Debate Luis Fernando Marques e Ana Roxo-20.01.
Nesse último dia 20 de janeiro recebemos em nossa série de debates do “Bazar Dramaturgia Convida”, o dramaturgo Luis Fernando Marques (Grupo XIX de Teatro) e Ana Roxo (Dramaturga do espetáculo Gardênia).
A potência desse encontro teve o gosto da estimulante discussão do teatro feito hoje. E seria impossível fugir desse ‘hoje’, uma vez que contávamos com a presença da inquietude de dois jovens artistas atuantes da cena teatral paulistana.
A conversa começou com ambos relembrando as suas primeiras experiências com a palavra escrita para o teatro. Depois, falaram sobre como se encontraram no mesmo curso de formação de atores da Escola de Arte Dramática (Eca/Usp). E a frase capaz de resumir esse encontro só poderia ser: “Expulsos da aula de corpo”.
Luis Fernando Marques, expôs boa parte da sua experiência como dramaturgo no grupo XIX de Teatro entre outros processos, fazendo objetivas colocações sobre a possibilidade de detonar um processo à partir de um documento (Carta, processo/arquivo…). Mais do que um dramaturgo, Luis, reafirmou-se como um editor de histórias.
Já na fala da dramaturga Ana Roxo, podia se notar alguém disposta a contar histórias, alguém disponível a uma dramaturgia ficcional. Ana, relatou os seus procedimentos na criação por encomenda e de como se apropria dentro desse processo, usando como experiência, o seu trabalho com a Cia. Delas de Teatro e “Gardênia”, sua livre inspiração para “O Amor nos Tempos de Cólera” de Grabriel Gracía Márquez.
A palavra “contemporâneo”, por vezes mencionada pela instigada e instigante platéia, permeou o debate. Ana e Luis, refletiram sobre a ‘iminência de ser contenporâneo’. “Não entendo porque a preocupação em ser contemporâneo. Nos resta outra opção? Acordar, já é ser contenporâneo”, diz a dramaturga. E ambos refletiram com o público presente sobre o evento cênico; o teatro como lugar de encontro.
E o que podemos dizer mais sobre esse encontro? Podemos lembrar aos que lá estiveram e dizer aos que não estiveram, que dia 20 de janeiro de 2010, às 20h, aconteceu de maneira leve e simples um encontro sincero entre público e platéia, onde mais do que discutir o teatro e suas vias, pessoas pareciam dispostas a refletir o humano, e repito: “Com sinceridade”.
E foi doce.
Data: 28 de janeiro de 2010