terça-feira, 22 de maio de 2012

DDP 4469 em Guarulhos

Quatro Tercas 2 20100104 (1)profileNELSON RODRIGUES  VISITA

NELSON RODRIGUES

O projeto 4/3ªs inaugura sua terceira edição no Teatro Nelson Rodrigues

com peças na temática de NELSON RODRIGUES.

Mais de seis mil senhoras católicas. Cinco censores. Um governador. Cinqüenta e dois anos depois e Nelson Rodrigues ainda causa polêmica! Por isso o projeto “Quatro às Terças” abre sua terceira edição na próxima terça-feira dia 09 de Março às 21h, com o espetáculo DDP4469 que estudou o processo de censura, datado de 1957, do espetáculo PERDOA-ME POR ME TRAÍRES.

O tema da vez gira em torno deste autor e se realizará no Teatro que leva seu nome. (Teatro Nelson Rodrigues – Lago Vila Galvão – Guarulhos).

O PROJETO 4/3ªs teve sua primeira edição em Novembro de 2009 e pretende movimentar Guarulhos também durante às terças-feiras.

Farão parte dessa programação os espetáculos: DDP4469 de São Paulo; BEIJO NO ASFALTO, HÁ TRAÍDOS e TODA NUDEZ de grupos Guarulhenses.

A coordenação do projeto é de Aurea Karpor – graduada em Artes Cênicas e Mestre em Artes Visuais pela UNESP. Aurea atua como produtora cultural e de eventos desde 2001. Foi docente de produção da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos em 2006 e 2007 e participou da Banca Mediadora da MAC2007 (Mostra de Artes Cênicas). Co-fundadora do Núcleo Quimera de produção de Guarulhos, responsável pela exposição fotográfica em homenagem à JB Maciel “VERSUS” – realizada no Centro de Educação Adamastor e pelo 1º festival de curta-metragens “Curta Guarulhos” – realizado no Teatro Adamastor Pimentas. Foi produtora do Teatro Fábrica São Paulo (atual Teatro Coletivo), Cia Estável de Teatro, Teatro de Narradores, Canhoto Laboratório de Artes da Representação, Cia CincoInCena entre outros. Atuou nas produções da Canal Aberto Eventos e Assessoria de Imprensa como: reinauguração do Teatro de Arena Eugênio Kusnet (FUNARTE); Conferência Internacional de Biocombustíveis (Itamaraty); Salão de Turismo (Secretarias de Turismo da Região Sudeste); EBS – Evento Business Show (Secretaria de Turismo de Minas Gerais).

DDP 159sitePROGRAMAÇÃO DE ESPETÀCULOS :

“DDP4469” – Núcleo Cênico ProjetoBaZar

09 e 16 de Março

Gênero: Épico / Duração: 50 minutos / Recomendação: 12 anos

DDP4469

Pareceres de censores, abaixo assinados, cartas governamentais e de artistas foram “recortados, colados, fragmentados e interpretados” para que os atores venham à cena falar ao público sobre essa representação que “ofende frontalmente à dignidade de nosso povo” (trecho do espetáculo). Os atores, ora como personagens, ora como pesquisadores do arquivo, revezam suas críticas utilizando as palavras do processo cuja numeração é homônima ao título do espetáculo.

DDP4469 é integrante do projeto QUE AMORES SÃO ESSES – um projeto singular ao investigar a influência da censura moral na cena paulista durante as décadas de 1950 e 1960, a partir de cinco processos de espetáculos contidos no Arquivo Miroel Silveira da Biblioteca da ECA – USP.

Foi um estudo sobre os trâmites de censura da peça Perdoa-me por me Traíres, de Nelson Rodrigues, que originou a montagem do espetáculo baseado nos pareceres dos censores e nas manifestações públicas favoráveis ou contrárias à liberação da peça.

Durante o desenvolvimento do trabalho e a partir de dados presentes em publicações de pesquisas a respeito Arquivo Miroel Silveira, o Núcleo Cênico ProjetoBaZar pôde observar que mais de 50% das alterações feitas nos processos eram de cunho moral, e não político. Nos arquivos dessa obra em especial, foi encontrado, ainda, um abaixo-assinado com mais de seis mil assinaturas da Liga das Senhoras Católicas pedindo o veto da produção, considerada imoral.

NÚCLEO CÊNICO PROJETOBAZAR

O ProjetoBaZar surgiu em 2001 com a proposta de desenvolver um núcleo de pesquisa teatral. Após alguns experimentos com a linguagem da performance, o grupo iniciou uma pesquisa sobre o livro de José Roberto Torero “Xadrez, Truco e outras Guerras”, que aborda o pecado da IRA e é livremente inspirado na Guerra do Paraguai. Em 2006 estréia o espetáculo IRA, cumprindo temporadas nas cidades de São Paulo e Guarulhos. Este espetáculo serviu para segmentar as bases de pesquisa da linguagem do grupo que tem como objetivo explorar a teatralidade de textos não dramatúrgicos. Em 2007 o núcleo seguiu sua pesquisa com o projeto SEXO VERBAL, em que autores da literatura nacional, cujos textos tenham de alguma forma a sexualidade como temática, foram pesquisados. Este projeto teve orientação em literatura do autor Marcus Aurélius Pimenta e culminou em três resultados distintos: “Missa do Galo” – intervenção cênica; “SEXO VERBAL” – espetáculo e “Que amores são esses?” – série de debates sobre as relações entre literatura, sexualidade e teatro. Em junho de 2009 o projeto SEXO VERBAL recebe o Prêmio “Cidadania em respeito à diversidade” na categoria ARTES CÊNICAS. O Núcleo ocupou o teatro de ARENA Eugênio Kusnet em São Paulo com o espetáculo DDP4469 e onde desenvolveram parte da pesquisa a respeito da influência da censura moral na cena paulista nas décadas de 50 e 60.

FICHA TÉCNICA

DDP4469

Elenco: Fernando Pivotto, Leandro Caldarelli, Mariana Galeno

Ator/Músico: Thiago Zandarim

Direção: Aurea Karpor

Concepção, Figurinos, Iluminação: Núcleo Cênico ProjetoBaZar

Provocação Dramatúrgica: William Costa Lima

Dramaturgia final: Núcleo Cenico ProjetoBaZar

Áudio e Vídeo: Cinthia Annunciato Fabris

Produção: Julianna Santos e Mariana Galeno

“Beijo no Asfalto” – Grupo Teatral Espalhafatos

23 e 30 de Março

Gênero: Drama / Duração: 65 minutos / Recomendação: 12 anos

BEIJO NO ASFALTO

finalsiteNa Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, um desconhecido é atropelado por um lotação. Antes de morrer, o rapaz pede um beijo a Arandir, um jovem de coração puro que passava por ali na hora da tragédia. Amado Ribeiro, repórter do jornal “Última Hora”, presencia o beijo na boca entre os dois homens e, junto com o delegado corrupto Cunha, transforma a história do último desejo de um agonizante em manchete principal. O sensacionalismo do jornal muda completamente a história, retratando Arandir como um homossexual criminoso que empurrou o amante e depois o beijou. A vida do jovem se transforma num inferno e nem mesmo sua mulher, a doce e amável Selminha, acredita que ele é inocente.

ESPALHAFATOS

O Grupo Teatral Espalhafatos surgiu em outubro de 1999 e após 8 meses estreou sua primeira peça, “Confusão na Roça” adaptação do texto de Martins Pena. O segundo espetáculo, “Filhos do Destino”, tragédia inspirada no livro “A Vingança do Judeu” do conde J. W. Rochester teve sua estréia em outubro de 2000 no I FESTIVAL DE TEATRO COM TEMÁTICA ESPÍRITA – organizado pela USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), premiado como terceiro melhor espetáculo. O grupo é formado por 23 integrantes sob a direção de Rogério Pimenta, ator, diretor, professor de teatro e técnico da USP na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades)

FICHA TÉCNICA

BEIJO NO ASFALTO

Direção: Rogério Pimenta

Preparação corporal: Ronaldo Lopes

Elenco: Carla Cristina Lopes, Danielle Milani, Gisele Ladeia, Kamila Wozniak, Leonardo Figueirôa, Letícia Castilho, Natália Valderrama, Noélle Farsura, Rafael Curatolo, Rodrigo Furtile, Rogério Pimenta, Ronaldo Lopes e Rose Maria.

“Há Traídos” – Grupo Até Quando

06 e 13 de Abril

Gênero: Drama Musical / Duração: 50 minutos / Recomendação: 12 anos

HÁ TRAÍDOS

O ponto de partida foi a criação de cenas que dialogassem com músicas nacionais. Inesperadamente o tema de todas as cenas criadas pelos atores giravam em torno de temas como: MORTE e TRAIÇÕES. A partir disso o diretor uniu as cenas fragmentadas, trabalhou as músicas (que vão de Chico Buarque a Cássia Eller) e amarrou um espetáculo permeado por trechos de textos rodrigueanos. O resultado é uma emocionante colagem de depoimentos das personagens que envolve os espectadores do início o fim.

ATÉ QUANDO

Formado no primeiro semestre de 2009, ainda sem nome, as reuniões começaram a acontecer no Centro Educacional Adamastor, com o apoio da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura de Guarulhos. Durante meses os ensaios aconteciam no Salão da Memória, espaço do Adamastor. Lá surgiram todas as cenas do primeiro espetáculo do grupo, o ATÉ QUANDO?.

Em novembro, o grupo “adotou” como espaço de ensaio o Anfiteatro da Biblioteca Monteiro Lobato, localizado na rua João Gonçalves, apoiados pela Prefeitura Municipal de Guarulhos e pela Secretaria de Cultura; neste espaço aconteceu a primeira temporada do musical, que teve sua estréia oficial no dia 22 de novembro de 2009, se extendendo até 13 de dezembro, após 4 semanas em cartaz.

Passada a primeira temporada, em decisão unânime, os integrantes resolveram homenagear sua primeira montagem, batizando o grupo com o mesmo nome do musical primogênito, nascia oficialmente o GRUPO ATÉ QUANDO.

Em contante atualização, além dos ensaios, toda semana acontecem Workshops para atualização de expansão dos conhecimentos artísticos de todos os participantes da proposta. Cada um ensina o que sabe, tornando homogêneo o grupo.

FICHA TÉCNICA

HÁ TRAÍDOS

Texto e Concepção: Grupo Até Quando

Direção: Alexandre Callegares e Renato Teixeira

Elenco: Alexandre Callegares, Caio Theodoro, Erica Cardial, Giselli Trukiti, Jéssica Giusti, Jéssica Bortolatto, Lara Gusmatti, Marcelo Cavalheiro, Mayra Felippin, Natasha Fernandes, Tiago Cintra, Thomas Herbert,

Direção Musical: Renato Teixeira

todanudezsite“Toda Nudez” – Grupo Simbiose

20 e 27 de Abril

Gênero: Drama/ Duração: 60 minutos / Recomendação: 12 anos

TODA NUDEZ

Montagem inspirada no texto “Toda Nudez Será Castigada” de Nelson Rodrigues. Herculano, pertencente a uma família conservadora povoada de tias faladeiras e beatas, fica viúvo e com um filho para tutoriar. Este filho, Serginho, pede ao pai que jure nunca mais casar-se e Herculano faz o juramento. Patrício, irmão de Herculano, endividado com mulheres e jogo, consegue apresentar ao irmão uma prostituta, por quem o protagonista fica perdidamente apaixonado. Ela é Geni, uma mulher que vive diariamente a agonia e o êxtase de uma obsessão: morrer de câncer no seio. Contra tudo e contra todos, Herculano casa-se com Geni e a leva para viver consigo no casarão da família. Ali esta conhece Serginho, por quem se envolve e se apaixona. Serginho pretende acabar com o casamento do pai a todo custo e, apesar, de suas tendências homossexuais, mantém um relacionamento com a madrasta.

SIMBIOSE

O Grupo Simbiose reúne jovens atores/escritores/diretores, devidamente selecionados, formados na mesma época (meados de 2003), que procuram experimentar seus textos e suas estéticas. Simbiose não é apenas um grupo teatral, e sim a junção de pensamentos para a composição de estudos e trabalhos consistentes, que reúne a linguagem teatral a outras linguagens (musica, dança, mímica, entre outras). Com a mais recente montagem, o espetáculo “Toda nudez será Castigada” de Nelson Rodrigues, o grupo Simbiose ganhou destaque no ETC (Encontro de teatro da cidade de Guarulhos) em 2009, sendo homenageado com o prêmio de “Entre os 3 melhores espetáculos”, concedido por profissionais atuantes na área teatral paulista.

FICHA TÉCNICA

TODA NUDEZ

Direção: Diego Martins

Elenco: Diego Martins, Ronaldo Lopes, Felipe Cirillo, Franklin Jones, Aline Fonseca, Beatriz Hansen, Caroline Urias, Renata Konso

SERVIÇO:

PROJETO 4/3ªs

De 09 de Março a 27 de Abril de 2010

Terças às 21h

Ingressos: R$20,00 (R$10,00 para estudantes, terceira idade e professores)

OBS: PARA GARANTIR INGRESSO O PÚBLICO PODE ENVIAR E-MAIL COM NOMES PARA akarpor@gmail.com até às 18h do dia da apresentação. TODOS OS INGRESSOS RESERVADOS RECEBERÃO CONFIRMAÇÃO POR E-MAIL E TERÃO 50% de desconto.

Local:

Teatro Nelson Rodrigues

Lotação: 190 lugares

Endereço: Rua dos Coqueiros, 74 – Lago dos Patos – Vila Galvão – Guarulhos – SP

Telefone: (11) 2459-1813

Assessoria de Imprensa e Produção

Aurea Karpor / Julianna Santos

(11) 2675-1310 / 8337-5168 / 62834164

akarpor@gmail.com


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Ira retorna ao Teatro ARENA em fevereiro – Gratis

Nos dia 20,21,27 e 28 de fevereiro de 2010, IRA, espetáculo inspirado no livro “Xadrez, Truco e Outras Guerras” de José Roberto Torero retorna ao palco do Teatro Arena Eugênio Kusnet em sessões especiais e gratuitas. Sob a direção de Aurea Karpor, quatro atores mostram as mais de dez personagens em 40 cenas que compõem os 80 minutos de espetáculo.

IraArena2peqNos dia 20,21,27 e 28 de fevereiro de 2010, IRA, espetáculo inspirado no livro “Xadrez, Truco e Outras Guerras” de José Roberto Torero, (livremente inspirada na Guerra do Paraguai, sob a ótica de um soldado: o olhar do indivíduo)retorna ao palco do Teatro Arena Eugênio Kusnet em sessões especiais e gratuitas. Sob a direção de Aurea Karpor, quatro atores mostram as mais de dez personagens em 40 cenas que compõem os 80 minutos de espetáculo. De forma épica e em ritmo marcado, os atores narram a história de uma guerra, se movimentando pelo espaço como peças de xadrez. O público assiste tudo de perto, sentado junto aos atores, dividido em 4 grupos formando uma arena ao redor do palco-tabuleiro.
Pode a guerra ser boa para alguém?
sábados às 21hs – domingos às 20hs – Rua Teodoro Baima, 94 – próximo a Rua da Consolação – Tel.: 11 3256-9463

http://projetobazar.blogspot.com/

http://jovempan.uol.com.br/entretenimento/programas/radioaovivo/ira-reestreia-no-teatro-de-arena-eugenio-kusnet—-184768,,0


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Expo Repertorio Projeto BaZar

Chegamos ao final da nossa temporada no Teatro Arena Eugênio Kusnet.

Chegamos ao final da nossa temporada no Teatro Arena Eugênio Kusnet. Para comemorar nossa estadia nesse espaço que nos deu muita fonte de inspiração para nossa pesquisa sobre a censura moral nos anos 50 e 60 decidimos expor os objetos cênicos e material de pesquisa de todas as peças do nosso repertório. Venha nos visitar, hj é o nosso último dia!

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Debate Luis Fernando Marques e Ana Roxo-20.01.

Nesse último dia 20 de janeiro recebemos em nossa série de debates do "Bazar Dramaturgia Convida", o dramaturgo Luis Fernando Marques (Grupo XIX de Teatro) e Ana Roxo (Dramaturga do espetáculo Gardênia).

Nesse último dia 20 de janeiro recebemos em nossa série de debates do “Bazar Dramaturgia Convida”, o dramaturgo Luis Fernando Marques (Grupo XIX de Teatro) e Ana Roxo (Dramaturga do espetáculo Gardênia).

A potência desse encontro teve o gosto da estimulante discussão do teatro feito hoje. E seria impossível fugir desse ‘hoje’, uma vez que contávamos com a presença da inquietude de dois jovens artistas atuantes da cena teatral paulistana.

A conversa começou com ambos relembrando as suas primeiras experiências com a palavra escrita para o teatro. Depois, falaram sobre como se encontraram no mesmo curso de formação de atores da Escola de Arte Dramática (Eca/Usp). E a frase capaz de resumir esse encontro só poderia ser: “Expulsos da aula de corpo”.

Luis Fernando Marques, expôs boa parte da sua experiência como dramaturgo no grupo XIX de Teatro entre outros processos, fazendo objetivas colocações sobre a possibilidade de detonar um processo à partir de um documento (Carta, processo/arquivo…). Mais do que um dramaturgo, Luis, reafirmou-se como um editor de histórias.

Já na fala da dramaturga Ana Roxo, podia se notar alguém disposta a contar histórias, alguém disponível a uma dramaturgia ficcional. Ana, relatou os seus procedimentos na criação por encomenda e de como se apropria dentro desse processo, usando como experiência, o seu trabalho com a Cia. Delas de Teatro e “Gardênia”, sua livre inspiração para “O Amor nos Tempos de Cólera” de Grabriel Gracía Márquez.

A palavra “contemporâneo”, por vezes mencionada pela instigada e instigante platéia, permeou o debate. Ana e Luis, refletiram sobre a ‘iminência de ser contenporâneo’. “Não entendo porque a preocupação em ser contemporâneo. Nos resta outra opção? Acordar, já é ser contenporâneo”, diz a dramaturga. E ambos refletiram com o público presente sobre o evento cênico; o teatro como lugar de encontro.

E o que podemos dizer mais sobre esse encontro? Podemos lembrar aos que lá estiveram e dizer aos que não estiveram, que dia 20 de janeiro de 2010, às 20h, aconteceu de maneira leve e simples um encontro sincero entre público e platéia, onde mais do que discutir o teatro e suas vias, pessoas pareciam dispostas a refletir o humano, e repito: “Com sinceridade”.

E foi doce.


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LÚCIO AGRA E VJ PALM DESMISTIFICAM A “TECNO ARTE”

Jogos de luzes, microchips, “trackers”, arduínos, sensores ópticos e projeções de vídeo aliadas à antiga arte da interpretação foram temas de debate no última edição do projeto “Que Amores São Esses?” que ocorreu no dia 14 de janeiro no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.

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Jogos de luzes, microchips, “trackers”, arduínos, sensores ópticos e projeções de vídeo aliadas à antiga arte da interpretação foram temas de debate no última edição do projeto “Que Amores São Esses?” que ocorreu no dia 14 de janeiro no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.

Começamos com nosso parceiro Lúcio Agra nos dando um panorama histórico geral de como ocorreu a fusão “teatro + tecnologia” dando origem aos primeiros espetáculos com mecanismos analógicos de movimentação de cenários e efeitos especiais, por volta das décadas de 20 – 30. Algumas dessas engenhocas desenvolvidas por Erwin Piscator (1893 – 1966) que, em suas experimentações com o teatro épico, dava vida a bonecos, movimentava plataformas, e utilizava projeções de vídeo.
Imagem20100107 059peqAgra então nos fez viajar pela trajetória da tecnologia no teatro, passando então pelo período pós-guerra em que nasceu a primeira noção de performance como algo que não era dança, não era teatro e não era artes plásticas e sim um misto de tudo isso levando a cena às últimas conseqüências para envolver o público, sempre utilizando os recursos tecnológicos em favor da mesma.

Discorreu então sobre o Living Theatre americano com o “happening” trazendo um novo conceito de teatro em que o público já não era mais espectador da obra e sim parte da obra.

Adentramos na era contemporânea em que a tecnologia digital invadiu os palcos de vez acrescentando cada vez mais elementos ao teatro e deixando o mesmo cada vez mais com cara de performance.

Depois foi a vez de Ricardo Palmieri nos imergir no universo do teatro tecnológico pós moderno nos apresentando alguns grandes nomes da cena mundial.Imagem20100107 060peq

http://www.youtube.com/watch?v=STRMcmj-gHc

Nesse vídeo, podemos ver a performance “Messa di Voce” do artista americano Golan Levin em 2003, que começou como engenheiro e descobriu a arte na tecnologia. A maioria de suas obras são performances ou instalações nas quais ele se utiliza de projeções, sensores de som, câmeras que captam a movimentação e muita criatividade para fazer com que o seu público experimente as sensações de sua arte por completo.

http://www.vimeo.com/1362832

Aqui, assistimos a instalação “Body Navigation” do artista dinamarquês Ole Kristensen, que se utiliza da mais moderna tecnologia de sensores de movimentação corporal e projeções para criar ambientações com as quais os atores e dançarinos possam interagir criando desenhos, imagens, jogos e brincadeiras que enchem os sentidos do público.

http://www.youtube.com/watch?v=lz6ZXt7aVa8

Em seguida, fomos elevados ao nível das grandes performances ao ar livre com esse vídeo do grupo espanhol La Fura dels Baus em sua magnífica “Naumachia”. O La Fura Dels Baus, se utiliza de engenhocas gigantes e apresentações chocantes que misturam muito das artes circenses com a tecnologia de luzes e projeções para imergir o público em um estado de adrenalina e êxtase.

http://www.youtube.com/watch?v=5AEllGM_HC8&feature=related

Passamos também pelo grupo Royal De Luxe que se utiliza de bonecos gigantes e também de engenhocas gigantes como o La Fura mas dessa vez no meio das ruas, passando de cidade a cidade, envolvendo públicos distintos e habitats diversos para contar suas histórias.

E então, Palmieri nos apresentou seu trabalho e a tecnologia utilizada por ele para criar e executar sua arte nos mais diferentes tipos de espaços e linguagens mas sempre agregando o público como parte da criação e não apenas como espectador, deixando espaço para que o mesmo deixe sua marca nas obras.

http://www.youtube.com/watch?v=a6hnA1owMvw

Nessa instalação Palmieri desenvolveu um sistema de câmeras que captam o movimento do indivíduo que se encontra na sala e dispara vídeos de celulares sendo destruídos.

http://www.youtube.com/watch?v=pDiRuAn_fY8

Aqui, o robô, programado para ficar “perdido” no ambiente, conforme passeia sobre o mapa dispara vídeos com cenas das ruas da cidade.

http://www.youtube.com/watch?v=bn7LYTfxgd8

Nessa cozinha, o lance era fazer uma sopa de olhos. A projeção dos olhos feita sobre a água fervente era contínua. O público poderia entrar na cozinha e fazer qualquer receita sobre sopa de olhos.

http://www.youtube.com/watch?v=R6VFb4Qs3Q4

Esse vídeo é a introdução de seu último trabalho e audiovisual nos palcos em parceria com a Cia. Les Commediens Tropicales, o espetáculo “O Pato Selvagem” de Henrik Ibsen do qual fez parte da criação cenográfica. É uma vídeo colagem feita por Carlos Canhamero. O espetáculo se encontra em cartaz no SESC Santana para quem quiser conferir de perto um pouco da obra do VJ Palm.

Entre outras tecnologias que o VJ Palm nos apresentou, duas são as mais peculiares: a utilização o Wiimote e do Nunchuk (joysticks do vídeo-game Nintendo Wii) como instrumentos musicais virtuais para criação musical. Ele os conecta via Bluetooth a um PC, utilizando um software específico, e através dos movimentos de suas mãos que são detectados e codificados pelo computador, consegue imitar sons como se tocasse os próprios instrumentos. A outra, são os arduínos, pequenas placas de recepção e armazenamento de informação que conseguem transformar informações captadas por microchips espalhados pelo meio ambiente ligados a algum veículo de mídia específico, como uma webcam, em informação digital, tudo isso a distâncias grandes. Com isso, conseguimos, por exemplo, captar imagens de um espetáculo apresentado em um teatro e exibi-las em outro teatro próximo, ao vivo, sem a utilização de nenhum tipo de cabeamento.

Em suma, o debate que era pra ser sobre a utilização do audiovisual no teatro, acabou sendo uma grande aula sobre a tecnologia de ponta disponível a preços acessíveis no mercado e as milhares de aplicações das mesmas na arte, seja ela teatral ou não. E, como é de fácil utilização, quando se tem uma orientação de alguém que seja um pouco entendido na área da programação. E mesmo não tendo essa orientação, é perfeitamente possível que um leigo, através da utilização da internet como meio de pesquisa, se torne apto a desenvolver infinitos tipos de engenhocas que dialoguem com o ambiente artístico; algo que na década de 20, quando começou a despontar, era sofrido e levava muito tempo para ser testado e realizado.

E fica aí um convite para todos que apreciam esta linguagem artística pesquisarem um pouco e ousarem utilizar desse conhecimento em sua arte. E aí? Vai encarar?


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Clipping

Veja algumas matérias sobre o DDP 4469

Metronews – Variedades – 04.12.2009

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Diário de Guarulhos – Cultura – 12.01.2010

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PROGRAMAÇÃO DEBATES

Venha Participar!!!

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IRA, 1º espetáculo do Projeto BaZar, grátis no ARENA

Sob direção de Aurea Karpor, quatro atores mostram as mais de dez personagens em 40 cenas que compõem os 80 minutos de espetáculo. De forma épica e em ritmo marcado, os atores narram a história de uma guerra, se movimentando pelo espaço como peças de xadrez. O público assiste tudo de perto, sentado junto aos atores, dividido em 4 grupos formando uma arena ao redor do palco-tabuleiro.

Quatro atores e muitos personagens em

IRA

Espetáculo é “Melhor que o Livro” segundo José Roberto Torero

No dia 13 de janeiro de 2009, ” IRA”, espetáculo inspirado no livro “Xadrez, Truco e Outras Guerras” de José Roberto Torero, volta ao palco do ARENA. Trabalho que originou a pesquisa de linguagem do Núcleo Cênico ProjetoBaZar sobre a teatralização de textos não dramatúrgicos, IRA integra o QUE AMORES SÃO ESSES, projeto apoiado pela FUNARTE.

Sob direção de Aurea Karpor, quatro atores mostram as mais de dez personagens em 40 cenas que compõem os 80 minutos de espetáculo. De forma épica e em ritmo marcado, os atores narram a história de uma guerra, se movimentando pelo espaço como peças de xadrez. O público assiste tudo de perto, sentado junto aos atores, dividido em 4 grupos formando uma arena ao redor do palco-tabuleiro.

Pode a guerra ser boa para alguém?

Xadrez ou truco? Guerra. A decisão do rei é soberana. Não há como questionar sua vontade. Enquanto se distrai com jogos de tabuleiro, seu exército vai para o front. Cartada política? Puro ódio aos invasores das terras? Não importa. A história do reino estará para sempre marcada por esta escolha. A história dos homens do reino nunca mais será a mesma. General, Coronel, Capitão, Tenente, Sargento, Soldado – um a um, os personagens se preparam para a batalha. As guerras talvez sejam a manifestação exemplar da ira. Único pecado que Deus teria cometido, a ira, é arma para quem está com a vida em risco. A guerra está declarada e por ela se farão jogos, empréstimos, convocações, bailes, despedidas, discursos e marchas. Como nas marchas só se usam os pés, o resto do corpo fica livre para fazer o que bem entende, tanto que, mesmo em passo acelerado, os olhos olham, o nariz cheira, os ouvidos escutam e a boca fala, como a do Preto e a do Soldado, dois personagens que levam o público para a guerra junto a eles. Uma guerra, no entanto, não se constrói apenas com atos corajosos. Há paixões mesquinhas. Gestos infames. Feitos inglórios. Há covardia, medo, mortes. Há até mesmo amor. E como todo Adão tem direito a uma Eva, nessa história aparece a Mulher das Cartas, personagem que vai enlouquecer o SOLDADO de paixão. Paixão proibida, por ser esta Eva casada. Porém, muitas são as balas perdidas numa batalha, muitas são as pestes que surgem e, às vezes, cai alguém que está distante do confronto, como por exemplo, um marido indesejado. Com ironia, sarcasmo, humor sutil, IRA leva o espectador a conhecer cada instante da guerra – das artimanhas dos bastidores à violência do campo de batalha; dos atos heróicos às paixões clandestinas, mostrando grandes e pequenas iras que, algumas vezes são pecados – e outras, virtudes.

IRA é uma adaptação da obra literária “Xadrez, truco e outras guerras” de José Roberto Torero – livremente inspirada na Guerra do Paraguai, sob a ótica de um soldado: o olhar do indivíduo.

Ficha Técnica – IRA

Adaptação: Aurea Karpor, Fabiana Ol Kondor e Tadeu de Araújo

Direção: Aurea Karpor

Elenco: Dany Cury; Fernando Pivotto; Gira de Oliveira; Mariana Galeno

Músicas: Leandro Pedrotti Coradini

Iluminação e Figurinos: Aurea Karpor

Operação de luz: Sally Rezende

Cenário: Maria Zuquim

Adereços: Mariana Galeno

Maquiagem: Alexandre Teles

Produção: ProjetoBaZar

Serviço

“IRA”

Dias 13 e 27/01/2010, 02/02/2010

às 21h

Duração: 80 minutos

Recomendação: 12 anos

Rua Teodoro Baima, 94 – próximo a Rua da Consolação
Tel.: 11 3256-9463
Lotação: 99 lugares

http://culturadigital.br/ddp4469sp/ddp4469/

http://projetobazar.blogspot.com/


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Nosso Twitter de Volta!!!

Gente depois de alguns meses sem nossa senha, reconquistamos nosso twitter:

www.twitter.com/ddp4469

Agora só falta vcs nos seguirem! (venham sem censura…)


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CONCLUÍDA PRIMEIRA FASE DO PROJETO “QUE AMORES SÃO ESSES?”

Nesta primeira fase da ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, pudemos mergulhar em nossa pesquisa a respeito da censura ao teatro paulista por meio da programação que realizamos com apoio da FUNARTE.

Ao encaminhar o projeto QUE AMORES SÃO ESSES para o edital de ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, nos propusemos a investigar a influência da censura moral na cena paulista nas décadas de 50 e 60, a partir de cinco dos processos de espetáculos contidos no Arquivo Miroel Silveira – pertencente à Biblioteca da ECA – USP: “Perdoa-me por me traíres” de Nelson Rodrigues encenada pela Companhia de Comédia Jayme Costa; “O Feitiço” de Oduvaldo Viana Filho encenada pela Cia de Nydia Licia; “A Serpente” de Gianfrancesco Guarnieri encenada pelo TBC; “O Testamento do Cangaceiro” de Francisco de Assis encenada pelo Teatro de Arena e “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade encenada pelo Teatro Oficina.

Ao escolhermos trabalhar com este tema, sabíamos que seria um trabalho de extrema responsabilidade, e somado ao fato de sermos selecionados entre os projetos encaminhados (certamente também merecedores), tal responsabilidade ganha maior proporção.

Somos cientes da importância histórica deste espaço que ocupamos, principalmente à nossa pesquisa, e poder desenvolvê-la no ARENA é muito significativo. A cada dia ocupando este teatro, reafirmamos a importância do apoio que a FUNARTE nos proporciona, e aproveitamos este relato para agradecer a toda a equipe que nos recebeu de forma tão acolhedora.

Vale ressaltar que nossa convivência com a Cia Rodamoinho, com quem dividimos esta ocupação, tem sido enriquecedora. Procuramos desde o primeiro contato manter respeito mútuo e espírito colaborativo, fazendo com que nossos trabalhos caminhassem juntos e em harmonia. Fomos presenteados pelo extremo profissionalismo e carinho da Cia Rodamoinho para conosco.

Nesta primeira fase da ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, pudemos mergulhar em nossa pesquisa a respeito da censura ao teatro paulista por meio da programação que realizamos com apoio da FUNARTE.

Chico de Assis é história viva. Poder saber do próprio autor suas experiências com a censura, sobre o espetáculo O TESTAMENTO DO CANGACEIRO e seus processos de criação dramatúrgica foi verdadeiramente enriquecedor. Como nossa pesquisa gira em torno da censura moral influenciando a cena paulista, ouvir de Chico que seu maior problema nessa época era a igreja, afirma nossas hipóteses. Também Neyde Veneziano e Alberto Guzik, durante os debates QUE AMORES SÃO ESSES, falam dessas questões morais na sociedade paulista e os processo de censura de PERDOA-ME POR ME TRAÍRES e de A SEMENTE reiteram essa afirmação com documentos de escolas católicas e instituições paroquiais solicitando cortes e vetos.

Cabe aqui falar que convidamos o espetáculo “DIAS DE CAMPO BELO”, dramaturgia de William Costa Lima inspirada nas relações masculinas do espetáculo Rasga Coração, por ser também congruente à nossa pesquisa e ao que o edital de ocupação deste teatro propõe. Tivemos, num dia de apresentação desta peça, a oportunidade de conhecer um colega de infância de Vianinha, que nos relatou histórias interessantíssimas.

Tais experiências só são possíveis graças à iniciativa de apoio cultural governamental e também ao histórico local, de tantas realizações e conquistas que se mantém até hoje influenciando nossa geração.

Claro que falar de um tema como a censura e estar num local tão importante gera polêmica… enfrentamos alguns “obstáculos” pelo caminho. Mas os obstáculos foram feitos para serem ultrapassados e é o que estamos fazendo!

Seguimos com nossa pesquisa!


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