Considerações sobre 1º experimento

No último atigo propus alguns padrões para a representação da relação nota musical– cor em oitavas diferentes e nas diferentes posições de uma série harmônica. E propus também apresentar o resultado dos testes que faria utilizando as referências criadas.

Bem, realizei diversos testes. Para tanto me vali de algumas escalas pantônicas, utilizei um editor de imagem Bitmap (Adobe Photoshop e o Gimp em ambiente Linux – pra não dizer que não utilizei software livre no experimento) e um editor vetorial (Corel Draw e OpenOffice Draw) para poder descobrir os valores de referência RGB (luz) CMYK (tinta – pigmento).

Obviamente os resultados foram bastante interessantes, mas paralelo aos testes continuei minhas pesquisas e não achei justo para com a proposta deste meu trabalho divulgar um resultado ainda tão superficial e sem levar em conta uma infinidade de fatores.

Assim como cada nota musical tem sua importância individual e fora de contexto, possui “significados” distintos quando inseridos em determinada escala, dentro de uma harmonia com tonalidade definida (e como já foi citado com todas as possíveis expressões de execução dentro de uma música).

Não achei correto, ou pelo menos, acredito que seja precoce exibir qualquer tipo de resultado sem antes esgotar todas as associações possíveis entre cor – som.

Durante este período de testes-pesquisas, encontrei novamente uma das grandes referências bibliográficas que há muitos anos atrás contribuiu para com meu interesse no estudo das cores.

Quando li o livro Da Cor à Cor Inexistente de Israel Pedrosa ele não se encontrava mais disponível no mercado. Tirei algumas cópias dos trechos que me chamaram mais atenção e ficou em minha mente a idéia da existência de uma “cor inexistente”.

Ano passado, no entanto, vi novamente o livro em uma feira de livros, agora em sua 10ª edição e já disponível no mercado. Isso fez com que aumentasse meu grau de exigência e passasse a me preocupar com minúcias que pretendia colocar de lado, como a questão do silêncio na música, por exemplo. Como representá-lo em cor? Simplesmente utilizando o preto? Ou o branco? Todo silêncio é igual?

Bom, retomarei então as análises das características, classificação, textura e todos os parâmetros que puder precisar das duas grandezas: cor e som.

Aguardem,

A presto.

D.

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4 respostas a Considerações sobre 1º experimento

  1. Thiago Habib disse:

    Eu pesquisei no google sobre as cores das notas musicais e encontrei seu blog!
    Estou ansioso pelos resultados!

  2. Roberto disse:

    Lembro de já ter visto um reportagem na tv, sobre uma apresentação de música para surdos. Os instrumentos estavam ligados à luzes coloridas. Mesmo as canções mais calmas se tornavam um espetáculo de luzes semelhantes a uma discoteca. De qualquer forma, os surdos acompanhavam aos padrões. Não tenho a menor idéia de onde foi isso, sei que era nos Estados Unidos.

    • Obrigado pelo seu comentário Roberto. Existem muitas iniciativas de representar músicas através de padrões sonoros e o resultado é realmente muito legal. O que pretendo abordar aqui é um estudo mais profundo sobre a associação de cor – som (envolvendo todas as suas características científicas) indo desde uma única nota até uma harmonia completa.

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