Trilha Pedagógica
15/12/2009 - postado por Bianca Santana
Como “seeders” desta trilha, eu, Deak e Samadeu ficamos de puxar a conversa sobre a programação inaugural da nossa escola, em janeiro. Para tanto, vale retomar o objetivo central da escola.livre, que definimos neste primeiro projeto:
” Construir um espaço de reflexão e produção de informação, conhecimento e cultura, baseado nas práticas colaborativas da cultura digital, testando na proposta pedagógica e nas relações entre os pares (que assumem o papel de educadores e educandos) os limites, contradições e benefÃcios da arquitetura distribuÃda de rede nos processos formativos.”
Para alcançá-lo, pensamos em experimentar quatro modelos. É claro que a definição de cada um deles e os modelos em si podem e devem ser discutidos. Abaixo, colocamos nossa proposta, mas contamos com as contribuições de vocês antes de avançar.
1. trilhas de aprendizagem P2P (peer-to-peer, pirtiupir e pir tupy);
Baseado nos modelos de rede distribuÃda, tentaremos aqui criar um sistema de aprendizagem que seja construÃdo também pelo aluno. A ideia é termos alguns “seeders”, ou seja, pessoas que sejam reconhecidas pelo conhecimento que detêm em tal área. Por exemplo: poderÃamos ter pessoas com conhecimentos sobre cultura digital, em vários aspectos. Então, terÃamos cerca de 10-15 seeders de cultura digital.
Num perÃodo determinado, os alunos (sem ter um nome melhor, e pra não chamar de leecher) poderiam escolher quais assuntos seriam discutidos, com quais seeders, em encontros presenciais e virtuais. Os presenciais se fariam na escola, uma ou duas vezes por semana, e funcionariam como uma desconferência.
Na Prática:
Escolhemos um tema (que pode ser Cultura Digital, Comunicação, Educação, Produção de VÃdeo ou qualquer outro) e convidamos especialistas ou ativistas pra “seederizar” o processo de aprendizagem distribuÃda. Quem quiser participar da trilha, manda um breve currÃculo ou descrição de aptidões e expectativas, e disponibilidade de horário (para o teste inicial, na última semana de janeiro, durante uma semana). Com as informações sobre os “seeders” e os outros participantes, montamos uma tabelinha dizendo quem vai estar na escola e em que horário. A partir daÃ, as pessoas podem aparecer e construir conhecimento como quiserem, orientadas pelos “seeders” (se quiserem).
Este modelo é muito experimental e pode ser sensacional ou dar bem errado. Por mais que tenhamos que pagar alguel, luz, água, telefone, conexão etc etc etc, poderÃamos oferecer a trilha sem cobrar dindin, mas pedindo ajuda pra mobiliar e decorar a escola. Fazemos uma lista tipo “chá-bar” e cada um traz o que quiser, montando a escola de maneira colaborativa – até no que é material
2. cursos definidos de maneira colaborativa;
Já temos um wiki com cursos propostos pelos membros da Casa da Cultura Digital. Mas terÃamos, também, um wiki para que as pessoas sugerissem cursos que gostariam de ter. Fazem a sugestão do curso e inscrevem o nome nele, como pretendente. O curso é montado online e, quando atinge determinado número de alunos, acontece.
Na prática:
Jogaremos temas na página http://wiki.casadeculturadigital.com.br e vamos montando a programação juntos. Dependendo das necessidades, encontramos e convidamos mediadores – sejam professores, oficineiros ou palestrantes. Temos pouquÃssimo tempo até janeiro, então precisamos correr para oferecer um curso assim na última semana do mês.
Pra este formato, podemos pensar num valor hora-aula pra alunos pagarem e mediadores receberem, levando em conta os gastos mÃnimos de manutenção da escola.
3. mini-cursos propostos de maneira tradicional, mas que privilegiem o saber de quem vem como “aluno”;
Neste modelo vale consultar os membros da Casa de Cultura Digital (e quem mais topar ser professor voluntário) pra propor cursos bacanudos. O professor dá as aulas como doação pra estruturação da escola e os alunos pagam um valor justo que ajude nas despesas do mês de janeiro.
4. palestras ou mini-cursos tradicionais, de modelo top-down.
Aqui, o modelão tradicional, 10 horas por curso, 5 dias da semana num dos perÃodos, ou uma oficina durante um fim de semana todo. E palestras de duas horas, com perguntas. Tudo, se possÃvel, transmitido online.
Podemos sondar os interesses dos possÃveis alunos e oferecer palestras, workshops ou mini-cursos com professores contratados por um valor hora-aula bacana. O valor por aluno seria um pouco mais alto que nos outros modelos, mas aindaassim mais baratos do que o mercado costuma cobrar.
PoderÃamos montar a programação da última semana de janeiro lotando a escola toda com atividades variadas, de manhã, de tarde e de noite. Seria uma bela inauguração!
Que tal discutir os modelos aqui nos comentários e em qualquer lugar da rede com as tags #modelos #escolalivre ? Podemos debater até quinta-feira, pra depois compilarmos as contribuições e avançarmos nas propostas.

[...] This post was mentioned on Twitter by Pedro Markun and biancasantana, biancasantana. biancasantana said: Novidades da trilha pedagógica da #escolalivre : http://tinyurl.com/y9ktnxx Ajude a elaborar os #modelos de atividades. [...]
acredito que experimentar os 4 modelos mostrará o quanto vamos querer reproduzÃ-los ao longo do tempo, mas gosto em especial do modelo 2, especialmente porque abre espaço para que as pessoas proponham os cursos que querem ter.
Bianca, a última semana de janeiro concorre com a cparty – não tenho certeza, mais alguns potenciais “seeders” ou palestrantes poderiam ficar fora da semana experimental. Se bem que, como só consegui acessar o blog hoje (depois do peróido de festas), talvez o cronograma inicial tenha ficado comprometido…
também não sei como está sendo feita a articulação das conversas, mas com prazos menores, talvez um ponto de partida seja realmente algo próximo aos modelos 3 e 4, com uma programação definida, divulgação maciça e condições para agregar a maior quantidade de interessados possÃvel.