A Cinemateca Brasileira convida os participantes do Fórum da Cultura Digital a conhecer um pouco mais do seu trabalho de preservação da memória e difusão do audiovisual brasileiro por meio de uma visita guiada, amanhã (16/11) a partir das 15h.

Os interessados devem procurar a tenda Cultura Digital Mão na Massa (ao lado da sala BNDES, a principal da Cinemateca) cerca de vinte minutos antes das 15h.

História

A Cinemateca surgiu a partir da criação do Clube de Cinema de São Paulo, na década de 40, vindo a tornar-se um dos primeiros arquivos de filmes a se filiar à FIAF – Federação Internacional de Arquivos de Filmes em 1948.

Em 1984, foi incorporada ao Governo Federal como um órgão do então Ministério de Educação e Cultura – MEC e hoje está vinculada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Iniciou em 1992 sua mudança para o antigo Matadouro Municipal de São Paulo, complexo tombado pelo Condephaat e cedido pela Prefeitura.

Acervo

O acervo da Cinemateca é amplamente diversificado em suportes, demandando medidas diferenciadas de preservação para cada um deles, e estimulando desafios de catalogação inerentes a esse processo.

O acervo audiovisual está estimado em 200 mil rolos de película em diferentes bitolas (35mm, 16mm, Super-8…), além de materiais em outros suportes analógicos (Quadruplex, U-matic, Betacam…) e digitais (Beta Digital, DVCam, MiniDV, HDCam, LTO…).

O acervo de imagens é constituído de 100 mil fotografias (negativos e positivos) e cerca de 9.000 cartazes.

A Biblioteca está aberta diariamente ao público e conta com mais de 20 mil itens para consulta, entre livros, roteiros, catálogos, folhetos e outros documentos, uma coleção de periódicos integrais e recortes com mais de 30 mil referências, além de documentação de Arquivos Pessoais e Institucionais.

Digitalização

As experiências recentes de digitalização do acervo da Cinemateca são processos que complementam o trabalho histórico de preservação e ampliam enormemente as possibilidades de difusão e acesso público aos materiais do acervo.

Tais experiências são resultantes da junção de novas tecnologias ao extenso e minucioso cuidado destinado à preservação dos acervos.

Cartazes de filmes brasileiros

Parceria com a Fundação Vitae possibilitou a digitalização de cerca de 2.000 cartazes de filmes brasileiros.

Dilema Digital

Estudo publicado originalmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, e traduzido para o português pela Cinemateca Brasileira.

Programa Petrobras Cultural

Possibilitou a digitalização do acervo fotográfico da Cinemateca.

Resgate do Acervo Audiovisual Jornalístico da TV Tupi

Projeto em parceria com o Ministério da Justiça, proporcionou a digitalização e disponibilização na internet de 125 horas de telejornais da extinta TV Tupi.

Programas de Restauro

Nas duas edições já realizadas com o patrocínio da Petrobras foram restauradas obras cinematográficas brasileiras de categorias, períodos e locais de origem variados., utilizando-se de processos fotoquímicos e digitais complementares.

Banco de Conteúdos Culturais

Resultado de uma iniciativa conjunta do Ministério da Cultura e o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Atualmente na fase de digitalização da coleção do INCE – Instituto Nacional de Cinema Educativo e dos acervos da Atlântida e Vera Cruz.

Essas coleções serão disponibilizadas na internet para o público juntamente com os acervos em diferentes suportes digitalizados e em processo de digitalização citados anteriormente.

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