Cores Harmônicas

Antes de iniciar mais um texto sobre minha jornada em busca da junção das duas grandes artes (Pintura e Música), gostaria de agradecer a todos aqueles que me escreveram “puxando minha orelha” pela demora do próximo artigo e me desculpar por isso.

Eventualmente preciso dedicar grande parte de minha atenção às minhas atividades tecnológicas e deixar a arte um pouco de lado, algo que preferiria que não acontecesse.

No artigo passado mencionei as diferenças sobre a cor-luz, cor-tinta, algo que deve ser levado em consideração quando queremos criar uma relação entre o som e cor, e no final do artigo deixei em aberto sobre a análise da conversão direta de uma nota com uma cor.

Como foi visto no artigo Música – Série Harmônica (http://culturadigital.br/dacio/2011/05/22/musica-serie-harmonica/), uma única nota é composta da obreposição de sua série harmônica que corresponde na repetição da soma de sua frequência original. Ou seja, quando se toca um (110hz), na verdade ouve-se o próprio (110hz), o uma oitava acima (110Hz+ 110Hz = 220Hz), o Mi (220Hz + 110Hz = 330Hz), mais um uma oitava acima (330Hz + 110Hz = 440Hz), o Do# da próxima oitava (440Hz + 110Hz) e assim por diante.

Não seria estranho então simplesmente dizer que o corresponde a cor Laranja? (ver o artigo Convertendo Sons em Cores – http://culturadigital.br/dacio/2011/06/04/convertendo-sons-em-cores/). O correto não seria representar o por uma combinação de cores que representasse cada uma das notas de sua série Harmônica?

Com essa questão em mente, percebi que associar as notas músicais à cor-tinta seria uma tarefa hercúlea, mas se pensasse em estabelecer determinadas convenções (sempre seguindo a ciência, ou em última instância, seguindo o caminho lógico da dedução) poderia criar uma relação bem interessante utilizando ferramentas tecnológicas.

Pensando nisso, criei determinados padrões para representar notas em oitavas diferentes e para diferenciar suas distâncias em uma série harmônica. Eis os padrões que estabeleci:

Para diferenciar a mesma nota em oitavas diferentes, dobra-se seu valor de brilho quando ascende na escala e divide-se pela metade quando descende a escala.

Para representar as notas de uma série harmônica, vai-se aumentando seu contraste à razão de 1/2, 1/3, 1/4, assim por diante (como quando se desenha um objeto distante).

Assim, uma única nota estará associada com diversas tonalidades que irá compor uma cor relacionada precisamente a esta nota.

No próximo artigo (que será em breve, assim espero) irei apresentar o resultado desta relação nota – cor em oitavas diferentes e nas diferentes posições da série harmônica.

A presto,

D.

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9 respostas a Cores Harmônicas

  1. Bernadete Baran de Oliveira disse:

    Dácio parabéns por seu aprofundamento neste tema, que há tempo venho me propondo, mas pelo viés da cor, concordo com as diferentes tonalidades das cores pois elas são com certeza mais graves (fortes) e mais agudas (suaves). Caso você queira uma pequena “dica” sobre cor, repassarei com prazer.
    Abraços Bernadete

  2. Roberto Bieto disse:

    Dacio camarada…
    ontem tive a felicidade de encontrar seus artigos e essa sua pesquisa maravilhosa…
    esta me servindo muito para as coisas que tenho pesquisado por aqui… gostaria muito de conversar um pouco mais com voce…
    forte abraço e muito obrigado

  3. Matheus Rocha Barbosa disse:

    Incrível como as suas ideias se enquadram com ideias que eu tive antes de ler seus posts. Também sou compostitor, tanto de música como de outras formas artísticas, e queria criar uma relação entra os parâmetros sonoros, com as cores que “enchergamos” ao ouvir sons. Isso porque quando escuto um som qualquer, vem na minha mente um feixe de cores, e achei que poderia fazer uma inversão; isto é, compor uma sequência de cores e convertê-los em sons.

    • Olá Matheus, fico feliz que tenha se identificado de alguma forma com meus artigos. Pelo que mencionou me parece que possui uma habilidade sinestésica! Muito interessante! De uma olhada no artigo (caso não tenha lido ainda) http://culturadigital.br/dacio/2011/03/30/musica-e-pintura-sinestesia/ onde menciono sobre o assunto. Abraços e sucesso!
      D.

      • Matheus Rocha Barbosa disse:

        Acertou! Quando escrevi esse comentário, eu ainda não sabia; mas depois de pouco tempo e algumas pesquisas, tinha descoberto que eu tinha habilidades sinestésicas.
        Não sei se com as outras pessoas é assim, mas na maioria das vezes, as cores que eu mentalizo ao ouvir determinado som, não mudam quando a frequência é variada. Por exemplo, quando escuto um concerto para órgão, eu vejo feixes alaranjados; independentemente da nota tocada. Na verdade, o que varia com a nota, é o brilho; as notas mais graves são mais escuras, e as mais agudas são mais claras, mas sempre no tom alaranjado.
        No meu caso, a frequência influencia no brilho, e o timbre e harmônicos na cor propriamente dita (frequência).
        Mas eu também tenho sinestesia letra-cor, o que me faz mentalizar diferentes cores ao mentalizar diferentes notas (as notas escritas, e não o som produzido por elas).

        • Bom Dia Matheus,

          Muito interessante seu caso. Espero que pesquise mais à respeito para descobrir novas particularidades de sua sinestesia (recomendo que procure ajuda médica para isso). E adoraria conhecer os resultados de suas pesquisas.
          No caso de meus estudos ele não abrange a sinestesia, uma vez que é uma particularidade de algumas pessoas, e sim uma associação com fundamentação científica entre som e cor.

          Abraços,
          D.

  4. Matheus Rocha Barbosa disse:

    Acertou! Quando escrevi esse comentário, eu ainda não sabia; mas depois de pouco tempo e algumas pesquisas, tinha descoberto que eu tinha habilidades sinestésicas.
    Não sei se com as outras pessoas é assim, mas na maioria das vezes, as cores que eu mentalizo ao ouvir determinado som, não mudam quando a frequência é variada. Por exemplo, quando escuto um concerto para órgão, eu vejo feixes alaranjados; independentemente da nota tocada. Na verdade, o que varia com a nota, é o brilho; as notas mais graves são mais escuras, e as mais agudas são mais claras, mas sempre no tom alaranjado.
    No meu caso, a frequência influencia no brilho, e o timbre e harmônicos na cor propriamente dita (frequência).
    Mas eu também tenho sinestesia letra-cor, o que me faz mentalizar diferentes cores ao mentalizar diferentes notas (as notas escritas, e não o som produzido por elas).
    Espero que isso ajude na sua pesquisa.

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