Cultura Livre

+ Cultura + Ativismo #TudoLivre

Tag: Rio de Janeiro

Greve geral paralisa ônibus, metrô e educação em todo o Brasil

Sindicatos e movimentos sociais protestam contra reformas da previdência e trabalhista propostas pelo governo Temer. Paralisações ocorrem em diversas capitais do país.

Por Marcos Souza  e  Sheila Fonseca – para Cultura Livre

Greves e manifestações acontecem nesta quarta-feira (15) em 25 estados do Brasil e mais o Distrito Federal. Milhares de trabalhadores, além de integrantes de movimentos sociais e entidades sindicais se reúnem por todo país em uma paralisação histórica contra as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo de Michel Temer.

Movimentos sociais protestam na avenida Paulista, em São Paulo. Crádito da Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

Movimentos sociais protestam na avenida Paulista, em São Paulo. Crédito da Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

São Paulo

Na capital paulista e em municípios da  Região Metropolitana, motoristas e cobradores de ônibus, metroviários, professores e bancários também aderiram à paralisação. Terminais de ônibus e estações do Metrô amanheceram vazios, vias foram bloqueadas por manifestantes. A Prefeitura acabou liberando o rodízio de carros em toda a cidade. Na tarde de hoje, por volta 17h, a Av. Paulista já era tomada por mais de 100 mil manifestantes.

 Paulista tomada por mais de 100 mil manifestantes.

Paulista tomada por mais de 100 mil manifestantes.

Ana Paula, professora da rede municipal, traduz os retrocessos “Estamos em greve contra todos os retrocessos, se eu for colocar na ponta do lápis todos os impactos pra mim, vou me aposentar com quase 80 anos. É muito trabalho dando aula, e ainda mais trabalho quando chego em casa, para me aposentar nessa idade”.

Manifestantes marcham em São Paulo contra a perde de direitos trabalhistas e previdenciários. Crédito da Foto: Ângela Helena / Mídia NINJA.

Manifestantes marcham em São Paulo contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários. Crédito da Foto: Ângela Helena/Mídia Ninja.

 

Nathália, Yasmin e Beatriz, estudantes do Ensino Médio, vieram protestar contra a reforma do Ensino Médio e da Previdência. Elas também pedem a saída do presidente Michel Temer.

Nathália, Yasmin e Beatriz, estudantes do Ensino Médio, vieram protestar contra a reforma do Ensino Médio e da Previdência. Elas também pedem a saída do presidente Michel Temer.

Curitiba

Curitiba amanheceu hoje com serviços parados no transporte, educação e coleta de lixo, entre outras áreas. Segundo levantamento da Associação Comercial do Paraná estima-se que pelo menos R$ 150 milhões deixaram de circular em Curitiba nesta quarta-feira, devido à paralisação. A estimativa leva em conta o PIB da capital e engloba os setores de comércio, indústria e serviços.

Trabalhadores protestam em Curitiba contra reforma na Previdência. Crédito da Foto: Henry Milleo

Trabalhadores protestam em Curitiba contra reforma na Previdência. Crédito da Foto: Henry Milleo

Em decorrência da greve, 1,5 milhões de pessoas em Curitiba ficaram sem transporte publico. Segundo o sindicato, a paralisação será por tempo indeterminado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), Anderson Teixeira, o dia todo deve ser assim, sem transporte, mas a tendência é que a greve continue a partir desta quinta.  “Nós aderimos ao dina de mobilização e não deverá ter ônibus hoje em Curitiba e Região, mas a partir desta quinta a categoria decidiu permanecer parada porque há um desrespeito com motoristas e cobradores já que a database não foi acertada e a proposta de só repor o INPC não é aceita pelos trabalhadores”, afirmou.

Pontos de ônibus ficaram lotados no início da manhã em Curitiba.

Pontos de ônibus ficaram lotados no início da manhã em Curitiba.

Rio de Janeiro

No Rio, o Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio), A CUT-Rio, além do sindicatos dos Bancários, Rodoviários,  Sindicato dos Petroleiros, dois sindicatos da saúde, radialistas, da Casa da Moeda, Correios, dentre outros, aderiram à paralisação e participam das manifestações.

Greve rio 2

Manifestantes no Largo do Machado se dirigem ao Palácio Laranjeiras, sede do Governo do Rio.

Segundo o Sinpro-RJ, também houve grande adesão de escolas particulares,  com participação de mais de 15 mil professoras e professores dessas instituições na paralisação contra as reformas da Previdência, trabalhista, do ensino médio e a chamada Escola Sem Partido. Em nota, a entidade avaliou a manifestação como positiva:

“Altamente positiva, com expressiva adesão e apoio da sociedade.  Mais de 15 mil professoras e professores de escolas particulares aderiram à paralisação.

O Sinpro-Rio organizou atos públicos no Largo do Machado, Botafogo, Ipanema, Gávea, Tijuca, Jacarepaguá, Campo Grande. No Largo do Machado, por exemplo, cerca de duas mil pessoas passaram pelo local, com alunos e pais apoiando a paralisação. Houve ainda passeatas no Cosme Velho, Largo do Machado ao Palácio da Guanabara.

Alunos e professores falaram nos atos públicos, todos acentuando o quanto será nociva a reforma da Previdência, independente da idade, sendo que muitas mulheres se manifestaram, deixando claro que elas serão muito prejudicadas. A reforma trabalhista e outros retrocessos nos direitos sociais também foram alvo de protestos. Vamos à luta! Nenhum direito a menos!”

 

Greve rio

15 mil professores de escolas particulares aderiram à greve no Rio. Crédito da Foto: Sinpro/RJ.

A professora Luciana Moreira acredita que esse é um dia de luta histórica para o Sinpro-RJ: “Hoje é um dia histórico de protagonismo e luta por uma sociedade cidadã para o Sinpro-Rio em conjunto com todos os movimentos sociais, movimento de mulheres, sindicatos e entidades de classe, transeuntes e pessoas que resolveram se juntar à essa marcha, que decidiram parar e lutar por um país mais justo e contra um governo que emergiu, que chegou ao poder de forma não republicana, não democrática. As reformas trabalhistas e previdenciárias que estão sendo impostas violentamente à população são apenas consequência disso. Acredito que estamos hoje não apenas lutando pela manutenção nossos direitos, mas dando um exemplo para as gerações futuras e exercendo o nosso papel pleno de educadores.”

O MST pela manhã fechou a BR 365 que dá acesso ao Porto do Açu. Crédito da Foto: Rafael Caliari/CUT-Rio.

O MST pela manhã fechou a BR 365 que dá acesso ao Porto do Açu. Crédito da Foto: Rafael Caliari/CUT-Rio.

 

Milhares de pessoas fazem concentração na Candelária.

Milhares de pessoas fazem concentração na Candelária.

 

Faixa "Fora Temer" com manifestantes, no Rio.

Faixa “Fora Temer” com manifestantes, no Rio.

Brasília

Em Brasília, cerca de 3 mil manifestantes bloqueiam a Praça dos 3 Poderes. A perda de direitos e os retrocessos promovidos pelo governo Temer são os principais motivadores da ocupação, que tem sua centralidade na luta contra a reforma da Previdência, enviada pelo presidente Michel Temer em dezembro, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287.

Sindicatos protestam em Brasília contra as reformas da Previdência e Trabalhista, nesta quarta-feira. Crédito da foto: ERALDO PERES/AP

Sindicatos protestam em Brasília contra as reformas da Previdência e Trabalhista, nesta quarta-feira. Crédito da foto: ERALDO PERES/AP

Derrota no Palácio do Planalto: Justiça determina retirada de propaganda sobre Reforma da Previdência do ar

A juíza Marciane Bonzanini, da 1ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre determinou nesta quarta-feira (15) que o governo de Michel Temer retire do ar as propagandas, veiculadas em qualquer tipo de mídia, sobre a reforma da Previdência.

A magistrada, que atendeu a uma ação movida por diversos sindicatos de trabalhadores, estabeleceu multa diária de R$ 100 mil, caso a decisão não seja cumprida. Bonzanini entendeu que o governo Temer não poderia ter utilizado recursos públicos para financiar as peças que tem caráter pessoal, partidário do governo e não didático, incluindo ameaças de perda de direitos como o bolsa-família, caso a reforma não venha a ser aprovada no Congresso.

“A campanha publicitária desenvolvida, utilizando recursos públicos, faz com que o próprio princípio democrático reste abalado, pois traz consigo a mensagem à população de que a proposta de reforma da previdência não pode ser rejeitada e de que nenhuma modificação ou aperfeiçoamento possa ser feito no âmbito do Poder Legislativo, cabendo apenas o chancelamento das medidas apresentadas”, diz a juíza.

A juíza ressalta que o debate político deve ser feito no Poder Legislativo, cabendo às partes sustentarem suas posições e construírem as soluções adequadas do ponto de vista constitucional e democrático: “O que parece destoar das regras democráticas é que uma das partes envolvidas no debate político busque reforçar suas posições e enfraquecer argumentos diferentes mediante campanha publicitária utilizando recursos públicos”, afirma.

Bonzanini determina também que o governo veicule, no mesmo espaço, uma contrapropaganda: “A campanha do Governo Federal sobre a Reforma da Previdência violou o caráter educativo, informativo e de orientação social, que, nos termos do artigo 37, §1º, da Constituição da República, deve pautar a publicidade oficial dos órgãos públicos, uma vez que difundiu mensagens com dados que não representam de forma fidedigna a real situação financeira do sistema de Seguridade Social brasileiro e que podem induzir à formação de juízos equivocados sobre a eventual necessidade de alterações nas normas constitucionais previdenciárias”.

Leia na íntegra a decisão:

https://www.slideshare.net/aquileslins/justia-manda-suspender-propaganda-da-reforma-da-previdncia?ref=http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/285124/Justi%C3%A7a-manda-Temer-tirar-do-ar-propaganda-mentirosa-sobre-Previd%C3%AAncia.htm

Mimo Festival traz maratona de shows gratuitos ao Rio

O festival tem entrada franca e apresentação de shows de artistas consagrados como Ney Matogrosso, Pat Thomas, Chico César, João Bosco e Hamilton de Holanda.

João Bosco se apresenta no Mimo Festival. Crédito da Foto: Divulgação.

João Bosco se apresenta no Mimo Festival. Crédito da Foto: Divulgação.

Por Cultura Livre – RJ

Começa nessa sexta-feira(11) um dos maiores eventos de música instrumental gratuito do país. Até domingo (13) o Rio de Janeiro recebe o MIMO Festival, que vai reunir grandes nomes da música brasileira e estrangeira em vários pontos da cidade, além de cursos, cinema e atividades poéticas, sempre com entrada franca.

Essa edição do festival, que também já passou por Tiradentes, Ouro Preto e Paraty em anos anteriores, escolheu o Rio para receber a programação que reúne mais de 60 concertos, em cenários cartões-postais da cidade. A Praça Paris, na Glória, recebe dois palcos, o principal e o “Se Ligaê”. Nele, acontecem encontros musicais, como Jards Macalé e Otto, Simone Mazzer e Alice Caymmi, João Bosco e Hamilton de Holanda e Chico César com Miguel Araújo. No local também acontece o encerramento do festival, com ninguém menos que Ney Matogrosso.

As igrejas da Candelária, Outeiro da Glória, São Francisco da Penitência, Cine Odeon, patrimônios históricos da cidade, também estão entre os locais que vão receber os shows.

Nesta sexta, os artistas portugueses Mário Laginha e Pedro Burmester abrem o festival, às 18h30, com um concerto de dois pianos, na Igreja da Candelária, no Centro.

Dentre os artistas internacionais, outro destaque é Pat Thomas, da África Ocidental, que será acompanhado pela Kwashibu Area Band. Ele é o maior representante do highlife, gênero musical popular que nasceu nos anos de 1920 no Gana e influenciou diretamente o surgimento do afrobeat. Outra grande atração estrangeira é a diva colombiana Totó la Momposina, aos 76 anos e 50 de carreira, é uma das artistas mais respeitadas da América do Sul e conhecida como rainha da cúmbia.

Toto La Momposinsa é atração da Colômbia. Crédito da foto: Divulgação.

Toto La Momposinsa é atração da Colômbia. Crédito da foto: Divulgação.

No sábado, às 19h, Pablo Lapidusas International Trio sobe ao palco principal, no mesmo horário em que Jards Macalé convida Otto no Palco Se Ligaê. Às 20h, o grupo Bixiga 70 sobe ao palco da Praça Paris. João Bosco e Hamilton de Holanda se apresentam às 21h no Palco Se Ligaê; e às 22h30 será a vez do espetáculo de Pat Thomas & Kwashibu Area Band.

No domingo, às 17h30, começa a Chuva de Poesia, no Outeiro da Glória. O CCOMA abre os concertos da Praça Paris às 17h, no Palco Se Ligaê. Às 18h, será a vez de Jacky Terrasson & Stéphane Belmondo, diretamente da França para o palco Praça Paris. Para encerrar o evento, Ney Matogrosso leva à praça o show da turnê de “Atento aos Sinais”.

Atrações educativas

O MIMO também tem atrações educativas e lúdicas, com promoção de encontros entres artistas que participam do festival com jovens profissionais e estudantes de música. Aulas com Bixiga 70, Mario Laginha e Pedro Burmester (Portugal), Antonio Nobrega, Pat Thomas, Jacky Terrasson, Stéphane Belmondo, entre outros, além de workshop sobre a cúmbia com músicos da Totó la Momposina.

A poesia marca presença no festival com a proposta lúdica da Chuva de Poesia. Criada pelo poeta, tipógrafo e artista plástico Guilherme Mansur, a Chuva de Poesia acontece há mais de 20 anos em Minas Gerais. A proposta da iniciativa é fazer chover poesia no céu das cidades. Do alto de locais selecionados, milhares de folhas soltas coloridas, com tipografias especiais, são lançadas ao vento para o público que, invariavelmente, lota os locais para receber as pancadas esparsas dos poemas. As cidades do Rio de Janeiro e Olinda serão presenteadas com obras dos poetas portugueses Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Mário Cesariny e António Maria Lisboa.

Veja a programação completa no site www.mimofestival.com.

 

© 2018 Cultura Livre

Theme by Anders NorenUp ↑

Pular para a barra de ferramentas