Dia 20:47

  • Impacto do setor cultural na economia portuguesa impressiona

    No começo de março, o Ministério da Cultura de Portugal divulgou o estudo “O sector Cultural e Criativo em Portugal”, coordenado pelo economista e ex-ministro Augusto Mateus.

    O estudo mostra que a riqueza produzida pelo setor cultural e criativo em 2006 no país ibérico foi maior que de indústrias poderosas como a de alimentos, a imobiliária e a textil.

    O setor cultural é entendido, neste estudo, como o agrupamento dos subsetores de áreas culturais nucleares (patrimônio histórico e cultural, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária), das indústrias culturais (música, edição, software educativo, cinema e vídeo, rádio e televisão) e das atividades criativas (software, arquitetura, publicidade e design).

    A cultura, no ano estudado, respondeu por 2,8% da riqueza criada em Portugal, gerando uma riqueza bruta de 3,7 bilhões de euros. Cerca de 6,5 mil pessoas foram empregadas na área cultural, o que representa um crescimento cumulativo de 4,5%. No mesmo período, o crescimento do emprego no país foi de 0,4%.

    Em Portugal, 87% do setor é constituído de micro e pequenas empresas. São empreendimentos com menos de dez trabalhadores. A presença das mulheres no setor também é superior a média nacional. As mulheres representam 55% da força de trabalho nos setores de patrimônio, artes do espectáculo, artes visuais, criação literária, desenvolvimento de software, arquitetura, publicidade e design.

    Os trabalhadores do setor ainda tem escolaridade superior a média portuguesa. Cinquenta e um por cento dos funcionários têm curso superior.

    Mais da metade do valor de todo o setor vem das indústrias culturais, com destaque para a atividade de edição, rádio e televisão, que concentram cerca de 80% do valor gerado, enquanto as atividades criativas e culturais nucleares registam 14% e 8%, respectivamente.

    As artes e o património ainda têm uma “dimensão demasiado estrita”, uma vez que em 2006 originaram um valor acrescentado bruto de 277 milhões de euros, cerca de 0,2% do total nacional. No entanto, as artes do espectáculo (3,9%), as artes visuais e a criação literária (2,7%), constituem as áreas com maior relevância.

    Mesmo assim, as chamadas atividades nucleares registraram um crescimento de 10% ao ano de 200 a 2006. Já as indústrias culturais cresceram 14,7% no mesmo período. O resultado, como revela a pesquisa, é marcado pela disparidade do crescimento do cinema, vídeo e turismo cultural, e da queda de setores como música, rádio e televisão e edição.

    O estudo pode servisto na íntegra por aqui (em PDF) ou em uma versão resumida (PDF).

    continue lendo
Pular para a barra de ferramentas