REVELAÇÕES 2018

Sim, foi um processo eleitoral muito interessante esse de 2018, As Eleições para os cargos de maior poder do país. Mas, vamos ficar com os embates para Governadores e Presidente do Brasil. Vimos, ouvimos e participamos do desenrolar da nova história do Brasil, que se fundiu, se inflou e se desligou da velha e conhecida História do Brasil. E agora, como ela será contada?

Ela será descrita nos próximos livros de antropologia, por um jovem escritor, hoje um bravo e ávido eleitor que vivenciou tudo isso com toda a tenacidade e sagacidade de um novo descobridor do Brasil, com certeza será uma ótima leitura.

Aprendemos muito, pelo menos para quem quis aprender alguma coisa nessa teia emaranhada de verdades, intrigas, soberba, aulas de história, fascismo, comunismo, armas silenciadas, mentiras disfarçadas bobagens vomitadas e até silêncio.

Conforme as coisas iam surgindo, caminhando lentamente, lá ainda no início da disputa, percebia-se alguns sinais de como seria a corrida à cadeira de maior poder do país e no mesmo ritmo, mas com muito mais intensidade, as militâncias se equipavam com todas as armas disponíveis, E; quando esses instrumentos não estavam disponíveis, criava-se alguma coisa nova para participar dessa batalha e foi uma luta incrível.

De imediato me vieram a cabeça algumas coisas lidas há algum tempo. Me veio à mente, a teoria das Janelas de Johari. Um estudo que desde que descobri, me faz olhar as pessoas de um jeito único. Olhando a TL do meu Facebook durante esse último mês, percebia-se a confirmação dessa teoria em cada avatar.  Conheci um pouco mais sobre a disciplina curricular “ser humano”, sobre o seu comportamento, suas verdades, seus inabalados gostos e desgostos. Lembrava desses teóricos que me batiam na cabeça incessantemente toda vez que lia um post, uma linha ou via uma imagem ou uma hastag nova, e o ser humano estava ali, todo explicado e teorizado

O Amor e o Ódio em seus devidos lugares. Conhecemos a essência das pessoas, melhor, conhecemos a essência dos nossos amigos. As pessoas que convivem diariamente conosco, que trabalham conosco, que saímos para um bate papo no barzinho descolado ou num pé sujo de última e que nos dão bom dia, boa tarde, boa noite são pessoas totalmente desconhecidas. É muito estranho isso. Amizades, que trocaram as amizades conquistadas e mantidas com tanto zelo durante vinte, trinta anos, por uma postagem mal-educada nas redes sociais.

Foi um período de grandes descobertas. Se provou mais uma vez que o Brasileiro deve ser estudado pela NASA. Foi impressionante a velocidade de criação de memes sobre qualquer coisa que se imaginava. Alarmante como as pessoas propagavam Fake News e as defendiam com juras e até “eu vi, ninguém me contou” e os enfrentamentos pessoais, os desafios intelectuais na base da teorização e conhecimento profundo sobre tudo e todos.

Muitas promessas, muitas juras, juras de amor ao poste e ao coiso e até juras de morte. Quando eu vi um músico chamar um outro músico para brigar, porque votou diferente, fiquei preocupado. Será que era comigo? Ah! Promessas de sair do País, ah, isso eu vi muitas, mas isso foi só uma promessa num Tuíte e não deve ser levada a sério. Eu entendi.

É isso, foi uma eleição fantástica, sim, aprendemos muito, pelo menos para quem quis aprender alguma coisa com tudo isso.

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