Política Nacional para Conteúdos Digitais

Formação e Capacitação

Este tópico contém respostas, possui 4 vozes e foi atualizado pela última vez por Foto de perfil de Fernão Lopes Fernão Lopes 9 anos, 7 mes atrás.

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  • #4683
    Foto de perfil de James Görgen
    James Görgen
    Participante

    Um dos principais problemas do ambiente econômico da área dos conteúdos digitais é a formação de pessoal qualificado para atuar em campos que exigem alta qualificação e atualização e aperfeiçoamento constantes.

    Um dos trabalhos importantes neste aspecto diz respeito à criação de cursos de educação técnica, tecnológica e superior que possam dar suporte à visão integrada da economia criativa do mundo digital. Isso inclui desde um rearranjo dos atuais cursos técnicos, de graduação e extensão até a criação de uma rede capaz de interligar a demanda por mão-de-obra com a oferta de trabalho dos jovens profissionais.

    Uma das missões fundamentais neste eixo é a construção de um programa de concessão de bolsas para estágios profissionalizantes e uma ação de encaminhamento ao emprego dos estudantes egressos dos cursos baseados em conteúdos digitais.

    Além disso, será preciso trabalhar com a perspectiva de preparar o campo docente dos cinco segmentos para a atuação de forma integrada uma vez que várias disciplinas são comuns a esta área.

    #5599
    Foto de perfil de Takashi Tome
    Takashi Tome
    Participante

    Uns tempos atrás, fui tomar café na cantina, e encontrei um colega que acabara de chegar de uma estada numa universidade da Espanha. Ele estava efusiante com o que vira por lá, e começou a enumerar algumas diferenças em relação aos nossos cursos.

     

    Ele fez (aqui e lá) curso na área de artes plásticas. Aqui, aprendeu a pintar, moldar, esculpir. Lá também. Com algumas diferenças. A carga horária na Espanha é bem maior. E para quê? Porque aqui no Brasil o aluno compra a tela pronta e parte-se direto para as técnicas de pintura, porque o semestre é curto. Lá, os alunos tem disciplinas que tratam da construção do quadro, da tela, cursos para fabricação das tinturas. Somente depois disso tem-se aulas de pintura. Ou seja, somente depois que o aluno domina o material que vai usar, é que passa-se à etapa de seu uso.

     

    Pode ser que muitos me critiquem por essa visão, pois muita gente defende que um bom músico não precisa necessariamente ser um luthier, e vice-versa. Sei lá. Mas quando eu aprendi a dirigir, o meu medo de direção era tanta que, antes de começar a dirigir fiz um curso de mecânica de automóveis. Eu queria entender direito o que acontecia dentro desse bixo feio e barulhento que é o motor etc. Não virei mecanico profissional, mas hoje eu entendo o suficiente para dirigir melhor que muito pé de chumbo por aí. 

     

    Outra coisa que me preocupa é uma certa falta de visão critica por parte de algumas pessoas. Por exemplo, tem vários colegas que defendem o software livre, mas criticam a entrada do Governo no PNBL (um contrasenso). Ou, o contrário: estão no Governo e/ou defendem radicalmente a atuação de entidades públicas na atividade economica, mas desdenham do software livre (outro contrasenso). E por aí vai.

    Creio que um bom curso deve ensinar não somente a construção das ferramentas e seu uso (entendido como ferramenta qualquer coisa, de instrumento musical a algoritmos matemáticos), mas deve ter também uma boa discussão sobre os aspectos sociais, uma visão critica que evite criar um monte de ótimos técnicos socialmente alienados.

    Takashi

     

    #7463

    Uns tempos atrás, fui tomar café na cantina, e encontrei um colega que acabara de chegar de uma estada numa universidade da Espanha. Ele estava efusiante com o que vira por lá, e começou a enumerar algumas diferenças em relação aos nossos cursos.

     

    Ele fez (aqui e lá) curso na área de artes plásticas. Aqui, aprendeu a pintar, moldar, esculpir. Lá também. Com algumas diferenças. A carga horária na Espanha é bem maior. E para quê? Porque aqui no Brasil o aluno compra a tela pronta e parte-se direto para as técnicas de pintura, porque o semestre é curto. Lá, os alunos tem disciplinas que tratam da construção do quadro, da tela, cursos para fabricação das tinturas. Somente depois disso tem-se aulas de pintura. Ou seja, somente depois que o aluno domina o material que vai usar, é que passa-se à etapa de seu uso.

     

    Pode ser que muitos me critiquem por essa visão, pois muita gente defende que um bom músico não precisa necessariamente ser um luthier, e vice-versa. Sei lá. Mas quando eu aprendi a dirigir, o meu medo de direção era tanta que, antes de começar a dirigir fiz um curso de mecânica de automóveis. Eu queria entender direito o que acontecia dentro desse bixo feio e barulhento que é o motor etc. Não virei mecanico profissional, mas hoje eu entendo o suficiente para dirigir melhor que muito pé de chumbo por aí. 

     

    Outra coisa que me preocupa é uma certa falta de visão critica por parte de algumas pessoas. Por exemplo, tem vários colegas que defendem o software livre, mas criticam a entrada do Governo no PNBL (um contrasenso). Ou, o contrário: estão no Governo e/ou defendem radicalmente a atuação de entidades públicas na atividade economica, mas desdenham do software livre (outro contrasenso). E por aí vai.

    Creio que um bom curso deve ensinar não somente a construção das ferramentas e seu uso (entendido como ferramenta qualquer coisa, de instrumento musical a algoritmos matemáticos), mas deve ter também uma boa discussão sobre os aspectos sociais, uma visão critica que evite criar um monte de ótimos técnicos socialmente alienados.

    Takashi

     

    #5600
    Foto de perfil de Antonio Albuquerque
    Antonio Albuquerque
    Participante

    Complementando Takashi,

    e no setor de software muitos programadores não sabem nem o que um processador, programação concorrencial, segurança…….. linguagem de máquina.

    Comecei programando baixo nível.  Isso dá muito mais segurança ao programador.   Sai da superficialidade e tem muito mais visão global e possibilidade de fazer programas com muito mais qualidade.

    #7464

    Complementando Takashi,

    e no setor de software muitos programadores não sabem nem o que um processador, programação concorrencial, segurança…….. linguagem de máquina.

    Comecei programando baixo nível.  Isso dá muito mais segurança ao programador.   Sai da superficialidade e tem muito mais visão global e possibilidade de fazer programas com muito mais qualidade.

    #5601
    Foto de perfil de James Görgen
    James Görgen
    Participante

    Mais do que formar de maneira especializada, precisamos educar a partir de uma visão integrada daqueles segmentos que estamos propondo (audiovisual, animação, música, jogos e virtualização). Na mesma linha citada, onde artes plásticas se mistura com ciências da computação e vice-versa.

    #7465

    Mais do que formar de maneira especializada, precisamos educar a partir de uma visão integrada daqueles segmentos que estamos propondo (audiovisual, animação, música, jogos e virtualização). Na mesma linha citada, onde artes plásticas se mistura com ciências da computação e vice-versa.

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