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maio 04

Sua escola possui um Laboratório de Informática ou de Computação ?

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by Dialeto Digital

Com a revolução tecnológica ocorrida nos últimos 30 anos, e principalmente com a popularização dos PC´s (computadores pessoais),  pouco a pouco as escolas começaram a oferecer aos seus alunos os já populares laboratórios de informática (veja portal.mec.gov.br).   Essas salas equipadas com computadores; conexão com a internet; jogos; dispositivos multimídia; e aplicativos para edição de textos, fórmulas e desenho (ex.: word, excel, paint,…), passaram a ser essenciais para a inclusão digital de alunos e professores.

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Neste contexto, o computador é uma importante ferramenta multidisciplinar, que pode e deve ser utilizado como um instrumento facilitador do aprendizado do conteúdo das demais disciplinas.  Obviamente, isto só ocorre de forma satisfatória quando a escola possui um projeto pedagógico que busca inserir toda sua equipe e seus alunos em uma verdadeira cultura tecnológica (veja 7 passos para o futuro – revista nova escola).   (Infelizmente ainda há escolas onde o laboratório de informática é utilizado apenas pelos alunos, os quais o utilizam tão simplesmente para uso da internet, digitação de trabalhos escolares, ou pior, somente para acessar as redes sociais, em atividades extracurriculares. Mas isso já é outro assunto !)

Os benefícios advindos com o uso da informática na educação são inúmeros, tanto no ponto de vista pedagógico:

  • auxílio no conteúdo das disciplinas curriculares (uso de softwares e jogos educacionais); internet como fonte de pesquisa; comunicação entre alunos e professores.

Como no ponto de vista sócio-cultural:

  • quebra de barreiras geográficas para disseminação do conhecimento; estímulo à criatividade e à liberdade de expressão; contato com ferramentas necessárias ao seu futuro profissional.

Na perspectiva abordada até aqui, estamos falando de um “laboratório de informática” convencional (informática = informação + automática), o qual tem o papel de inserir o aluno na sociedade do conhecimento.  E mesmo que esse ambiente digital propicie um crescimento cultural e intelectual, o ensino da tecnologia em si, é puramente tecnicista.  Pois, quando fazemos uso da informática como instrumento ou ferramenta de inclusão digital (todas as palavras grifadas em negrito desde o início do texto), estamos formando usuários de tecnologia.

pensamento_computacional2São usuários, porque simplesmente escrevem um texto, enviam um email, jogam em rede, imprimem seu trabalho escolar, falam ao celular, recebem uma mensagem, mudam o canal da tv sem se levantar do sofá, recebem mensagens publicitárias exatamente com o produto que eles gostam (coincidência ?, será ???), a porta do shopping center se abre automaticamente quando eles passam (ufa !!!  É, isso também.).  Mas, eles não sabem o que acontece por trás de um clique com o mouse, e nem estão preocupados em entender como os computadores (celulares, tablets, o controle remoto, a porta do shopping…) conseguem fazer tudo isso.   Assim, sob esse ponto de vista, fica evidente que a maioria das escolas ensinam informática, mas não ainda computação, como ciência que desenvolve técnicas para a resolução de problemas e estimula ao pensamento computacional (veja: Por que Ensinar Computação nas Escolas?).

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Certamente, queremos formar jovens que tenham todas essas habilidades com a informática.  No entanto, há uma tendência natural de que esses jovens nativos digitais (Marc Prensky, veja nascidos na era da informação), já tenham uma facilidade incrível no que diz respeito ao uso de novos aplicativos/dispositivos tecnológicos (em alguns casos, até mais do que seus professores).  Por isso, a cada dia que passa, a escola terá um papel cada vez menor na formação de usuários de tecnologia. E ao invés disso, precisará investir (também) cada vez mais na formação de criadores de tecnologia.

Veja o que pensa Barack Obama sobre isso:

Dica: na parte inferior direita da tela clique no ícone Legenda CC e escolha português.

Felizmente, hoje há um vasto conteúdo para ensinar e aprender computação (de verdade), disponibilizado principalmente por iniciativas de abrangência mundial.  Vivemos um momento de democratização do conhecimento e de incentivo ao aparecimento de jovens inventores e programadores, momento este que é tão bem representado iniciativas como codeclubebrasilcode.org e makers (fazedores em português).

Portanto, é preciso estimular os nossos jovens a serem projetistas e desenvolvedores de tecnologia (equipamentos e programas). Caso contrário, nós, cidadãos de países em desenvolvimento como o Brasil, seremos eternos importadores, consumidores, e por fim, usuários de tecnologia.

Esse é o primeiro post que escrevo aqui no Dialeto Digital, e é sobre tudo isso que falarei nos próximos artigos. Até lá !

/* Curiosidades: o que já se falava sobre Informática na Educação no ano 2000 (e pensar que já se passaram 15 anos !!!).  */

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1 comentário

  1. Anônimo

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