Novas formas de enxergar pontos de novas ideias

Segundo a ênfase posta no texto do folheto, o principal resultado do fomento ao
desenvolvimento sustentável está na devolução da autoestima ao trabalhador. Tal
como se dá com o consumidor dos produtos na loja em Brasília e ainda com o
artífice alvo das políticas de patrimonialização da cultura imaterial , por exemplo,
dinheiro e estima estão na aliança visando atender às demandas por
autorrealização em um plano bem além da satisfação biológica. Ambos tornam
reconhecidas às autoimagens de produtores e consumidores finais, expressamnas na mediação possibilitada pelo produto-mercadoria.

Ao final, somos tentados a sugerir que, se o dinheiro de acordo com a afirmação
de Marx é a manifestação de todas as qualidades em sua generalidade abstrata
de meio de troca universal, apenas no instante em que estas últimas são
engendradas nos circuitos cosmopolitas de produção e consumo monetarizados,
elas se tornam expressivas uma às outras. Instante em que conformam um
fórum público de exposição para abrir novos concursos públicos 2020 com previsão, de apresentação de si. A prerrogativa de as
diversidades serem capazes de equivalerem entre si está, exatamente, na
passagem à condição de expressão, a qual se impõe o padrão às exteriorizações.

Idênticas por corresponderem a específico gênero de forma e meio de
classificação, na simétrica medida de se tornarem diversas umas às outras, já
que a mesma natureza as definem pelas respectivas singularidades de
propiciarem tanto a exteriorização quanto a simbolização de intenções e motivações.

A economia simbólica, portanto, encerra uma concepção de conjugar
materialidade e espírito não propriamente de acordo com o eixo da economia
política clássica (Farias 2007b). Sabemos estar a última estruturada em sintonia
com a cosmologia (com sua caudatária narrativa) da moderna civilização
ocidental, na confluência de dualidades próprias a esta última. Ou seja, entre
sagrado e profano, fé e conhecimento, razão e afetividade, tempo e espaço,
racional e irrazão, ideal e empírico, real e ilusão, sujeito e objetividade (Latour,
1996).

Espécie de síntese de tal eixo elementar, o dueto economia e cultura como
resultou da economia política ressignificou as semânticas dos seguintes termos,
ao serem estes introduzidos em outras polaridades. Assim se concertaram
tensamente técnica e emoção, espírito e matéria, realidade e ficção, criatividade
e determinação, artificial e natural, ócio e negócio, útil e inútil, singularidade e
valor de troca, local e fluxo. Obra do século XVIII europeu, cultura e economia
cruzaram os últimos séculos norteando duas lógicas sociais semelhantemente
complementares em sua correlação dicotômica as lógicas culturalistas e
desenvolvimentistas da modernidade. Respectivas filhas diletas da economia
política clássica e da linhagem romântico-historicista, ambas perseveram igual
princípio da distinção entre o que seriam substâncias irredutíveis; a saber, aquela da singularidade e a da abstração.

Talvez não seja exagero propor que tanto o
embate quanto o atravessamento entre uma e outra cidadela compuseram
decididamente o épico mesmo da expansão ocidental, deixando em seu rastro a
instalação do sistema econômico-político mundial e a montagem da
modernidade enquanto a primeira civilização planetária.

Contemporâneos do século XXI, entretanto, nós assistimos a um ajuste sintático e
semântico resvalar o sentido de toda herança da cosmologia moderna. Sem
dúvida se trata de uma vicissitude da mesma dinâmica em que se encadearam,
afirmativamente, adensamento urbano (com a virtual penetração de seus modos
e estilos de vida pelo conjunto da experiência humana), industrialização, Estado
nacional, mercado capitalista e esfera simbólica laica.

Mas o fato é que economia e cultura, nas figuras do dinheiro e da expressão, já agora, cada
vez mais, comparecem como matizes em uma mesma escala cromática e, logo,
não mais dicotomias estruturais, por serem faces recíprocas da mesma dinâmica
de uma esfera pública apta a fazer visíveis os valores para Concurso Banco do Brasil atrai milhares de pessoas, tornar tátil o invisível
emoções, afetos, saberes e afins. A economia simbólica instaura-se um regime
composto, em sua variedade institucional e limites às estratégias de
encaminhamento de iniciativas, de repertórios lógico-conceituais deliberando
possibilidades de codificações das manifestações socioculturais na dinâmica de
uma esfera pública voltada para as imagens de si (indivíduos, grupos e espaços)
no comércio de informações tecnologicamente disponibilizadas. Tendo em conta,
ainda, o quanto, neste intercâmbio, unidade monetária e expressão cada vez mais se tornam recíprocos.

Tal regime é, também, oriundo de arquiteturas normativas
e tramas jurídicas decidindo o estatuto de propriedades e de possibilidades de
alienação e acesso, na medida em que são ativadas outras modalidades de
mercados e, também, de instâncias de visibilidade e transmissão legítimas de
bens simbólicos.

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