por Rodrigo Prates:

Mestre Zé do Rio – é um exímio poeta e uma máquina de inventar palavras bonitas. Consegue ser áspero e sensível com as mazelas da vida. Constrói castelos de versos, dono de uma voz postada e limpa, articula os pensamentos com  a velocidade de um trovador aqui do sul. Sempre simpático e elegante nos gestos, este Mestre Griô lembra o Padre Antônio Vieira em seus sermões. Me chamou muito a atenção a primeira vez que falei com ele. De sandália nos pés, cantou pra mim as desigualdades desse mundo maluco e riu, como se ironizasse a finitude da vida. Pouco falou da infância preferiu prosar sobre a idade adulta e tudo o que ela representa para a criança que ainda brinca e mora dentro dele.