Por que será que a bengala dos cegos é branca e ele usa óculos escuros?

E se Tom Cruise tiver frieiras entre os dedos pés?

Já imaginou se Brad Pitt tem mau hálito?

Quem já pensou no George Clooney, no vaso sanitário, com piriri?

E se Mozart tivesse nascido rico, teria sido genial como foi?

As sinfonias de Beethoven seriam tão grandiosas, caso ele não tive ficado surdo progressivamente?

O que aconteceria se fossem descobertos baús nos quais Machado de Assis guardou os originais dos livros que porventura tivesse copiado?

Vai ver o mundo acabou em 2000, como Nostradamus predisse (foi ele mesmo, né?!) e a gente ainda não se deu conta…

Não é interessante pensar como a gente é assaltado, às vezes, por ideias inesperadas, inusitadas e até sem sentido? O que é que a gente faz com elas? Os devaneios podem ajudar o sujeito a ser criativo, Freud já comentou isso. Ainda assim, certas ideias pegam a gente de surpresa… a contrapelo! A gente estuda, estuda, estuda e ainda se deparara com a campeoníssima estupidez sendo premiada, invejada, incensada e mantida como modelo de atitude de quem faz sucesso, de quem faz a diferença (ai como esta expressão me irrita), de quem é celebridade, está na moda… Quanta pasmaceira. Há quem estude engenharia porque deseja construir casas populares e ajudar os sem teto. Há quem estude medicina, para acabar com as endemias mais comuns em sua terra. Mas aqueles que fazem arquitetura para posar de “artista”, e/ou os que querem se tronar escritores, cursando Letras. Tenho pena desses dois últimos. Do primeiro deles, pela ignorância de pensar que uma coisa é a outra. Não é o adagiário popular que diz que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”? Santa sabedoria… Do segundo, porque errou de endereço. Os cursos de Letras estão se petrificando como espaços de sacralização do vazio, do discurso sobre o nada, da criatividade zero: nomes, datas e eventos, quinquilharias características disso e daquilo. Tudo é engano, conforme o poeta luso. E a minha chatice continua…