segunda-feira, 28 de maio de 2012

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Sai a segunda edição do Cultura em Números

Acaba de sair a segunda edição do Cultura em Números. A publicação que foi originalmente publicada em 2008, reúne uma série de dados compilados pela Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais (CGEC/MinC). Para captar o universo de informações presente nessa publicação, a pesquisa aproveitou bases de dados do IBGE, Inep/MEC, Ibope e sistema MinC. O uso de informações e indicadores culturais passaram a servir de base na discussão da política cultural pelos diferentes agentes internos e externos do Sistema da Cultura. Na nova edição, o material reúne textos do ministro da Cultura, Juca Ferreira, do secretário de Políticas Culturais, José Luiz Herencia, do Diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais, Afonso Luz, da Coordenadora Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais, Juliana Nolasco, e da equi´pe da CGEC. O objetivo dessas análises é mostrar a importância dos levantamentos de dados no aprofundamento de políticas consistentes para Cultura. É possível acessar a publicação (em PDF) por aqui. Faça o download e comente


Edital estimula empreendedorismo cultural por meio de incubadoras

O Ministério da Cultura publicou no dia 10 de junho o Edital para Seleção de Incubadoras de Empreendimentos Culturais e Artísticos. Serão selecionadas até quatro incubadoras de empresas que receberão o apoio de R$ 150 mil cada, totalizando um investimento de R$ 600 mil.

As inscrições vão até o dia 14 de agosto e o objetivo do edital é estimular as incubadoras universitárias a fornecer cursos de capacitação e orientar empresas culturais nascentes e iniciativas já estabelecidas. O trabalho procura fortalecer projetos culturais e artísticos do ponto de vista do empreendedorismo.

A seleção contempla incubadoras que já funcionam nas universidades há no mínimo três anos. Como é conhecido, estas instituições atuam como centro de consultoria jurídica, empresarial, tecnológica, financeira e administrativa às empresas incubadas. No entanto, poucas trabalham com empreendimentos culturais. O projeto do MinC pretende estimular este trabalho nas instituições universitárias.

O edital convida as universidades a trabalhar com a dinamização de diferentes setores da cultura como artesanato, moda, design, arquitetura, culturas populares, cultura afro-brasileira, música, dança, teatro, circo, livro e leitura, artes visuais, arte digital, culturas indígenas e design.

As instituições proponentes deverão oferecer contrapartida de 20% do valor do projeto, no valor mínimo de R$ 30 mil, que poderá ser na forma de bens e serviços economicamente mensuráveis.

O edital faz parte do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura, o Prodec. As inscrições devem ser enviadas por Correio para a Diretoria de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais/CGEC – Secretaria de Políticas Culturais – Ministério da Cultura no endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 2º andar – CEP 70068-900 – Brasília-DF.

Para mais informações, acesse o edital (em PDF). Outros esclarecimentos podem ser obtidos pelo e-mail lauro.mesquita@cultura.gov.br ou pelo telefone (61) 2024-2229.


Impacto do setor cultural na economia portuguesa impressiona

No começo de março, o Ministério da Cultura de Portugal divulgou o estudo “O sector Cultural e Criativo em Portugal”, coordenado pelo economista e ex-ministro Augusto Mateus.

O estudo mostra que a riqueza produzida pelo setor cultural e criativo em 2006 no país ibérico foi maior que de indústrias poderosas como a de alimentos, a imobiliária e a textil.

O setor cultural é entendido, neste estudo, como o agrupamento dos subsetores de áreas culturais nucleares (patrimônio histórico e cultural, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária), das indústrias culturais (música, edição, software educativo, cinema e vídeo, rádio e televisão) e das atividades criativas (software, arquitetura, publicidade e design).

A cultura, no ano estudado, respondeu por 2,8% da riqueza criada em Portugal, gerando uma riqueza bruta de 3,7 bilhões de euros. Cerca de 6,5 mil pessoas foram empregadas na área cultural, o que representa um crescimento cumulativo de 4,5%. No mesmo período, o crescimento do emprego no país foi de 0,4%.

Em Portugal, 87% do setor é constituído de micro e pequenas empresas. São empreendimentos com menos de dez trabalhadores. A presença das mulheres no setor também é superior a média nacional. As mulheres representam 55% da força de trabalho nos setores de patrimônio, artes do espectáculo, artes visuais, criação literária, desenvolvimento de software, arquitetura, publicidade e design.

Os trabalhadores do setor ainda tem escolaridade superior a média portuguesa. Cinquenta e um por cento dos funcionários têm curso superior.

Mais da metade do valor de todo o setor vem das indústrias culturais, com destaque para a atividade de edição, rádio e televisão, que concentram cerca de 80% do valor gerado, enquanto as atividades criativas e culturais nucleares registam 14% e 8%, respectivamente.

As artes e o património ainda têm uma “dimensão demasiado estrita”, uma vez que em 2006 originaram um valor acrescentado bruto de 277 milhões de euros, cerca de 0,2% do total nacional. No entanto, as artes do espectáculo (3,9%), as artes visuais e a criação literária (2,7%), constituem as áreas com maior relevância.

Mesmo assim, as chamadas atividades nucleares registraram um crescimento de 10% ao ano de 200 a 2006. Já as indústrias culturais cresceram 14,7% no mesmo período. O resultado, como revela a pesquisa, é marcado pela disparidade do crescimento do cinema, vídeo e turismo cultural, e da queda de setores como música, rádio e televisão e edição.

O estudo pode servisto na íntegra por aqui (em PDF) ou em uma versão resumida (PDF).


“A cultura aumenta o grau de coesão e a harmonia entre os agentes econômicos locais”, entrevista com Carlos Paiva

Só por ter nomes como Dorival Caymmi, João Gilberto, Jorge Amado, Glauber Rocha, Caetano Veloso, Gilberto Gil e mais uma seleção dos mais importantes artistas brasileiros, a Bahia já teria um lugar permanente no cenário cultural em todo mundo.

Além desses panteões e de uma das mais ricas tradições populares no país, a Bahia foi um dos primeiros estados brasileiros a organizar sua produção cultural em uma lógica da economia da cultura.

A importância de manifestações como o carnaval, a cultura afro e a arquitetura de todo o Estado tem um impacto significativo na Economia local.

O blog de Economia da Cultura conversou com o Superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Carlos Paiva que deu os detalhes sobre a participação no Cultura em Pauta e sobre como o Estado vem pensando a economia no setor cultural.

1) Qual a importância da cultura na economia baiana?

Devido a diversidade cultural da Bahia e seu valioso patrimônio histórico, a cultura impacta a economia de pelo menos cinco maneiras: 1- assegura a atração de turistas e visitantes interessados no patrimônio cultural de Estado ou em suas atividades artísticas; é o caso do Carnaval de Salvador; 2 – injeta renda e cria empregos na economia local; 3 – agrega valor ao produto local através da incorporação de valor simbólico – estético, religioso, histórico etc.; assim, se paga mais por produtos com “assinatura”, “design”, “marca” ou “origem”; isso impõe, inclusive, a defesa de sua produção através de certificações de origem: “chocolate de Ilhéus”, “carne de sol de Itororó”, “cachaça da Chapada Diamantina”; 4 – favorece a atração de trabalhadores qualificados, empresários e empresas, na medida em que assegura uma melhor qualidade de vida – cidades atraentes têm intensa vida cultural; 5 – a cultura aumenta o grau de coesão e a harmonia entre os agentes econômicos locais, na medida em que contribui para a redução da exclusão social, estimula o trabalho cooperativo, a inovação e o empreendedorismo.

2) Como o Estado da Bahia tem pensado a Economia da Cultura? Quais são as linhas gerais?

O primeiro desafio do estado é iniciar o trabalho de mensurar o tamanho desta economia, seus modelos de negócios, gargalos e oportunidades, permitindo a otimização dos recursos públicos direcionados para o setor. Para isso, temos desenvolvido estudos e pesquisas sobre o carnaval, o audiovisual, o livro e a música baiana, além de debates com especialistas de todo o país para que nossos estudos dialoguem com iniciativas similares no resto do Brasil.

Implantamos também linhas de crédito específicas para a cultura, em parceria com o Desenbahia, agência de desenvolvimento estadual. Hoje temos disponível a linha de microcrédito para pessoas físicas que necessitem de até R$ 10 mil e uma linha de crédito para empresas de R$ 10 mil a R$ 1 milhão, cobrindo a faixa intermediária entre nosso microcrédito e as linhas do BNDES.

Estamos também implantando linhas específicas de capacitação dos empreendedores com cursos focados nas peculiridades da economia da cultura e iniciando uma política de promoção da produção cultural baiana independente, extremamente diversificada e de alta qualidade, no país e no exterior.

Do ponto de vista dos investimentos públicos, aumentamos consideravelmente o investimento direto, através do Fundo de Cultura e estamos procurando parcerias com outras secretarias, já que o estado é um grande comprador de produtos culturais, através por exemplo de secretarias como a de Educação.

3) A indústria do carnaval é uma realidade na economia baiana há algum tempo, mas pesquisas e reportagens mostram que ainda há uma série de gargalos a serem superado (como a informalidade e as precariedades das condições trabalhistas), o que vem sendo feito e quais os próximos passos?

O Carnaval foi objeto das nossas primeiras pesquisas. Hoje sabemos que ele movimenta mais de R$ 500 milhões de reais, sendo a maior parte destes recursos oriundos de patrocinio ou renda com gastos dos foliões. Sabemos também que o Carnaval constitui-se em uma oportunidade privilegiada de geração de emprego e renda, movimentando
a economia formal, os pequenos negócios e, sobretudo, a economia informal. Foram cerca de 100 mil soteropolitanos trabalhando na festa em 2009 (4% da População em Idade Ativa). São profissionais de várias áreas – servidores públicos, artistas, músicos, policiais, técnicos, ambulantes, cordeiros, seguranças particulares, encarregados de limpeza etc. Este ano, o poder municipal, responsável pela organização da festa, anunciou a criação do Estatuto do Carnaval que tem o objetivo de regular áreas de serviço e trabalhistas durante o Carnaval, dentre elas, estavam regras para garantir um melhor tratamento dos “cordeiros” que são os que mais sofrem com as condições de trabalho durante a festa. Em 2010, a Secretaria de Cultura deu um apoio institucional para a cooperativa de catadores de resíduos sólidos, numa parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, para melhorar os locais de coleta desses resíduos no circuito do Carnaval.

4) Qual a estratégia do governo de fomentar a criatividade e a cultura como um negócio? Existem setores estratégicos?

A estratégia está fundamentada em 5 eixos: “Informação e Reflexão”, com o levantamento de dados consistentes e reflexão qualificada sobre a dimensão econômica da cultura no Estado; “Qualificação”, estimulando a formalização e promovendo uma cultura empreendedora e a apropriação de conhecimentos técnicos específicos para os negócios em cultura; “Promoção” com o desenvolvimento de material representativo dos artistas dos diversos segmentos assim como o apoio com o deslocamento para feira de negócios nacionais e internacionais; “Fomento especializado”, com linhas de créditos formatadas especificamente para o setor cultural.

Estamos trabalhando com todas as áreas, sem restrições, mas temos tido maior procura dos empresários do audiovisual, música e do segmento do livro.

5) Qual a importância da criação do Cultura em Pauta no desenvolvimento da Economia da Cultura no Brasil?

Ainda é recente as experiências de políticas públicas para a economia da cultura ou economia criativa, como alguns países preferem trabalhar. Por isso a criação de um espaço para trocas de experiências e reflexões sobre este campo é essencial para acelerar o amadurecimento de políticas eficientes para a área. Na área da Cultura, dados são fundamentais para a implantação de políticas e o Cultura em Pauta pode ser uma ferramenta a mais nesse universo.


Notícias diárias sobre Economia da Cultura

A partir de agora, o blog da Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais também traz diariamente uma lista de notícias sobre o tema no Brasil e no mundo.

Acesse a listagem aqui, comente e contribua.


Coordenação Geral de Economia da Cultura, secretarias e fundações estaduais de Cultura lançam “em_pauta”

No dia 27 de janeiro, a iniciativa “em_pauta” foi apresentada no Fórum de Secretários Nacionais de Cultura. A iniciativa reúne a Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do MinC e as secretarias de Cultura de vários estados para a promoção de políticas de economia da cultura.

O projeto foi idelaizado em parceria pelas secretarias de Estado de Pernambuco, Bahia, Acre, Rio de Janeiro e Santa Catarina.O objetivo é incentivar a esfera pública a pensar Economia da Cultura e a construir um programa comum entre Governo Federal e Estados.

No encontro foram apresentados alguns conceitos e metas que o grupo pretende trabalhar. Confira a apresentação aqui.

Apresentação do “em_pauta” (PDF)


Feira Música Brasil 2009 divulga os primeiros resultados

A organização da Feira Música Brasil 2009 (FMB 2009) acaba de divulgar os primeiros resultados do evento que aconteceu entre 9 e 13 de dezembro em Recife (PE).

Os shows contaram com 35 artistas, entre novos nomes da cena brasileira e músicos consagrados como Nação Zumbi – que gravou seu DVD no palco armado no Marco Zero -, Wilson das Neves, Pitty, Fresno – que comemorou dez anos de carreira – e muito mais.

Nos cinco dias de evento, um público de 250 mil pessoas se reuniu para assistir às atrações que se apresentaram no palco principal e também no circuito off Feira, que aconteceu em diversos pontos de Recife e de Olinda .

Foram mais de mil rodadas de negócios com 322 empresas da cadeia produtiva da música. No total, o evento  levou 550 convidados a Recife para se apresentar, debater e fazer negócios.

A FMB 2009 também contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que anunciou a criação da Fundo Setorial da Música em sua participação na feira e ainda adiantou a criação do memorial Luiz Gonzaga, em Pernambuco, e de Dorival Caymmi, na Bahia.

Resultados em 2010

“O resultado foi excelente. O evento superou o seu desafio de entrar no calendário da cultura brasileira. Em janeiro começam as inscrições da próxima cidade sede da FMB 2010. Várias cidades já mostraram interesse de ser o palco da próxima edição”, diz Carlos “KK” Mamoni, diretor executivo da FMB 2009.

Em janeiro de 2010, também deve ser divulgada uma pesquisa com os resultados da Rodada de Negócios.

Com um investimento de R$ 4,8 milhões, a Feira Música Brasil foi organizada pela Secretaria de Políticas Culturais/MinC, Funarte/MinC, Secretaria de Cultura da Cidade de Recife, FUNDARPE/PE. O evento contou com patrocínio da Petrobras e do BNDES e apoio do Sebrae.