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Grupo de dança pernambucano apresentará cinco espetáculos

30 de setembro de 2010

Comandado pelo coreógrafo Black Escobar, o Arte em Movimento, do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), promete emocionar o público do Festival. Serão apresentados cinco espetáculos que resgatam movimentos culturais brasileiros através da dança. Os 20 integrantes do grupo ensaiam três vezes por semana para apresentar o resultado às plateias de todo o Brasil.

O mais recente dos trabalhos é “A nova que a bossa tem”, premiado no último Festival Estudantil de Teatro e Dança do Recife como destaque da dança, melhor direção de arte e conjunto da obra. O espetáculo é fruto de uma pesquisa dentro do universo da MPB e faz uma homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. A ideia é mostrar de forma leve o movimento contemporâneo da ditadura.

Outro trabalho novo é o “Encontro”, dedicado à música de Chico Buarque e Elis Regina. O espetáculo relembra os festivais de música, a força e a garra da mulher, transmitindo uma mensagem de que na vida o homem está sempre aprendendo a jogar. O Ate em Movimento também não vai deixar de prestigiar o Festival com os passos bem marcados do frevo. Para isso, levam ao palco o “Viva Pernambuco”, uma reverência ao ritmo que tem mais de 100 anos de existência. 

Em “Sonhos, peripécias e gargalhadas”, vencedor do Prêmio Destaque no Festival Estudantil de Teatro e Dança do Recife de 2009, o grupo mostra o universo lúdico da infância. Já em “Vitalinos” é feita uma homenagem ao centenário do músico e mestre da cultura figurativa do barro. Os bonecos de Vitalino que representam os grupos humanos são todos enaltecidos no palco. Ao som de uma banda de pífano, o grupo mostra a dor dos nordestinos e retirantes durante o período de seca, a luta dos cangaceiros, o casal de noivos e a famosa mulher carregando o pote. Confira um trecho da apresentação do grupo.

Além de muita arte, os dançarinos prometem levar toda a empolgação natural da vida estudantil. A aluna do curso de Segurança do Trabalho e integrante do grupo, Milena Santos de Melo, 18 anos, revela que convive com o sentimento da ansiedade por causa do Festival. “Não vejo a hora de chegar o dia. Quero conhecer novas culturas e pessoas de todos os estados do Brasil”, diz. Para ela, a palavra de ordem é se integrar.

 

 

 

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