Últimas Postagens

  • Coordenação Geral de Economia da Cultura, secretarias e fundações estaduais de Cultura lançam “em_pauta”

    No dia 27 de janeiro, a iniciativa “em_pauta” foi apresentada no Fórum de Secretários Nacionais de Cultura. A iniciativa reúne a Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do MinC e as secretarias de Cultura de vários estados para a promoção de políticas de economia da cultura.

    O projeto foi idelaizado em parceria pelas secretarias de Estado de Pernambuco, Bahia, Acre, Rio de Janeiro e Santa Catarina.O objetivo é incentivar a esfera pública a pensar Economia da Cultura e a construir um programa comum entre Governo Federal e Estados.

    No encontro foram apresentados alguns conceitos e metas que o grupo pretende trabalhar. Confira a apresentação aqui.

    Apresentação do “em_pauta” (PDF)

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  • O mercado editorial da música na época da reprodutibilidade digital

    Sydnei Sanchez Nehemias Gueiros e Gustavo Aniteli na discussão dos direitos autorais

    Sydnei Sanchez Nehemias Gueiros e Gustavo Aniteli na discussão dos direitos autorais

    Nada é pequeno quando se fala do crescimento na Internet. Um estudo da Cisco Visual Network Index confirma que o tráfego da Internet no Brasil irá praticamente triplicar em 2009 e crescer 24 vezes em 2013 em comparação ao que era no final de 2008.

    Até 2013, mais de 200 horas de vídeo irão percorrer a internet a cada segundo, apenas no Brasil. Considerando todos os países analisados no estudo, o Brasil tem uma das mais altas taxas de crescimento previstas. O aumento do tráfego móvel no país será estratosférico, atingindo, em cinco anos,  um volume 124 vezes maior do que se registrava no final de 2008.

    Com números tão grandiosos, os editores e seus advogados colocam uma questão: para onde vai a questão dos direitos autorais nos próximos anos? Como o autor pode sobreviver nesses dias?Afinal, boa parte desse tráfego diz respeito ao download gratuito de arquivos em mp3, filmes e games.

    As respostas ainda parecem bem distantes. Pelo menos, o debate mostrou uma realidade em que o confronto ainda é a mola mestra.

    A discussão foi polarizada e reuniu de um lado os advogados de direitos autorais, Nehemias Gueiros Jr. e Sydney Sanchez, o editor Marcos Jucá, da Nossa Música Edições Musicais, e de outro  o produtor Gustavo Aniteli, que trabalha com o grupo Teatro Mágico e é um dos fundadores do Música pra Baixar (MPB).

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  • Feira Música Brasil 2009 divulga os primeiros resultados

    A organização da Feira Música Brasil 2009 (FMB 2009) acaba de divulgar os primeiros resultados do evento que aconteceu entre 9 e 13 de dezembro em Recife (PE).

    Os shows contaram com 35 artistas, entre novos nomes da cena brasileira e músicos consagrados como Nação Zumbi – que gravou seu DVD no palco armado no Marco Zero -, Wilson das Neves, Pitty, Fresno – que comemorou dez anos de carreira – e muito mais.

    Nos cinco dias de evento, um público de 250 mil pessoas se reuniu para assistir às atrações que se apresentaram no palco principal e também no circuito off Feira, que aconteceu em diversos pontos de Recife e de Olinda .

    Foram mais de mil rodadas de negócios com 322 empresas da cadeia produtiva da música. No total, o evento  levou 550 convidados a Recife para se apresentar, debater e fazer negócios.

    A FMB 2009 também contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que anunciou a criação da Fundo Setorial da Música em sua participação na feira e ainda adiantou a criação do memorial Luiz Gonzaga, em Pernambuco, e de Dorival Caymmi, na Bahia.

    Resultados em 2010

    “O resultado foi excelente. O evento superou o seu desafio de entrar no calendário da cultura brasileira. Em janeiro começam as inscrições da próxima cidade sede da FMB 2010. Várias cidades já mostraram interesse de ser o palco da próxima edição”, diz Carlos “KK” Mamoni, diretor executivo da FMB 2009.

    Em janeiro de 2010, também deve ser divulgada uma pesquisa com os resultados da Rodada de Negócios.

    Com um investimento de R$ 4,8 milhões, a Feira Música Brasil foi organizada pela Secretaria de Políticas Culturais/MinC, Funarte/MinC, Secretaria de Cultura da Cidade de Recife, FUNDARPE/PE. O evento contou com patrocínio da Petrobras e do BNDES e apoio do Sebrae.

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  • Como monetizar o seu fonograma?

    Debatedores em busca de modelos para venda dos fonogramas

    Debatedores em busca de modelos para venda dos fonogramas

    Apesar de nunca ter sido a principal fonte de receita do músico, a venda de discos sempre foi um dos indicadores de seu sucesso. Com a internet, a venda de CDs despencou e, no Brasil, ainda não se encontrou a melhor alternativas de se comercializar os tais fonogramas.

    Um dos painéis da Feira Música Brasil 2009 tocou exatamente nessa questão.  O debate girou em torno da pergunta: “Como monetizar o seu fonograma?”.

     A mesa reuniu o diretor do UOL Showbizz, Jan Fjeld, o sócio da Monstros Discos, Léo Bigode, o presidente da ABMI (Associação Brasileira de Música Independente), Roberto de Carvalho, a fundadora e presidente do bloco Ara Ketu, Vera Lacerda, e o superintendente do Auditório Ibirapuera em São Paulo, Pena Schmidt.

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  • O mercado de shows no Brasil

    Ofuji, Mancebo, Amorim, Mamoni e Youssef no debate

    Da esq. pra dir.: Ofuji, Mancebo, Amorim, Mamoni e Youssef no debate

    A polarização entre casas de grande e médio porte marcou o primeiro painel do Feira Música Brasil 2009. O debate contou com a presença do diretor-executivo da Feira Música Brasil, Carlos “KK” Mamoni, do proprietário do grupo Tom Brasil, Paulo Amorim, do sócio e curador do Studio SP, Alexandre Youssef, do gerente do Sesc São Paulo, Felipe Mancebo, e do  produtor da Banda Móveis Coloniais de Acaju, Fabrício Ofuji.

    Para Paulo Amorim – que administra grandes casa de show como o Vivo Rio, o HSBC Brasil e outras -, o mercado está de morno para fraco. Segundo ele, não houve renovação das grandes estrelas da MPB. São poucos os que firmam como nomes estabelecidos para todas as classes sociais e por isso o retorno de um espetáculo internacional é mais garantido.

    “Os artistas mais consagrados do showbiz brasileiro têm custos muito altos e o retorno deles tem sido incerto. Eles não se renovaram e também estão perdendo público”, defendeu Amorim. O empresário ainda acha que o público mais jovem não quer modelos de casa de shows onde a pessoa paga ingresso, assiste o show e vai embora. “O público jovem acha que o dinheiro tem de render mais. Eles querem o show e a festa junto”.
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    Alexandre Youssef concordou que os novos espaços têm mesmo que trabalhar o conceito da festa, mas discordou de Amorim quanto à temperatura do mercado de shows. Segundo ele, em espaços como o Studio SP, na capital paulista, e o Teatro Odisséia, no Rio, a cena musical tem “borbulhado”.

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  • Mercado da Música em pauta

    Hoje começa a Feira Música Brasil 2009. Maior evento do gênero na América Latina, a FMB2009 reúne shows, painéis, rodada de negócios e vai ser um ponto de encontro para se discutir toda cadeia de produção da música no Brasil e seus dilemas.

    O evento tem apoio do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura e o blog da Coordenação de Economia da Cultura do MinC vai cobrir toda a conferência.

    A idéia é reunir material para se debater quais devem os próximos passos da cadeia da música no Brasil. A FMB2009 começa hoje e vai até sábado. Até lá estaremos de olho na programação. Confira:



    Painéis

    Local: Teatro Apolo

    Rua Apolo 212, Bairro do Recife

    Dia 1 – 10/12 – MERCADO BRASILEIRO

    Painel 1 |   11:00 às 13:00

    O MERCADO DE SHOWS NO BRASIL – UM RAIO-X

    Como está a temperatura do mercado de show nacional? Quente, morno ou frio? O show ao vivo está realmente provendo o músico com a receita necessária para contrabalançar a queda nas vendas dos CDs e a decolagem do mundo digital? Essas e outras vertentes do atual mercado de shows no Brasil serão debatidas por quem entende do assunto.

    Painel 2 |  14:00 às 16:00

    NOVA ERA… NOVO MODELO – COMO MONETIZAR SEU FONOGRAMA

    O mundo da música se transforma na velocidade da luz. Como a indústria está se reposicionando em relação ao valor do fonograma? Esse painel irá debater os desafios e soluções que o músico está enfrentando para contemplar o seu auto-sustento através da música.

    Painel 3  |  16:00 às 18:00

    UM PANORAMA DO MERCADO EDITORIAL NOS DIAS DE HOJE

    Especialistas do segmento discutem a relação do mercado e da rápida ascensão do digital.

    Dia 2 – 11/12 – CULTURA DIGITAL

    Painel 1  |  11:00 às 13:00

    MARKETING E DIVULGAÇÃO NA ERA DIGITAL

    Como usar as ferramentas disponíveis hoje para a música atingir seus objetivos no universo digital?  Atualmente, milhares de pessoas podem se comunicar com outras milhares, mas essa fragmentação requer muito mais esforço que no passado. Onde estar, como estar e para que estar presente em tudo? Esse painel discutirá esse tema essencial na carreira de qualquer artista.

    Painel 2  |  14:00 às 16:00

    DOWNLOAD X STREAMING

    O MP3 já é coisa do passado? O download legal está realmente crescendo? Como olhar para essas tendências e conseguir estar no lugar certo, na hora certa. Descubra nesse painel se o download ou streaming pode se complementar e saciar o consumidor de hoje?

    DISCURSO KEYNOTE FEIRA MUSICA BRASIL: GERD LEONHARD, MUSIC 2.0 |  16:00 às 18:00

    O alemão Gerd Leonhard, é autor dos livros The Future of Music, com David Kusek, e Music 2.0, considerados leituras obrigatórias sobre os caminhos da música na era digital, virá à Feira Música Brasil 2009. tuando há mais de 25 anos na indústria de tecnologia e entretenimento nos Estados Unidos, Europa e Ásia, Gerd Leonhard é também co-fundador e CEO da Sonific, empresa sediada em São Francisco que provê widgets musicais e aplicativos para blogs, redes sociais e comunidades online. Ganhador do prêmio Quincy Jones em 1986 e graduado pela Berklee College of Music foi eleito pelo The Wall Street Journal como um dos principais futuristas dos meios de comunicação no mundo. Seu trabalho é focado no futuro da mídia, conteúdo, tecnologia, negócios, comunicação e cultura, Web / Media 2.0, redes sociais, mudanças culturais através das novas tecnologias, copyright versus questões tecnológicas, modelos de comércio online, convergência de mídia, entretenimento móvel, empreendedorismo, futuro da publicidade e branding de planejamento, entre outros.

    Dia 3 – 12/12 – TENDÊNCIAS

    Painel 1  |  11:00 às 13:00

    GESTÃO DE CARREIRAS – O EMPRESÁRIO COMO FOCO DA NOVA ARQUITETURA ARTÍSTICA

    Hoje o papel do empresário é mais importante do que nunca. Estratégia, conhecimento, perspicácia e visão são fundamentais na vida de um artista. O que significa ser um empresário hoje em dia? Empresários de diversos portes e áreas apresentarão suas visões nesses desafiadores tempos musicais.

    Painel 2: 14 às 16h

    O MERCADO BRASILEIRO NA AMÉRICA LATINA E IBÉRIA – A NOVA FRONTEIRA AINDA NÃO EXPLORADA?

    Com o mercado Europeu e Norte-Americano cada vez mais apresentando obstáculos de divulgação para o artista brasileiro, será que se olharmos para nossos mercados vizinhos poderemos contemplar melhores retornos? Porque ainda é tão desafiador entrar nesses mercados de uma forma forte e impactante? Pode ser essa a nova tendência? Nosso painel irá analisar esse e outros desafios que o artista brasileiro se depara quando tenta conquistar esses mercados tão próximos.

    Painel 3  |  16:00 às 18:00

    A RÁDIO NOS DIAS DE HOJE – ONLINEOFFLINE ONDE ESTÁ E PARA ONDE VAI?

    Nosso painel irá discutir as novas tendências no mercado de rádio e o seu papel na atual revolução digital. A internet estará dominando o sinal terrestre? O ouvinte está mesmo caminhando para o mundo do rádio online? Nossos palestrantes farão um diagnóstico do que é “ouvir radio” atualmente.

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  • Um pouco da nossa concepção

    Segue um artigo de Tauana Monteiro Guedes dos Santos, da Coordenação Geral de Economia da Cultura, com um pouco da concepção do Ministério da Cultura sobre a área. 

    A dimensão econômica da cultura deve ser entendida como a capacidade de a cultura ser vetor de crescimento econômico e de desenvolvimento social e regional. Para tanto, o conceito de Economia da Cultura tem ganhado espaço nos debates que entendem que a cultura tem de ser vista como ativo econômico, ou seja, tem de conseguir ser mensurada e demonstrar com quanto contribui para o agregado da economia nacional. A Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura tem-se empenhado em fortalecer, por meio de eixos de atuação estratégicos, essa área como vanguardista e apta a evidenciar a vitalidade do setor cultural como fornecedor de receitas.

    Definir o conceito de Economia da Cultura é delimitar um termo cujos contornos interdisciplinares ainda não estão claros. Muitas vezes conhecida como Economia Criativa, a Economia da Cultura é caracterizada por agregar valor às parcelas de criatividade, simbologia, inovação e propriedade intelectual nos produtos tradicionais. Entender as ligações que unem os agentes culturais aos econômicos e a dinâmica de oferta e demanda cultural é o objeto principal de análise desse setor.  Além disso, a diversa e sofisticada produção cultural brasileira, além da sua indiscutível relevância deve ser entendida como um dos grandes ativos econômicos do país, especialmente por conta do seu potencial de gerar desenvolvimento qualificado, trabalho, renda, oportunidades empreendedoras e crescimento. É preciso reconhecer esse potencial e fomentá-lo, pois isso significa a valorização da cultura brasileira, além de inserção qualificada do País no cenário internacional.

    As Indústrias Criativas, tais como, música, design, moda, fotografia, jogos de computador, cinema, entre outras, estão sendo apontadas como os setores com maior potencial de desenvolvimento sustentável do século XXI. Já respondem hoje pela geração de riquezas e apresentaram crescimento no comércio global de bens e serviços criativos de 8,7% (de 2000 a 2005), equivalendo ao montante de US$335 bilhões exportados em bens criativos e US$89 bilhões em serviços (dados Unctad). O MERCOSUL exporta US$ 2,6 bilhões e US$ 3,5 bilhões em bens e serviços, respectivamente, dos quais o Brasil contribui com US$ 2,2 bilhões em bens e US$ 2,9 bilhões em serviços. Além disso, de acordo com o Cadastro Central de Empresas (2005), do IBGE, no Brasil existem 320 mil empresas ligadas à produção cultural, empregando 1,6 milhões de pessoas com salário médio 47% superior à média nacional. Ainda de acordo com o IPEA, 3% do orçamento das famílias são destinados ao consumo de produtos culturais. Vê-se que mesmo que os números sejam significativos, há espaço de expansão expressiva para o crescimento das indústrias criativas no Brasil, com forte potencial de empregabilidade de mão-de-obra bem remunerada.

    Esses dados só reforçam as oportunidades oferecidas pela cultura. Dessa forma, o Estado brasileiro deve participar de forma ativa no fomento à Economia da Cultura e o caminho apresentado pelo MinC, por meio do desenvolvimento de programas e políticas públicas específicas para o setor, avoca a tarefa de dar condições para desenvolver as potencialidades e posicionar a cultura como mola propulsora para o desenvolvimento sócio-econômico nacional, com real impacto no PIB e como fator importante para a diminuição de desigualdades sociais.

    Assim, alguns eixos devem ser priorizados para que o setor possa crescer. A oferta de produtos financeiros destinados a empresas e agentes culturais tem de ser ampliada para que a economia da cultura se expanda. Outro aspecto que deve ser repensado refere-se à capacitação e a formação dos agentes culturais de modo que eles possam posicionar-se melhor no mercado de trabalho e tenham suas capacidades empreendedoras expandidas. Ainda sobre esse tema, é preciso ampliar a formalidade do trabalhador empregado em atividades culturais. A promoção de negócios culturais também tem de ser expandida por meio de feiras, festivais, rodadas e outras iniciativas capazes de alavancar o lado business da cultura. E, finalmente, deve-se repensar a questão tributária voltada ao setor no sentido de estimular a proliferação das indústrias criativas.

    A Economia da Cultura deve ser, portanto, vertente prioritária nas políticas culturais brasileiras.  Aproveitar os potenciais que a cultura possui para gerar crescimento econômico, desenvolvimento social e progresso regional é a primeira de uma série de ações que devem ser empreendidas. O Ministério da Cultura posiciona a Economia da Cultura como centro na estratégia de fazer com que a cultura torne-se vetor indispensável para a economia nacional.

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