segunda-feira, 28 de maio de 2012

Categoria » Debates

O mercado editorial da música na época da reprodutibilidade digital

Sydnei Sanchez Nehemias Gueiros e Gustavo Aniteli na discussão dos direitos autorais

Sydnei Sanchez Nehemias Gueiros e Gustavo Aniteli na discussão dos direitos autorais

Nada é pequeno quando se fala do crescimento na Internet. Um estudo da Cisco Visual Network Index confirma que o tráfego da Internet no Brasil irá praticamente triplicar em 2009 e crescer 24 vezes em 2013 em comparação ao que era no final de 2008.

Até 2013, mais de 200 horas de vídeo irão percorrer a internet a cada segundo, apenas no Brasil. Considerando todos os países analisados no estudo, o Brasil tem uma das mais altas taxas de crescimento previstas. O aumento do tráfego móvel no país será estratosférico, atingindo, em cinco anos,  um volume 124 vezes maior do que se registrava no final de 2008.

Com números tão grandiosos, os editores e seus advogados colocam uma questão: para onde vai a questão dos direitos autorais nos próximos anos? Como o autor pode sobreviver nesses dias?Afinal, boa parte desse tráfego diz respeito ao download gratuito de arquivos em mp3, filmes e games.

As respostas ainda parecem bem distantes. Pelo menos, o debate mostrou uma realidade em que o confronto ainda é a mola mestra.

A discussão foi polarizada e reuniu de um lado os advogados de direitos autorais, Nehemias Gueiros Jr. e Sydney Sanchez, o editor Marcos Jucá, da Nossa Música Edições Musicais, e de outro  o produtor Gustavo Aniteli, que trabalha com o grupo Teatro Mágico e é um dos fundadores do Música pra Baixar (MPB).

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Como monetizar o seu fonograma?

Debatedores em busca de modelos para venda dos fonogramas

Debatedores em busca de modelos para venda dos fonogramas

Apesar de nunca ter sido a principal fonte de receita do músico, a venda de discos sempre foi um dos indicadores de seu sucesso. Com a internet, a venda de CDs despencou e, no Brasil, ainda não se encontrou a melhor alternativas de se comercializar os tais fonogramas.

Um dos painéis da Feira Música Brasil 2009 tocou exatamente nessa questão.  O debate girou em torno da pergunta: “Como monetizar o seu fonograma?”.

 A mesa reuniu o diretor do UOL Showbizz, Jan Fjeld, o sócio da Monstros Discos, Léo Bigode, o presidente da ABMI (Associação Brasileira de Música Independente), Roberto de Carvalho, a fundadora e presidente do bloco Ara Ketu, Vera Lacerda, e o superintendente do Auditório Ibirapuera em São Paulo, Pena Schmidt.

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O mercado de shows no Brasil

Ofuji, Mancebo, Amorim, Mamoni e Youssef no debate

Da esq. pra dir.: Ofuji, Mancebo, Amorim, Mamoni e Youssef no debate

A polarização entre casas de grande e médio porte marcou o primeiro painel do Feira Música Brasil 2009. O debate contou com a presença do diretor-executivo da Feira Música Brasil, Carlos “KK” Mamoni, do proprietário do grupo Tom Brasil, Paulo Amorim, do sócio e curador do Studio SP, Alexandre Youssef, do gerente do Sesc São Paulo, Felipe Mancebo, e do  produtor da Banda Móveis Coloniais de Acaju, Fabrício Ofuji.

Para Paulo Amorim – que administra grandes casa de show como o Vivo Rio, o HSBC Brasil e outras -, o mercado está de morno para fraco. Segundo ele, não houve renovação das grandes estrelas da MPB. São poucos os que firmam como nomes estabelecidos para todas as classes sociais e por isso o retorno de um espetáculo internacional é mais garantido.

“Os artistas mais consagrados do showbiz brasileiro têm custos muito altos e o retorno deles tem sido incerto. Eles não se renovaram e também estão perdendo público”, defendeu Amorim. O empresário ainda acha que o público mais jovem não quer modelos de casa de shows onde a pessoa paga ingresso, assiste o show e vai embora. “O público jovem acha que o dinheiro tem de render mais. Eles querem o show e a festa junto”.
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Alexandre Youssef concordou que os novos espaços têm mesmo que trabalhar o conceito da festa, mas discordou de Amorim quanto à temperatura do mercado de shows. Segundo ele, em espaços como o Studio SP, na capital paulista, e o Teatro Odisséia, no Rio, a cena musical tem “borbulhado”.

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