Nos reunimos dias atrás, André Deack, Lia Rangel, Aline Rabelo, Dani Silva, Pedro Markun, Thiago Carrapatoso, Gabi Agustini e eu, para conversarmos sobre os primeiros cursos que começam agora em Março.
O modelo que permitirá manter a escola.livre como espaço de troca de conhecimento na construção de uma cultura de fato livre ainda está longe de estar pronto. Mas com a ajuda voluntária e mais que especializada do Thomas de Souza Buckup vamos colocando os primeiros tijolos pensando em formas de tornar transparente e públicas nossas despesas e partilhar para construir colaborativamente, envolvendo alunos, facilitadores, pessoas da Casa e colaboradores, o que será de fato, a cada momento, a escola.livre.
Estipular ou não um valor fixo para os cursos já fazia parte das preocupações que tínhamos. Mas sem dúvida essa questão ganhou outra importância e se inseriu em um contexto muito maior, nos fazendo rever nosso ponto de partida, depois da primeira conversa que tivemos com Thomas na Casa da Cultura Digital, anterior a essa conversa sobre os Cursos, de que falo aqui.
Desde Janeiro conversamos com pessoas de todas as instituições da Casa, e vários membros dessas instituições conversaram com pessoas de fora, mapeando possibilidades de cursos. Ainda antes da conversa com Thomas já tínhamos três cursos organizados para serem iniciados em Março.
Partilhando da ideia de que essa construção é um processo que está apenas no início decidimos manter esses cursos em Março ainda que não soubéssemos qual modelo financeiro adotar. O que fizemos foi inverter a lógica financeira que tínhamos. Nossa proposta para esses cursos de Março foi pensar em quanto os facilitadores achavam justo receber por hora/aula nos cursos que propuseram e acrescentar a esse valor uma quantia pequena que será destinada a escola como caixinha para pequenos gastos provavelmente ainda de instalação e infra-estrutura. Além disso, acrescentamos um valor de material para o curso BioDigital.
Dias atrás a Garapa, proponente do curso Imersão em fotojornalismo multimídia, decidiu adiar um pouquinho a poposta. Ficamos, portanto com dois cursos agora em Março.
BioDigital, nas palavras de Maira Begalli (uma das proponentes e facilitadora):
Como público-alvo esperamos produtores, gestores ambientais, estudantes, patrocinadores e idealizadores de eventos governamentais e corporativos – entre outros.
A proposta será composta por aulas expositivas-colaborativas, em 5 encontros (distribuídos em 3 semanas) com 2 horas de duração cada. Sendo:
Encontro 1
Apresentação da proposta e professores
Apresentação dos Alunos
Introdução ao tema [slides + discussão]
Leitura, Vídeos e Imagens indicados como estudo para o próximo encontro
Encontro 2
1 hora para exposição [slides]
1 hora para debates
Encontro 3
Lab para elaboração hipotética de eventos ou sedes usando BioDigital
Encontro 4
Apresentação das Propostas Elaboradas e Discussão
Encontro 5
Lab sobre a Metodologia:
- Dúvidas encontradas
- Melhorias que podem ser feitas
- Como contribuir para possíveis ajustes
- Como e em que evento/sede aplicar
Datas do workshop, 19h30, na escola.livre
24/03
29/03 e 31/03
5/04 e 7/04
Valor - R$ 300 turma com 2 a 6 alunos; R$ 150 turma com 7 a 12 alunos
alunos por turma - 12
mais infos – oi@veredas.net – ou comentários nesse post, que não serão publicados.
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Produção Marginal na Era dos Blogs, nas palavras de Felipe Meyer (um dos proponentes e facilitador):
Objetivos: Transmitir técnicas alternativas de produção e disseminação de conteúdos culturais, de forma que os participantes possam, ao fim da oficina, publicar seus próprios livros, revistas, fanzines e/ou histórias em quadrinhos mesmo sem possuírem condições ficanceiras (ou o desejo) de arcar com grandes tiragens e os processos tradicionais de impressão.
Produção Marginal
O advento da internet e a popularização de ferramentas de publicação de conteúno online, como blogs, twitter e as chamadas redes sociais, transformaram do dia para a noite cidadãos “comuns” em autores, críticos e formadores de opinião. Mas muito antes dessas tecnologias surgirem e estarem ao acesso de (quase) todos, diversos movimentos chamados de “marginais” se utilizavam de técnicas alternativas (ou “amadoras”) para a produção e disseminação de conteúdo crítico e autoral, a exemplo dos “poetas de mimeógrafo” dos anos 1960 e 1970, dos “fanzineiros” do quadrinhos underground dos anos 1980 ou mesmo dos famosos “catecismos”, pequenas revistas eróticas produzidas em baixas tiragens e vendidas às escondidas em plena ditadura militar. Esses e outros movimentos são comumente batizados de Cultura Marginal; a produção artística que não se enquadra dentro dos padrões tradicionais de se produzir cultura. A Cultura e a Produção marginais abusam da experimentação e do que muitas vezes é chamado de “amadorismo”, sempre buscando novas formas de expressão e novos olhares e muitas vezes aproximando a arte do universo coloquial.
A oficina “Produção Marginal na Era dos Blogs” explora algumas técnicas alternativas (ao digital) para a disseminação de conteúdos culturais, abordando movimentos de ontem e hoje e explorando as experiências pessoais de seus três oficineiros:
Gil Tokio é formado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP e recebeu um prêmio HQMix (o Oscar dos quadrinhos brasileiros) por seu trabalho final, “Na Bodega”, uma história em quadrinhos publicada em tiragem limitada e utilizando técnicas como serigrafia. Ainda na FAU, participou do Núcleo de quadrinhos onde publicou cinco edições da revista colaborativa “Cogumelo”. Publicou dois fanzines aproveitando as disciplinas de programação visual, “Tu” e “Santa do Pau Oco” (que lhe rendeu outra indicação ao HQMix), também utilizando métodos alternativos de impressão. Atualmente é sócio da Pingado Sociedade Ilustrativa junto com Leandro Robles e Beto Uechi, trabalhando como ilustrador, designer gráfico e animador. (ver currículo completo)
Cadu Simões é historiador e estudante de grego antigo, tendo trazido essas paixões para dentro de sua carreira como quadrinhista, nas HQs “Nova Hélade” e “Odisséia” (esta última ainda em processo de roteirização). Venceu o prêmio HQMix na categoria Roteirista Revelação e lançou de forma independente diversos fanzines antes de lançar em off-set a revista “Homem-Grilo”, cujo personagem-título é publicado também na internet. Foi um dos fundadores do Quarto Mundo, coletivo de quadrinistas vencedor de diversos prêmios e editou, junto com o grupo Sócios Ltda a revista em quadrinhas “Garagem Hermética”. (ver currículo completo)
Felipe Meyer é publicitário e redator, tendo colaborado para sites de quadrinhos como o “Sobrecarga”, “Catapôu!” e “Nanquim”, do qual era também editor. Fundou com Pedro Markun a Gasosa Comunicação, especializada em projetos editoriais, e editou mais de vinte edições do Jornal de Debates, periódico de jornalismo colaborativo inspirado na publicação de mesmo nome que circulou no Rio de Janeiro dos anos 1940. Publicou diversos fanzines antes de lançar, junto com Cadu Simões e Daniel Esteves, a revista “Contos da Madrugada”, indicada ao HQMix na categoria Melhor Publicação Independente Especial. Organizou na última edição da Campus Party Brazil a oficina “Produção Mimeografada”, com Cadu Simões, na qual essa nova oficina é inspirada. (ver currículo completo)
Tópicos
Cultura Marginal
Produção colaborativa
Métodos alternativos de impressão
Formas de distribuição
Online x Offline
Metodologia
A oficina é dividida em duas partes: na primeira delas são discutidos conceitos e origens da Produção Marginal e aspectos da Produção Colaborativo, e apresentados tutoriais; na segunda parte os presentes se unem aos palestrantes para produzir, colaborativamente, uma publicação que se utilize das técnicas apresentadas.
Carga horária: 8 horas
Data: 20 de março, das 10hs às 18hs (com pausa para almoço)
Valor da inscrição: R$ 100,00
Mínimo de alunos: 12
Máximo de alunos: 20
Público-alvo: Blogueiros, estudantes de jornalismo, escritores e comunicadores em geral.
PARA SE INSCREVER ACESSE ESSE LINK