por Rodrigo Prates:

Canção para Paraqueda (Lá no Morro)

Lá no morro tinha o jogo do osso

O nosso herói era o Mandrake

E a gente brincava o carnaval

A TV ainda nem existia

O bonde circulava na cidade

Ai que saudade que isso ainda me da

Já nem sei se casei com Porto Alegre

Ou Porto Alegre que me quer de par

A música no terreiro

O meu pai era militar

Eu tocava piano na escola

E gostava muito de desenhar

Lá na minha casa tinha sol

Até quando chovia

A gente via a chuva cair lá embaixo

E na rua molhado todo mundo fica igual

E na boa molhado todo mundo fica igual

(Rodrigo Prates)

Depois de uma longa conversa com o Mestre Griô Paraqueda sobre a sua infância vivida em Porto Alegre, senti uma vontade enorme de achar um meio de fotografar o que ele estava falando. Cada verso composto para essa canção foi retirado exatamente do que ele contou a mim e ao Rodrigo Apolinário nas Vivências. Meu trabalho foi o de achar as metáforas certas para cantar a vida deste querido Mestre.