Conferência Livre da região Dom Bosco

Em mais uma noite de debates em preparação para a Conferência Municipal de Cultura, nos reunimos com os agentes culturais da região Dom Bosco, conforme programação. Pelo que vimos até o momento foi o debate mais “caloroso”! Os setores culturais representados foram: artesanato, música, dança, teatro, folclore, literatura, cultura popular afro-brasileira e cultura GLBT.

As demandas levantadas pelos participantes foram:

  • Necessidade de uma comissão responsável pela criação do Conselho Municipal de Cultura, que seja deliberativo, como objetivo primeiro da realização da Conferência;
  • Capacitação de agentes culturais;
  • Atividades culturais na periferia são desconhecidas pelo restante da população e pelo poder público;
  • Resistência aos trabalhos desenvolvidos pelos grupos culturais na periferia;
  • Maior envolvimento das igrejas e comunidades;
  • Apoio financeiro aos grupos culturais; reclamação da verba canalizada para eventos consagrados na cidade;
  • Falta de espaço para apresentações culturais na periferia;
  • Falta de políticas públicas culturais para a geração de renda. “São João não produz renda com os trabalhos culturais? Por que o artesanato não funciona na cidade? Qual a identidade cultural da cidade? Tradição: o que vale a pena? Os artistas têm que receber pelo que fazem, serem respeitados como trabalhadores.”
  • Realizar os eventos produzidos pelos moradores dos bairros nos próprios bairros, pois atualmente só o Centro os recebe;
  • Calendário cultural;
  • Políticas públicas voltadas para a cultura LGBT. Acesso à cultura como direito do cidadão;
  • Controle social da gestão municipal;
  • Capacitação dos servidores municipais acerca da diversidade cultural;
  • Transparência na aplicação dos recursos;
  • Ausência do Legislativo nas Conferências Livres;
  • Falta de conhecimento cultural na cidade;
  • Profissionalização dos agentes culturais para captação de recursos;
  • Falta espírito colaborativo entre os fazedores de cultura;
  • Perda de documentação histórica dentro do poder público municipal e outras entidades;
  • UFSJ deveria trabalhar mais seus programas de extensão com a comunidade;
  • A população deve cobrar, exigir a utilização dos espaços públicos;

A percepção geral é de que a cultura é feita para a elite são-joanense e para os turistas, como Carnaval, Inverno Cultural e Semana Santa. O artista em São João não é visto como trabalhador, por isso não são promovidos. As pessoas estão descrentes com o poder público. Não há retorno financeiro no que fazem pela Cultura na cidade. A Conferência Municipal de Cultura é o espaço público para que os conflitos sejam explicitados!

Por: Paulo José de Souza

Administrador pela UFSJ

Pós-Graduando em Políticas Públicas e Gestão Social pela UFJF

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