Como Mulheres, sentimos profundamente conectada ao sofrimento de outras mulheres, principalmente no que diz respeito ao que temos de mais íntimo e pessoal, o nosso corpo e principalmente a nossa dignidade. Nosso lema de união e força é “mexeu com uma, mexeu com todas”. Não há pior violação e crime contra a Mulher do que atentar violentamente contra sua liberdade. Afinal, quando somos forçadas, humilhadas e violentadas por sermos mulher, estão destruindo nossa liberdade. Ato covarde que por meio da força física tortura uma mulher. O estupro acompanha a tortura, deixa marcas que ficam para sempre, física e psicológica. Redefine sua relação com o mundo e com as pessoas, coloca a mulher em situação de impotência. Qualquer ato punitivo não consegue reestabelecer o que foi perdido, rompido e humilhado em tamanha brutalidade e violência. E não há pior atentado contra os Direitos Humanos e a Proteção às Mulheres do que o Estado, a política, o governo e as pessoas que fecham os olhos, fazem vista grossa e perpetuam o machismo. Justiça seja feita! Pela liberdade! Na defesa da força feminina que há em cada Ser.
Mas o que dizer daqueles que tentam transformar esse ato cruel em piada? Que acham “uma brincadeira ou um presente” o desejo ao corpo feminino ser saciado a força, violentamente, com escárnio, brutalidade e desrespeito? Que desde a mais tenra infância naturalizam o reconhecimento do sexo feminino com frágil, fonte de desejo e “desbravamento”? Que violentam a cada dia com palavras, preconceitos, agressões, censuras e exploração?
A nossa sociedade está doente, não cuidade si, de suas crianças, se alimenta de aparências e consumo. A mulher é tratada como mercadoria. Os auto-intitulados “machos” acham que nos possuem. O Ter não pode ser mais importante que o Ser.
Nojo, raiva, indignação, tristeza, choque são alguns dossentimentos que sentimos quando nos deparamos com esse acontecimento:
A imagem que foi se formando na cabeça enquanto lemos a notícia foi tão forte, tão humilhante! Mais que assombroso, é destruidor o que deve se passar na mente e no coração deuma mulher durante o ato do estrupo!
Para nós essa violência não pode ser relatado como vários outros textos “formais” ou de notícia de jornal, o lado subjetivo da violência é tão devastador que não tem como relatar.
Por isso, temos que, como mulheres, nos empoderarmos, nos unirmos, nos ajudarmos e juntas - em parceria com todas as pessoas que acreditam que podemos viver em um mundo sem machismo ou preconceitos – lutar até a vitória!
Machismo mata!
(Texto escrito coletivamente pelas mulheres do GEPEPI)

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