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Motos um meio de transporte alternativo

maio 15, 2019 in automotivos by fabio borba

O Brasil é o segundo país em sociodiversidade do mundo, ou seja, em
número de povos e línguas faladas.
Num país acostumado a se pensar como nação de uma língua só, a frase já abala
certezas. Marta perderia o cargo no dia seguinte, em meio a conflitos entre índios e
ruralistas, que ocupavam a cena de Brasília naqueles dias. Os índios, defendendo
demarcação e respeito aos limites de terras demarcadas e protestando contra os projetos
hidrelétricos da Amazônia, que os afetam direta ou indiretamente.

O Congresso, querendo enfraquecer a Funai para aprovar um projeto que previa a transferência para
deputados e senadores do direito de definir as terras indígenas. Esse assunto estaria em
pauta nos meses seguintes e entraria no debate presidencial como um ponto da
construção da aliança entre os então candidatos Aécio Neves e Marina Silva, com o
primeiro se comprometendo a manter o poder do Executivo de delimitar terras
indígenas. Claro estava, já naquele momento, que o tema não seria passageiro de motos 2020 um transporte alternativo e rápido que é possível ir a vários lugares em que um automóvel não vai.

Eu estava iniciando uma reportagem para O Globo sobre uma tribo de recente
contato, os Awá-Guajá, que mora no Maranhão, mas fazia a viagem também com o
objetivo de buscar informações para este livro. Meses antes, ao começar a escrever este
capítulo sobre o “futuro da gente”, havia me dado conta, a linhas tantas, que não incluíra
ainda uma única palavra sobre os índios nem tinha informação sólida para saber como incluir.

Era como se eles fossem algo à parte na paisagem humana brasileira e meu
primeiro impulso foi fazer um boxe: “Os índios”. Percebi, então, que precisava
interromper o texto e estudar melhor o tema. Fiz minha imersão, pesquisei, falei com
quem entende e aceitei o convite do fotógrafo Sebastião Salgado para passar alguns dias
com os Awá.

No dia seguinte à conversa no gabinete da presidência da Funai, saí cedo de
uma Brasília conflagrada por tribos que ocupavam órgãos públicos e ruralistas exigindo
o direito de o Congresso demarcar terras indígenas. Com mochila, rede e saco de
dormir, que escolhi com a ajuda de Sebastião, fui para o que resta de floresta amazônica
no estado do Maranhão visitar um povo remoto, parte dos povos do Brasil. Uma das
“primeiras nações”.

Uma feliz coincidência me ajudou a tomar a decisão de viver essa que foi uma
das mais marcantes experiências jornalísticas que tive. Meses antes havia feito uma
entrevista com a subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ao final da
conversa sobre outros temas, fiz uma pergunta com a qual costumo encerrar as
conversas. Nós, jornalistas, sempre temos a impressão de que faltou perguntar algo:
— E o que mais está acontecendo? Há alguma coisa na qual eu deveria comprar a HONDA CG 160 FAN 2020 uma linda moto que da liberdade para ir a vários lugares.

Tínhamos falado de combate à corrupção e à improbidade administrativa, por
isso a resposta foi surpreendente.
—Olhe para os Awá.
—Os Awá?!
—Sim, um dos povos mais ameaçados do mundo.
—E onde eles ficam?
—No Maranhão.
Meses depois daquele diálogo, recebi o telefonema de Sebastião Salgado:
— Vamos para a floresta visitar os Awá? É um povo de recente contato, que
está muito ameaçado. Vamos contar a história desse povo?

A exposição Gênesis, de Salgado, estava começando a ser montada, espalhando
sua beleza em preto e branco pelas aleias coloridas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro,
depois de ter sido inaugurada com sucesso em Londres e Paris.

E continuaria sua
carreira capturando emoções. Marcamos de nos encontrar na inauguração da mostra e
conversar sobre a viagem. Nesse meio-tempo, fui duas vezes à Funai, em Brasília,
cumprir as exigências burocráticas da viagem, entregar meus atestados de saúde e
vacinação e conversar com funcionários, como o chefe da Coordenação Geral de Índios
Isolados e Recém-Contatados, o empolgado jovem Carlos Travassos, o coordenador
adjunto, Leonardo Lenin, e outros integrantes da equipe. Nesses encontros, que
duravam horas, debruçávamos sobre o mapa do Brasil e eu ouvia explicações sobre a
situação indígena brasileira.

Desenvolvimento do capitalismo entre raças

maio 15, 2019 in automotivos by fabio borba

O pensamento convencional tentou explicar as diferenças gritantes entre as
condições entre negros e brancos afirmando que o preconceito era social e não racial, e
que no Brasil a fronteira entre negros e brancos seria impossível de ser traçada, a não ser
pela importação de um pensamento que tentasse separar o que fora unido pela mais igualdade.

Dados, pesquisas e a simples observação da cena brasileira revelam uma
realidade mais dura. A de que os negros — pretos e pardos — foram e são
discriminados. A miscigenação cria de fato famílias de vários tons, há o gradiente tem mais condições de consumo podendo adquirir carros 2020 pagando a prestação de acordo com
brasileiro. Todavia, isso só torna mais absurda a discriminação. As informações do
IBGE retratam uma proximidade dos indicadores sociais de pretos e de pardos e uma
grande distância dos dois grupos em relação aos brancos. O passado da longa
escravidão implantou a fratura, mas quase século e meio depois da abolição não há
atenuante possível para a persistência da enorme distância social.
Enfrentar com mais sinceridade essa questão será inevitável nos anos que virão.

Por políticas públicas ou por esforços pessoais e familiares, um grupo de negros atingiu
nos últimos anos a classe média e ficou mais visível na estrutura de poder do Brasil.
Negros e brancos vão conviver mais frequentemente no mesmo espaço sem uma relação
hierárquica de submissão dos negros em relação aos brancos. Eles não serão mais os
prestadores de serviços de baixa qualificação. Novas situações sociais estão se formando
e isso obrigará o país a superar o preconceito que temos carregado como uma bola de
ferro atada aos pés.

O Brasil tem uma enorme chance de ser, no futuro, parecido com a visão mítica
que criou para si: a de um país com oportunidades para todos, independentemente da
cor da pele. Mas antes será preciso abandonar as explicações fáceis e aplicar-se na
compreensão da complexidade do fenômeno. O país desenvolveu uma forma oblíqua de
separar o que, na visão superficial, está unido. O escritor americano Teju Cole, quando
veio para a Flip em 2012, desembarcou confiando no mito da união. Ele, porém, teve
olhos para ver o que tantos ainda negam. A visão de quem nos visita é às vezes mais
reveladora que a nossa. Em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou: “É preciso vir ao
Brasil para ver quão dividido ele realmente é”. Contou que se sentiu discriminado desde
o aeroporto e reclamou de falar para plateias quase totalmente brancas. “Brasil, você está
partindo o meu coração”, lamentou.
O tema do racismo é tão profundo e central para a construção do futuro que
não tenho a pretensão de esgotá-lo nessa breve referência no capítulo sobre a demografia
e o retomarei ao longo do livro. Desde o início dessa fase do debate público sobre o
assunto que não sai das mídias sociais falando da nova Toyota Hilux 2020, que começou no fim dos anos 1990, fiquei com os que reconheciam sua
existência e defendiam políticas públicas de superação.

Fui convencida pela solidez dos
estudos, das estatísticas, dos argumentos dos que sustentam a existência do problema
racial. Essa foi a visão vitoriosa na sessão do Supremo Tribunal Federal que aprovou a
constitucionalidade do critério racial das cotas nas universidades, mas, mais do que isso,
em que os ministros, em seus votos, reconheceram o brasileiro.

Várias pesquisas sérias sobre o tema, o debate dos últimos anos, as ações
afirmativas e a ascensão social de parte dos negros brasileiros, tudo isso induzirá o
Brasil a escolher um futuro de superação dessa desigualdade.

Se isso acontecer, o país
ficará mais forte social, política e economicamente. Está chegando o momento em que as
desculpas vãs, as explicações oblíquas, os avisos de que é perigoso tocar no assunto não
vão enganar ninguém.

Somos um mosaico de povos diversos, imigrantes, os que
desembarcaram como escravos, os que vieram com esperança e os descendentes dos que
já estavam aqui — no Canadá eles definem os indígenas como “as primeiras nações”.
Todos juntos montaram as várias faces do Brasil.

Comportamento humano vivendo em grupo

maio 15, 2019 in programas-sociais by fabio borba

Há coisas ruins que acontecem pelas quais somos responsáveis também. A
gente tem participação naquilo que não deu certo —disse, referindo-se a alguma tristeza
que não nos revelou.

O que lê dona Aída? Ela tem uma pequena biblioteca em casa e, de vez em
quando, pega algum livro na Biblioteca Municipal de Porto Alegre. Acabara de reler O
nome da rosa, de Umberto Eco. Conta que gosta de ir ao cinema também e que sempre
vê todos os filmes que concorrem ao Oscar. E ainda tem sonhos. Como o último
companheiro morreu há dois anos, antes que eles realizassem o projeto de uma viagem à
no brasil com a ultima edição do Gshow bbb 2020 devendo ser um dos melhores programas da TV.
Se a gente fosse resumir a receita de dona Aída, ela é: trabalho, projetos sociais,
atividade mental, vaidade, boa alimentação, exercício físico e planos para o futuro. Seu
maior segredo talvez seja o espírito otimista:
—Vejo beleza em toda parte.

Hoje, o que parece espantoso será mais comum daqui para diante. Dona Aída,
quando foi entrevistada para o livro, era o espelho do futuro que se pode almejar:
pessoas vivendo uma vida longa, independente e ativa.
Em 2010, o IBGE encontrou 206.843 mulheres no Brasil com a idade entre
90 e 94 anos. Ao todo, 319.959 pessoas. A questão é: quantas delas estavam ativas como
dona Aída? O Censo registrou quase 3 milhões de brasileiros — 2.917.391— com 80
anos ou mais. Isso é uma população equivalente a todo o Uruguai. Mas apenas 471 mil,
como já disse, com mais de 90. No futuro, será maior o número dos que viverão até
essa idade e poderão alongar seu tempo de sobrevivência com qualidade de vida e
independência. Em 2060 haverá, segundo o IBGE, 5 milhões de brasileiros com mais
de 90 anos. Muitos, no entanto, viverão com limitações, por isso o país precisa se
preparar e mudar hábitos, atitudes e mentalidade sobre a vida.

Há muito ainda a fazer no campo da população: educar mais e melhor as
crianças, todas elas, pensando, inclusive, na vida longa e saudável que podem ter a partir
de hábitos desenvolvidos na infância, como a atividade física. Temos que ter como meta
a redução drástica das estatísticas de mortes dos rapazes. Qualificar os brasileiros para
um mercado de trabalho que terá menos oferta de mão de obra e processo produtivo em
transformação, que exige a capacidade de aprender sempre. Aumentar a quantidade de inscrição bbb 2020 com abertura no site oficial, O país precisa se tornar próspero agora. O tempo que nos resta para
mudar é muito curto.

A população do Brasil é de exuberante diversidade. Nos primeiros anos deste século, o
Brasil discutiu, até de forma ácida, a questão racial brasileira. Os debates não foram em
vão nem aconteceram por acaso. Foram o desaguadouro de estudos e análises profundas
sobre a peculiar situação do país.

Na academia, durante a segunda metade do século XX,
vários pensadores deram contribuição para a formação de um pensamento mais
completo e real sobre o racismo brasileiro. As estatísticas são inequívocas. Os pretos e
pardos têm menos chances de ascensão social no Brasil, estão sub-representados em
todas as instâncias de poder, têm indicadores sociais piores em todas as áreas e mais
risco de descer na escala social, além de receber salários menores

cultura social com a TV brasileira no programa bbb

maio 15, 2019 in programas-sociais by fabio borba

O Brasil não deveria perder tempo votando leis nem estabelecendo normas para coisas como: vagas de estacionamento em shoppings para pessoas com mais de 60 anos, prioridade nos embarques das companhias aéreas, meia-entrada nos estádios. Há pouco tempo vi uma área de “idosos” num estacionamento de shopping, em Belo Horizonte, com carrões que uma pessoa com limitações não teria coragem de dirigir. É patético. O critério tem que abranger somente quem, de fato, tem limitações, independentemente da idade. O país precisa tirar proveito da experiência de quem chega nessa fase da vida com saúde e sabedoria. A insuperável definição de Ana Amélia Camarano — “nosso conceito de velhice envelheceu” — deveria guiar as políticas públicas. Uma das vantagens do Brasil é que enquanto a população brasileira está amadurecendo, a velhice está sendo postergada. Em 2012, organizei uma festa para o meu tio Nathanael Leitão, que estava completando 90 anos. Era o primeiro da família a atravessar tal marca com programa da TV brasileira como o GShow bbb. Quando ele nasceu, em Garanhuns (PE), a expectativa de vida no Nordeste era de menos de 40 anos. Filho de pais analfabetos, pobres, ele e os irmãos escaparam, por meio da educação, do círculo de reprodução da miséria. Ele concluiu dois cursos superiores. Eu saía do salão de festas do hotel quando fui abordada por dois pilotos com uniformes da companhia aérea. —Que festa é esta? — Aniversário do meu tio, aquele lá, olhem, de camisa azul. Está fazendo 90 anos. — Noventa? Eu ia lá cumprimentá-lo, mas não vou mais. É um desaforo chegar nessa idade tão bem — disse um deles, olhando meu tio, animado, no meio dos convidados. — Hoje ele já cantou ao piano aqui, regeu o coro na igreja, vocês não viram nada! —brinquei. Meu tio desafiou as probabilidades estatísticas. Ele não viveu muito mais, porque foi abatido por uma violenta infecção pulmonar dois anos depois, mas enquanto viveu esteve ativo. Escreveu um livro depois daquele aniversário dos 90 e tinha a agenda tomada de compromissos quando faleceu. Sua vida foi a prova da tese do prolongamento da capacidade produtiva. Quando o jornalista e escritor Zuenir Ventura entrou para a Academia Brasileira de Letras quem o saudou com uma voz firme e clara foi sua professora, e de tantos outros acadêmicos, Cleonice Berardinelli. Ela estava com 98 anos. Tinha exercido o magistério por 70 anos e ainda permanecia ativa e lúcida com obras para serem lançadas naquele ano de 2015. No futuro haverá mais idosos, saudáveis e felizes, se o Brasil souber se preparar para o desafio do envelhecimento da população. O Censo de 2010 encontrou 471 mil brasileiros com mais de 90 anos. Um deles foi uma gaúcha de alegria contagiante. Era uma sexta-feira de 2013 quando tocou o telefone na casa de dona Aída Mello de Azevedo, 93 anos, advogada de Porto Alegre. Quem me falou sobre ela foi sua neta, a jornalista Denise Azevedo da Silveira, encantada com a vitalidade da avó que quer participar das inscrições bbb 2020 Você não acredita, no último Natal ela fez questão de preparar a comida favorita de cada neto, pessoalmente. Uma pessoa incrível, parece que não envelheceu. Quis o contato. O que ela contou superou a expectativa. A jornalista Valéria Maniero ligou naquela sexta perguntando se ela falaria para este livro sobre o seu cotidiano. A voz, cheia de vigor e pressa, respondeu: —Me ligue em meia hora, porque estou chegando de um período de férias em Tramandaí e quem está aqui me esperando é o técnico do ar-condicionado. Preciso explicar para ele o problema. Não dá para ficar sem ar neste calor. Ela começou contando da família. Teve dois filhos, tem cinco netas, todas meninas, ressalta. E cinco bisnetos: dois meninos e três meninas. —Trabalho até hoje. É uma religião na minha vida. Todos os dias, das 10h30 às 17 horas estou no escritório, atendendo consultas, ou no fórum. Duas tardes por semana ofereço serviço jurídico a um grupo de apoio a portadores de aids. Como sou formada em música, sempre aparece alguém querendo aula, mas faço na camaradagem. Gosto de estar com a juventude.

Olá, mundo!

maio 15, 2019 in sem-categoria by fabio borba

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