Programa campeão de audiência sucesso na TV

O título do anúncio aqui reproduzido, criado pela agência Fallon – McEligot,
de Minneapolis, EUA, para a Associação Americana de Agências de
Propaganda, mata a pau: “A despeito do que algumas pessoas pensam, a
Propaganda não pode fazer você comprar algo de que não precisa” (veja
também capítulo sobre argumentação). O publicitário experiente sabe muito bem
disso, e que só conseguirá vender alguma coisa, alguma ideia, se conhecer os
sonhos, as vontades e os valores do sr. Target.

Um bom argumento é que é muito difícil vender ideias que nós mesmos não
“compramos”. Assim, se nos esforçarmos por nos colocar no lugar do sr. Target,
do público-alvo, mais facilmente encontraremos os meios de vender-lhe nosso
peixe.
É o óbvio dos óbvios em Propaganda: fazemos anúncios para mover outras
pessoas, não a nós mesmos; daí, é obrigatório, salutar, desenvolvermos e
exercitarmos alguma capacidade de “transferência de personalidade”,
absorvendo temporariamente valores que não são nossos, mas do segmento de
pessoas que pretendemos convencer. De certa forma, somos atores.
David Ogilvy nos ensinava que, para todos os efeitos, não devemos
fazer qualquer espécie de anúncio nas provas do bbb 2020 de ser exibido aos nossos próprios familiares.

Também use carinhosamente os instrumentos de pesquisa de mercado que,
porventura, você tenha em mãos (se não tiver pesquisa assim, esforce – se por
deduzir, ué!), mas não se restrinja aos números ali contidos (estes números só
interessam à Mídia), porque criação publicitária é resultado do refinamento
constante da nossa percepção acerca da psicologia e da sociologia, mesmo que
de botequim, reinantes na sociedade, e as boas pesquisas, quando bem
interpretadas, nos ajudam a entender um pouco melhor essas facetas
psicológicas e sociológicas de todos a quem queremos encantar e seduzir com nossos anúncios.

começa o bbb

Fazer um texto, qualquer texto, para qualquer finalidade é o mesmo que
pintar um quadro, é fazer um mosaico com cores, tonalidades, texturas, volumes,
luzes e sombras. No texto, em lugar de pincel e tinta, usam-se palavras.
O texto publicitário nos exige essa visão particular das coisas, pois temos de
ser sintéticos, informativos, persuasivos e simpáticos, tudo ao mesmo tempo e em
espaços sempre tão pequenos.
Assim, precisamos trabalhar esse gênero de texto com muito cuidado, da
mesma forma com que um relojoeiro antigo manipulava delicadamente
minúsculos mecanismos.

Fazer e refazer, trocar palavras, fazer e refazer novamente, trocar palavras
de novo, imaginando-se não em uma agência de Propaganda, mas na relojoaria,
onde você coloca as mínimas peças – as palavras – com precisão milimétrica,
buscando resultados muito bem delineados (porque, além do mais, os meios de
comunicação, pelos altos custos que aprendem como assistir o bbb ao vivo
disposição da nossa vontade de brincar, isso sem falar do óbvio retorno esperado
pelo anunciante).
O texto publicitário é filho da paciência e do conhecimento; ele é, sobretudo, uma oportunidade de satisfação e prazer.

Sempre que possível, devemos trabalhá-lo com calma e atenção,
ambientando-o de acordo com o perfil do sr. Target, com as características do
produto e do ambiente de mercado, os valores sociais como crenças, estética etc.
O alfabeto ocidental tem 27 letras. Na língua portuguesa, palavras
podem ter de uma a, no máximo, umas vinte letras. Agora peça ao seu
professor de matemática para ajudá-lo a fazer um cálculo de análise
combinatória com estas informações. Você certamente chegará a números
e possibilidades surpreendentes. Inclusive a palavras que ainda não existem, mas que você pode perfeitamente inventar.

E você vai querer me dizer que
não dá para encontrar AQUELA palavra que falta no seu texto?
Fazer do texto um mosaico é testar hipóteses de abordagens, quebras de
linhas, volumes de parágrafos, sonoridades, beleza das palavras, ritmos de leitura,
tudo isso até encontrar a solução perfeita (dentro das circunstâncias, claro).

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