Por Nathália Dielú e Marcelo Magno

Fantástico, humano e animal; divisões de uma tradição lendária do Cavalo-Marinho em ação no último dia de Circuito Interações Estéticas, que acontece no Centro de Convenções da UFPE, no Recife. Dramaticidade no som e descontração nos passos, numa tentativa de sincronia. Foi assim que trabalharam os participantes da oficina de dança no Circuito, coordenado pelo Mestre Luiz Paixão e seu grupo Cavalo-Marinho Boi Brasileiro. Termiram todos suados e satisfeitos.

Cavalo-Marinho Boi Brasileiro | Mestre Luiz Paixão. Foto: Bruna Monteiro.

O Cavalo-Marinho Boi Brasileiro foi criado em 2002 por Biu Roque, no Engenho Palmeira em Aliança, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Formado por trabalhadores rurais e com raízes no passado, o Boi Brasileiro foi uma das atrações da noite de terça-feira (9 de novembro), dentro da programação de shows do Interações Estéticas. O espetáculo durou cerca de uma hora, numa adaptação para a ocasião, pois originalmente costuma entrar pela madrugada.

O público, numa interação emocional, entrou no ritmo e dançou ao som da rabeca e os instrumentos do Cavalo-Marinho. “Não existe distinção entre público e artista, tudo forma um só corpo. O Cavalo-Marinho é uma coisa de interação realmente, não é um espetáculo de palco, é um espetáculo de terreiro”, comentou a produtora do grupo, Lia Menezes.