Algumas apresentações foram feitas entre as atividades, trazendo novas idéias às discussões e questões relevantes à construção da plataforma.

HTML 5

A proposta é produzir a plataforma utilizando HTML 5, cujo draft (versão de desenvolvimento) já tem suporte nas últimas versões do Firefox, Safari, Opera, Chrome e Internet Explorer.

Acredita-se que em até 5 anos essa versão do HTML vai se tornar dominante na Internet.

Theora vs. H.264

Por ser uma plataforma pública, a proposta é utilizar codecs livres, que não requerem pagamento de royalties. Outra vantagem de utilizar formatos livres é a de promover inovação, uma vez que os padrões não têm dependências (nesse caso, custos).

A principal opção é o contêiner OGV (Ogg), que utiliza como codec de vídeo Theora (http://www.theora.org), apesar de haverem 2 problemas:

* Ele funciona melhor em arquivos de baixa resolução, ainda tendo necessidade de melhorar para competir com H.264 em alta definição (HD);

* Diversos dispositivos utilizam H.264 como codec padrão.

Atualmente o suporte a Theora e H.264 ocorre nativamente desse modo em navegadores:

* Firefox: Theora.

* Safari: H264.

* Chrome: Theora and H264.

* Opera: Theora.

* Internet Explorer: H264.

VP8

Hoje, a indústria e a comunidade Software Livre estão esperando para ver como o Google vai abordar a questão dos formatos de vídeo online depois de comprar a empresa On2. A empresa desenvolveu, entre outros, os seguintes codecs:

* VP3: usa Theora.

* VP6: codec utilizado no Flash Player 8.

* VP7: afirma ser superior ao H.264 e pretende ser uma alternativa.

* True Motion 2.0: selecionado pela Microsoft para trazer qualidade de TV aos computadores.

O VP8 é o último codec a ser desenvolvido pela empresa, e especula-se que o Google vai utilizar como padrão no YouTube, o que vai forçar uma adoção em massa a uma velocidade avançada.

Também há rumores que em maio o Google vai lançar este formato como livre.

Vídeo na Wikipédia

A Wikipédia acaba de implementar uma galeria de vídeo em HTML5 para promover formatos abertos. A plataforma chama-se Kaltura HTML5 Media Library, e teve seu desenvolvimento apoiado pela Open Video Alliance, Mozilla e Miro. O projeto foi originalmente pensado em inglês, mas a iniciativa alcança o Brasil e também há um site brasileiro.

Vodo

Jamie King, diretor do Steal This Film, apresentou a plataforma de distribuiçao Vodo. Usando estrutura P2P baseada em torrents, o projeto atualmente stá experimentando modelos de negócio para garantir sustentabilidade financeira para produtores de vídeo.

Uma entrevista com Jamie pode ser lida no Guia do Vídeo Online.

Miro

Miro é um projeto livre de vídeo que começou oferecendo um tocador de podcasts de áudio e vídeo em http://www.getmiro.com.

A Participatory Culture Foundation, responsável pelo projeto, extendeu sua atuação ao projeto Miro Community, que provê ao usuário a possibilidade de criar comunidades agregando vídeos de diferentes fontes.

A PCF também tem um projeto de legendagem colaborativa, Universal Subtitles, desenvolvido por um brasileiro, atualmente suportando vídeos do YouTube e vídeos em Ogg.

A iniciativa foi apresentada pelo Diretor de Inovação do Miro, Dean Jansen. É possível ver um bate-papo com Dean e outros membros da PCF em Roda de Conversa Sobre Vídeo Online.

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