quinta-feira, 18 de março de 2010

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Grupo público

Descrição

O Grupo terá como princípio a participação no contexto de Midia Livre, sendo conhecidos como MIDIALIVRISTA, tendo como base o Manifesto de Midia Livre
1. Promover uma campanha e mobilização social pela democratização das verbas publicitárias públicas, com a realização, entre outras, das seguintes ações:

- Desenvolvimento, pelo Fórum de Mídia Livre e organizações parceiras, de critérios democráticos e transparentes de distribuição das verbas públicas que visem à democratização da comunicação e que se efetivem como legislação e políticas públicas
- Proposta de revisão dos critérios e “parâmetros técnicos de mídia” (tais como custo por mil etc.) utilizados pela administração pública, de forma a combater os fundamentos exclusivamente mercadológicos e viabilizar o acesso a veículos de menor circulação ou sem verificação

2. Contribuir na promoção de outras políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade por meio do fomento à produção e à distribuição;

3. Cobrar do Executivo federal que convoque e dê suporte à realização de uma Conferência Nacional de Comunicações nos moldes das conferências de outros setores já realizadas no país.

4. Lutar pelo estabelecimento de políticas democráticas de comunicação, na perspectiva de um novo marco regulatório para o setor que inclua um novo processo de outorga das concessões, a democratização e universalização da banda larga e a adoção do padrão nacional nos sistemas brasileiros de TV e rádio digital, além do fortalecimento das rádios comunitárias.

5. Criar uma ferramenta colaborativa que reúna diversas iniciativas de mídia livre e contemple a diversidade de atuação dos veículos e dos midialivristas, em formato a ser aprimorado nos próximos meses pelo grupo de trabalho permanente e aprovado no próximo Fórum de Mídia Livre;
6. Mapear as diversas iniciativas da mídia livre visando o conhecimento sobre a realidade do setor e o reconhecimento dos diversos fazedores de mídia;

7. Propor a implementação de pontos de mídia, como política pública, integrados e articulados aos pontos de cultura, veículos comunitários, escolas e ao desenvolvimento local, viabilizando, por meio de infra-estrutura tecnológica e pública, a produção, distribuição e difusão de mídia livre;

8. Buscar espaços para exibição de conteúdo produzido por movimentos sociais na TV pública;

9. Incentivar a consolidação de redes de produtores de mídia alternativa, a começar da comunicação interna (listas de discussões) e externa (portal na web) dos próprios integrantes do Fórum de Mídia Livre, que deve funcionar como rede flexível, difusa e permanente;

10. Estimular a criação e fortalecimento de modelos de gestão colaborativa das iniciativas e mídias, com organização não-monetária do trabalho, por meio de sistemas de trocas de serviço.
Em função destes compromissos, nos propomos a:

a) realizar encontros de mídia livre em todos os estados brasileiros no segundo semestre de 2009;

b) realizar um Fórum de Mídia Livre de alcance Latino-Americano ou mundial em Belém, às vésperas do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009;

c) realizar no 2º semestre de 2009 o II FML Brasil, com indicativo de Vitória (ES) como sede;

d) somar-se às entidades de luta pela democratização na luta por uma conferência ampla, democrática e descentralizada, passando a integrar a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação;

e) envolver os movimentos sociais nas ações pelo fortalecimento da mídia livre;

f) agendar em âmbito federal, estadual e municipal reuniões com o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário para apresentar as reivindicações tiradas no Fórum;

g) criar o selo Mídia Livre para estar em todos os veículos, blogues etc. que se identificam e reconhecem como mídia livre;

h) realizar ato público de rua em Brasília, com pauta e mobilização conjunta com outros movimentos da comunicação e outros movimentos sociais, articulado com a entrega do manifesto aos três poderes, como parte de semana de mobilização que contará também com ações de guerrilha midiática e viral.

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O que é o Centro de Mídia Independente?

O Centro de Mídia Independente é uma rede internacional de produtores e produtoras independentes de mídia preocupados(as) e comprometidos(as) com a construção de uma sociedade livre, igualitária e que respeite o meio ambiente. Ele foi criado originalmente em Seattle como uma forma alternativa de cobrir os eventos que levaram ao malogro do ”Encontro do Milênio” da OMC (Organização Mundial do Comércio) em Novembro de 1999. A idéia era de ter um site na Internet que recebesse e armazenasse, vídeos, imagens, sons e textos que poderiam ser publicados e reproduzidos sem copyright por qualquer pessoa ou qualquer órgão de mídia independente sem fins comerciais. O que era um site de jornalistas independentes tornou-se também um site em que os e as próprios(as) manifestantes se faziam ouvir. Elas e eles começaram a publicar suas histórias e disponibilizar as imagens de vídeo, os sons e entrevistas que essas mesmas pessoas tinham produzido. À medida que os protestos ”antiglobalização” foram se espalhando, Centros de Mídia Independente foram sendo criados em toda a parte onde os ”novos movimentos” eclodiam. Atualmente existem mais de cem Centros de Mídia Independente em mais de trinta países, em todos os continentes. O Centro de Mídia Independente do Brasil nasceu como desdobramento da organização do movimento antiglobalização em São Paulo que havia promovido um protesto no dia 26 de Setembro de 2000 (S26) quando se reuniram em Praga, o FMI e o Banco Mundial. Em dezembro de 2000, o site do Centro de Mídia Independente do Brasil foi ao ar e, desde então, tem se esforçado para ”cobrir” eventos ligados à luta social. O Centro de Mídia Independente é um projeto sem fins comerciais totalmente feito por voluntárias e voluntários.

Como se organiza o Centro de Mídia Independente no Brasil?

Cerca de um ano depois que o coletivo de São Paulo se formou, novos grupos começaram a se voluntariar para constituírem coletivos editoriais em suas cidades. Hoje já existem coletivos articulados em diversas cidades, as quais encontram-se listadas abaixo. Cada coletivo desenvolve projetos locais e todos eles, coletivamente, participam da gestão do site. Todos os coletivos se organizam de forma não hierárquica e têm o compromisso de aceitar os princípios e a política editorial. Para se constituir formalmente, cada coletivo precisa de pelo menos cinco voluntários e voluntárias, sendo pelo menos uma dessas pessoas capacitada tecnicamente em informática (ou com disposição de aprender). No entanto, qualquer grupo menor ou pessoa pode contribuir participando dos diversos projetos.

Quais são os projetos do Centro de Mídia Independente?

O Centro de Mídia Independente tem muitos projetos. Em primeiro lugar, há o site que pretende ser, não um projeto exclusivamente ligado à Internet, mas uma ponte entre a alta tecnologia (Internet) e as tecnologias tradicionais de mídia (principalmente rádio e jornal). A idéia é aliar as possibilidades técnicas da Internet à difusão de informações por meios tradicionais. Assim, por exemplo, são armazenados arquivos de áudio no site que são depois veiculados em rádios livres e comunitárias; alguns coletivos da rede CMI Brasil também elaboram boletins de notícias que são enviados para rádios que o utilizam como base para noticiários radiofônicos comunitários. O mesmo procedimento é utilizado na elaboração de jornais tradicionais, como o ”Ação Direta”, ou jornais-poste como o ”CMI na Rua” e ”O POSTe”. Os Centros de Mídia Independente também produzem periodicamente documentários. Alguns dos vídeos produzidos pela rede CMI Brasil foram ”Não começou em Seattle, não vai terminar em Québec” (sobre protestos contra a ALCA em São Paulo), ”Anita Garibaldi” (sobre a maior ocupação urbana do Brasil) e ”Repórteres Populares” (sobre a formação de repórteres em movimentos sociais).

Como você pode participar

Você pode ajudar de várias maneiras dependendo da sua capacidade e da sua disponibilidade de tempo. Você pode apenas ser uma contribuidora ou contribuidor eventual, publicando de tempos em tempos artigos no site. Se você gosta de escrever e quer fazer reportagens investigativas e cobertura de eventos, você pode participar dos coletivos editoriais e de difusão. Você pode também ajudar com traduções periódicas. O Centro de Mídia Independente é uma rede mundial que produz uma grande quantidade de boas matérias e precisamos periodicamente de tradutoras e tradutores, tanto de línguas estrangeiras para o português, como do português para línguas estrangeiras. Se você entende um pouco de informática (sabe o que é um script, conhece PHP, Linux e coisas enigmáticas desse tipo), você pode oferecer auxílio técnico na manutenção do site e no desenvolvimento do software que utilizamos (chamado ”Mir”). Você também pode se envolver com quaisquer dos projetos existentes ou ainda criar um novo.

Além disso, você pode entrar em contato diretamente com os coletivos locais já formados:

E m Brasília, escreva para brasilia@midiaindependente.org.
Em Campinas, escreva para campinas@midiaindependente.org ou acesse a página do coletivo de Campinas.
Em Florianópolis, escreva para floripa@midiaindependente.org.
Em Fortaleza, escreva para fortaleza@midiaindependente.org ou acesse a página do coletivo de Fortaleza.
Em Goiânia, escreva para goiania@midiaindependente.org ou participe da reunião local.
Em Joinville, escreva para joinville@midiaindependente.org
Em Porto Alegre, escreva para poa@midiaindependente.org ou cadastre seu endereço de email para receber os boletins eletrônicos enviados pelo coletivo.
No Rio de Janeiro, escreva para rio@midiaindependente.org.
Em Salvador, escreva para ssa@midiaindependente.org ou participe da reunião local que acontece todos os sábados, às 14h no Quilombo Cecília, rua do Passo, número 37, Pelourinho. Sendo que todo primeiro sábado do mês a reunião é itinerante e o local é divulgado na nossa lista.
E em São Paulo, escreva para saopaulo@midiaindependente.org ou acesse a página do coletivo de São Paulo.
Em outras cidades, escreva para voluntarios@midiaindependente.org ou entre em contato com os novos coletivos, caso haja algum se formando na sua região:

Pré-CMI ABC (SP): abc@midiaindependente.org
Pré-CMI Aracaju (SE): aracaju@midiaindependente.org
Pré-CMI Balneário Camboriú e Itajaí (SC): bc-itajai@midiaindependente.org
Pré-CMI Belo Horizonte (MG): bh@midiaindependente.org.
Pré-CMI Blumenau (SC): blumenau@midiaindependente.org
Pré-CMICaxias do Sul (RS): caxias@midiaindependente.org
Pré-CMI Cuiabá (MT): cuiaba@midiaindependente.org
Pré-CMI Curitiba (PR): curitiba@midiaindependente.org
Pré-CMI Juiz de Fora (MG): juizdefora@midiaindependente.org
Pré-CMI Manaus (AM): cmi-manaus@listi.indymedia.org
Pré-CMI Ourinhos (SP): ourinhos@midiaindependente.org
Pré-CMI Pan-Amazônico : cmi-pan-amazonico@listi.indymedia.org
Pré-CMI Recife (PE): recife@midiaindependente.org
Pré-CMI São José dos Campos (SP): saojose@midiaindependente.org
Pré-CMI São Luís (MA): saoluis@midiaindependente.org
Pré-CMI Tefé (AM): tefe@midiaindependente.org
Acesse o: Blog do Pré coletivo de Tefé
Pré-CMI Vitória (ES): vitoria@midiaindependente.org

Para participar da lista de discussão da Rede CMI Brasil, cadastre-se em:
http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil
(Essa lista é utilizada exclusivamente para discutir assuntos relativos ao Centro de Mídia Independente.)

Para participar da lista de tradução de outras línguas para o português, e vice-versa, cadastre-se em:
http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/www-pt

Para participar das listas dos grupos de trabalho do CMI Brasil, cadastre-se clicando nos assuntos que lhe interessar: Áudio, Auxílio técnico, Boletim eletrônico de notícias, Fotografia, Impressos, Vídeo.

Ou cadastre-se nas listas de discussão locais.
Listas dos coletivos da Rede CMI Brasil: Brasília, Campinas, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Listas dos coletivos em formação: ABC, Aracaju, Balneário Camboriú e Itajaí, Belo Horizonte Blumenau, Caxias do Sul Cuiabá, Curitiba, Juiz de Fora, Manaus, Ourinhos, Pan-Amazônico, Recife, São José dos Campos, São Luís, Tefé e Vitória.

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  • Criada a ALTERCOM – associação da ”outra” mídia

     
    http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/criada-a-altercom-associacao-da-outra-midia

  • Global Brasil

    Lançada pela Rede Universidade Nômade, a proposta de Pontos de Mídia Livre ganhou peso no  Fórum de Mídia Livre realizado aqui na ECO/UFRJ em junho, porque ela atendia, a nosso ver, os cinco grupos de trabalho: democratização das verbas públicas de publicidade; atualização de políticas públicas de comunicação; articulação dos fazedores de mídia livre; formação para uma mídia livre; desenvolvimento de mídias ou plataformas colaborativas (versus portal centralizador). O Ponto de Mídia contempla (sem exaurir) todas essas questões, daí o sucesso que representa a sua implementação pelo MinC. A partir de nossa pequena experiência, apresentaremos como os Pontos de Mídia podem realizar um “destravamento” da situação da Comunicação no Brasil de hoje.

  • A Revista Global Brasil tem um artigo

    A Global é Ponto de Mídia! (Barbara Szaniecki e Gerardo Silva)

    Assuntos: barbara szanieckgerardo silvaindependentemidia livremincponto.

     
    Barbara Szaniecki e Gerardo Silva

     
     

    Festejamos a premiação da GLOBAL/Brasil como Ponto de Mídia junto com outras 78 iniciativas de comunicação independente por todo o Brasil.Gostaríamos de propor uma reflexão sobre essa importante política doMinistério da Cultura enfatizando dois aspectos: a necessidade de estendê-los aoMinistério das Comunicações (em complemento, e não em competição, com a sua implementação pelo MinC); e sua contribuição ao domínio do comum (tema do Fórum Livre do Direito Autoral de 2008). 
    http://www.revistaglobalbrasil.com.br/

  • Nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, às 20h, o Professor de Direito emHarvard e um dos fundadores da Creative Commons Lawrence Lessig falarásobre vídeo e internet livre em debate promovido pela Open VideoAlliance, nos Estados Unidos. A fala de Lessig será transmitida viawebcast ao vivo no endereço: http://www.openvideoalliance.org/lessig eseguida de uma sessão de 30 minutos de perguntas e respostasinterativas.

  • Interferências Sonoras – Radio Web
    Curso na UFRJ/RIO COM O PROF. ROMANO.
    JÁ COMEÇOU O CURSO AOS SÁBADOS.
     
    Nessa oficina realizada em três módulos até 31/03/2010, conversaremos sobre a arte sonora e sua história, veremos alguns trabalhos de artistas e músicos que se inserem nesse espaço, discutiremos o rádio e suas possibilidades como mídia livre e poética, usaremos transmissores de rádio de baixo alcance, construiremos uma rede radiofônica com esses transmissores e produziremos objetos destinados a uma ação sonora que será realizada coletivamente ao final do último módulo.
    Durante os módulos, será apresentado aos estudantes o software livre e eles usarão algumas de suas ferramentas básicas de áudio e publicação online voltados para uma webrádio. Produziremos uma programação e a colocaremos no ar, dando aos participantes autonomia para usar a rede para transmissões experimentais.
    Os objetos a produzir são sapatos sonoros construídos de diversas formas, com vários tipos de sons, que se transformarão em instrumentos para uma ação pública ao fim do período no formato de uma festa. Os participantes estão convidados a propor e construir seus próprios sapatos.
    A oficina destina-se a artistas, estudantes, ativistas de mídia, movimentos sociais, alunos da ECO-UFRJ e frequentadores de todos os pontos de cultura e demais interessados nos assuntos tratados.

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