroto pra última moda. Pro último update. O progresso avança como um tornado. Mas hoje ele nem move meus cabelos. Não enche meus olhos de areia. Não enche meus olhos. Deixo preguiçosamente o sol me contar verdades que não aparecem no jornal. Abro os braços e flutuo no caos. Não porque estou farto de tudo, mas porque tenho uma fome imensa. Mas nada do que me dão me sacia.</p>
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		<title>Apagando incêndios e queimando o filme</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 14:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing e Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[A área de comunicação é muito dinâmica. É por isso que algumas demandas costumam surgir nas agências de publicidade de forma inesperada. Geralmente é algo estratégico para o cliente, motivado pela concorrência ou mudanças de mercado. São necessidades que precisam de respostas rápidas e eficientes, mas não costumam aparecer sempre. Do outro lado, existem as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/06/stupid_condoms.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-22" src="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/06/stupid_condoms.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>A área de comunicação é muito dinâmica. É por isso que algumas demandas costumam surgir nas agências de publicidade de forma inesperada. Geralmente é algo estratégico para o cliente, motivado pela concorrência ou mudanças de mercado. São necessidades que precisam de respostas rápidas e eficientes, mas não costumam aparecer sempre.</p>
<p>Do outro lado, existem as demandas esperadas e previsíveis. E por mais estranho que pareça, são os trabalhos que mais geram horas-extras dentro de uma agencia. Por falta de planejamento, muitas vezes eles acabam sendo deixados para a última hora. É aí que entra o chamado “apagar incêndio”. Esse é, aliás, um nome muito bom, se pensarmos que a maioria dos incêndios acontece por imprudência. E que por mais bem apagados que sejam, sempre acabam causando danos, tanto pelo fogo quanto pelos métodos usados para combatê-lo.</p>
<p>Outra coisa que acontece com freqüência é combatermos incêndios mesmo quando não há fogo. Perdeu-se a noção do que é urgente. Capricho de uma sociedade que não sabe o que é esperar. Castigo de agências que se acostumaram a dizer sim, sempre. Precisa-se para ontem, mesmo sem saber por quê. Mesmo sem saber de que. E nesta história perdemos um tempo precioso em refações, descobrindo “porquês”. E o que era urgente fica para a semana seguinte, para o mês seguinte.</p>
<p>Passar noites trabalhando é um fato tão corriqueiro em algumas agências que quase o tomamos como natural. O fato é que, além dos problemas citados, existe um importante agravante: a constante redução das margens de lucro do setor. Ao invés de escolher pela qualidade, a maioria das empresas escolhe suas agências pelos descontos que elas são capazes de oferecer. E aí, para dar conta do serviço, é preciso recorrer às madrugadas, aos fins de semana. Um profissional precisa fazer o trabalho de três. Um job que deveria levar dois dias para ser bem executado, agora precisa sair em uma tarde.</p>
<p>Então, seguem todos completamente iludidos. O cliente acha que pagou menos e recebeu rápido, sem perceber que a economia e a pressa podem estar custando para sua marca mais caro do que imagina. A agência fecha o mês no azul, sem notar que caminha para um abismo, trabalhando cada vez mais, exaurindo seus funcionários e jogando seu portifólio na lama. Apagando incêndios e com o filme queimado. Já aos funcionários, resta pagar suas contas e aproveitar o falso glamour de uma profissão cada vez mais desgastante, competitiva e que, para a maioria, acaba aos quarenta.</p>
<p style="text-align: right"><em><a href="http://www.twitter.com/mvjpaiva" target="_blank">Marcus Vinícius “Passarinho</a>” é redator, e acredita que neurônios queimam melhor dentro do expediente</em></p>
<p><a href="http://www.twitter.com/mvjpaiva" target="_blank"></a></p>
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		<title>Carta a uma marca hipócrita</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 18:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing e Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Prezada marca Hipócrita, Há tempo venho querendo lhe dizer uma ou duas palavras, mas você anda falando tanto ultimamente que quase não me deixa oportunidade. Tal como outras moças de sua geração, você adquiriu mesmo o mau hábito de declarar constantemente seu amor, apenas para ganhar minha simpatia. Até aí tudo bem, ando precisando de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/05/Marcas-Hipócritas.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18" src="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2011/05/Marcas-Hipócritas.jpg" alt="" width="500" height="637" /></a></p>
<p>Prezada marca Hipócrita,</p>
<p>Há tempo venho querendo lhe dizer uma ou duas palavras, mas você anda falando tanto ultimamente que quase não me deixa oportunidade. Tal como outras moças de sua geração, você adquiriu mesmo o mau hábito de declarar constantemente seu amor, apenas para ganhar minha simpatia. Até aí tudo bem, ando precisando de alguns mimos. Mas sua insistência em achar que temos algo em comum, francamente, está me enchendo o saco.</p>
<p>Em primeiro lugar, todo mundo que lhe experimentou sabe que sua performance é vergonhosa. Você nunca está disponível quando eu preciso. Como eu disse, você fala muito e me escuta pouco. Você faz muitos planos, mas não me inclui de verdade em nenhum. Você me cobra fidelidade, mas me coloca na fila para se deitar primeiro com o vizinho mais rico.</p>
<p>Minha cara marca hipócrita. Devo confessar que no começo seus devaneios românticos, suas supostas preocupações com minha família, minha vida social e com o meio ambiente eram até simpáticas. Mas desde que comecei a ouvir de todos da sua laia a mesma conversa fiada, sinceramente, o meu saco está prestes a rebentar. Nunca tive tanta gente interessada no meu bem-estar. Ironicamente, nunca fui tão mal servido.</p>
<p>Sendo assim, eu gostaria, finalmente, de deixar claro algumas coisas. Primeiro, não sou seu amigo, só quero o seu respeito. Não estou “cada vez mais perto de você”. Entre nós não há nada que possamos “fazer juntos”, e não pareço nada com os personagens que você inventa para se promover. Pare de me seguir no twitter, muito menos me ligue. Só porque ficamos uma vez, não quero você em minha caixa de mensagens. Não “curto” você, só quero te usar, desde que você cumpra com suas promessas.</p>
<p>Estou longe de ser otário. O dia que você descobrir isso, talvez nosso relacionamento vingue.</p>
<p>Ass. Seu desprezado cliente</p>
<p style="text-align: right"><em><a href="http://www.twitter.com/mvjpaiva" target="_blank">Marcus Vinícius “Passarinho</a>” é redator, e anda cansado de propagandas bonitinhas e mentirosas.</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Postado originalmente em <a href="http://www.blog.agenciafire.com.br/comportamento/carta-a-uma-marca-hipocrita/" target="_blank">Agência Fire</a></em></p>
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		<title>O prazer de possuir</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 01:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius Paiva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Copyright]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[O vídeo abaixo não é novo. Ele é parte de uma entrevista dada por Neil Gaiman na Flip de 2008, mas assim como eu não o conhecia, acredito que muita gente também estará vendo pela primeira vez. Ao ser perguntado sobre sua opinião quanto a seus livros estarem disponíveis de graça na internet, Gaiman disse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2010/06/neil-gaiman.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13" title="neil gaiman" src="http://culturadigital.br/culturadigital/files/2010/06/neil-gaiman-300x197.jpg" alt="" width="500" height="327" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O vídeo abaixo não é novo. Ele é parte de uma entrevista dada por Neil Gaiman na Flip de 2008, mas assim como eu não o conhecia, acredito que muita gente também estará vendo pela primeira vez.</p>
<p style="text-align: justify">Ao ser perguntado sobre sua opinião quanto a seus livros estarem disponíveis de graça na internet, Gaiman disse que isso não o incomoda. Pelo contrário, ele teria medo se as pessoas não pudessem lê-los de forma alguma. <em>&#8220;O inimigo não é a idéia de que as pessoas estão lendo livros de  graça. Ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify">Confesso que ao assistir fiquei surpreso e contente por um escritor de tamanha envergadura apresentar uma opinião tão coerente e sensata. Então o autor do Sandman seria um socialista despreendido? Claro que não. Segundo ele, ninguém conhece um novo autor indo a uma livraria e comprando um livro desconhecido. As pessoas conhecem seus autores primeiro lendo de graça, por indicação de um amigo, pegando na biblioteca, etc. Depois, elas certamente desejarão adquirir o livro impresso.</p>
<p style="text-align: justify">Certo barões da indústria acreditam que cada download é um exemplar que deixa de ser vendido. Quanta miopia.  Estão há décadas no mercado e ainda não nos conhecem. Não sabem que para nós um livro é mais que um amontoado de letras que pode ser digitalizado e lido sem pagar nada. Não sabem que nossos livros têm valor sentimental e simbólico. Que cada exemplar que conseguimos comprar é como se materializassemos um pedacinho de nós mesmos para colocar na estante. Será que alguém convida os amigos para, orgulhosamente, exibir seus últimos livros baixados da internet? Ou sonha com o momento de ler sua coleção de livros piratas para seus filhos? Ou, ainda, presenteia uma pessoa querida com um livro em PDF e com  uma dedicatória escrita no corpo de texto do e-mail?</p>
<p style="text-align: justify">Assim  como Neil Gaiman, penso que se suas condições econômicas permitirem, as pessoas comprarão os livros que amam. E se elas não gostarem, não vão comprar. Afinal, porque não podemos cuspir parte do que sempre nos empurraram goela abaixo?</p>
<p style="text-align: justify">Acredito que os livros da internet são capazes de estimular a venda de livros impressos, formar novos leitores  e despertar o prazer pela leitura, que é como o prazer do sexo: o virtual até pode quebrar um galho, mas nada substitui o toque, o cheiro, o estar perto. E nada substitui a sensação de possuir.</p>
<p style="text-align: center"><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="401"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3odgel4zU6s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="401" src="http://www.youtube.com/v/3odgel4zU6s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Transcrição da resposta:</strong></p>
<p><em>Isso realmente não me incomda.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Obviamente eu preferia estar em um  mundo em que as pessoas  pudessem ter sua dose dos meus quadrinhos por meios mais legítimos e que  isso de vez em quando pagasse o meu jantar.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Dado que não há canais legítimos lá fora, acho que seria muito  ingênuo da minha parte me opor.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>(…)</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Ontem no almoço, Zoe Heller, grande autora e muito inteligente, veio  até mim e disse: “Alguém me deu esse livro e são uma pessoas que acham  que os livros devem circular e quando você termina de ler deve dá-los a  alguém. E não sei o que pensar disso, porque  de certa forma eu  sobrevivo das pessoas comprarem novos livros.”</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E eu disse: Zoe, nenhum de nós descobriu seus escritores favoritos  comprando seus livros. Não é como isso acontece. Vocês aqui. Você  provavelmente tem um escritor favorito. E a resposta é que vocês  descobriram seu escritor favorito quando alguém disse: “Tome, eu acabei  de ler esse livro, é bom e você vai gostar”. Ou você pegou o livro da  prateleira de alguém e disse: “Isso parece interessante. Posso pegar  emprestado?” Ou você encontrou na biblioteca. Ou alguém esqueceu no  trem.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>É assim que as pessoas descobrem seus escritores favoritos.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Não o descobrem entrando numa livraria e dizendo: “Vou  comprar este livro novo de  capa dura!”</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Acaba sempre acontecendo que novos autores  e autores famosos começam  sendo descobertos acidentalmente quando você tropeça neles.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E são como aquela primeira dose de heroína e sem perceber você está  descendo a rua para comprar tudo o que aquele cara já escreveu.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E até onde me interessa, qualquer maneira de fazer os livros  circularem é legítima. Eu amo o fato das pessoas estarem dando livros  que de outra forma ficariam esquecidos em uma prateleira.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E certamente eu não acho que algum desses leitores seja uma venda  perdida. Porque da minha perspectiva o inimigo não é a idéia de que as  pessoas estão lendo livros de graça. Ou lendo na internet de graça.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Qualquer pessoa lendo algo de graça da internet ainda faz parte da  minha tribo.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A tribo das pessoas que lêem.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E se eles passarem adiante por fazerem parte dessa tribo eles querem  esses livros para si.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Eles vão querer os livros de verdade. Eles vão querer comprar as  versões de capa dura. Eles vão querê-los. Porque eu quero. E isso é uma  coisa boa.</em></p>
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