DDP 4469 em Guarulhos
NELSON RODRIGUES VISITA
NELSON RODRIGUES
O projeto 4/3ªs inaugura sua terceira edição no Teatro Nelson Rodrigues
com peças na temática de NELSON RODRIGUES.
Mais de seis mil senhoras católicas. Cinco censores. Um governador. Cinqüenta e dois anos depois e Nelson Rodrigues ainda causa polêmica! Por isso o projeto “Quatro às Terças” abre sua terceira edição na próxima terça-feira dia 09 de Março às 21h, com o espetáculo DDP4469 que estudou o processo de censura, datado de 1957, do espetáculo PERDOA-ME POR ME TRAÍRES.
O tema da vez gira em torno deste autor e se realizará no Teatro que leva seu nome. (Teatro Nelson Rodrigues – Lago Vila Galvão – Guarulhos).
O PROJETO 4/3ªs teve sua primeira edição em Novembro de 2009 e pretende movimentar Guarulhos também durante às terças-feiras.
Farão parte dessa programação os espetáculos: DDP4469 de São Paulo; BEIJO NO ASFALTO, HÁ TRAÍDOS e TODA NUDEZ de grupos Guarulhenses.
A coordenação do projeto é de Aurea Karpor – graduada em Artes Cênicas e Mestre em Artes Visuais pela UNESP. Aurea atua como produtora cultural e de eventos desde 2001. Foi docente de produção da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos em 2006 e 2007 e participou da Banca Mediadora da MAC2007 (Mostra de Artes Cênicas). Co-fundadora do Núcleo Quimera de produção de Guarulhos, responsável pela exposição fotográfica em homenagem à JB Maciel “VERSUS” – realizada no Centro de Educação Adamastor e pelo 1º festival de curta-metragens “Curta Guarulhos” – realizado no Teatro Adamastor Pimentas. Foi produtora do Teatro Fábrica São Paulo (atual Teatro Coletivo), Cia Estável de Teatro, Teatro de Narradores, Canhoto Laboratório de Artes da Representação, Cia CincoInCena entre outros. Atuou nas produções da Canal Aberto Eventos e Assessoria de Imprensa como: reinauguração do Teatro de Arena Eugênio Kusnet (FUNARTE); Conferência Internacional de Biocombustíveis (Itamaraty); Salão de Turismo (Secretarias de Turismo da Região Sudeste); EBS – Evento Business Show (Secretaria de Turismo de Minas Gerais).
PROGRAMAÇÃO DE ESPETÀCULOS :
“DDP4469” – Núcleo Cênico ProjetoBaZar
09 e 16 de Março
Gênero: Épico / Duração: 50 minutos / Recomendação: 12 anos
DDP4469
Pareceres de censores, abaixo assinados, cartas governamentais e de artistas foram “recortados, colados, fragmentados e interpretados” para que os atores venham à cena falar ao público sobre essa representação que “ofende frontalmente à dignidade de nosso povo” (trecho do espetáculo). Os atores, ora como personagens, ora como pesquisadores do arquivo, revezam suas críticas utilizando as palavras do processo cuja numeração é homônima ao título do espetáculo.
DDP4469 é integrante do projeto QUE AMORES SÃO ESSES – um projeto singular ao investigar a influência da censura moral na cena paulista durante as décadas de 1950 e 1960, a partir de cinco processos de espetáculos contidos no Arquivo Miroel Silveira da Biblioteca da ECA – USP.
Foi um estudo sobre os trâmites de censura da peça Perdoa-me por me Traíres, de Nelson Rodrigues, que originou a montagem do espetáculo baseado nos pareceres dos censores e nas manifestações públicas favoráveis ou contrárias à liberação da peça.
Durante o desenvolvimento do trabalho e a partir de dados presentes em publicações de pesquisas a respeito Arquivo Miroel Silveira, o Núcleo Cênico ProjetoBaZar pôde observar que mais de 50% das alterações feitas nos processos eram de cunho moral, e não político. Nos arquivos dessa obra em especial, foi encontrado, ainda, um abaixo-assinado com mais de seis mil assinaturas da Liga das Senhoras Católicas pedindo o veto da produção, considerada imoral.
NÚCLEO CÊNICO PROJETOBAZAR
O ProjetoBaZar surgiu em 2001 com a proposta de desenvolver um núcleo de pesquisa teatral. Após alguns experimentos com a linguagem da performance, o grupo iniciou uma pesquisa sobre o livro de José Roberto Torero “Xadrez, Truco e outras Guerras”, que aborda o pecado da IRA e é livremente inspirado na Guerra do Paraguai. Em 2006 estréia o espetáculo IRA, cumprindo temporadas nas cidades de São Paulo e Guarulhos. Este espetáculo serviu para segmentar as bases de pesquisa da linguagem do grupo que tem como objetivo explorar a teatralidade de textos não dramatúrgicos. Em 2007 o núcleo seguiu sua pesquisa com o projeto SEXO VERBAL, em que autores da literatura nacional, cujos textos tenham de alguma forma a sexualidade como temática, foram pesquisados. Este projeto teve orientação em literatura do autor Marcus Aurélius Pimenta e culminou em três resultados distintos: “Missa do Galo” – intervenção cênica; “SEXO VERBAL” – espetáculo e “Que amores são esses?” – série de debates sobre as relações entre literatura, sexualidade e teatro. Em junho de 2009 o projeto SEXO VERBAL recebe o Prêmio “Cidadania em respeito à diversidade” na categoria ARTES CÊNICAS. O Núcleo ocupou o teatro de ARENA Eugênio Kusnet em São Paulo com o espetáculo DDP4469 e onde desenvolveram parte da pesquisa a respeito da influência da censura moral na cena paulista nas décadas de 50 e 60.
FICHA TÉCNICA
DDP4469
Elenco: Fernando Pivotto, Leandro Caldarelli, Mariana Galeno
Ator/Músico: Thiago Zandarim
Direção: Aurea Karpor
Concepção, Figurinos, Iluminação: Núcleo Cênico ProjetoBaZar
Provocação Dramatúrgica: William Costa Lima
Dramaturgia final: Núcleo Cenico ProjetoBaZar
Áudio e Vídeo: Cinthia Annunciato Fabris
Produção: Julianna Santos e Mariana Galeno
“Beijo no Asfalto” – Grupo Teatral Espalhafatos
23 e 30 de Março
Gênero: Drama / Duração: 65 minutos / Recomendação: 12 anos
BEIJO NO ASFALTO
Na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, um desconhecido é atropelado por um lotação. Antes de morrer, o rapaz pede um beijo a Arandir, um jovem de coração puro que passava por ali na hora da tragédia. Amado Ribeiro, repórter do jornal “Última Hora”, presencia o beijo na boca entre os dois homens e, junto com o delegado corrupto Cunha, transforma a história do último desejo de um agonizante em manchete principal. O sensacionalismo do jornal muda completamente a história, retratando Arandir como um homossexual criminoso que empurrou o amante e depois o beijou. A vida do jovem se transforma num inferno e nem mesmo sua mulher, a doce e amável Selminha, acredita que ele é inocente.
ESPALHAFATOS
O Grupo Teatral Espalhafatos surgiu em outubro de 1999 e após 8 meses estreou sua primeira peça, “Confusão na Roça” adaptação do texto de Martins Pena. O segundo espetáculo, “Filhos do Destino”, tragédia inspirada no livro “A Vingança do Judeu” do conde J. W. Rochester teve sua estréia em outubro de 2000 no I FESTIVAL DE TEATRO COM TEMÁTICA ESPÍRITA – organizado pela USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), premiado como terceiro melhor espetáculo. O grupo é formado por 23 integrantes sob a direção de Rogério Pimenta, ator, diretor, professor de teatro e técnico da USP na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades)
FICHA TÉCNICA
BEIJO NO ASFALTO
Direção: Rogério Pimenta
Preparação corporal: Ronaldo Lopes
Elenco: Carla Cristina Lopes, Danielle Milani, Gisele Ladeia, Kamila Wozniak, Leonardo Figueirôa, Letícia Castilho, Natália Valderrama, Noélle Farsura, Rafael Curatolo, Rodrigo Furtile, Rogério Pimenta, Ronaldo Lopes e Rose Maria.
“Há Traídos” – Grupo Até Quando
06 e 13 de Abril
Gênero: Drama Musical / Duração: 50 minutos / Recomendação: 12 anos
HÁ TRAÍDOS
O ponto de partida foi a criação de cenas que dialogassem com músicas nacionais. Inesperadamente o tema de todas as cenas criadas pelos atores giravam em torno de temas como: MORTE e TRAIÇÕES. A partir disso o diretor uniu as cenas fragmentadas, trabalhou as músicas (que vão de Chico Buarque a Cássia Eller) e amarrou um espetáculo permeado por trechos de textos rodrigueanos. O resultado é uma emocionante colagem de depoimentos das personagens que envolve os espectadores do início o fim.
ATÉ QUANDO
Formado no primeiro semestre de 2009, ainda sem nome, as reuniões começaram a acontecer no Centro Educacional Adamastor, com o apoio da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura de Guarulhos. Durante meses os ensaios aconteciam no Salão da Memória, espaço do Adamastor. Lá surgiram todas as cenas do primeiro espetáculo do grupo, o ATÉ QUANDO?.
Em novembro, o grupo “adotou” como espaço de ensaio o Anfiteatro da Biblioteca Monteiro Lobato, localizado na rua João Gonçalves, apoiados pela Prefeitura Municipal de Guarulhos e pela Secretaria de Cultura; neste espaço aconteceu a primeira temporada do musical, que teve sua estréia oficial no dia 22 de novembro de 2009, se extendendo até 13 de dezembro, após 4 semanas em cartaz.
Passada a primeira temporada, em decisão unânime, os integrantes resolveram homenagear sua primeira montagem, batizando o grupo com o mesmo nome do musical primogênito, nascia oficialmente o GRUPO ATÉ QUANDO.
Em contante atualização, além dos ensaios, toda semana acontecem Workshops para atualização de expansão dos conhecimentos artísticos de todos os participantes da proposta. Cada um ensina o que sabe, tornando homogêneo o grupo.
FICHA TÉCNICA
HÁ TRAÍDOS
Texto e Concepção: Grupo Até Quando
Direção: Alexandre Callegares e Renato Teixeira
Elenco: Alexandre Callegares, Caio Theodoro, Erica Cardial, Giselli Trukiti, Jéssica Giusti, Jéssica Bortolatto, Lara Gusmatti, Marcelo Cavalheiro, Mayra Felippin, Natasha Fernandes, Tiago Cintra, Thomas Herbert,
Direção Musical: Renato Teixeira
“Toda Nudez” – Grupo Simbiose
20 e 27 de Abril
Gênero: Drama/ Duração: 60 minutos / Recomendação: 12 anos
TODA NUDEZ
Montagem inspirada no texto “Toda Nudez Será Castigada” de Nelson Rodrigues. Herculano, pertencente a uma família conservadora povoada de tias faladeiras e beatas, fica viúvo e com um filho para tutoriar. Este filho, Serginho, pede ao pai que jure nunca mais casar-se e Herculano faz o juramento. Patrício, irmão de Herculano, endividado com mulheres e jogo, consegue apresentar ao irmão uma prostituta, por quem o protagonista fica perdidamente apaixonado. Ela é Geni, uma mulher que vive diariamente a agonia e o êxtase de uma obsessão: morrer de câncer no seio. Contra tudo e contra todos, Herculano casa-se com Geni e a leva para viver consigo no casarão da família. Ali esta conhece Serginho, por quem se envolve e se apaixona. Serginho pretende acabar com o casamento do pai a todo custo e, apesar, de suas tendências homossexuais, mantém um relacionamento com a madrasta.
SIMBIOSE
O Grupo Simbiose reúne jovens atores/escritores/diretores, devidamente selecionados, formados na mesma época (meados de 2003), que procuram experimentar seus textos e suas estéticas. Simbiose não é apenas um grupo teatral, e sim a junção de pensamentos para a composição de estudos e trabalhos consistentes, que reúne a linguagem teatral a outras linguagens (musica, dança, mímica, entre outras). Com a mais recente montagem, o espetáculo “Toda nudez será Castigada” de Nelson Rodrigues, o grupo Simbiose ganhou destaque no ETC (Encontro de teatro da cidade de Guarulhos) em 2009, sendo homenageado com o prêmio de “Entre os 3 melhores espetáculos”, concedido por profissionais atuantes na área teatral paulista.
FICHA TÉCNICA
TODA NUDEZ
Direção: Diego Martins
Elenco: Diego Martins, Ronaldo Lopes, Felipe Cirillo, Franklin Jones, Aline Fonseca, Beatriz Hansen, Caroline Urias, Renata Konso
SERVIÇO:
PROJETO 4/3ªs
De 09 de Março a 27 de Abril de 2010
Terças às 21h
Ingressos: R$20,00 (R$10,00 para estudantes, terceira idade e professores)
OBS: PARA GARANTIR INGRESSO O PÚBLICO PODE ENVIAR E-MAIL COM NOMES PARA akarpor@gmail.com até às 18h do dia da apresentação. TODOS OS INGRESSOS RESERVADOS RECEBERÃO CONFIRMAÇÃO POR E-MAIL E TERÃO 50% de desconto.
Local:
Teatro Nelson Rodrigues
Lotação: 190 lugares
Endereço: Rua dos Coqueiros, 74 – Lago dos Patos – Vila Galvão – Guarulhos – SP
Telefone: (11) 2459-1813
Assessoria de Imprensa e Produção
Aurea Karpor / Julianna Santos
(11) 2675-1310 / 8337-5168 / 62834164
akarpor@gmail.com
Data: 9 de março de 2010
Nos dia 20,21,27 e 28 de fevereiro de 2010, IRA, espetáculo inspirado no livro “Xadrez, Truco e Outras Guerras” de José Roberto Torero, (livremente inspirada na Guerra do Paraguai, sob a ótica de um soldado: o olhar do indivíduo)retorna ao palco do Teatro Arena Eugênio Kusnet em sessões especiais e gratuitas. Sob a direção de Aurea Karpor, quatro atores mostram as mais de dez personagens em 40 cenas que compõem os 80 minutos de espetáculo. De forma épica e em ritmo marcado, os atores narram a história de uma guerra, se movimentando pelo espaço como peças de xadrez. O público assiste tudo de perto, sentado junto aos atores, dividido em 4 grupos formando uma arena ao redor do palco-tabuleiro.



Por Leandro Caldarelli
Agra então nos fez viajar pela trajetória da tecnologia no teatro, passando então pelo período pós-guerra em que nasceu a primeira noção de performance como algo que não era dança, não era teatro e não era artes plásticas e sim um misto de tudo isso levando a cena às últimas conseqüências para envolver o público, sempre utilizando os recursos tecnológicos em favor da mesma.

