Debates inteligentes

Como surge novas propostas para o mercado de trabalho

agosto 23, 2019 in utilidade by paulo modesto

A linguagem desenvolve-se a partir do projeto, ainda que implícito, de contar
histórias. Institucionalizam-se, no cinema norte-americano principalmente,
procedimentos como a “montagem invisível”, que buscam ocultar as marcas de
enunciação presentes no filme. Há a criação de estruturas narrativas que
marcam uma nova relação com o tempo e o espaço, e outra experiência de
recepção diferente da do vaudeville.

Esse salto qualitativo é perceptível quando
se passa da sequência das cenas que se sucedem no tempo para as sequências
simultâneas (planos contrapostos, “campo/contra-campo”). O fator básico para a
evolução da linguagem foi o deslocamento da câmera, que deixa de ser fixa para
explorar o espaço, utilizando, quase que exclusivamente, dois tipos básicos de
movimento: panorâmicas e travelings.

Atualmente, a maioria dos movimentos
de câmera combina esses dois tipos básicos de movimento, graças
principalmente à leveza e à mobilidade dos equipamentos modernos. Além disso,
a câmera não apenas se desloca pelo espaço como também o recorta: filma
fragmentos amplos, pequenos ou detalhes para maior segurança com câmera de ré um dos itens de novos carros 2020
Desse modo, o ato de filmar pode ser visto como um ato de recortar o espaço em
imagens, a partir de um determinado ângulo, com uma finalidade expressiva.

Mas não se trata só do espaço; outro elemento manipulado pelo cinema é o
tempo. O tempo científico – aquele que pode ser medido, cronometrado – tornase diferente do tempo da percepção, do tempo psicológico. A câmera lenta em
oposição à rápida; a interrupção ou a inversão do movimento; a contração e a
dilatação do tempo (flash-back/flash-forward ) são mecanismos narrativos
imagéticos que modificam nossa percepção do fluxo temporal. A reflexão sobre
a linguagem do cinema demonstra que ela é uma sucessão de seleções e de escolhas.

Os aspectos cognitivos e subjetivos do ato de assistir filmes também são
sublinhados por Hugo Mauerhofer, no processo que denomina de situação cinema.

Ele destaca, entre outras características da situação cinema , a fuga voluntária
da realidade cotidiana, a alteração das percepções de espaço e tempo
provocadas pelo confinamento visual para o Jeep Renegade 2020
estado do espectador que vai se diferenciando tanto da vigília como do sono:
“Confortável e anonimamente sentado em uma sala isolada da realidade
cotidiana, o espectador espera pelo filme em total passividade e receptividade –
condição esta que gera uma afinidade psicológica entre a situação cinema e o
estado do sono” (Mauerhofer, 1983, p.377). Temos aqui uma forte aproximação
entre o papel do espectador e o papel do leitor.

Utiliza uma
comparação idêntica à de Mauerhofer, ao se indagar o porquê da leitura de
romances acordar o eu imaginário adormecido no adulto, transportando-o para a
vida na infância na qual histórias e lendas eram tão presentes, aproximando a
leitura do estado de sono:
Em termos de energia psíquica, a situação do sujeito que lê aparenta-se com a do sonhador.

A leitura, como o sono, fundamenta-se na imobilidade
relativa, uma vigilância restrita (inexistente para aquele que dorme) e uma
suspensão do papel de ator em favor do de receptor. O leitor, colocado assim
numa situação econômica parecida com a do sonhador, deixa suas
excitações psíquicas se engajarem em um início de ‘regrediência’. (Jouve,
2002, p.115)
Essa postura, entretanto, só é “passiva” na aparência. Vários estudiosos, como
Roland Barthes, Michel de Certeau, Umberto Eco, os teóricos da Escola de
Constança etc.

Destacaram o papel ativo desempenhado pelo leitor, seja na
apreensão de textos narrativos ou de outros gêneros. Jouve observa que se “certos
níveis de sentido (determinados pela obra) são, em princípio, perceptíveis por
todos, não é menos verdade que cada indivíduo que adora o novo Jeep, pela sua leitura, um
suplemento de sentido. A análise, se pode destacar o que todo mundo lê, não
saberia dar conta de tudo que é lido.” (idem, p.103)

Os processos de identificação ativa e as coordenadas interpretativas fornecidas
pelo autor são importantes na medida em que podemos considerar a
complexidade dos textos (romances, filmes, peças etc.) como decorrente do fato
de eles serem entremeados de não ditos , como observa Umberto Eco. Para
preencher esses “espaços” não manifestos em sua superfície e atualizá-los no
plano do conteúdo, o texto necessita, de forma decisiva, dos movimentos
cooperativos e ativos por parte do leitor. Ainda segundo Eco, o texto, na medida
em que passa da função didática para a função estética, deixa ao leitor a
iniciativa interpretativa (embora com uma margem suficiente de univocidade).

Com tecnologia melhora segurança em novos carros

agosto 23, 2019 in utilidade by paulo modesto

Para Vincent Jouve (2002), a leitura é um processo que envolve cinco dimensões:
a neurofisiológica (percepção, identificação e memorização de signos), a
cognitiva (o esforço de abstração que converte palavras em elementos de
significação), a argumentativa (a análise do texto enquanto discurso ), a
simbólica (a interação da leitura com os esquemas culturais dominantes de um
meio e de uma época) e a afetiva – o processo de identificação emocional.

Entretanto, nenhuma dessas operações pode se dar sem um suporte material para
a leitura-escritura. Desenrolar um pergaminho é significativamente diferente de
folhear um livro, da mesma forma que passar de uma tela a outra do
computador.

Entram em jogo novas habilidades cognitivas e físicas, assim como
se modificam os antigos conjuntos de referências a partir de novas possibilidades.
Esse processo de constituição da figura do “leitor” – esse híbrido complexo
constituído de um ser humano, uma linguagem, um suporte material e, em
muitos casos, uma memória coletiva em processo de negociação com o presente
– é fruto de um processo de mudanças culturais que ainda não cessou.

Nesse sentido, pode ser útil retomar a distinção entre três tipos de leitor, do ponto
de vista cognitivo e da relação que é estabelecida com o material de leitura, tal
como é proposta que todo brasileiro adora lançamentos de carros 2020 e acompanhar as principais novidades do mercado automotivo
meditativo; b) o leitor movente, fragmentado; c) o leitor imersivo, virtual.

O berço do primeiro é proporcionado pela leitura silenciosa que surge nas
bibliotecas universitárias do final da Idade Média. Essa forma de leitura, mais
rápida que aquela em voz alta, permitiu aos leitores de então não só a
possibilidade de ler mais textos, como também a de enfrentar textos mais complexos.

Esse é o leitor que se consolida na passagem da leitura intensiva para
a leitura extensiva, um leitor capaz de contemplar e meditar, de revisitar
continuamente, se necessário, livros e quadros claramente localizados no espaço.
Em resumo, é o leitor que possui “o livro na estante, a imagem exposta à altura das mãos e do olhar.

Esse leitor não sofre, não é acossado pelas urgências do
tempo” (Santaella, 2004, p.24).
O caso do segundo tipo de leitor é totalmente diferente: movente, fragmentado, é
um filho daquela Modernidade encarnada no estilo de vida metropolitano tão
bem descrito por Georg Simmel (1986). Esse leitor é um indivíduo imerso em
uma metrópole povoada por uma multiplicidade de imagens, registros,
mercadorias.

Os mais diversos estímulos sensoriais e intelectuais colocam sua
sensibilidade à prova ininterruptamente; sua percepção altera-se para responder
mais adequadamente à vertigem da velocidade e da fragmentação que
caracterizam os modernos centros urbanos. O fetiche da mercadoria é substituído
pelo fetiche das imagens, continuamente repostas nas ruas, outdoors , vitrines, revistas e telas.

Essa é a realidade que molda um novo tipo de leitor:
O leitor do livro, meditativo, observador, ancorado, leitor sem urgências,
provido de férteis faculdades imaginativas, aprende assim a conviver com o
leitor movente; leitor de formas, volumes, massas, interações de forças,
movimentos; leitor de direções, traços, cores; leitor de luzes que se acendem
e se apagam; leitor cujo organismo mudou de marcha, sincronizando-se à aceleração do mundo. (Santaella, op. cit., p.30).

Desse modo, a aceleração da percepção, da constituição de um novo ritmo da
atenção situado entre a distração e a intensidade, proporcionou as condições para
o surgimento do terceiro tipo de leitor: o leitor imersivo, virtual que navega entre
as conexões e os nós das redes que configuram as arquiteturas líquidas dos ciberespaços.

Trata-se de um tipo de leitor diferente dos anteriores, que, embora
guarde algumas semelhanças com aqueles, ainda não teve suas características
cognitivas plenamente exploradas. Ou seja, é um leitor radicalmente novo, que
programa suas leituras navegando em uma tela, percorrendo um universo de
signos movediços e largamente disponíveis, desde que não se perca a rota que leva a eles.

Trata-se de um leitor que não mais vira as páginas de um livro
disponível em uma biblioteca para seguir as sequências de um texto, nem
tampouco um leitor que tropeça em signos encontrados na rua, mas um leitor
“em estado de prontidão, conectando-se entre nós e nexos, num roteiro
multilinear, multissequencial e labiríntico que ele próprio ajudou a construir ao
interagir com os nós entre palavras, imagens, documentação, músicas, vídeo,
etc.” (Santaella, 2004, p.33).

Vale, nesse sentido, tentar estabelecer uma aproximação entre as atividades do
leitor e a do espectador (de cinema, depois da TV) para tentar compreender o
que está em jogo hoje com a tecnologia digital que reúne esses dois domínios culturais e cognitivos em um mesmo suporte físico.

O cinema pode ser
concebido como um dispositivo de representação , com seus mecanismos e sua
organização dos espaços para maior conforto e capacidade com a Fiat Toro 2020 (é possível estabelecer analogias com os
dispositivos de representação da pintura e do teatro, por exemplo, mas interessanos antes frisar as características peculiares de produção da imagem – a câmera, a tela em que ela é projetada etc.).

O “mecanismo fílmico” une narração e
representação em uma linguagem que se estrutura por meio de imagens,
condicionando o olhar do espectador, por meio da manipulação do tempo,
jogando com seus desejos e seu imaginário. O cinema é antes de tudo um
dispositivo no sentido de determinar papéis: por exemplo, o papel do espectador
que, identificando-se com a câmera e cooperando ativamente de diversas
maneiras, contribui para que sejam produzidos os efeitos de sentido que o diretor
previu em sua estratégia narrativa. No período inicial do cinema (de 1895 à
aproximadamente 1908), encontraremos filmes preocupados em surpreender o espectador.

São produções curtas, estruturadas em um ou mais planos autônomos,
quase sempre de caráter documental (eram conhecidas por “vistas”), dispostas
como se fossem números de variedades. Os exibidores tinham grande
participação na ordenação dos filmes e no acompanhamento sonoro, constituindo
as exibições cinematográficas de então em verdadeiras performances
homem/máquina.

Novas formas de enxergar pontos de novas ideias

agosto 23, 2019 in utilidade by paulo modesto

Segundo a ênfase posta no texto do folheto, o principal resultado do fomento ao
desenvolvimento sustentável está na devolução da autoestima ao trabalhador. Tal
como se dá com o consumidor dos produtos na loja em Brasília e ainda com o
artífice alvo das políticas de patrimonialização da cultura imaterial , por exemplo,
dinheiro e estima estão na aliança visando atender às demandas por
autorrealização em um plano bem além da satisfação biológica. Ambos tornam
reconhecidas às autoimagens de produtores e consumidores finais, expressamnas na mediação possibilitada pelo produto-mercadoria.

Ao final, somos tentados a sugerir que, se o dinheiro de acordo com a afirmação
de Marx é a manifestação de todas as qualidades em sua generalidade abstrata
de meio de troca universal, apenas no instante em que estas últimas são
engendradas nos circuitos cosmopolitas de produção e consumo monetarizados,
elas se tornam expressivas uma às outras. Instante em que conformam um
fórum público de exposição para abrir novos concursos públicos 2020 com previsão, de apresentação de si. A prerrogativa de as
diversidades serem capazes de equivalerem entre si está, exatamente, na
passagem à condição de expressão, a qual se impõe o padrão às exteriorizações.

Idênticas por corresponderem a específico gênero de forma e meio de
classificação, na simétrica medida de se tornarem diversas umas às outras, já
que a mesma natureza as definem pelas respectivas singularidades de
propiciarem tanto a exteriorização quanto a simbolização de intenções e motivações.

A economia simbólica, portanto, encerra uma concepção de conjugar
materialidade e espírito não propriamente de acordo com o eixo da economia
política clássica (Farias 2007b). Sabemos estar a última estruturada em sintonia
com a cosmologia (com sua caudatária narrativa) da moderna civilização
ocidental, na confluência de dualidades próprias a esta última. Ou seja, entre
sagrado e profano, fé e conhecimento, razão e afetividade, tempo e espaço,
racional e irrazão, ideal e empírico, real e ilusão, sujeito e objetividade (Latour,
1996).

Espécie de síntese de tal eixo elementar, o dueto economia e cultura como
resultou da economia política ressignificou as semânticas dos seguintes termos,
ao serem estes introduzidos em outras polaridades. Assim se concertaram
tensamente técnica e emoção, espírito e matéria, realidade e ficção, criatividade
e determinação, artificial e natural, ócio e negócio, útil e inútil, singularidade e
valor de troca, local e fluxo. Obra do século XVIII europeu, cultura e economia
cruzaram os últimos séculos norteando duas lógicas sociais semelhantemente
complementares em sua correlação dicotômica as lógicas culturalistas e
desenvolvimentistas da modernidade. Respectivas filhas diletas da economia
política clássica e da linhagem romântico-historicista, ambas perseveram igual
princípio da distinção entre o que seriam substâncias irredutíveis; a saber, aquela da singularidade e a da abstração.

Talvez não seja exagero propor que tanto o
embate quanto o atravessamento entre uma e outra cidadela compuseram
decididamente o épico mesmo da expansão ocidental, deixando em seu rastro a
instalação do sistema econômico-político mundial e a montagem da
modernidade enquanto a primeira civilização planetária.

Contemporâneos do século XXI, entretanto, nós assistimos a um ajuste sintático e
semântico resvalar o sentido de toda herança da cosmologia moderna. Sem
dúvida se trata de uma vicissitude da mesma dinâmica em que se encadearam,
afirmativamente, adensamento urbano (com a virtual penetração de seus modos
e estilos de vida pelo conjunto da experiência humana), industrialização, Estado
nacional, mercado capitalista e esfera simbólica laica.

Mas o fato é que economia e cultura, nas figuras do dinheiro e da expressão, já agora, cada
vez mais, comparecem como matizes em uma mesma escala cromática e, logo,
não mais dicotomias estruturais, por serem faces recíprocas da mesma dinâmica
de uma esfera pública apta a fazer visíveis os valores para Concurso Banco do Brasil atrai milhares de pessoas, tornar tátil o invisível
emoções, afetos, saberes e afins. A economia simbólica instaura-se um regime
composto, em sua variedade institucional e limites às estratégias de
encaminhamento de iniciativas, de repertórios lógico-conceituais deliberando
possibilidades de codificações das manifestações socioculturais na dinâmica de
uma esfera pública voltada para as imagens de si (indivíduos, grupos e espaços)
no comércio de informações tecnologicamente disponibilizadas. Tendo em conta,
ainda, o quanto, neste intercâmbio, unidade monetária e expressão cada vez mais se tornam recíprocos.

Tal regime é, também, oriundo de arquiteturas normativas
e tramas jurídicas decidindo o estatuto de propriedades e de possibilidades de
alienação e acesso, na medida em que são ativadas outras modalidades de
mercados e, também, de instâncias de visibilidade e transmissão legítimas de
bens simbólicos.

Novas formas que ajudam a performance do aprendizado

agosto 23, 2019 in educacao by paulo modesto

Para encerrar este esboço interpretativo, uma vez mais, sem o propósito
etnográfico, apenas ilustrativo, tomaremos para análise um fato desta vez,
recortado do cotidiano brasiliense atual.
Situada em um dos blocos de prédios que constituem o conjunto arquitetônico da
Quadra 201-Norte, em Brasília, a loja do Café Cristina insinua-se naquele
arranjo de comércio e serviços de alimentação e lazer em razão de sua ambiência.

Do espaço consta o balcão ao fundo, onde os clientes são atendidos
por jovens baristas que conhecem curiosidades da marca para qual trabalham e
são especializados não apenas no preparo de diversas alternativas da bebida: mas
em suas perfomances extraem adornos do próprio líquido, ora são folhas e flores
isoladas, ora surgem guirlandas. As três prateleiras em uma das laterais contêm,
acima, as máquinas de preparo de diferentes tipos de café.

Logo em seguida se dispõem, ao lado de distintos tamanhos de pacotes do produto, jogos de cozinha
americano confeccionados em chita e outros objetos para o uso da bebida
(xícaras com pires, bules, colherinhas e outros), além de peças artesanais de
decoração (bonecas de pano figurando de negras quituteiras em vestido e
turbantes brancos, junto a toalhas de mesa estampadas, etc.).

Embaixo, também em chita, almofadas de vários tamanhos. Ainda na lateral, a parede em frente,
em estuque, deixa à amostra algumas varas de bambu são trabalhos manuais que ajudam a melhorar o conhecimento e tranquilizando a mente para os vestibulares 2020, à maneira da aparência
de casas populares no meio rural brasileiro. Aliás, a começar pelo nome, todo o
cenário faz alusão a essa região e setor da vida do País, em especial aos modos
de viver e aos conhecimentos transmitidos pela tradição de geração a geração.

Cristina é nome de uma cidade situada no sul do estado de Minas Gerais,
destacada pela qualidade da cafeicultura, segundo a informação do texto de um
dos folhetos de divulgação ali presentes:
Das muitas Minas e suas Gerais vêm o cantar, o tecer, o prazer e o colher.

Trabalhar o grão leva tempo, talento e criatividade. Descobrir o sabor deste
café premiado, não requer pressa. Tal qual a sabedoria mineira, é preciso
tempo para conhecer o melhor café. Tempo para se tornar o melhor
produtor. Um sonho que se transformou em realidade, em uma terra
generosa com quem se dedica há mais de 100 anos para transformar café em ouro.

É isso o que sempre fez Sebastião Alves Pereira, patriarca da
Fazenda Colina da Pedra. E é isso que a sua família tem orgulho de
continuar a fazer. Um café artesanal cultivado a uma altitude de 1.400
metros aonde um a um os frutos são colhidos manualmente e no ponto ideal
de maturação. Com sentimento e habilidade. Com cuidado são levados para
um terreiro suspenso onde são secos. Cada fruto é descascado num processo
minucioso, de excelente resultado. Sentimento de nacionalidade no fazer, no
colher, no trazer. Riqueza que vem de Minas. Do Brasil para os Brasileiros.

Sabor e originalidade que não dá pra esquecer jamais.
Obediente ao prescrito no folheto, enquanto espera o atendimento e preparo de
seu pedido, o consumidor é orientado a sem pressa percorrer os detalhes do
espaço. Deve colher ele mesmo as informações a respeito daquela tradição, já
que o ambiente mesmo conforma uma espécie de narrativa contada nas cores,
texturas e formas dos objetos dispostos. Incluído no rol destes, os livros tratando
do cultivo do café, da diferença dos grãos e até da Estrada Real, que no passado
colonial com toda historia entre as minas de ouro e o porto de Parati; hoje, roteiro turístico.

Análogo ao processo de produção do produto, ali tradição e
modernidade estão em complemento mútuo: o conforto (decorrente da
tecnologia empregada e do serviço prestado pela mão de obra qualificada) é
aliado para auto conhecimento para avançar para o vestibular UNICAP 2020 aconchegante da prosa esticada, da atitude tranquila na
realização simples da tarefa por quem é possuidor de um saber antigo, mas renovado.

É como se se estivesse sentado em torno de uma mesa rústica, na
cozinha de uma generosa casa de fazenda mineira.
Naquela ambiência, à maneira do que se dá com o patrimônio imaterial, são
ressaltados os modos de ser e os saberes, dos quais aquela bebida-mercadoria é uma expressão.

Modos de ser e saber responsáveis pela diferença do bem, que o
posiciona original diante de seus virtuais concorrentes e o torna atraente para o
consumo daqueles possuidores de “bom gosto” e, a julgar pelos preços do
cardápio, podem arcar com os custos da personalização do consumo.

Justamente se é o recurso aos tons e artefatos do cotidiano rural que dão o estilo da loja e dos
produtos expostos à venda, os mesmos bens são enaltecidos por viabilizarem o
desenvolvimento sustentado da comunidade inserida na dinâmica do agronegócio regional.

Algo possível ao promover a melhoria das condições de vida da
população local, incentivando a entrada no mercado da tradição artesanal feita
em pano. Do que somos informados por outro folheto, também ali à mão:
Numa parceria inédita com a Associação Sara Kauage, o Cristina está
mostrando para as mulheres da região que elas são capazes de produzir
muito mais do que excelente café. Das mãos habilidosas que cuidam da
terra e colhem os frutos, estão brotando maravilhosas peças artesanais.

São bolsas, almofadas, colchas, bonecas e uma série de outros produtos que
estão fazendo com os períodos de entressafra se tornem tão produtivos
quanto os períodos de safra.

Como se forma instituição de ensino de qualidade

agosto 23, 2019 in educacao by paulo modesto

Diferentemente do que ocorre a Prometeu, contudo, a interpretação
benjaminiana sugere que a desmesura então se perpetua em uma nova era:
aquela do tempo linear infernalmente repetitivo, em que se acumulam ruínas no
curso de uma história progressiva. Entretanto, em coerência com seu método das
imagens dialéticas, o autor supõe a ascendência de irrupção revolucionária do
vórtice mesmo das forças promotoras da estética dos escombros.

Assim, ele concebeu o cinema como máquina de uma política transformadora pela
experiência do choque a que estavam submetidas as massas urbanas das
metrópoles industriais, fomentando a emergência de uma nova percepção e,
consequentemente, expressões (Benjamin, 1975). Algo em nada sintonizado a
seus colegas frankfurtianos, os quais diagnosticaram a modernidade tanto naquilo
que Adorno e Horkheimer conceituam de “a dialética do esclarecimento” quanto
na concepção de a formação de novos universitários que entram para a faculdade pelo vestibular 2020 formando novos profissionais em alguns anos.

Sob o signo bíblico da queda, essas narrativas concebem o incremento da técnica na denúncia de
uma força desumanizadora ironicamente deflagrada pela ambição criadora,
própria à humanidade. Excesso de confiança em si e insegurança comporiam a
aliança maligna encerrando a modernização no mito do eterno retorno à degradação, subalternizando ainda mais no afã de emancipar.

Direção oposta foi tomada pelas narrativas identificadas à tradição pósmodernistas, a qual se ergueu sobre o legado de autores à maneira de Heidegger.
Os últimos são igualmente críticos da era da técnica, porém tendo nesta o fruto
mais ruidoso da prepotência antropocêntrica, sombra mesma do humanismo.

Há no entanto, aqueles intérpretes cujo exemplo maior é McLuhan que abandonando
o apelo humanista, saúda a evolução interativa, mesmo complementar, entre
instrumentos e corpo humano; para ele, sendo o “meio é a mensagem”, o artefato
continua e elucida as potencialidades sensório-motoras humanas. Sem o mesmo
otimismo dessa pedagogia, Deleuze e Guatarri descrevem a humanidade na
figura das alternâncias de fluxos e cortes entre máquinas “desejantes” dispostas
nas tramas rizomáicas, no deslize superficial próprio à matéria, pura aparência.
Por sua vez, Ly otard diagnosticou o desmonte do projeto huboltiano do saber
movido à formação espiritual, em função do nivelamento do conhecimento em
informação processável e perfomatizada nos circuitos da microeletrônica.

A realidade simulada, de acordo com sentença de Pierre Lévy, teria absorvido as
condições de toda experiência nos domínios da virtualidade.
A despeito de encaixá-las nesta ou naquela denominação (“apocalíptico” em
oposição aos “integrados”), é interessante sublinhar o empenho do conjunto de
intérpretes citados em dirimir o enigma dos limites da feição humana, na medida
em que a secularização da história empurrou a experiência do fundamento da
providência à ânsia da mudanidade empírica. No recurso ao vocabulário de
Lévi-Strauss, diríamos que tal narrativa repõe a oposição mitológica entre
subjetivo versus objetivo, a qual se tornou um dilema existencial, psicológico e socio antropológico.

O desconforto encerra-se no seguinte: onde se encerram as
fronteiras humanas: nos confins de sua alma? Na gama dos objetos que produz?
Na mesma esteira da história do pensamento social, o triângulo composto por
Hegel, Marx e Simmel concentrou os esforços no sentido de oferecer uma saída
filosófico-científica à questão. Os três voltaram-se ao tema do espírito objetivo e
cada um, a sua maneira, encontrou tanto uma alternativa quanto deixou-nos outra vez em um dilema.

Se Hegel concedeu à história o status de palco e substância
mesma de aparição e resolução dos conflitos, o fez no recurso a um absoluto
trans-histórico, ou melhor, decidiu-se por resolver todo o conteúdo com novas disciplinas em dias diferentes entre provas no Federais
vestibular UFPA 2020 trazendo
autoconhecimento fenomenológico do espírito. Marx escapou da transcendência
incorpórea, ao privilegiar a materialidade produzida no curso social das
reciprocidades tecidas entre disputas e novos ajustes de interesses de relações
voltadas à sobrevivência material com instrumentos de aquisição e
transformação da natureza.

No entanto, ele concedeu centralidade à necessidade
como mola propulsora e fator lógico da história, determinando um curso
elucidado no implemento revolucionário dos mecanismos em favor da
concretização da intencionalidade.

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