Justo e necessário
22/03/2010 - postado por Luciana Scuarcialupi
No último posto contei para vocês da decisão de que o valor dos cursos de Março seriam pautados pelo custo da hora do facilitador acrescida de um valor de “caixinha” para a escola.livre e quando existisse, custo de material do curso.
No entanto, apesar de ter postado cursos e valores acho que vale recuperar aqui as discussões que levaram a decisão por esses montante. Para todos nós, os facilitadores e eu, depois de muito discutir passamos a pensar em um valor para a hora de “aula” da oficina, do curso, do workshop. No entanto esse parâmetro não foi e nem parece ser o melhor que poderÃamos usar. Digo isso por muito motivos. O primeiro deles, e talvez o mais importante, é que existe antes e depois do encontro marcado com os participantes muitas horas de dedicação do facilitador preparando os encontros, estudando o material a ser discutido, respondendo à dúvidas.
Aqueles poucos minutos, que muitos devem conhecer, quando o encontro se encerra e o facilitador ainda está entre nós é rico demais para muitos dos participantes. PoderÃamos discutir aqui os motivos que fazem esses instantes serem tão especiais, mas certamente o trabalho individual do facilitador com cada participante pesa a favor da mágica.
No caso dos cursos de Março só consideramos o que chamei aqui de hora de “aula”. E para complicar a discussão, feita essa conta e dividindo o valor pelo número de alunos que se espera nos deparamos com valores que nos parecem caros demais. O que se seguiu foi uma discussão que diminuÃa valor por hora, repensava a divisão, aumentava número de alunos por curso. Em uma ginástica enorme para equacionar o necessário a ser arrecadado para o curso acontecer e o justo para não impedir que mais pessoas pudessem participar.
De tudo o que discutimos e buscamos ainda fica a pergunta: Como garantir que o facilitador possa dedicar mais horas ao encontro (recebendo bastante bem para isso, claro!), respondendo por exemplo, a possÃveis demandas individuais dos participantes, e, ao mesmo tempo que o valor a ser pago por cada aluno seja acessÃvel a todos e cada um que tiver interesse. Encontrar uma forma de equilibrar as variáveis: o “justo” a ser pago, ou seja, o quanto cada um pode (que é bastante variável e individual) e o necessário para que os facilitadores recebam também de forma justa pelas horas que dedicarão ao trabalho é o desafio que temos pela frente.
