Do caos à lama: a verdadeira e cruel face do modelo mineral brasileiro

Vídeo revela que o atual modelo de exploração mineral no Brasil é lucrativo apenas para as grandes empresas multinacionais do setor. Aos brasileiros, sobram desastres como o de Mariana, miséria e contaminação.
Do caos à lama: a verdadeira e cruel face do modelo mineral brasileiro

O rompimento da barragem de Bento Rodrigues, em novembro de 2015, deixou mais do que um imenso rastro de destruição causado pela lama com rejeitos de mineração. Revelou também como o modelo de exploração mineral no Brasil é predatório. O sistema, que se vale de muitos incentivos fiscais e tributários, gera lucro apenas para as grandes empresas transnacionais do setor – principalmente na Amazônia. Às populações das regiões ricas em minérios sobram apenas desastres, miséria e contaminação.

Veja o vídeo:

II Seminário Desastres da Mineração: Barcarena – PA

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II Seminário Desastres da Mineração: Barcarena – Brasil¸ será realizado no dia 06 de maio de 2016, no salão paroquial na Vila dos Cabanos/Barcarena. Evento organizado pelo GETTAM/NAEA/UFPA (Grupo sob Coordenação da Profª Edna Castro), LABPSAM/ICSA/UFPA (Grupo sob Coordenação da Sandra Helena Cruz), IBASE e Associações e Comunidades de Barcarena. O evento é a continuidade do I Seminário Desastres da Mineração: Pará e Minas, ocorrido dia 25 e 26 de Fevereiro de 2016 (na UFPA), cujo objetivo foi debater a mineração na Amazônia e no Brasil e seu papel no mundo atual, principalmente na produção de desigualdades, riscos, violências e expropriações. Temas esses que serão retomados no II Seminário.

PROGRAMAÇÃO:
09:00 horas: Mesa Abertura – Edna Castro (GETTAM/NAEA/UFPA), Sandra Helena Cruz (LABPSAM/ICSA/UFPA), Maria Elena Rodrigues (IBASE); Rony Santos (comunidades de Barcarena)

Apresentação de documentário e lançamento do site (Equipe de comunicação),
Coordenação e apresentação do resultado do primeiro seminário – Eunápio Carmo (GETTAM/NAEA/UFPA-CESUPA)

10:30 horas: Mesa 1 Mineração, Logística e transformações socioterritoriais

Gilberto Marques (UFPA); Nádia Fialho (UFPA), Larissa Pereira Santos (Justiça nas Trilhas) e Jondison Rodrigues (UFPA) – Coordenadora da Mesa: Edna Castro (GETTAM/NAEA/UFPA)

14:00 h: Mesa 2 Desapropriações, deslocamentos forçados e Resistências

Euniceia Fernandes Rodrigues (Curuperé); Lucio Negrão (Dom Manoel), Mário Santos (São Lourenco), Marcel Hazeu (UFPa), Ubiratan Gazzeta (MPF) – Coordenadora da Mesa: Solange Gayoso (LABPSAM/ICSA/UFPA)

16:00 horas Mesa 3 Poluição, Saúde, e Meio Ambiente

Reinaldo Damasceno (Associação em Defesa dos Reclamantes e Vitimados por Doenças do Trabalho na Cadeia Produtiva do Alumínio no Estado do Pará/ADRVDT-CPA) Ciro Gomes – Trambioca; Cleide – Acui; Ministério Público Estadual Barcarena, Cleber Silva e Silva (IFPA) – Coordenador da Mesa: Larissa Carreira (UFPA)

As inscrições podem ser feitas por: http://culturadigital.br/desastresdamineracao/inscricoes/

Primeira Oficina de Comunicação Comunitária em Barcarena-PA

Unidos e organizados contra a opressão.

Unidos e organizados contra a opressão.

Nesta sexta-feira, 08 de abril, será realizada a I Oficina de Comunicação Comunitária e Cultura Digital em Barcarena-PA. A iniciativa faz parte de uma série de ações propostas, sobretudo pelos movimentos sociais de Barcarena, durante o Seminário Desastres da Mineração: Pará e Minas, realizado nas dependências da Universidade Federal do Pará e organizado pelo GETTAM/NAEA (Grupo de Estudo sobre Estado, Território, Trabalho e Mercados Globalizados na Amazônia) e o LABPSAM/ICSA (Laboratório de Pesquisa e Práticas Sociais na Amazônia).

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Crimes-Ambientais: Licenças e Fiscalização

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Os últimos convidados a colocarem sua perspectiva em relação a temática: “Crime ambientais: Licenciamento e fiscalização”, que de certa forma era o debate mais esperado do seminário. Pois trouxe o olhar de quem está do outro lado, ou seja, quem trata com os representantes das indústrias diretamente.  Após a colocação dos convidados presentes a mesa, o público também pode expressar seu ponto de vista em relação ao que havia sido falado. Em geral, moradores do município de Barcarena questionaram bastante as colocações do MPF.

Análise da pesquisadora Simone Pereira

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A cientista Simone Pereira abordou, os prós da mineração no estado do Pará e o quanto é compensador para a economia do estado . Porém deixa claro, por mais que a economia seja enriquecedora, a falta de supervisão do estado  com as indústrias que produzem rejeitos nos proporciona de maneira negativa um devastador desastre econômico.

Exemplificou em detalhes, alguns dos desastres que ocorreram no Pará.

Representante do MovSAM – Movimento pelas Serras e Águas de Minas

 

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Maria Teresa Viana de Freitas Representante  do MovSAM – Movimento pelas Serras e Águas de Minas, trouxe a realidade das pessoas do desastre da barragem de Mariana e caracterizou como  crime hediondo  pré meditado. Pois já sabia que tal tragédia poderia acontecer.

Desastres da Mineração – 2º dia do seminário

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Deu-se início à quarta mesa de debate, com o tema: “Desastres ambientais: Mariana(MG) e Barcarena (PA), Composta por Maria Teresa Viana de Freitas (MovSAM- Movimento pelas Serras e Águas de Minas); Eunápio Carmo (GETTAM/NAEA-CESUPA); Petronilo Alves (Pólo de Trabalho Barcarena) e Joceli Jaison Andriolli (MAB), sob coordenação de Maria Helena Rodrigues (IBASE).

 

Palestra de abertura do seminário

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A mesa de abertura do seminário, foi proferida pela Profª Andrea Zhoury (GESTA/UFMG) e pelo Profº Aluízio Leal (ICSA/UFPA). O tema foi “O papel da cadeia produtiva de mineração no capitalismo contemporâneo”, o debate foi coordenado pela Profª Sandra Cruz (LABPSAM/ICSA/UFPA).

Aluízio Leal (ICSA/UFPA), deixou questionamentos na cabeça de todos que estavam presentes no auditório. Baseando sua fala inicial em, três pontos: meio ambiente, direitos humanos e minorias, correlacionando a relação feita entre subsolo brasileiro, mineração e capitalismo e o quanto isso tem influência na situação atual da mineração. Outro ponto importante  de sua pauta, foi relembrar a  sistema da mineração no período Brasil colônia , deixando claro que as falhas do passado influenciam diretamente na desorganização da sociedade.

O auditório do Setorial Básico 1, estava completamente tomado por pessoas interessadas em ter mais informações sobre a cadeia produtiva da mineração, entre os quais estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisadores e membros dos movimentos sociais.

O auditório do Setorial Básico I, ficou pequeno para acomodar tantos interessados

O auditório do Setorial Básico I, ficou pequeno para acomodar tantos interessados, nos debates.

Abertura do Seminário Desastres da Mineração

Palestrantes da mesa de abertura

 

Para dar início à abertura do evento, a mestre de cerimônia Larissa Carreira, chamou à mesa os palestrantes: Durbens Martins Nascimento (Diretor do NAEA/UFPA); Emmanuel Zagury Tourinho ( Pró reitor/PROPESP/UFPA); Carlos Alberto Batista (Diretor ICSA/UFPA); Maria Helena Rodrigues (IBASE); Edna Castro (GETAMM/NAEA/UFPA), e Sandra Cruz (LABPSAM/UFPA). Que debateram a importância da realização de um evento, que discuta o quão é benéfico e desafiador para a sociedade adquirir conhecimento científico, para discutir tal tema. Assim se deu a abertura do Seminário Desastres da Mineração- Pará e Minas.

Polícia Civil pede prisão de presidente da Samarco

© Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou e pediu a prisão preventiva, na tarde de hoje (23), de sete pessoas por envolvimento no rompimento da barragem da mineradora Samarco, que ocorreu em novembro de 2015, no município de Mariana (MG). O presidente licenciado da empresa, Ricardo Vescovi, é uma delas.

Ricardo foi indiciado junto com outros cinco funcionários da Samarco: Kléber Terra, diretor-geral de operações; Germano Lopes, gerente-geral de projetos; Wagner Alves, gerente de operações; Wanderson Silvério, coordenador técnico de planejamento e monitoramento; e Daviely Rodrigues, gerente. A sétima pessoa é Samuel Paes Lourdes, engenheiro da VogBR, empresa que prestava consultoria para a mineradora e é responsável pelo laudo que atestou a estabilidade da barragem.

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