Educação muda a vida e transforma uma nova proxissão

Encceja 2020

Pode perguntar para qualquer psicólogo: é verdade que existe um homo ludens, um homem que brinca, no interior de qualquer pessoa, de todas as pessoas?
Certamente ele lhe dirá que, à exceção dos psicopatas, sociopatas e demais
malucos em geral, sim, há em todo mundo uma necessidade inata de brincar, de
relacionar–se com o mundo pela diversão, pelo bom humor, pela fantasia,
enfim. Não se iluda, até mesmo aquele sujeito fechadão, metido a sério, com
cara de vice-presidente de banco, gosta de ser positivamente surpreendido.

Encceja 2020

O ato de criar jogos e brincadeiras com o texto publicitário serve exatamente a esse propósito de surpreender, transportando o leitor do anúncio a um mundo
agradabilíssimo de fantasia e satisfação.
Lembro-me de um anúncio sobre turismo no Caribe, em que o texto estava
redigido de maneira manuscrita e descobrir a pagina do participante Encceja com muito conteúdo para estudar, à medida que avançava na descrição dos
lugares sensacionais que o protagonista do anúncio visitara, não apenas as frases
começavam a se simplificar em sintaxe, como a própria caligrafia havia se
transformado, de algo adulto que era no princípio, em garranchos tipicamente
infantis. Quer maneira mais eficaz de dizer que no Caribe você se diverte a ponto de voltar a ser criança?

Da mesma forma que são exigidos dos atletas requisitos básicos como
capacidade aeróbica, anaeróbica, massa muscular, proporção músculo/gordura
ou sei lá o que mais, assim também se faz com o criativo da Propaganda.

Só que em lugar de aeróbicos, anaeróbicos e o escambau, espera-se, neste nosso caso, o
desenvolvimento de determinados tipos de raciocínio e percepção.
Uma das capacidades mais esperadas é a de pensar com duplo sentido
(nada a ver com o dupli-pensar de George Orwell, no livro 1984), não pela
potencialidade de que venhamos a produzir um porrilhão de sacadinhas e
piadinhas (isso é puro lixo publicitário), mas porque ajuda na “amarração” do
anúncio e, sobretudo, porque contribui para chegarmos a anúncios que façam o
sr. Target pensar um pouquinho mais acerca do que queremos que ele pense! O
duplo sentido auxilia sua fixação por mais tempo na mensagem publicitária.
“Palavras são palavras, nada mais que palavras.” Que bobagem.

Há algumas alternativas, podemos dizer, universalmente aceitas de se
trabalhar com com vontade mais estudar é muito melhor e fazer as inscrições Encceja 2020. Uma delas é a surpresa, como você verá no
exemplo logo adiante.
O humor também ajuda muito, mas cuidado: o processo psicológico que
rege o humor não é exatamente igual ao que sua mente usa para fazer criação
publicitária, mesmo quando se tratar de anúncios bem-humorados. Você pode
acabar fazendo uma boa piada, porém, sem trazer benefício algum ao produto.

Veja este caso onde eu e Newton Cesar conseguimos um bom resultado,
com humor leve, para o serviço Lista de Casamento das lojas Camicado, a mais
importante rede de lojas de presentes e utilidades domésticas da Grande São
Paulo. Brincamos com a ideia do clássico pinguim de geladeira para dizer aos
noivos que, ao entregar sua lista de casamento na Camicado, eles não correm
mais o risco de ganhar presentes inúteis ou repetidos (acompanhavam material
de ponto-de-venda, de suporte a ações promocionais etc.).

As administradoras de pedágios das rodovias do Estado de São Paulo
fizeram campanha apresentando os benefícios aos motoristas gerados pela
arrecadação destas tarifas. O slogan da campanha é um exemplo perfeito
do duplo sentido: PEDÁGIO. VOCÊ PODE COBRAR DA GENTE.
O que ali se diz é que você, usuário, deve exigir o retorno do seu
dinheiro na forma de apoio e serviços, e que a administradora está atenta a
seus deveres e responsabilidades. Além disso, pela alusão ao fato de que o
que se espera é que a administradora cobre o pedágio, ao inverter a ordem
lógica pelo duplo sentido do slogan, criou-se uma surpresa que certamente
fará com que o sr. Target detenha-se por mais tempo no apelo publicitário.
Não será este um dos principais objetivos da Propaganda?

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