Política Nacional para Conteúdos Digitais

Distribuição e Exportação

Este tópico contém respostas, possui 3 vozes e foi atualizado pela última vez por Foto de perfil de Fernão Lopes Fernão Lopes 9 anos, 7 mes atrás.

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  • #4687
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    James Görgen
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    Os conteúdos audiovisuais brasileiros possuem diversas barreiras de entrada para acessar tanto o mercado doméstico quanto o internacional. Seja por conta de indústrias historicamente estabelecidas com uma política comercial externa agressiva, caso dos Estados Unidos, seja por conta de um modelo de negócios que impede os produtos gerados por empresas brasileiras independente circularem na principal fonte de consumo audiovisual do país: a televisão aberta. De outra parte, a música e o software nacionais conseguem se colocar nos mercados mundiais, mesmo que em baixa escala, mas acabam atendendo nichos específicos de mercado, como world music, e-banking, games para celulares, etc.

    Distribuição e exportação precisam ser tratadas de forma integrada e complementar caso se pretenda atuar simultaneamente nos mercados doméstico e global. Diversos países adotaram medidas regulatórias, tarifárias e de promoção à exportação para superar as mesmas barreiras que encontramos por aqui. Ao mesmo tempo, os sistemas de distribuição destes países, mediante política de incentivos, entenderam seu papel estratégico no desenvolvimento do mercado e passaram a contribuir efetivamente para o crescimento destas indústrias. Casos emblemáticos são China, Índia e Coréia do Sul.

    #5603
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    Antonio Albuquerque
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    James,

    no caso da indústria de software, temos que refletir uma vertente que cada vez se consolida mais no Brasil e no mundo que é a do “software livre”. 

    Ter uma política de exportação de software parece ter um pouco de  contradição com uma política pública de software livre.  Claro, temos que continuar refletindo a remuneração daquelas firmas e profissionais que trabalham com o software livre.  A Economia do digital tem que dar conta desta dimensão.

    Acho, por exemplo, em exportação de serviços em TI mais apropriado, mais moderno, que exportação de software.  Exportar serviços de inteligência, de criação, mas não de produtos software.

    Esse novo modelo de negócio deve ser aprofundado.

    #7467

    James,

    no caso da indústria de software, temos que refletir uma vertente que cada vez se consolida mais no Brasil e no mundo que é a do “software livre”. 

    Ter uma política de exportação de software parece ter um pouco de  contradição com uma política pública de software livre.  Claro, temos que continuar refletindo a remuneração daquelas firmas e profissionais que trabalham com o software livre.  A Economia do digital tem que dar conta desta dimensão.

    Acho, por exemplo, em exportação de serviços em TI mais apropriado, mais moderno, que exportação de software.  Exportar serviços de inteligência, de criação, mas não de produtos software.

    Esse novo modelo de negócio deve ser aprofundado.

    #5604
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    James Görgen
    Participante

    Com certeza, Antonio. Mas é que neste caso, estamos centrando em simuladores e jogos, que ficam neste campo ampliado da cultura e do software livre. Infelizmente, se comunicam pouco com o mundo compartilhado. No caso dos games, por conta dos consoles mais vendidos. Se vamos ampliar para serviços, temos que conversar com MCT, Finep e outros atores. O Funttel seria um ótimo caminho para financiar este esforço pois tem uma linha exclusiva para conteúdos digitais.

    #7468

    Com certeza, Antonio. Mas é que neste caso, estamos centrando em simuladores e jogos, que ficam neste campo ampliado da cultura e do software livre. Infelizmente, se comunicam pouco com o mundo compartilhado. No caso dos games, por conta dos consoles mais vendidos. Se vamos ampliar para serviços, temos que conversar com MCT, Finep e outros atores. O Funttel seria um ótimo caminho para financiar este esforço pois tem uma linha exclusiva para conteúdos digitais.

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