Pré-forum Paulista de Cultura Digital

Comitê de Inclusão Digital se reúne para discutir criação de empresa de banda larga e ressuscitar a Telebrás

Gerusa Marques e Renato Cruz

A volta do governo à operação de serviços de telecomunicações caminha a passos rápidos em Brasília. Está marcada para amanhã a primeira reunião do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital, que vai discutir os detalhes do plano de banda larga solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro. Desde a privatização do Sistema Telebrás, em 1998, o governo federal não tem uma operadora. A criação de uma estatal para o setor preocupa as empresas privadas.

*A matéria é visivelmente anti-governo e pró-empresas privadas.*
*Já neste parágrafo inicial o jornalista deixa claro sua posição de que “a criação de uma estatal para o setor “preocupa” as empresas privadas”.*
*Não se dá ao trabalho de explicar ao leitor que a privatização foi um desastre, que as empresas privadas estão operando TODAS as nossas Telecom há dez anos, e até hoje não deram ao Brasil uma rede de Banda Larga adequada.* Read the rest of Comitê de Inclusão Digital se reúne para discutir criação de empresa de banda larga e ressuscitar a Telebrás »

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Por que tanta resistência com a cultura/música livre?

Por Everton Rodrigues.

“A sectarização, porque mítica e irracional, transforma a realidade numa falsa realidade, que, assim, não pode ser mudada.” (Paulo Freire)

Quero partir do princípio acima para dialogar brevemente com o momento histórico que vivemos, e pontuar alguns exemplos de reações aos nossos questionamentos feitos à atual hegemônica indústria musical.

Devo seguir na linha proposta por Leoni, que propõem que realizemos o debate com argumentos sem instalar um campo de guerra entre os que defendem, e os que são contra a indústria musical.

Portanto, é preciso analisar a realidade coletiva em seus diversos aspectos e pontos de vista, e não apenas individual, para assim, cada qual defender suas ideias com respeito, sem tentar de forma simples e rasa desconstruir opiniões diferentes com adjetivos negativos. Read the rest of Por que tanta resistência com a cultura/música livre? »

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O Histórico do Software Livre

Com a consolidação do capitalismo no século XX, o crescimento populacional e a intensificação da globalização, criam-se novas necessidades para o ser humano. A automatização e a quantidade de dados e informações para serem armazenadas e processadas atingem volumes incalculáveis. Neste contexto, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), se destaca e é pressionada por diversas intenções de grupos e empresas que ditam padrões e tendências tecnológicas a seu próprio favor.

Para Herbert Marcuse, a tecnologia, como modo de produção, como a totalidade dos instrumentos, dispositivos, invenções, é uma forma de organizar e modificar as relações sociais. Reproduz, fielmente, a manifestação do pensamento e dos padrões de comportamento dominantes. Enfim, trata-se de um verdadeiro instrumento de controle e dominação. E isso ocorre em razão da organização do aparato industrial, voltado totalmente para a satisfação das necessidades crescentes dos indivíduos. Read the rest of O Histórico do Software Livre »

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CULTURA DIGITAL 2010: PERIGO E OPORTUNIDADE

Quando começamos a Cultura Digital no MinC, chamávamos isso de 3a geração da “Inclusão Digital”.
A primeira geração era a onda de “informática para os pobres” com a lógica obtusa e perversa de que sem “informártica” o pobre “não vai ser ninguém na vida”.

A segunda eram os Telecentros da Prefeitura de São Paulo, capitaneados pelo Sergio Amadeu, um projeto extraordinariamente importante e paradigmático que apontava para a potencialidade político/cultural da Internet e ferramentas livres. Read the rest of CULTURA DIGITAL 2010: PERIGO E OPORTUNIDADE »

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Banda larga como serviço público




Diogo Moyses – Terra Magazine
22.09.2009

Não é de hoje que muitos afirmam ser imprescindível a universalização do acesso à banda larga. Universalizar significa garantir a todos os cidadãos – independente das condições econômicas ou localização geográfica – os recursos necessários para o acesso à Internet, o que inclui computadores, conexões com velocidades decentes e, também, o conhecimento necessário para a utilização do pleno potencial da tecnologia.

O tema voltou às capas dos jornais e portais eletrônicos na última semana. Primeiro, em função da publicação do regulamento para a oferta de Internet pela rede elétrica. Segundo, porque o presidente Lula determinou aos seus auxiliares a elaboração de um plano para ampliar o uso pelos brasileiros da rede mundial de computadores.

São boas notícias, mas recomenda-se analisar os fatos com prudência. Assim, evitam-se ilusões e criam-se condições para melhorar as propostas atualmente em debate. Read the rest of Banda larga como serviço público »

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Da Ação Cultura Digital e Aprendizagem

A Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva atua como catalizadora da rede formada pelos Pontos de Cultura para apropriação das ferramentas multimídia e sensibilização para o uso do software livre. Considerando o caráter experimental e inovador do trabalho de Cultura Digital do MinC,  qualquer pesquisa sobre novas tecnologias para usos sociais e culturais precisaria ser precedida de um estudo sobre novas formas de colaboração e cooperação, tendo como princípio  a generosidade intelectual. No Site da Ação Cultura Digital do MinC encontra-se um pronunciamento de 2004 do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil:

“Cultura digital é um conceito novo. Parte da idéia de que a revolução das tecnologias digitais é, em essência, cultural. O que está implicado aqui é que o uso de tecnologia digital muda os comportamentos. O uso pleno da Internet e do software livre cria fantásticas possibilidades de democratizar os acessos à informação e ao conhecimento, maximizar os potenciais dos bens e serviços culturais, amplificar os valores que formam o nosso repertório comum e, portanto, a nossa cultura, e potencializar também a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte” (Disponível em: <http://blogs.cultura.gov.br/cultura_digital/sobre-2/>)

Observa-se no pronunciamento do ex-ministro Gilberto Gil que a Ação Cultura Digital, antes de ser uma iniciativa governamental do MinC, já era uma cultura, entedida como conceito, difundido entre alguns grupos com fortes bases na cibercultura, cibercultura aqui entendida como a relação entre as tecnologias de comunicação, informação e a cultura, trata-se de uma nova relação entre tecnologias e a sociabilidade, envolvendo hackers, ativistas políticos e da comunicação, artistas etc que buscam novas formas de se sociabilizar através das tecnologias digitais e de rede. A Ação Cultura Digital não é uma ação governamental verticalizada, mas uma Ação que aponta para a aproximação e simbiose entre sujeitos que estão interessados nas possibilidades da cibercultura e das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – NTICs. Read the rest of Da Ação Cultura Digital e Aprendizagem »
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Cultura livre, negócios abertos

Reginaldo Magalhães
Festa de aparelhagem em Belém do Pará

Eles podem estar a um palmo do seu nariz sem que você tenha se dado conta: há cada vez mais casos de negócios abertos pelo País e muito pra se aprender com eles. Se você acha que nunca ouviu falar disso, provavelmente foi por falta de dar nome aos bois. Se matutar um pouco, descobrirá que, a despeito da terminologia, você conhece modelos de negócios abertos – ou “open business models”.

Definições

Esses modelos baseiam-se em algum tipo de commons. Open business é um modelo de negócio sustentável, sem geração de receita pelos direitos de propriedade intelectual, ou, por direitos autorais. A liberação do uso de uma obra pode se dar pela utilização de um instrumento legal como a licença Creative Commons ou por uma situação social, em que a ausência de estruturas de propriedade intelectual gera, na prática, o compartilhamento de conteúdo.

Em geral, as principais características de modelos de negócios abertos são a sustentabilidade econômica; flexibilização dos direitos de propriedade intelectual; horizontalização da cadeia de valor; ampliação do acesso à cultura; e contribuição da tecnologia para ampliação desse acesso. Read the rest of Cultura livre, negócios abertos »

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Centros, Periferias e a Propriedade Intelectual

Kode9 tocando seu dubstep

Em 2006, o DJ inglês Kode9 lançou um álbum que serve de boa trilha sonora para o tempo presente. Batizado de “Memories of the Future”, ele retrata o estágio atual do dubstep, estilo de música eletrônica surgido nas periferias de Londres há alguns anos. Com batidas muito lentas e graves marcantes, o dubstep vem crescendo globalmente sem alarde. E com ele, a perplexidade sobre como se dança o novo estilo, já que à primeira audição isso parece impossível.

Curiosamente, o dubstep não desafia apenas as formas urbanas de dançar. Disseminado primordialmente através de rádios piratas e da circulação dos chamados mixtapes (cd´s caseiros distribuídos pelos próprios dj´s), o estilo faz repensar a idéia de “periferia”, já que nesse caso estamos falando da periferia de Londres. A palavra-chave para isso é a tecnologia digital. As periferias globais estão cada vez mais apresentado um denominador comum no modo como vêm se apropriando da tecnologia digital para produzir sua própria cultura e novas formas de economia da cultura. Esse talvez seja o fenômeno social mais significativo desse começo de século, com conseqüências jurídicas, políticas e econômicas. Read the rest of Centros, Periferias e a Propriedade Intelectual »

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Uma ‘Cultura Digital Participativa’

O software livre é uma possibilidade dessa meninada reinventar coisas que precisam ser reinventadas.
Lula da Silva – Discurso proferido no 10.FISL, POA, jun/2009

Cultura digital é um termo novo, emergente. Vem sendo apropriado por diferentes setores,  e incorpora perspectivas diversas sobre o impacto das tecnologias digitais e da conexão em rede na sociedade. Interessa ao Ministério da Cultura convocar uma reflexão coletiva ampla sobre estas perspectivas, fomentando a participação de todos os interessados em um processo inovador de construção colaborativa das políticas públicas para o digital.

O barateamento do computador pessoal e do telefone celular, aliado à rápida evolução das aplicações em software livre e dos serviços gratuitos na rede, promoveu uma radical democratização no acesso a novos meios de produção e de acesso ao conhecimento. A digitalização da cultura, somada à corrida global para conectar todos a tudo, o tempo todo, torna o fato histórico das redes abertas algo demasiadamente importante, o que demanda uma reflexão específica.

Recente debate na blogosfera em torno de um artigo da revista Wired — “The New Socialism“, de Kevin Kelly — levantou a questão da falta de termos adequados para comunicar os fenômenos em curso no âmbito das redes. A resignificação do termo ’socialismo’ para se referir aos arranjos inovadores de compartilhamento e colaboração típicos dos coletivos conectados pela internet gerou controvérsia e foi contestada de forma veemente por Lawrence Lessig, jurista norte-americano conhecido por seu ativismo na revisão das leis de direito autoral. Read the rest of Uma ‘Cultura Digital Participativa’ »

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