por Rodrigo Prates:

O João Não Tem Vovô!

Meu vovô

Sabe muita coisa que eu não sei

Ele tá ligado

Em quase tudo que eu faço

E a vovó

Me conta mil histórias é um barato

Canta tantas canções

Talvez mais de cem

Mas o João não tem vovô

E o Pedro nem conheceu sua vovó

Matheus também nasceu sem

E o Guilherme chama de papai o avô

Perto da minha casa

Tem uma vovó

Que virou a vovó

De todo mundo

Ela é negra branca

Amarela e vermelha

Ela é linda de tanta cor que tem

Ela dança

Ela brinca comigo

Faz comida diferente que faz bem

O coração dela é gigante

E a brincadeira mais gostosa

É a do Trem.

(Rodrigo Prates)

A convivência com os Mestres Griôs fez com que a relação entre netos e avôs me comovesse muito. A avó contadora de história, a negra orgulhosa da sua comida que transcende os séculos, as brincadeiras… O amor doado pelos avós, aqui lembrado pela afetividade mútua, faz o adulto que narra a história, lembrar da infância e lamentar a falta que hoje faz os avós.

Nos dias atuais, os vovôs e as vovós estão como se diz, voando as tranças por aí. São internautas, dançarinos, sambistas, pintores e estão muito espertos e atualizados. Esta canção é uma homenagem a todos e todas que não tem ou nunca tiveram os avós por perto.