A mostra “O céu ainda é azul, você sabe” revela detalhes da carreira da artista que é ícone da arte como instrumento de contestação social.

Por Cultura Livre | SP

O Instituto Tomie Ohtake recebe até 28 de maio a exposição “O céu ainda é azul, você sabe” com uma retrospectiva multilinguagem da carreira de Yoko Ono. A mostra tem curadoria do islandês Gunner B. Kvaran e propõe uma viagem pelo conceito da própria arte, com engajamento político e social, sob a ótica da artista.

Uma das principais artistas experimentais e de vanguarda, associada à arte conceitual, performance e ao Grupo Fluxus, Yoko Ono continua questionando de forma decisiva o conceito de arte e do objeto de arte, com o objetivo de ressignificar  esses conceitos e expandir limites. A artista é uma das pioneiras a incluir o espectador no processo criativo, convidando-o a desempenhar um papel ativo em sua obra.

A exposição, que é patrocinada pelo Bradesco e Instituto CCR, foi concebida especialmente para o Instituto Tomie Ohtake e é formada por 65 peças de “Instruções” que evocam a participação do espectador para sua realização. São trabalhos que sublinham os princípios norteadores da produção da artista, ao questionar a ideia por trás de uma obra, destacando a sua efemeridade enquanto a dessacraliza como objeto.

Segundo o curador, a mostra evidencia as narrativas que expressam a visão poética e crítica de Yoko Ono:

“São trabalhos criados a partir de 1955, quando ela compôs a sua primeira obra instrução, Lighting Piece / Peça de Acender (1955), ‘acenda um fósforo e assista até que se apague’. Na exposição, é possível seguir a sua criatividade e produção artística pelos anos 60, 70, 80, até o presente.”

 

Mostra faz uma retrospectiva na carreira da artista. Crédito da foto: Divulgação/Instituto Tomie Ohtake

Mostra faz uma retrospectiva na carreira da artista. Crédito da foto: Divulgação/Instituto Tomie Ohtake

Entre as obras da exposição há uma série de filmes, dois dos quais com a participação de John Lennon na concepção. Em Estupro (77 min, 1969), o músico foi codiretor e em Liberdade (1970), de apenas um minuto, assina a trilha sonora. Também registrada em filme presente na mostra, Peça Corte (16min 1965) traz a icônica performance da artista realizada no Carnegie Hall (1964, NY), na qual o público pôde cortar um pedaço de sua roupa e levar consigo.

Serviço:

“O céu ainda é azul, você sabe”

Quando: de 1º de abril a 28 de maio de 2017.

Onde: Instituto Tomie Ohtake – Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiro, São Paulo, SP.

Quanto: R$12 inteira e R$6 meia-entrada.