Publicamos semana passada um post no blog do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital 2009 avisando que a nova edição do Fórum já está programada e os membros desta rede estão convidados a construir juntos a programação do evento. De lá para cá, muita sugestão interessante surgiu (veja nos comentários deste post: http://culturadigital.br/seminariointernacional/2010/09/21/preparacao-para-o-forum-da-cultura-digital-2010/). Continuamos, então, a chamada coletiva para ideias, ações, experiências, temas de discussão, agora já no blog oficial do Fórum 2010.
Replicamos abaixo o post publicado e continuamos abertos à sugestões. Ao final do texto, fizemos uma compilação das ideias postadas nos comentários do post do fórum de 2009, lembrando sempre que sugestões são sempre muito bem-vindas.
Preparação para o Fórum da Cultura Digital 2010
Está confirmado: a Cinemateca Brasileira receberá pelo segundo ano consecutivo o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Um pouco diferente e maior se comparado à edição de 2009, o evento este ano focará em encontro de redes (e intra-redes) já articuladas de cultura digital e divulgação de experiências pioneiras e inovadoras espalhadas pelo país. O Fórum acontecerá de 14 a 17 de novembro, em São Paulo, e apesar do pouco tempo de produção, gostaríamos de construir a programação colaborativamente e contar com o apoio da comunidade para a elaboração do encontro.
Um blog específico será criado nos próximos dias. Com o tempo, podemos abrir, inclusive, blogs diferentes para cada área de programação do Fórum. Enquanto isso não acontece, adianto por aqui o que está desenhado e abro o espaço desde já para sugestões e ideias. Abaixo, uma divisão pensada para os espaços e atividades, a serem preenchidas com sugestões da organização e da própria rede. Ontem uma reunião prévia foi realizada na Casa da Cultura Digital, em São Paulo, em que alguns parceiros e integrantes do CulturaDigital.Br já elencaram uma série de ações que podem ser incorporadas, brevemente descritas abaixo.
Para enviar sugestões ou complementar as que estão descritas, deixem um comentário neste post, que sistematizaremos as contribuições (enquanto não montamos uma ferramenta para isso).
FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA 2010: CONSTRUÇÃO COLETIVA
QUANDO: 14 a 17 de novembro de 2010, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo;
14/11: Show de abertura
15 a 17/11: Fórum da Cultura Digital, na Cinemateca Brasileira;
-Seminário (sala principal: BNDES)
2 mesas por dia
Eixos de discussão conceitural do Seminário:
1.Eixo Econômico
Distribuição livre e Remuneração do criador: como manter o livre fluxo de conteúdo, bens e produtos culturais privilegiando a remuneração dos criadores? Usuários, criadores, a rede. Que embates e interlocuções são possíveis no contexto de uma economia criativa e sustentável?
2.Eixo social/ cidadão
Apropriação tecnológica: entendimentos sobre o conceito de “tecnofagia”. A apropriação tecnológica atrelada à construção de repertório cultural. Produção de conteúdo legítimo à diversidade, resignificação, acesso, qualificação do uso. Relações com o Programa Nacional de Banda Larga.
3.Eixo simbólico
Transmidiatividade: a internet entendida como contexto, como rede, interlocução e interatividade. Qualidade estética e editorial em processos colaborativos. As transformações sofridas pelo artista em seu processo criativo e a necessidade de pensar multiplataforma: cultura digital não é apenas internet.
Convidados e temas das mesas: a definir (ABERTO A SUGESTÕES)
-Plenária (Sala Petrobrás)
Elaboração da carta proposta a ser entregue ao Ministro da Cultura: definição de diretrizes para elaboração de política pública na área da cultura digital.
Dia(s) e horário(s): a definir
-Experiências (Sala Petrobrás)
Apresentação de experiências de cultura digital espalhadas pelo país.
-Uso de Recursos Educacionais Abertos pelo Colégio Dante Alighieri (sugestão da Bianca Santanna);
-Transparência Hack Day Especial Números da Cultura-Hackerspace;
-Mapa da Cidade Tiradentes
-Arte Digital.Br
SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!
-Encontro de Redes (Tenda 1)
SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!
-Atividades “mão na massa”/ oficinas (Tenda 2)
-Espaço para remix (Sugestão de Pixel, Marco Nalesso, Adriano de Angelis)
-Espaço para experimentação audiovisual (sugestão do Pixel)
-Mapping (sugestão do Pixel)
-Circuit Band/ Hardware aberto (sugestão do Cícero)
-Mutirão para licenciamento livro de material didático (sugestão da Bianca Santanna)
-SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!
**
Idéias pescadas nos comentários do post:
-Espaço para atividades espontâneas/discussões (Tenda 3);
-Linha do tempo da cultura digital brasileira: como a sociedade civil e coletivos ativistas chegaram ao Minc e elaboraram grandes ações (sugestão do Leo Germani);
-Rede de servidores livres/ API de acervos distribuídos (sugestão do Leo Germani)-Debate sobre economia e cultura digital como desenvolvimento alternativo (sugestão do Felipe Altenfelder)
-Como é desenvolver cultura em software livre: análise 8 anos depois (sugestão do Leo Germani)
-Cultura digital nos próximos 10 anos: balanço e projeção importante para o atual momento histórico (sugestão de Adriano de Angelis);-Discussão sobre televisão: construção de um outro modelo, a tevê que todos sonhamos (sugestão de Adriano de Angelis);
-Repensando o Tempo Real: como tecnologias como o Google Instant, Twitter e o pubsubhubbub estão alterando nossa noção de tempo e mudando nossa percepção de como consumir notícia (sugestão de Eduardo Fernandes);
-Discussão focada na ideia de “transpolítica”: como no espectro da construção das políticas públicas nos diversos campos sociais (educação, saúde, cultura etc) se dá a interação com os processos incitados pelo desenvolvimento da cultura digital? A cultura digital como um eixo transversal à construção de políticas públicas (Zonda Bez);
- Conversa sobre os sentidos da participação cidadã nas atuais condições tecnológicas. Com a emergência das novas tecnologias e da cultura digital a participação cidadã é também resignificada e tem seus sentidos ampliados, fazendo correspondência com as práticas de produção colaborativa e outras dinâmicas interativas que as mídias digitais proporcionam (sugestão de Luís Eduardo Tavares);
-Debate sobre cultura cultura digital e direitos autorias, com foco na questão da legalização do p2p (sugestão de Leonardo Barbosa);
-Roda de conversa sobre Contra Cultura Digital; relação entre movimentos contra culturais e a emergência da cultura digital no Brasil (sugestão de Thais Brito);
-Criação de um grande espaço de laboratório de experimentação (audiovisual, mashup, remix, mapping) para que cada um possa se instalar e trocar informações com pessoas de outras regiões (sugestão de Valentino Kmentt);
-Encontro-apresentação Nordeste Livre: reunir as pessoas que participam da rede NE livre para apresentação e discussão sobre o projeto e inciativas semelhantes pelo Brasil (sugestão de Ricardo Ruiz);
-Encontro da Rede de Servidores Livre; trazer para a conversa e para o trabalho conjunto as pessoas que fizeram o projeto RDSL funcionar até hoje (sugestão de Ricardo Ruiz);
-Prêmio cultura digital: encontro dos premiados pelo edital nacional (sugestão de Ricardo Ruiz);
-Apresentação de vídeos e áudios do Brasil Memória das Artes, projeto da Funarte que visa colocar acervos digitalizados na rede (sugestão de Ana Cláudia Souza);
-Sugestão de grupos a relatarem suas experiências: Coletivo Puraque em Santarém (PA) e MHHOB, em Teresina (PI) (sugestão de Leo Germani);
-Discussão voltada à Sociedade Informacional e a questão da influência das NTIC (Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação) na sociabilidade e a identidade dos indivíduos (sugestão de Maurício Santos);
-Relatos de experiências e debates sobre Interface da Educação e Educação na Cultura Digital; relatos de experiências de iniciativas como o Minha Terra, uma rede social educativa com mais de 9 mil participantes, entre alunos e educadores, que junta sustentabildade, protagonismo juvenil, uso das telas digitais (internet, celular, games e TV) num ambiente de rede que estimula uso dos recursos da Web 2.0 (sugestão de Vanessa Rodrigues);
SUGESTÕES CONTINUAM MUITO BEM-VINDAS;

dricaveloso 29 de setembro
Poxa muito bacana saber que o Fórum vai ter esta segunda edição ampliada!
Gostaria de sugerir uma conversa sobre governança da internet e as eleições do CGI.br de 2010, comentários sobre as pautas, apanhado sobre as leis e movimentos (AI5 digital, entre outros).
Outro assunto que tem me interessado é a ‘rede livre’ diaspora e sua proposta de criar uma rede social livre e p2p (http://www.joindiaspora.com/). pode ser como um debate ou como um convite.
por falar em convite pra gente de fora quem esteve no brasil recentemente foi o Fran Ilich que tem uma bagagem cultural muito interessante no debate/mapeamento sobre ativismo digital dos últimos 10 anos.
um debate que senti falta no eixo de arte digital foi o da interatividade, projetos interativos e experiência de uso. cabe algo no que já foi citado sobre circuitos colaborativos/compartilhados, espaço de remix/burnstation/ circuitbending/hacking eletrônico, mas como é um tema novo talvez seja o caso de aprofundar. ainda nesta área de ‘arte digital’ há uma pegada recente bem forte na truquenologia/gambiarra/gambiologia que é extremamente interessante.
acho interessante também um mapeamento de instituições que se propõe a trabalhar com a ‘cultura digital’ que atualmente andam pipocando por aí e vão desde institutos como o da Telefônica e do Unibanco a escolas de bairro. como esse conhecimento está sendo compartilhado/disseminado?
por fim, sugiro uma aproximação com o plug minas o programa de cultura digital do .gov do estado de minas onde está a Oi Kabum, Valores de Minas, Amigo do Professor entre outros projetos de cultura digital que agregam uma experiência diferente da do .gov federal e até por isso bem interessante (diversidade amplia o pensamento…).
espero participar presencialmente outra vez! parabéns pelo trabalho!
banto palmarino 30 de setembro
Cultura Digital andando por duas vias (e terceira margem): quando a cultura é o estrutura e a questão tecnologia, tecnicas e ciencias vem como transversal ou a via contrária.
Por outra lado o cuidado dos tabus com roupagem novas ao invés dela, cultura digital, superar temas sensiveis (religioso, étnico-racial, genero, territoralidade)…não de forma que não seja ignorar que existe e sim pauta e desenvolver e ponto de não ser necessário a afirmação de quem não se sente contemplado.
A cultura digital dialogando com a educação de forma que venha ser algo para o desenvolvimento intelectual e humano, além do direito de consumir.
nesse sentido penso que seria bacana a participação do pessoal do
Desinformémonos
http://desinformemonos.org/
Instituto de Mídia Étnica
http://midiaetnica.ning.com/
Squeak Brasil
http://www.squeakland.org/
e a Relivi (A rede tem como objetivo construir um espaço de interlocução latinoamericana de produção de vídeo educacional em contexto intercultural)
http://lantec.fae.unicamp.br/relivi/site/
Wille Marcel Lima Malheiro 30 de setembro
Me sinto bastante contemplado em várias sugestões, como o debate da rede de servidores livres, da rede NE livre e, principante da conversa sobre produção de cultura com software livre.
Christian 1 de outubro
A música na Cultura Digital
Quais as fórmulas que vem sendo usadas pelos artistas independentes pra se aproximar do fã online?
Que ferramentas as gravadoras vem utilizando pra resgatar o tempo perdido?
______________________________________
A participaçlão do Governo no fomento a novas manifestações artísticas
Débora Sebriam 2 de outubro
Boa tarde. Meu nome é Débora Sebriam, sou profª. mestre em Engenharia de Mídias para a Educação e trabalho no Centro Educacional Pioneiro em São Paulo. Como a parte destinada a experiências de cultura digital (sala Petrobrás) ainda está aberta a sugestões, gostaria de me colocar a disposição para contar uma experiência muito interessante sobre o uso de diferentes mídias digitais com crianças do maternal ao 4º ano. Iniciei este projeto com educação infantil e fundamental I em março deste ano e comecei a divulgar o projeto através do blog: http://iepioneiro.blogspot.com/
Se for de interesse, aguardo o contato de vocês.
vitor guerra 4 de outubro
Para essa edição mais ampliada do fórum, o laboratório brasileiro de cultura digital pensou numa proposta que consiga conectar os espaços (o encontro de redes/as experiências) com os participantes do fórum.
E a proposição são ações curtas – em vídeo – cruzando um pouco com a idéia de cobertura do evento (mas acho que um saindo um pouco da cobertura oficial) e que se divide em dois eixos: um de temática musical e outro como um ”vídeo-cruzamento” das idéias; vídeos instantâneos, já uploudados na hora. E aberto as demandas que forem criadas pelos participantes, na hora.
A vertente musical se dá de forma simples: gravação, sequência de fotos e vídeo no youtube. A infra-estrutura necessária vem sendo pensada como leve e portátil, valorizando os encontros em diferentes espaços da cinemateca, mas não sem uma grade fixa também, com alguns horários já agendados. A parte mais solta, maleável, até por sugestão do Alex Antunes, que mostrou interesse em se envolver nessa área- pode evocar intervenções e samplers, improvisos, e alguns nomes vem surgindo para complementar essa idéia: o músicadebolso.com.br; e pessoas para executar esse trabalho de som, samplers, microfonação dos instrumentos, ilha de edição, estamos criando uma equipe para dar conta dessa demanda.
A vertente de registros seria uma forma de conseguir um produto acabado instânteneo, nas conversas dos participantes, os cruzamentos de idéias, ”muito legal aquilo que fulano comentou sobre tal projeto” – ”fulano quer falar algo sobre o PCult” – movimentando e informando em vídeo o fórum dentro da nuvem, durante o evento.
Acho que a criação desse stand de vídeo móvel pode ser legal para a integração das coisas, mais pessoas ficam sabendo de novas idéias – e não sem o toque de intervencionismo da proposta musical.
Sendo livre para proposições, um catalisador de idéias – ”então vamos fazer um vídeo desse assunto” – movimentando constantemente o fórum, pelo próprio fórum…
Acho que nada melhor do que abrir a proposta aqui na rede para que mais interessados se aproximem…
Então fica em aberto: sugestões de grupos, pessoas com vontade de participar, e a conexão com outras intervenções de vídeo que estão sendo pensadas…vamos conversando!
Acho que é isso!
Andressa Vianna 20 de outubro
Mostra do Vídeo Livre
A Mostra é formada por títulos (em sua maioria de produção independentes) que de alguma forma se utilizam de meios livres (softwares, formatos, licenças) em sua realização. Possui em torno de 12 horas de material e poderá ser distrubuída em sessões de 2 horas/dia em uma curadoria especial para o Fórum.
Há também a possibilidade de articular a vinda de diretores para uma apresentação expositiva de seu modelo de produção e bate papo.
Encontro de Vídeo Livre
OVC-Br – Como uma pequena representação do evento em Nova York, realizar um encontro entre fundadores e potenciais parceiros para a articulação e projeção de ações para o vídeo livre no Brasil.
Desenvolvedores: Convidar uma lista de desenvolvedores de softwares, plataformas e codecs para debate sobre que está em andamento e o que pode ser articulado.
Modelos de produção independentes: Convidar uma lista de produtores, autores e pensadores para debate sobre os modelos existentes hoje e novas formas de realizar o audiovisual.
TV: Articular um encontro para exposição das discussões de modelos de gestão na TV brasileira e como o vídeo livre deve estar representado neste veículo.
Legislação e remix: Atualizar o panorama da legislação brasileira para a utilização de conteúdo público e de terceiros para a re-significação. Pretende-se realizar o encontro com produtores, especialistas da legislação e tb uma mostra ao vivo de remix.
Jam A/V
Uma big jam audiovisual, preparada para a autogestão e combinação improvisada de parcerias e projetos. Cada participante (Vj, músico, Dj, etc) traz seu equipamento básico e se conecta à infra de som e vídeo de caixas de som e projetor, e realiza sua performance ao vivo.
Poderá envolver também a participação de outros via streaming.
Mapping
Projeção artística em mapping de algum dos prédios da Cinemateca. Serão convidados artistas que trabalham com a linguagem para a montagem, exposição e apresentação da linguagem, assim como tb poderá ser realizado um trabalho criado a partir da identidade e conteúdo do